Dinheiro, surfe e futebol| 22/01/2009
Como dois empreendedores de Santa Catarina se transformaram em parceiros da Visa, a maior empresa de cartões de crédito do mundo, em um projeto de venda de ingressos para jogos de futebol.
Por Denise Carvalho
O paranaense Robson Carlo Mello de Oliveira cresceu vendo seu pai, Rubens Sampaio, jogar como meio-campista em vários times de futebol. Rubens era considerado um jogador habilidoso, defendeu nos gramados as cores do Internacional de Porto Alegre e chegou a desenvolver carreira internacional no Canadá. Seu filho, não. Oliveira primeiro virou surfista, depois começou a lutar jiu-jítsu. Por último, resolveu se aventurar na área de desenvolvimento de sistemas e tecnologia para a internet, na qual fez carreira anônima em Santa Catarina e sofreu na pele as consequências do estouro da bolha, no início dos anos 2000. "Até que, numa madrugada de 2003, acordei com a ideia que mudaria minha vida", diz Oliveira. "Um sistema que permitisse aos torcedores ir ao estádio sem enfrentar filas monumentais, cambistas e confusão." A ideia foi o ponto de partida para um negócio desenvolvido com seu sócio, o catarinense Rodrigo Koerich Calomeno - e que depois ganharia a parceria da Visa, a maior empresa de cartões de crédito do mundo. O PassFirst, como foi batizado o sistema, gira em torno do cartão de crédito. Por meio dele, o usuário compra os ingressos pela internet e entra no estádio - o cartão é passado em uma catraca especial e libera o acesso.
Desde que foi criado, há cerca de um ano, o PassFirst atraiu 128 000 usuários e está disponível em oito estádios brasileiros, com uma oferta de aproximadamente 71 000 lugares. Uma das principais vitrines do programa é o Parque Antarctica, estádio do Palmeiras, em São Paulo. Lá a Visa mantém uma área reservada de 5 000 lugares com entrada independente, lounge e banheiros que lembram os de shopping centers paulistanos. Recentemente, o PassFirst chegou ao estádio do Morumbi, onde já estão reservados 20 000 lugares com estrutura de apoio semelhante. Em maio, o programa abre mais 15 000. Há três meses, a revista americana de negócios Forbes apontou o sistema como uma das maiores inovações da Visa do Brasil. Em julho de 2008, o sistema já havia chamado a atenção da matriz ao ser exposto em uma reunião, destinada a discutir inovações, realizada na sede da empresa, na cidade de São Francisco, na Califórnia. "Depois da experiência aqui, esse produto pode ser levado a qualquer lugar do mundo", afirma Rubén Osta, diretor-geral da Visa do Brasil. Atualmente, a empresa negocia com a Fifa os primeiros testes do programa em disputas internacionais, como o campeonato sub-20 de futebol feminino no Egito e o Mundial de Interclubes nos Emirados Árabes, que acontecem no segundo semestre deste ano.
Para que o PassFirst chegasse a esse ponto, Oliveira e Calomeno precisaram de cinco anos de trabalho e obstinação. A primeira dificuldade foi transformar uma ideia em produto - e encontrar um parceiro com cacife suficiente para financiar a empreitada. Os dois empreendedores bateram então à porta de quatro bancos - Itaú, Unibanco, Bradesco e HSBC. Não conseguiram nada além da recomendação de criar um projeto piloto, de preferência com um time de futebol. Procuraram então o Figueirense de Florianópolis e, junto com o clube, montaram um sistema de cartões de fidelidade, com chip embutido no plástico e catracas especiais de acesso. Mas a escala necessária ao sucesso do projeto só viria, perceberam Oliveira e Calomeno, com a associação com uma empresa de cartões de crédito. A primeira companhia procurada, a Mastercard, não se interessou pelo projeto. "Enviamos também um e-mail para o diretor de produtos da Visa, explicando a ideia. A reunião foi agendada para uma semana depois", diz Oliveira. A Visa decidiu, então, participar do desenvolvimento do sistema de vendas online de ingressos e da tecnologia que permitisse a utilização do cartão de crédito nas catracas dos estádios. "A grande preocupação da empresa era a segurança das informações do cartão", diz Calomeno. Em setembro de 2007, três anos depois do primeiro encontro com os executivos da Visa, o PassFirst finalmente foi inaugurado, no Parque Antarctica.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
CADA VEZ MAIS, CADA UM FAZ O QUE QUER | 22.01.2009
Seja na criação do fundo soberano, seja na decisão de dar asilo a um criminoso, prevalece a lógica deste governo: tudo o que não incomode a popularidade do presidente está permitido
Revista EXAME
Há certas coisas na vida que só os governos podem fazer - ou, talvez, que só o governo brasileiro faça. Nenhum cidadão normal, por exemplo, pede dinheiro emprestado para abrir uma caderneta de poupança ou colocar num fundo DI. Com o governo do Brasil, a história já é outra. Temos aí, criado no fim de 2008 por medida provisória, o fundo soberano do governo federal - um caso possivelmente único, em todo o mundo, de poupança feita com dívida. Mais ainda, o propósito desse fundo não é economizar para o futuro, e sim gastar no presente. É o contrário, exatamente, dos demais fundos soberanos montados por outros países. Em todos eles, os recursos vêm de dólares que sobraram no caixa dos governos - das receitas de petróleo, nos casos de Arábia, Noruega ou Emirados Árabes, ou das exportações, como acontece com a China ou com Singapura; a finalidade desse dinheiro é formar uma reserva para encarar necessidades futuras. Pode haver algumas nuances aqui ou ali, mas basicamente é isso.
Todos se lembram de como essa conversa de fundo soberano começou por aqui, no segundo semestre do ano passado. O governo federal sonhava, então, com os bilhões de dólares que as reservas de petróleo recém-confirmadas em alto-mar iriam trazer para o Brasil. Diversos planos apareceram, na época, para aproveitar esse dinheiro todo - e um deles era formar um fundo de investimento a ser abastecido pelos lucros da exploração dos novos poços e pelos rendimentos que sua aplicação iria trazer. Mudou o mundo de lá para cá, mas o governo não mudou de ideia. Como o dinheiro do pré-sal é uma conversa que saiu do ar, resolveu montar o fundo emitindo títulos do Tesouro - ou seja, tomando empréstimos no mercado e contraindo mais dívidas. O objetivo disso não tem mais nada a ver com a formação de uma reserva; é colocar em "obras de infraestrutura", que não se sabe exatamente quais são e muito menos quando ficariam prontas.
Não se pode esperar nada de bom de um fundo montado sem fundos, como diz o ex-ministro Mailson da Nóbrega, mas o problema vai além disso. Tão ruim ou pior que a incoerência do fundo soberano é a postura de descaso diante das regras que o governo federal mais uma vez insiste em exibir quando algum interesse seu é contrariado - no caso, como não podia aumentar os recursos do orçamento com uma medida provisória, tratou de fazer esse aumento emitindo papéis. Por que não? A ligeireza com que se tratam as leis neste governo tornou-se hoje um procedimento-padrão. Pelo entendimento comum da legislação em vigor no país, por exemplo, uma empresa estatal como a Petrobras teria a obrigação de produzir a cada ano os melhores resultados possíveis para seus acionistas majoritários, ou seja, para o conjunto dos cidadãos brasileiros. Mas o governo não pensa assim. Acha que tem o direito de usar a Petrobras para atender aos interesses da Bolívia, como acaba de fazer ao obrigá-la a comprar dos bolivianos gás de que não precisa - pois prestar favores a governos sul-americanos de esquerda combina com as ideias políticas dos ministros que mandam na diplomacia brasileira de hoje.
Na mesma toada vai o ministro Tarso Genro, que acaba de dar a proteção do Brasil a um criminoso condenado à prisão perpétua na Itália por ter participado de quatro homicídios, sob o extraordinário argumento de que ele sofreu uma "condenação política" e teve o seu direito de defesa cerceado pelo Poder Judiciário italiano. Alegar motivos "políticos" para matar alguém não é desculpa nas leis da Itália nem nas do Brasil - mas e daí? O ministro, em sua decisão, ignorou as posições do Conselho Nacional de Refugiados, do procurador-geral da República, do Itamaraty, da Corte Europeia de Direitos Humanos e da própria Justiça da Itália, que tomou sua decisão sem ferir uma única vírgula da lei. (Genro acha que os direitos do cidadão são mais respeitados em Cuba, a quem devolveu dois atletas que tinham se refugiado no Rio de Janeiro após o Pan de 2007.) O estranho, na verdade, seria o ministro obedecer à lógica dos fatos e atender ao pedido de extradição legítimo feito pelo governo democrático da Itália. Genro, como ministro da Justiça, não é um funcionário imparcial; é um militante político que age em favor de seu grupo. Como tantos outros de seus colegas, segue a regra número 1 do governo: contanto que não incomode a popularidade do presidente, cada um pode fazer o que quiser.
Enquanto for assim, vamos ter cada vez mais do mesmo.
Seja na criação do fundo soberano, seja na decisão de dar asilo a um criminoso, prevalece a lógica deste governo: tudo o que não incomode a popularidade do presidente está permitido
Revista EXAME
Há certas coisas na vida que só os governos podem fazer - ou, talvez, que só o governo brasileiro faça. Nenhum cidadão normal, por exemplo, pede dinheiro emprestado para abrir uma caderneta de poupança ou colocar num fundo DI. Com o governo do Brasil, a história já é outra. Temos aí, criado no fim de 2008 por medida provisória, o fundo soberano do governo federal - um caso possivelmente único, em todo o mundo, de poupança feita com dívida. Mais ainda, o propósito desse fundo não é economizar para o futuro, e sim gastar no presente. É o contrário, exatamente, dos demais fundos soberanos montados por outros países. Em todos eles, os recursos vêm de dólares que sobraram no caixa dos governos - das receitas de petróleo, nos casos de Arábia, Noruega ou Emirados Árabes, ou das exportações, como acontece com a China ou com Singapura; a finalidade desse dinheiro é formar uma reserva para encarar necessidades futuras. Pode haver algumas nuances aqui ou ali, mas basicamente é isso.
Todos se lembram de como essa conversa de fundo soberano começou por aqui, no segundo semestre do ano passado. O governo federal sonhava, então, com os bilhões de dólares que as reservas de petróleo recém-confirmadas em alto-mar iriam trazer para o Brasil. Diversos planos apareceram, na época, para aproveitar esse dinheiro todo - e um deles era formar um fundo de investimento a ser abastecido pelos lucros da exploração dos novos poços e pelos rendimentos que sua aplicação iria trazer. Mudou o mundo de lá para cá, mas o governo não mudou de ideia. Como o dinheiro do pré-sal é uma conversa que saiu do ar, resolveu montar o fundo emitindo títulos do Tesouro - ou seja, tomando empréstimos no mercado e contraindo mais dívidas. O objetivo disso não tem mais nada a ver com a formação de uma reserva; é colocar em "obras de infraestrutura", que não se sabe exatamente quais são e muito menos quando ficariam prontas.
Não se pode esperar nada de bom de um fundo montado sem fundos, como diz o ex-ministro Mailson da Nóbrega, mas o problema vai além disso. Tão ruim ou pior que a incoerência do fundo soberano é a postura de descaso diante das regras que o governo federal mais uma vez insiste em exibir quando algum interesse seu é contrariado - no caso, como não podia aumentar os recursos do orçamento com uma medida provisória, tratou de fazer esse aumento emitindo papéis. Por que não? A ligeireza com que se tratam as leis neste governo tornou-se hoje um procedimento-padrão. Pelo entendimento comum da legislação em vigor no país, por exemplo, uma empresa estatal como a Petrobras teria a obrigação de produzir a cada ano os melhores resultados possíveis para seus acionistas majoritários, ou seja, para o conjunto dos cidadãos brasileiros. Mas o governo não pensa assim. Acha que tem o direito de usar a Petrobras para atender aos interesses da Bolívia, como acaba de fazer ao obrigá-la a comprar dos bolivianos gás de que não precisa - pois prestar favores a governos sul-americanos de esquerda combina com as ideias políticas dos ministros que mandam na diplomacia brasileira de hoje.
Na mesma toada vai o ministro Tarso Genro, que acaba de dar a proteção do Brasil a um criminoso condenado à prisão perpétua na Itália por ter participado de quatro homicídios, sob o extraordinário argumento de que ele sofreu uma "condenação política" e teve o seu direito de defesa cerceado pelo Poder Judiciário italiano. Alegar motivos "políticos" para matar alguém não é desculpa nas leis da Itália nem nas do Brasil - mas e daí? O ministro, em sua decisão, ignorou as posições do Conselho Nacional de Refugiados, do procurador-geral da República, do Itamaraty, da Corte Europeia de Direitos Humanos e da própria Justiça da Itália, que tomou sua decisão sem ferir uma única vírgula da lei. (Genro acha que os direitos do cidadão são mais respeitados em Cuba, a quem devolveu dois atletas que tinham se refugiado no Rio de Janeiro após o Pan de 2007.) O estranho, na verdade, seria o ministro obedecer à lógica dos fatos e atender ao pedido de extradição legítimo feito pelo governo democrático da Itália. Genro, como ministro da Justiça, não é um funcionário imparcial; é um militante político que age em favor de seu grupo. Como tantos outros de seus colegas, segue a regra número 1 do governo: contanto que não incomode a popularidade do presidente, cada um pode fazer o que quiser.
Enquanto for assim, vamos ter cada vez mais do mesmo.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Investidores que perderam com Madoff processam Santander
Valor Online
27/01/2009 18:26
SÃO PAULO - Clientes do banco espanhol Santander entraram com ações judiciais coletivas contra o banco por conta de perdas que tiveram com investimentos em fundos geridos pela instituição, mas que aplicavam parte dos recursos na empresa de Bernard Madoff, acusado de ter montado um esquema fraudulento de pirâmide financeira que teria causado prejuízos de US$ 50 bilhões pelo mundo.
As ações foram registradas em um tribunal do estado norte-americano da Flórida pelos escritórios de advocacia Cremades & Calvo-Sotelo e Labaton Sucharow.
Segundo agências internacionais, entre os clientes que subscreveram a ação estão a empresa chilena Mar Octava Limitada e o investidor argentino Marcelo Guillermo Testa.
No processo, eles alegam que o Santander prestou "falsas declarações sobre sua diligência e supervisão" das aplicações. Eles argumentam que os valores pagos em taxas de administração deveriam cobrir o serviço de fiscalização sobre onde o dinheiro era investido.
Além do banco espanhol, são citados na ação também as empresas Optimal Investment Services (braço de hedge fund do banco), PriceWaterhouseCoopers, responsável pela auditoria do fundo, e duas unidades do HSBC, que atuavam como custodiantes e administradores do veículo de investimento oferecido pelo Santander a seus clientes.
O banco admitiu que investidores que aplicavam no fundo Optimal tiveram perdas de 2,33 bilhões de euros em suas aplicações.
(Valor Online, com agências internacionais)
Valor Online
27/01/2009 18:26
SÃO PAULO - Clientes do banco espanhol Santander entraram com ações judiciais coletivas contra o banco por conta de perdas que tiveram com investimentos em fundos geridos pela instituição, mas que aplicavam parte dos recursos na empresa de Bernard Madoff, acusado de ter montado um esquema fraudulento de pirâmide financeira que teria causado prejuízos de US$ 50 bilhões pelo mundo.
As ações foram registradas em um tribunal do estado norte-americano da Flórida pelos escritórios de advocacia Cremades & Calvo-Sotelo e Labaton Sucharow.
Segundo agências internacionais, entre os clientes que subscreveram a ação estão a empresa chilena Mar Octava Limitada e o investidor argentino Marcelo Guillermo Testa.
No processo, eles alegam que o Santander prestou "falsas declarações sobre sua diligência e supervisão" das aplicações. Eles argumentam que os valores pagos em taxas de administração deveriam cobrir o serviço de fiscalização sobre onde o dinheiro era investido.
Além do banco espanhol, são citados na ação também as empresas Optimal Investment Services (braço de hedge fund do banco), PriceWaterhouseCoopers, responsável pela auditoria do fundo, e duas unidades do HSBC, que atuavam como custodiantes e administradores do veículo de investimento oferecido pelo Santander a seus clientes.
O banco admitiu que investidores que aplicavam no fundo Optimal tiveram perdas de 2,33 bilhões de euros em suas aplicações.
(Valor Online, com agências internacionais)
Santander decide bancar parte de perdas de clientes com Madoff
Valor Online
27/01/2009 20:12
SÃO PAULO - O banco espanhol Santander anunciou hoje que encontrou uma "solução" para as perdas apuradas por seus clientes de private banking com investimentos no fundo Optimal Strategic US Equity, que foi afetado pela liquidação da empresa de Bernard Madoff, acusado de ter montado um esquema fraudulento de pirâmide financeira que teria causado prejuízos de US$ 50 bilhões pelo mundo.
O banco pretende reembolsar o principal aplicado por seus clientes de private banking, no montante equivalente a 1,38 bilhão de euros. Em dezembro, o banco havia dito que a exposição total, incluindo rendimentos e as aplicações de investidores institucionais, seria estimada em 2,33 bilhões de euros.
O reembolso será feito por uma troca de ativos. Os investidores substituirão as cotas que possuem no Optimal Strategic por ações preferenciais que serão emitidas pelo Grupo Santander. Esses papéis pagarão rendimento de 2% ao ano e terão uma opção de compra, a ser exercida pelo banco, no décimo ano.
De acordo com a instituição, essa decisão deve gerar um impacto negativo de 500 milhões de euros para o resultado do Santander, valor que já foi provisionado no balanço do quarto trimestre de 2008.
A proposta de assunção de parte das perdas foi anunciada no mesmo dia em que se teve conhecimento de que alguns clientes entraram com ações judiciais coletivas contra o banco espanhol, alegando falta de diligência na supervisão dos investimentos. As ações foram registradas em um tribunal do estado norte-americano da Flórida pelos escritórios de advocacia Cremades & Calvo-Sotelo e Labaton Sucharow.
Apesar de se dispor a devolver o principal aplicado pelos clientes, o banco espanhol ressalta que a decisão foi tomada devido às "circunstâncias excepcionais do caso" e por "razões exclusivamente comerciais, pelo interesse que tem em manter sua relação de negócio com seus clientes". Ou seja, nega qualquer responsabilidade no caso.
Sobre as ações judiciais, o banco disse que elas estão sendo avaliadas.
(Valor Online)
Valor Online
27/01/2009 20:12
SÃO PAULO - O banco espanhol Santander anunciou hoje que encontrou uma "solução" para as perdas apuradas por seus clientes de private banking com investimentos no fundo Optimal Strategic US Equity, que foi afetado pela liquidação da empresa de Bernard Madoff, acusado de ter montado um esquema fraudulento de pirâmide financeira que teria causado prejuízos de US$ 50 bilhões pelo mundo.
O banco pretende reembolsar o principal aplicado por seus clientes de private banking, no montante equivalente a 1,38 bilhão de euros. Em dezembro, o banco havia dito que a exposição total, incluindo rendimentos e as aplicações de investidores institucionais, seria estimada em 2,33 bilhões de euros.
O reembolso será feito por uma troca de ativos. Os investidores substituirão as cotas que possuem no Optimal Strategic por ações preferenciais que serão emitidas pelo Grupo Santander. Esses papéis pagarão rendimento de 2% ao ano e terão uma opção de compra, a ser exercida pelo banco, no décimo ano.
De acordo com a instituição, essa decisão deve gerar um impacto negativo de 500 milhões de euros para o resultado do Santander, valor que já foi provisionado no balanço do quarto trimestre de 2008.
A proposta de assunção de parte das perdas foi anunciada no mesmo dia em que se teve conhecimento de que alguns clientes entraram com ações judiciais coletivas contra o banco espanhol, alegando falta de diligência na supervisão dos investimentos. As ações foram registradas em um tribunal do estado norte-americano da Flórida pelos escritórios de advocacia Cremades & Calvo-Sotelo e Labaton Sucharow.
Apesar de se dispor a devolver o principal aplicado pelos clientes, o banco espanhol ressalta que a decisão foi tomada devido às "circunstâncias excepcionais do caso" e por "razões exclusivamente comerciais, pelo interesse que tem em manter sua relação de negócio com seus clientes". Ou seja, nega qualquer responsabilidade no caso.
Sobre as ações judiciais, o banco disse que elas estão sendo avaliadas.
(Valor Online)
Fed vai mudar hipotecas para ajudar mutuários nos EUA
Valor Online
27/01/2009 19:34
SÃO PAULO - O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, vai começar um programa para beneficiar os mutuários que estão inadimplentes com suas hipotecas. A decisão, que foi noticiada por agências internacionais, ocorre após forte pressão dos parlamentares dos EUA, que criticam o uso do pacote de US$ 700 bilhões, aprovado ainda no governo Bush, apenas para salvar os bancos e não os compradores das casas.
De acordo com a medida, os benefícios valerão para as hipotecas cujos direitos sobre os recebíveis estejam na carteira de empresas como Fannie Mae e Freddie Mac ou ainda dentro do balanço do Fed de Nova York, que tem comprado títulos lastreados em hipotecas no mercado.
Ao modificar as condições dos empréstimos, o governo pretende evitar novas ações de despejo, mantendo as pessoas nas suas casas.
O plano do Federal Reserve de NY é comprar cerca de US$ 500 bilhões em papéis ligados a hipotecas no mercado até meados deste ano. Desde o início do programa, já foram comprados cerca de US$ 24,6 bilhões em dividas.
(Valor Online, com agências internacionais)
Valor Online
27/01/2009 19:34
SÃO PAULO - O Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, vai começar um programa para beneficiar os mutuários que estão inadimplentes com suas hipotecas. A decisão, que foi noticiada por agências internacionais, ocorre após forte pressão dos parlamentares dos EUA, que criticam o uso do pacote de US$ 700 bilhões, aprovado ainda no governo Bush, apenas para salvar os bancos e não os compradores das casas.
De acordo com a medida, os benefícios valerão para as hipotecas cujos direitos sobre os recebíveis estejam na carteira de empresas como Fannie Mae e Freddie Mac ou ainda dentro do balanço do Fed de Nova York, que tem comprado títulos lastreados em hipotecas no mercado.
Ao modificar as condições dos empréstimos, o governo pretende evitar novas ações de despejo, mantendo as pessoas nas suas casas.
O plano do Federal Reserve de NY é comprar cerca de US$ 500 bilhões em papéis ligados a hipotecas no mercado até meados deste ano. Desde o início do programa, já foram comprados cerca de US$ 24,6 bilhões em dividas.
(Valor Online, com agências internacionais)
21/1/2009 - CONSTRUÇÃO CIVIL PODE TER IMPOSTO ZERO
Fonte: O Globo
Uma das propostas em estudo no governo para estimular o setor da construção civil prevê zerar os tributos federais para a construção de imóveis para a população de baixa renda. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, a medida ajudaria a baratear a compra da casa própria para pessoas que ganham entre dois e cinco salários mínimos.
O mecanismo em estudo prevê que as construtoras tenham direito a crédito de tributos como Imposto de Renda (IR), PIS/Cofins e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) por meio de um regime especial de tributação voltado para a habitação de interesse social. Segundo Safady, essa seria uma forma de subsidiar a compra da casa própria para quem mais precisa.
O conjunto de medidas voltadas para a construção civil deve ser anunciado no próximo dia 28 de janeiro. A ideia do governo é zerar, até 2023, o déficit habitacional brasileiro, estimado em 7,2 milhões de moradias.
Conforme fontes do governo e do setor privado, atualmente são construídas, por ano, 1,5 milhão de habitações. A ideia é elevar em, no mínimo, 350 mil moradias, via subsídios nos financiamentos habitacionais e desonerações tributárias, sendo 500 mil somente este ano.
A medida faz parte do Plano Nacional de Habitação (PlanHab), criado em 2007 e que será lançado até o fim deste mês.
Com foco na baixa renda, o plano é baseado em quatro eixos: financiamento, cadeia produtiva da construção civil, política urbana e arranjos institucionais.
Uma das novidades é a criação de um fundo garantidor, no qual o Tesouro Nacional aportaria R$ 500 milhões. Sua finalidade é fomentar o crédito a um público considerado de alto risco pelas instituições financeiras.
O fundo poderá cobrir até três prestações, quando o mutuário deixar de honrar os compromissos por perda de emprego ou qualquer outro motivo.
Fonte: O Globo
Uma das propostas em estudo no governo para estimular o setor da construção civil prevê zerar os tributos federais para a construção de imóveis para a população de baixa renda. Segundo o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Paulo Safady, a medida ajudaria a baratear a compra da casa própria para pessoas que ganham entre dois e cinco salários mínimos.
O mecanismo em estudo prevê que as construtoras tenham direito a crédito de tributos como Imposto de Renda (IR), PIS/Cofins e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) por meio de um regime especial de tributação voltado para a habitação de interesse social. Segundo Safady, essa seria uma forma de subsidiar a compra da casa própria para quem mais precisa.
O conjunto de medidas voltadas para a construção civil deve ser anunciado no próximo dia 28 de janeiro. A ideia do governo é zerar, até 2023, o déficit habitacional brasileiro, estimado em 7,2 milhões de moradias.
Conforme fontes do governo e do setor privado, atualmente são construídas, por ano, 1,5 milhão de habitações. A ideia é elevar em, no mínimo, 350 mil moradias, via subsídios nos financiamentos habitacionais e desonerações tributárias, sendo 500 mil somente este ano.
A medida faz parte do Plano Nacional de Habitação (PlanHab), criado em 2007 e que será lançado até o fim deste mês.
Com foco na baixa renda, o plano é baseado em quatro eixos: financiamento, cadeia produtiva da construção civil, política urbana e arranjos institucionais.
Uma das novidades é a criação de um fundo garantidor, no qual o Tesouro Nacional aportaria R$ 500 milhões. Sua finalidade é fomentar o crédito a um público considerado de alto risco pelas instituições financeiras.
O fundo poderá cobrir até três prestações, quando o mutuário deixar de honrar os compromissos por perda de emprego ou qualquer outro motivo.
ABYA3. BOVESPA. ANÁLISE.
2590 de 2599 – rmpjf – 21/01/2009 – 23:40h
A todos do fórum,
Analisando a ABYA3 graficamente (gráfico 120 minutos), vejo tendência fraca de compra.
A tendência é fraca, mas é de compra.
A base fundamentalista se mostra boa. A companhia tomou medidas severas para se organizar frente ao novo cenário de crédito, com medidas de reforço de caixa de diversas formas (venda da área de corretagem, venda de empreendimentos em sociedade com outras construtoras, venda de terrenos etc).
É uma análise muito individualizada. Para alguns, ela está no sufoco e desesperada e, para outros, mostrou austeridade e seriedade para ter um 2009 mais seguro, sem se preocupar com os rumores de mercado.
Ainda temos as especulações com a fusão de várias empresas brasileiras do ramo com o grupo espanhol, e o novo pacote de estímulo ao setor do governo federal.
Mais uma opinião: em tempos de crise internacional e possível depreciação de commodities, empresas que dependem 100% do mercado interno são, sem dúvida, uma boa opção.
Eu estou comprado e vou comprar mais.
Essa é a minha opinião, para contribuição ao fórum.
2590 de 2599 – rmpjf – 21/01/2009 – 23:40h
A todos do fórum,
Analisando a ABYA3 graficamente (gráfico 120 minutos), vejo tendência fraca de compra.
A tendência é fraca, mas é de compra.
A base fundamentalista se mostra boa. A companhia tomou medidas severas para se organizar frente ao novo cenário de crédito, com medidas de reforço de caixa de diversas formas (venda da área de corretagem, venda de empreendimentos em sociedade com outras construtoras, venda de terrenos etc).
É uma análise muito individualizada. Para alguns, ela está no sufoco e desesperada e, para outros, mostrou austeridade e seriedade para ter um 2009 mais seguro, sem se preocupar com os rumores de mercado.
Ainda temos as especulações com a fusão de várias empresas brasileiras do ramo com o grupo espanhol, e o novo pacote de estímulo ao setor do governo federal.
Mais uma opinião: em tempos de crise internacional e possível depreciação de commodities, empresas que dependem 100% do mercado interno são, sem dúvida, uma boa opção.
Eu estou comprado e vou comprar mais.
Essa é a minha opinião, para contribuição ao fórum.
ABYARA. E O LUCRO (CONTÁBIL) DE R$120 milhões?
23/Jan/2009 03:45
Então: existiu uma receita extraordinária referente à venda da corretagem à Brazil Brokers, num valor de mais ou menos R$ 120 milhões. Esse valor entrou como receita, e no final gerou um lucro, no 3º trimestre de 2008, de R$120 milhões, ou seja, o resultado da empresa, sem essa receita, foi quase zero.
Contabilmente, o resultado é apresentado no balanço em lucros acumulados, que é uma conta que faz parte do patrimônio, que quando vc calcula o VPA está incluso. O que eu quero dizer com isso é que, se a Abyara não distribuir os dividendos, ficará em lucros acumulados, o que eleva o vpa da casa dos R$ 3,xx para R$ 6,xx.
A questão toda é: o que ela fará com esse dinheiro? Se ela resolver quitar a dívida e não distribuir nada, vai ficar assim: R$ 0 de dividendos e VPA na casa dos R$ 3,xx.
Adicionalmente, informo que a Abyara vem perdendo margem desde 2007, que caiu de 60% para quase 30% no ultimo trimestre (TR) de 2008.
Essa é a questão Abyara: estatisticamente falando, se ela continuar nessa queda, em 2011 ela não gerará lucro, visto que, como o seu faturamento está aumentando cada vez mais, a necessidade de capital de giro aumenta, colocando-a em grandes dificuldades.
Fiquem bem atentos a esse quesito "margem" no 4º trimestre de 2008; se piorar mais ainda, podem estar certos de que a ação sofrerá!
23/Jan/2009 03:45
Então: existiu uma receita extraordinária referente à venda da corretagem à Brazil Brokers, num valor de mais ou menos R$ 120 milhões. Esse valor entrou como receita, e no final gerou um lucro, no 3º trimestre de 2008, de R$120 milhões, ou seja, o resultado da empresa, sem essa receita, foi quase zero.
Contabilmente, o resultado é apresentado no balanço em lucros acumulados, que é uma conta que faz parte do patrimônio, que quando vc calcula o VPA está incluso. O que eu quero dizer com isso é que, se a Abyara não distribuir os dividendos, ficará em lucros acumulados, o que eleva o vpa da casa dos R$ 3,xx para R$ 6,xx.
A questão toda é: o que ela fará com esse dinheiro? Se ela resolver quitar a dívida e não distribuir nada, vai ficar assim: R$ 0 de dividendos e VPA na casa dos R$ 3,xx.
Adicionalmente, informo que a Abyara vem perdendo margem desde 2007, que caiu de 60% para quase 30% no ultimo trimestre (TR) de 2008.
Essa é a questão Abyara: estatisticamente falando, se ela continuar nessa queda, em 2011 ela não gerará lucro, visto que, como o seu faturamento está aumentando cada vez mais, a necessidade de capital de giro aumenta, colocando-a em grandes dificuldades.
Fiquem bem atentos a esse quesito "margem" no 4º trimestre de 2008; se piorar mais ainda, podem estar certos de que a ação sofrerá!
REDUÇÃO DE IPI É AGUARDA COM ANSIEDADE POR CONSTRUÇÃO CIVIL
Por: Gladys Ferraz Magalhães
27/01/09 - 15h32 InfoMoney
SÃO PAULO - Entre as providências que o governo deve tomar para alavancar o setor de Contrução Civil, uma das mais aguardadas é a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a cesta de produtos que compõem o segmento.
"Há dois anos o governo reduziu o IPI dos materiais de construção e o resultado foi extraordinário", lembra, conforme publicado pela Agência Brasil, o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção), Cláudio Conz.
Empregos
Aguardadas com grande expectativa, as medidas têm como um dos objetivos incentivar a compra de materiais de construção pela população de média e baixa renda.
Para Conz, a geração de empregos é o maior incentivo para que o governo adote o quanto antes as medidas, previstas para entrar em vigor no mês de fevereiro, porém ainda sem data definida.
"Tudo aquilo que envolve a indústria de material de construção civil necessita de mão-de-obra", declarou.
Por outro lado, avalia ele, para que o setor se mantenha, os estados devem diminuir a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), que, na percepção do especialista, é o imposto mais oneroso.
Por: Gladys Ferraz Magalhães
27/01/09 - 15h32 InfoMoney
SÃO PAULO - Entre as providências que o governo deve tomar para alavancar o setor de Contrução Civil, uma das mais aguardadas é a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para a cesta de produtos que compõem o segmento.
"Há dois anos o governo reduziu o IPI dos materiais de construção e o resultado foi extraordinário", lembra, conforme publicado pela Agência Brasil, o presidente da Anamaco (Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção), Cláudio Conz.
Empregos
Aguardadas com grande expectativa, as medidas têm como um dos objetivos incentivar a compra de materiais de construção pela população de média e baixa renda.
Para Conz, a geração de empregos é o maior incentivo para que o governo adote o quanto antes as medidas, previstas para entrar em vigor no mês de fevereiro, porém ainda sem data definida.
"Tudo aquilo que envolve a indústria de material de construção civil necessita de mão-de-obra", declarou.
Por outro lado, avalia ele, para que o setor se mantenha, os estados devem diminuir a cobrança do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), que, na percepção do especialista, é o imposto mais oneroso.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
The news and information that matters to real estate, small business and alternative investors.
Tuesday, December 9, 2008
BRAZIL'S ECONOMY REMARKABLY STRONG, BUT FOR HOW MUCH LONGER?
Posted by: Eric Ames @ 11:30 AM
In the midst of worldwide reports of falling economies, Brazil’s economy has been remarkably strong. According to Bloomberg, Brazil’s GDP grew 6.8 percent in the third quarter of this year compared to last, up from 6.2 percent growth in the previous quarter year over year.
Considering the state of the worldwide economy those numbers are staggering—so staggering that they beat the estimates of all 31 economists polled by Bloomberg. Compared to the constant underperforming of estimates in the U.S., this must be truly exciting for Brazil. On the downside, though, economists are predicting a slowdown for Brazil’s economy, and Morgan Stanley is even predicting a recession for Brazil, according to Bloomberg.
While the talk of recession is probably a bit premature, Brazil will likely see a substantial slowdown in their growth. Economists quoted in the Bloomberg article gave 2009 GDP growth ranges anywhere from 2 to 4 percent. The article also mentioned that certain industries in Brazil were starting to lay off employees, which is never a good sign. However, the layoffs that they mention are nowhere near the level that we are experiencing here in the U.S. We also should remember that 31 of 31 economists underestimated Brazil last time around, so who is to say they won’t do it again?
Brazil is an amazing country with investment potential that has interested me for quite some time. The country has almost every imaginable natural resource and is making great strides towards becoming a world power. I certainly think that we will begin to see a slowdown in their economy as external pressures take their toll on Brazil along with the rest of the world, but I don’t foresee a recession. I think Brazil will continue to grow, albeit at a slower pace than before. Once the global economy begins to turn around I see Brazil taking off once again.
We hear a lot about the BRIC economies (Brazil, Russia, India and China), but of those four Brazil seems to be the least discussed. India and China have their huge populations and incredible growth numbers, and Russia has its huge oil reserves. Brazil always trailed them in growth and in investment hype. To me, though, I think Brazil has as much potential as the others, if not more. India and China have huge populations, but they also are facing some huge problems, such as water shortages. They also are almost entirely dependent on other countries for their energy needs. Russia has abundant water and energy, but their government is repressive. Brazil has tons of fresh water, is energy independent, and though their government is not perfect by any stretch of the imagination, it continues to improve and seems to be headed in the right direction. In addition, the fact that Brazil has not had the same type of investment hype as the other countries is a good thing for investors. Over the long term I think we might see Brazil moving to the head of the BRIC class, and it might happen sooner than we think.
domingo, 25 de janeiro de 2009
CVM OBRIGA ABYARA, INPAR E OUTRAS COMPANHIAS A REAPRESENTAR BALANÇOS
Decisão da CVM obriga onze companhias a reapresentar nota explicativa que trata de derivativos nos balanços do terceiro trimestre
Graziella Valenti e Silvia Fregoni, de São Paulo23/01/2009
Por decisão da Comissão de Valores Mobiliários, onze companhias terão de apresentar novamente os balanços do terceiro trimestre, mais especificamente a nota explicativa que trata de derivativos e dos riscos que esses contratos representam. Esse é o resultado de uma análise de 148 companhias feita pela CVM, que também encaminhou a 88 empresas sugestões de melhoria no tratamento do tema nos próximos balanços.
Tanto o frigorífico Marfrig quanto a Abyara, do setor de construção, já reapresentaram os balanços e informaram que tiveram perdas com operações de derivativos. Também estão na lista de empresas que precisam republicar o balanço Cesp, CSN, Inpar, Klabin Segall, Lojas Americanas, São Martinho, São Paulo Alpargatas, Vigor e VCP.
Também por determinação da CVM, a Perdigão terá de refazer e republicar os balanços trimestrais de 2008 para reverter a amortização integral do ágio de aquisição da Eleva, feita no balanço de junho. A Perdigão recorrerá dessa decisão.
Decisão da CVM obriga onze companhias a reapresentar nota explicativa que trata de derivativos nos balanços do terceiro trimestre
Graziella Valenti e Silvia Fregoni, de São Paulo23/01/2009
Por decisão da Comissão de Valores Mobiliários, onze companhias terão de apresentar novamente os balanços do terceiro trimestre, mais especificamente a nota explicativa que trata de derivativos e dos riscos que esses contratos representam. Esse é o resultado de uma análise de 148 companhias feita pela CVM, que também encaminhou a 88 empresas sugestões de melhoria no tratamento do tema nos próximos balanços.
Tanto o frigorífico Marfrig quanto a Abyara, do setor de construção, já reapresentaram os balanços e informaram que tiveram perdas com operações de derivativos. Também estão na lista de empresas que precisam republicar o balanço Cesp, CSN, Inpar, Klabin Segall, Lojas Americanas, São Martinho, São Paulo Alpargatas, Vigor e VCP.
Também por determinação da CVM, a Perdigão terá de refazer e republicar os balanços trimestrais de 2008 para reverter a amortização integral do ágio de aquisição da Eleva, feita no balanço de junho. A Perdigão recorrerá dessa decisão.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Business.view
BRAZIL NUTS
Sep 9th 2008From Economist.com
A HOUSING BOOM HAS INVESTORS SWOONING
INTERNATIONAL investors have grown less excited recently about emerging markets. But despite all the talk about the “decoupling” them from America’s economy, it turns out that when America has a cold, the rest of the world still sneezes—even if, thanks to the emergence of new sources of demand outside America, it does not get quite as sick as it did. As economic growth has slowed, share prices have tumbled in each of the BRIC (Brazil, Russia, India, China) stockmarkets, though they are all well up on what they were in late 2001, when Goldman Sachs invented the acronym.
Of those four, investors are most bullish on Brazil—despite its economy’s history of tanking at the very moment that international investors regain their confidence in it (which, on past form, would be just about now). Brazilian shares may be down by 16% this year in local-currency terms (and 10% in dollars), but they are still worth four times what they were five years ago.
Reuters
Arjun Divecha, an emerging-markets guru at GMO, an investment firm, thinks the inflation hawks who run Brazil’s economic policy make it especially attractive, despite its reliance on oil and other commodities, which are slipping from their recent highs. This has helped make the real one of the world’s strongest currencies, turning conventional economic wisdom on its head. “Real interest rates have been very high, and will start to come down, which will stimulate a lot of domestic consumption,” Mr Divecha says.
And domestic growth is becoming the important emerging-market story: hundreds of millions of people are earning enough to let them rapidly accumulate higher-value consumer goods, from cars to computers. There may be no clearer example of this than the Brazilian residential property market.
José Paim de Andrade, who founded a Brazilian real-estate investment firm called Maxcap in 2002, could hardly have been more bullish when he visited The Economist in New York last week. He reckons that the housing boom will continue for five to seven years, as the rapid increase in incomes leads to widespread residential upgrading.
The property market has changed dramatically since 1997, when Mr Paim de Andrade led the first initial public offering of a Brazilian housebuilder (Rossi Residencial). Today, he notes that there are 31 real-estate companies listed on the Brazilian market. Brazilian homebuilders have a combined market capitalisation of around $20 billion, the same as that of publicly traded American homebuilders, a statistic that says a great deal about the shifting balance of economic power from the developed to developing world.
So much foreign money has flooded the market that “capital has become a commodity in Brazilian real estate”, he says, and there has been a bubble in the shares that is now starting to burst. He expects consolidation, as some of the firms that went public during the bubble just because they could get taken over.
But a bubble in real-estate shares is not the same as a bubble in real estate, insists Mr Paim de Andrade, even though house prices have doubled in the past five years. The mortgage market has only just begun(it did not exist in 1997) and mortgages are being provided by big retail banks who retain an ownership stake in them, rather than securitise them as in America. Interest rates have fallen from around 16% three or four years ago; loan periods have grown from 12 to 30 years; and salaries have soared.
Around 70% of Brazilians own their own homes, but many of these (around 85%, Mr Paim de Andrade estimates) are self-built one room at a time, and are of low quality. Much of the boom is about people moving to new and better properties, which is why building is taking place all over the country. One of Maxcap’s recent investments involved the launch of a 500-apartment complex in a northern Brazilian city. The apartments are priced at $200,000 to $600,000, which is high-end there. Three-quarters of them in the first month.
As goes residential housing, so goes the rest of the higher-value consumer goods market, investors hope—after all, those new homes need to be decorated.
document.write('');
Sam Zell, an American real estate billionaire, has invested heavily in Brazilian property, with stakes in four real-estate companies there. Gary Garrabrant, who runs his international-property business, Equity International, says that “Sam Zell and I have an agreement that we will stop promoting Brazil—but we love it in an expansive way.” In particular, he points to the institutionalisation of sound macroeconomic policy, the growth of lively and well-capitalised public- and private-equity markets, and an abundance of “local management talent in Brazil that is head and shoulders above every other emerging market.”
Mr Garrabrant says that after decades of struggling with a bad government, weak currency, high interest rates and the absence of intelligent debt, “Brazil has crossed over. It can’t go back.” We have heard this before. Fingers crossed that this time will be different.
BRAZIL NUTS
Sep 9th 2008From Economist.com
A HOUSING BOOM HAS INVESTORS SWOONING
INTERNATIONAL investors have grown less excited recently about emerging markets. But despite all the talk about the “decoupling” them from America’s economy, it turns out that when America has a cold, the rest of the world still sneezes—even if, thanks to the emergence of new sources of demand outside America, it does not get quite as sick as it did. As economic growth has slowed, share prices have tumbled in each of the BRIC (Brazil, Russia, India, China) stockmarkets, though they are all well up on what they were in late 2001, when Goldman Sachs invented the acronym.
Of those four, investors are most bullish on Brazil—despite its economy’s history of tanking at the very moment that international investors regain their confidence in it (which, on past form, would be just about now). Brazilian shares may be down by 16% this year in local-currency terms (and 10% in dollars), but they are still worth four times what they were five years ago.
Reuters
Arjun Divecha, an emerging-markets guru at GMO, an investment firm, thinks the inflation hawks who run Brazil’s economic policy make it especially attractive, despite its reliance on oil and other commodities, which are slipping from their recent highs. This has helped make the real one of the world’s strongest currencies, turning conventional economic wisdom on its head. “Real interest rates have been very high, and will start to come down, which will stimulate a lot of domestic consumption,” Mr Divecha says.
And domestic growth is becoming the important emerging-market story: hundreds of millions of people are earning enough to let them rapidly accumulate higher-value consumer goods, from cars to computers. There may be no clearer example of this than the Brazilian residential property market.
José Paim de Andrade, who founded a Brazilian real-estate investment firm called Maxcap in 2002, could hardly have been more bullish when he visited The Economist in New York last week. He reckons that the housing boom will continue for five to seven years, as the rapid increase in incomes leads to widespread residential upgrading.
The property market has changed dramatically since 1997, when Mr Paim de Andrade led the first initial public offering of a Brazilian housebuilder (Rossi Residencial). Today, he notes that there are 31 real-estate companies listed on the Brazilian market. Brazilian homebuilders have a combined market capitalisation of around $20 billion, the same as that of publicly traded American homebuilders, a statistic that says a great deal about the shifting balance of economic power from the developed to developing world.
So much foreign money has flooded the market that “capital has become a commodity in Brazilian real estate”, he says, and there has been a bubble in the shares that is now starting to burst. He expects consolidation, as some of the firms that went public during the bubble just because they could get taken over.
But a bubble in real-estate shares is not the same as a bubble in real estate, insists Mr Paim de Andrade, even though house prices have doubled in the past five years. The mortgage market has only just begun(it did not exist in 1997) and mortgages are being provided by big retail banks who retain an ownership stake in them, rather than securitise them as in America. Interest rates have fallen from around 16% three or four years ago; loan periods have grown from 12 to 30 years; and salaries have soared.
Around 70% of Brazilians own their own homes, but many of these (around 85%, Mr Paim de Andrade estimates) are self-built one room at a time, and are of low quality. Much of the boom is about people moving to new and better properties, which is why building is taking place all over the country. One of Maxcap’s recent investments involved the launch of a 500-apartment complex in a northern Brazilian city. The apartments are priced at $200,000 to $600,000, which is high-end there. Three-quarters of them in the first month.
As goes residential housing, so goes the rest of the higher-value consumer goods market, investors hope—after all, those new homes need to be decorated.
document.write('');
Sam Zell, an American real estate billionaire, has invested heavily in Brazilian property, with stakes in four real-estate companies there. Gary Garrabrant, who runs his international-property business, Equity International, says that “Sam Zell and I have an agreement that we will stop promoting Brazil—but we love it in an expansive way.” In particular, he points to the institutionalisation of sound macroeconomic policy, the growth of lively and well-capitalised public- and private-equity markets, and an abundance of “local management talent in Brazil that is head and shoulders above every other emerging market.”
Mr Garrabrant says that after decades of struggling with a bad government, weak currency, high interest rates and the absence of intelligent debt, “Brazil has crossed over. It can’t go back.” We have heard this before. Fingers crossed that this time will be different.
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Ações de construtoras caem forte apesar da queda dos juros
22.01.2009 12h26
Agência de classificação de risco Fitch reduz rating das principais empresas
Portal EXAME
A agência Fitch reduziu o rating (nota de risco) de quatro incorporadoras brasileiras: Cyrela, Even, Gafisa e Trisul. Além disso, a Fitch avisou que as notas continuam com perspectiva negativa - ou seja, podem voltar a cair nos próximos meses.
A decisão fez com que as ações das construtoras estivessem entre as maiores baixas do Ibovespa nesta manhã apesar de a taxa básica de juros (Selic) ter sido cortada pelo Banco Central em 1 ponto percentual nesta quarta-feira, para 12,75% ao ano. Às 11h57, as ações ordinárias da Cyrela (CYRE3) caíam 4,10%, as da Gafisa (GFSA3) perdiam 2,99% e os papéis da Rossi (RSID3) tinham perda de 4,73%.
A Fitch justificou os rebaixamentos com as alterações nos fundamentos do setor e a expectativa de que as construtoras brasileiras enfrentarão um ambiente operacional desafiador e pressões financeiras em 2009 e 2010. A Fitch espera uma desaceleração da economia, acesso limitado ao crédito imobiliário, custos mais altos de financiamento, enfraquecimento da demanda e da confiança dos consumidores, redução de renda e maiores taxas de desemprego.
As notas também poderão ser afetadas em caso de retração econômica prolongada, que inclui a escassez de fontes de financiamento de longo prazo necessárias ao financiamento desse rápido crescimento de negócios. A lucratividade e a geração de caixa operacional das construtoras poderão ser significativamente impactadas por fatores ligados aos negócios e macroeconômicos, desafiando a administração das finanças e da liquidez.
A Fitch espera novas reduções na liquidez do setor de construção habitacional brasileiro, na medida em que será necessário despender caixa para cobrir os custos de construção. A disponibilidade de crédito se reduziu nos mercados nacional e internacional, levando à considerável redução da exposição a risco de financiamento pelos bancos brasileiros, que buscam preservar o capital. Consequentemente, os custos de captação aumentaram e os prazos encurtaram.
A limitada disponibilidade de linhas de crédito no mercado local continuará pressionando a liquidez das construtoras e incorporadoras imobiliárias no Brasil, em especial aquelas com estrutura de capital menos robusta e escala menos representativa. A maioria das construtoras gerou fluxo de caixa livre negativo em 2007 e 2008, devido ao maior volume de projetos em andamento.
A expectativa da Fitch é de que elas continuarão reportando fluxos negativos em 2009. A expectativa da Fitch é de que a lucratividade permaneça pressionada em 2009. A expansão da oferta e a propensão à aquisição de novos imóveis, observadas nos últimos dois anos, sofreram queda recentemente. Devido aos menores volumes de lançamentos, a expectativa da Fitch é de decréscimo na geração de caixa e nas margens, assim como de aumento no nível de estoque.
Além disso, possíveis descontos nos preços de venda dos imóveis afetariam a rentabilidade. Com a significativa escassez de linhas de crédito, as empresas atualmente usam caixa para cobrir custos de construção, propaganda e operações. Com ofertas iniciais de ações desde 2006, as empresas do setor captaram 14 bilhões de reais, o que é suficiente para o suporte do financiamento dos projetos em curso. Além disso, algumas construtoras foram recentemente beneficiadas por novos financiamentos de médio prazo, novos aportes de capital ou alterações no controle acionário.
As construtoras também responderam adequadamente à atual situação reduzindo drasticamente os planos de crescimento, com o objetivo de preservar a liquidez. A maior parte adiou os lançamentos de projetos, reduziu as metas de novos projetos e postergou muitos outros até que haja uma definição clara sobre a disponibilidade de crédito e a demanda imobiliária. As metas de lançamentos de projetos das construtoras analisadas pela Fitch, anunciadas no início de 2008 e no último trimestre de 2008, declinaram 22%.
Além da redução nos lançamentos de projetos, as empresas têm adotado várias medidas para preservar a liquidez, como redução dos custos operacionais e do quadro de funcionários, e têm evitado usar caixa na compra de terrenos. A Fitch espera que elas continuem adotando medidas de proteção à liquidez, em virtude do ambiente sujeito a apertos de crédito e das altas necessidades de caixa, típicas do segmento.
A consolidação do setor imobiliário brasileiro é uma possibilidade real desde que a retração continue. Durante o segundo semestre de 2008, várias alterações de estrutura acionária ocorreram, incluindo a aquisição da Tenda pela Gafisa e a fusão entre a Company e a Brascan. A linha de crédito do BNDES anunciada no trimestre passado, totalizando 3 bilhões de reais, destina fundos para a aquisição de projetos de empresas em dificuldades e deve favorecer a consolidação do setor em benefício das maiores e mais bem estabelecidas construtoras brasileiras, o que é positivo para a indústria imobiliária.
22.01.2009 12h26
Agência de classificação de risco Fitch reduz rating das principais empresas
Portal EXAME
A agência Fitch reduziu o rating (nota de risco) de quatro incorporadoras brasileiras: Cyrela, Even, Gafisa e Trisul. Além disso, a Fitch avisou que as notas continuam com perspectiva negativa - ou seja, podem voltar a cair nos próximos meses.
A decisão fez com que as ações das construtoras estivessem entre as maiores baixas do Ibovespa nesta manhã apesar de a taxa básica de juros (Selic) ter sido cortada pelo Banco Central em 1 ponto percentual nesta quarta-feira, para 12,75% ao ano. Às 11h57, as ações ordinárias da Cyrela (CYRE3) caíam 4,10%, as da Gafisa (GFSA3) perdiam 2,99% e os papéis da Rossi (RSID3) tinham perda de 4,73%.
A Fitch justificou os rebaixamentos com as alterações nos fundamentos do setor e a expectativa de que as construtoras brasileiras enfrentarão um ambiente operacional desafiador e pressões financeiras em 2009 e 2010. A Fitch espera uma desaceleração da economia, acesso limitado ao crédito imobiliário, custos mais altos de financiamento, enfraquecimento da demanda e da confiança dos consumidores, redução de renda e maiores taxas de desemprego.
As notas também poderão ser afetadas em caso de retração econômica prolongada, que inclui a escassez de fontes de financiamento de longo prazo necessárias ao financiamento desse rápido crescimento de negócios. A lucratividade e a geração de caixa operacional das construtoras poderão ser significativamente impactadas por fatores ligados aos negócios e macroeconômicos, desafiando a administração das finanças e da liquidez.
A Fitch espera novas reduções na liquidez do setor de construção habitacional brasileiro, na medida em que será necessário despender caixa para cobrir os custos de construção. A disponibilidade de crédito se reduziu nos mercados nacional e internacional, levando à considerável redução da exposição a risco de financiamento pelos bancos brasileiros, que buscam preservar o capital. Consequentemente, os custos de captação aumentaram e os prazos encurtaram.
A limitada disponibilidade de linhas de crédito no mercado local continuará pressionando a liquidez das construtoras e incorporadoras imobiliárias no Brasil, em especial aquelas com estrutura de capital menos robusta e escala menos representativa. A maioria das construtoras gerou fluxo de caixa livre negativo em 2007 e 2008, devido ao maior volume de projetos em andamento.
A expectativa da Fitch é de que elas continuarão reportando fluxos negativos em 2009. A expectativa da Fitch é de que a lucratividade permaneça pressionada em 2009. A expansão da oferta e a propensão à aquisição de novos imóveis, observadas nos últimos dois anos, sofreram queda recentemente. Devido aos menores volumes de lançamentos, a expectativa da Fitch é de decréscimo na geração de caixa e nas margens, assim como de aumento no nível de estoque.
Além disso, possíveis descontos nos preços de venda dos imóveis afetariam a rentabilidade. Com a significativa escassez de linhas de crédito, as empresas atualmente usam caixa para cobrir custos de construção, propaganda e operações. Com ofertas iniciais de ações desde 2006, as empresas do setor captaram 14 bilhões de reais, o que é suficiente para o suporte do financiamento dos projetos em curso. Além disso, algumas construtoras foram recentemente beneficiadas por novos financiamentos de médio prazo, novos aportes de capital ou alterações no controle acionário.
As construtoras também responderam adequadamente à atual situação reduzindo drasticamente os planos de crescimento, com o objetivo de preservar a liquidez. A maior parte adiou os lançamentos de projetos, reduziu as metas de novos projetos e postergou muitos outros até que haja uma definição clara sobre a disponibilidade de crédito e a demanda imobiliária. As metas de lançamentos de projetos das construtoras analisadas pela Fitch, anunciadas no início de 2008 e no último trimestre de 2008, declinaram 22%.
Além da redução nos lançamentos de projetos, as empresas têm adotado várias medidas para preservar a liquidez, como redução dos custos operacionais e do quadro de funcionários, e têm evitado usar caixa na compra de terrenos. A Fitch espera que elas continuem adotando medidas de proteção à liquidez, em virtude do ambiente sujeito a apertos de crédito e das altas necessidades de caixa, típicas do segmento.
A consolidação do setor imobiliário brasileiro é uma possibilidade real desde que a retração continue. Durante o segundo semestre de 2008, várias alterações de estrutura acionária ocorreram, incluindo a aquisição da Tenda pela Gafisa e a fusão entre a Company e a Brascan. A linha de crédito do BNDES anunciada no trimestre passado, totalizando 3 bilhões de reais, destina fundos para a aquisição de projetos de empresas em dificuldades e deve favorecer a consolidação do setor em benefício das maiores e mais bem estabelecidas construtoras brasileiras, o que é positivo para a indústria imobiliária.
Em ação generalizada, Fitch rebaixa ratings de Cyrela, Even, Gafisa e Trisul
Por: Gabriel Ignatti Casonato
21/01/09 - 21h20InfoMoney SÃO PAULO -
Em uma ação generalizada nesta quarta-feira (21), a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings em escala nacional das seguintes construtoras brasileiras: Cyrela (CYRE3), Even (EVEN3), Gafisa (GFSA3) e Trisul (TRIS3). Além da redução, todas as notas foram colocadas em perspectiva negativa.A expectativa da Fitch é de que a performance financeira dessas empresas permaneça pressionada em 2009.
"Devido aos menores volumes de lançamentos, a expectativa é de decréscimo na geração de Ebitda e nas margens, assim como de aumento no nível de estoque. Além disso, possíveis descontos nos preços de venda dos imóveis afetariam a rentabilidade, embora isto ainda não tenha sido verificado até o momento", avalia a agência.
Ela ainda prevê que a alavancagem continuará pressionada neste ano e ressalta que com a significativa escassez das linhas de crédito, as empresas atualmente usam caixa para cobrir custos operacionais, de construção e com propaganda, o que tem reduzido suas posições de liquidez no mercado.
Por outro lado, a instituição avalia que a consolidação do setor imobiliário brasileiro é uma possibilidade real desde que a retração continue, lembrando que a linha de crédito de R$ 3 bilhões disponibilizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que prevê fundos para a aquisição de projetos de empresas em dificuldades, pode contribuir neste sentido.
Company destoa das demais
Ao contrário das construtoras listadas acima, a Company (CPNY3) foi a única que não teve seu rating rebaixado pela Fitch, o qual permanece em observação positiva. A agência afirma que está analisando a fusão entre a companhia e a Brascan Residential, o que poderá beneficiar suas notas em um futuro próximo.
Por: Gabriel Ignatti Casonato
21/01/09 - 21h20InfoMoney SÃO PAULO -
Em uma ação generalizada nesta quarta-feira (21), a agência de classificação de risco Fitch rebaixou os ratings em escala nacional das seguintes construtoras brasileiras: Cyrela (CYRE3), Even (EVEN3), Gafisa (GFSA3) e Trisul (TRIS3). Além da redução, todas as notas foram colocadas em perspectiva negativa.A expectativa da Fitch é de que a performance financeira dessas empresas permaneça pressionada em 2009.
"Devido aos menores volumes de lançamentos, a expectativa é de decréscimo na geração de Ebitda e nas margens, assim como de aumento no nível de estoque. Além disso, possíveis descontos nos preços de venda dos imóveis afetariam a rentabilidade, embora isto ainda não tenha sido verificado até o momento", avalia a agência.
Ela ainda prevê que a alavancagem continuará pressionada neste ano e ressalta que com a significativa escassez das linhas de crédito, as empresas atualmente usam caixa para cobrir custos operacionais, de construção e com propaganda, o que tem reduzido suas posições de liquidez no mercado.
Por outro lado, a instituição avalia que a consolidação do setor imobiliário brasileiro é uma possibilidade real desde que a retração continue, lembrando que a linha de crédito de R$ 3 bilhões disponibilizada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), que prevê fundos para a aquisição de projetos de empresas em dificuldades, pode contribuir neste sentido.
Company destoa das demais
Ao contrário das construtoras listadas acima, a Company (CPNY3) foi a única que não teve seu rating rebaixado pela Fitch, o qual permanece em observação positiva. A agência afirma que está analisando a fusão entre a companhia e a Brascan Residential, o que poderá beneficiar suas notas em um futuro próximo.
sábado, 17 de janeiro de 2009
Petrobras é excluída do ISE - Culpa do diesel maligno?
Como já escrevi aqui, num outro post, pior do que nunca conseguir entrar num índice de sustentabilidade de uma bolsa de valores é pagar o mico de entrar e sair dele - ou seja, ser excluído.
Bem, a nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi divulgada esta manhã e aqui vai a lista das empresas que pagaram o mico: Aracruz, Copel, CCR Rodovias, Iochpe-Maxion, Weg e Petrobras.
Dentre essas, porém, a exclusão da Petrobras foi a que causou mais barulho e deu mais motivo para muita gente comemorar. Entendam: ninguém fica sabendo exatamente por que uma empresa é excluída do índice. Essas informações são confidenciais.
Há, porém, algumas hipóteses. Uma delas é a de que o desempenho das empresas melhora a cada ano e quem não evolui no mesmo ritmo perde o lugar na lista para outra companhia que fez melhor o dever de casa.
A outra é relacionar a exclusão a um fato, política ou comportamento específico da empresa que contradiz a sua suposta postura "sustentável". E é aqui que entra a Petrobras. Ou seja, a Bovespa não divulgou um comunicado oficial dizendo que a empresa foi excluída do ISE porque o seu diesel, com um teor altíssimo de enxofre, é um dos mais poluentes e nocivos à saúde humana do mundo. Mas quase ninguém duvida que tenha sido esse o motivo.
Além do quê, a despeito do fato de que as informações que pautam as exclusões das empresas devem ser confidenciais, nem tudo permaneceu assim. Numa carta divulgada hoje à imprensa, por exemplo, Oded Grajew - um dos fundadores do Instituto Ethos, hoje à frente do Movimento Nossa São Paulo - trouxe a público o seguinte:
"A decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (ANBID), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). Visto que o Governo Federal é sócio majoritário da Petrobras, o MMA se absteve da votação. Todos os outros membros votaram pela exclusão da Petrobrás".
Oded é um cara bem informado e não fala bobagem. Se deveria ou não ter botado a informação que ele obteve sobre os bastidores da decisão do conselho no ventilador isso já é lá outra história. De qualquer maneira, em nota divulgada há pouco, a Petrobras informou ter pedido ao Conselho do ISE um esclarecimento sobre os motivos que levaram à sua exclusão. E que seus executivos só farão um pronunciamento oficial após obter uma resposta.
Por Ana Luiza Herzog
Publicado em 25/11/2008 - 23:53
Como já escrevi aqui, num outro post, pior do que nunca conseguir entrar num índice de sustentabilidade de uma bolsa de valores é pagar o mico de entrar e sair dele - ou seja, ser excluído.
Bem, a nova carteira do Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), foi divulgada esta manhã e aqui vai a lista das empresas que pagaram o mico: Aracruz, Copel, CCR Rodovias, Iochpe-Maxion, Weg e Petrobras.
Dentre essas, porém, a exclusão da Petrobras foi a que causou mais barulho e deu mais motivo para muita gente comemorar. Entendam: ninguém fica sabendo exatamente por que uma empresa é excluída do índice. Essas informações são confidenciais.
Há, porém, algumas hipóteses. Uma delas é a de que o desempenho das empresas melhora a cada ano e quem não evolui no mesmo ritmo perde o lugar na lista para outra companhia que fez melhor o dever de casa.
A outra é relacionar a exclusão a um fato, política ou comportamento específico da empresa que contradiz a sua suposta postura "sustentável". E é aqui que entra a Petrobras. Ou seja, a Bovespa não divulgou um comunicado oficial dizendo que a empresa foi excluída do ISE porque o seu diesel, com um teor altíssimo de enxofre, é um dos mais poluentes e nocivos à saúde humana do mundo. Mas quase ninguém duvida que tenha sido esse o motivo.
Além do quê, a despeito do fato de que as informações que pautam as exclusões das empresas devem ser confidenciais, nem tudo permaneceu assim. Numa carta divulgada hoje à imprensa, por exemplo, Oded Grajew - um dos fundadores do Instituto Ethos, hoje à frente do Movimento Nossa São Paulo - trouxe a público o seguinte:
"A decisão foi tomada pelo Conselho do ISE, composto por Bovespa, International Finance Corporation (IFC), Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (ABRAPP), Associação dos Analistas e Profissionais de Investimentos do Mercado de Capitais (APIMEC), Associação Nacional de Bancos de Investimentos (ANBID), Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Instituto Brasil PNUMA). Visto que o Governo Federal é sócio majoritário da Petrobras, o MMA se absteve da votação. Todos os outros membros votaram pela exclusão da Petrobrás".
Oded é um cara bem informado e não fala bobagem. Se deveria ou não ter botado a informação que ele obteve sobre os bastidores da decisão do conselho no ventilador isso já é lá outra história. De qualquer maneira, em nota divulgada há pouco, a Petrobras informou ter pedido ao Conselho do ISE um esclarecimento sobre os motivos que levaram à sua exclusão. E que seus executivos só farão um pronunciamento oficial após obter uma resposta.
Por Ana Luiza Herzog
Publicado em 25/11/2008 - 23:53
O que os seus olhos dizem de você?
Dá para disfarçar quem você é de várias maneiras. Num corte de cabelo mais conservador para quem já apanhou demais por ser ousado (e desistiu da ousadia), nas roupas mais caras de quem está ganhando mais dinheiro na vida mas não se sofisticou e mentalmente continua um jeca, um ser do arrabalde; no tom de voz arrogante de quem na verdade morre de insegurança.
Mas tem um lugar em que não dá para disfarçar aquilo que você é lá dentro: seus olhos.
Ninguém consegue maquiar um olhar. (Com a exceção dos grandes atores, claro. E aqui não me refiro apenas àqueles que fazem carreira em Hollywood ou em Jacarepaguá. Há oscarizáveis no mundo corporativo também. E como.)
Mas de modo geral, a média das pessoas, gente como eu e você, se entrega pelos olhos. Tem caras com mais de 2 metros de altura que são, no fundo, meninos entocados num canto escuro da sua própria alma. E os olhos contam isso. Tem mulheres lindíssimas que se enxergam feíssimas no espelho. E os olhos contam isso. Tem guardadores de carros e vigias de obras com olhar imperial, carismático, dono do mundo.
É interessante demais ler o olhar das pessoas. Se você tiver a coragem de encará-las e manter o eye contact, é claro. Porque, afinal, elas estão olhando para dentro de você.
Por Adriano Silva
Publicado em 14/01/2009 - 10:00
Dá para disfarçar quem você é de várias maneiras. Num corte de cabelo mais conservador para quem já apanhou demais por ser ousado (e desistiu da ousadia), nas roupas mais caras de quem está ganhando mais dinheiro na vida mas não se sofisticou e mentalmente continua um jeca, um ser do arrabalde; no tom de voz arrogante de quem na verdade morre de insegurança.
Mas tem um lugar em que não dá para disfarçar aquilo que você é lá dentro: seus olhos.
Ninguém consegue maquiar um olhar. (Com a exceção dos grandes atores, claro. E aqui não me refiro apenas àqueles que fazem carreira em Hollywood ou em Jacarepaguá. Há oscarizáveis no mundo corporativo também. E como.)
Mas de modo geral, a média das pessoas, gente como eu e você, se entrega pelos olhos. Tem caras com mais de 2 metros de altura que são, no fundo, meninos entocados num canto escuro da sua própria alma. E os olhos contam isso. Tem mulheres lindíssimas que se enxergam feíssimas no espelho. E os olhos contam isso. Tem guardadores de carros e vigias de obras com olhar imperial, carismático, dono do mundo.
É interessante demais ler o olhar das pessoas. Se você tiver a coragem de encará-las e manter o eye contact, é claro. Porque, afinal, elas estão olhando para dentro de você.
Por Adriano Silva
Publicado em 14/01/2009 - 10:00
O problema é seu
Só há um jeito de atender bem o seu cliente: tratar o problema dele como se fosse seu. Ou melhor: ser mais realista que o rei, e encarar o problema do seu cliente com mais sofreguidão do que ele próprio. Isto é atendimento. O cara que não esquece de você mesmo quando você mesmo já se esqueceu dele ou do problema em si. É sentir-se realmente relevante para quem lhe presta serviço, como se ele não fosse dormir pensando no seu caso enquanto você mesmo ronca sobre o travesseiro.
Atender bem o cliente, com padrão de excelência, é isso: antecipar tudo o que pode dar errado, agir na falha antes que ela aconteça. Isto custa os dentes, é claro. Mas é o grande ativo em qualquer relacionamento comercial duradouro. Quem paga, tem que sentir que é prioridade absoluta para quem presta o serviço ou entrega o produto - inclusive para continuar satisfeito e continuar pagando.
Ou então mais do que satisfeito: encantado. O cliente satisfeito, eu aprendi no meu MBA lá na gloriosa Kyoto University há quase 15 anos, é o cara que recebe tudo que encomendou. O cliente encantado é o que recebe além. Pouca gente faz isso. Porque é difícil, porque, sublinho, operar assim arranca pedaços. Melhor para quem faz.
Por Adriano Silva
Publicado em 15/01/2009 - 10:00
Só há um jeito de atender bem o seu cliente: tratar o problema dele como se fosse seu. Ou melhor: ser mais realista que o rei, e encarar o problema do seu cliente com mais sofreguidão do que ele próprio. Isto é atendimento. O cara que não esquece de você mesmo quando você mesmo já se esqueceu dele ou do problema em si. É sentir-se realmente relevante para quem lhe presta serviço, como se ele não fosse dormir pensando no seu caso enquanto você mesmo ronca sobre o travesseiro.
Atender bem o cliente, com padrão de excelência, é isso: antecipar tudo o que pode dar errado, agir na falha antes que ela aconteça. Isto custa os dentes, é claro. Mas é o grande ativo em qualquer relacionamento comercial duradouro. Quem paga, tem que sentir que é prioridade absoluta para quem presta o serviço ou entrega o produto - inclusive para continuar satisfeito e continuar pagando.
Ou então mais do que satisfeito: encantado. O cliente satisfeito, eu aprendi no meu MBA lá na gloriosa Kyoto University há quase 15 anos, é o cara que recebe tudo que encomendou. O cliente encantado é o que recebe além. Pouca gente faz isso. Porque é difícil, porque, sublinho, operar assim arranca pedaços. Melhor para quem faz.
Por Adriano Silva
Publicado em 15/01/2009 - 10:00
Executivos da AmBev não ganharão bônus este ano
Essa notícia é para quem ainda acha que a crise no Brasil não vai passar de marola.
Famosa pelos bônus generosos que paga aos seus executivos todos os anos (há quem chegue a ganhar 18 salários extras), a AmBev deve anunciar ao seu pessoal nos próximos dias que ninguém vai receber bônus pelo resultado de 2008.
A razão? Aumento do preço das commodities (que teve impacto direto na rentabilidade), crescimento da concorrente Petrópolis (que ganhou quase um ponto percentual de participação de mercado em cima da AmBev no ano passado) e um certo atraso na chegada do verão (o consumo de cerveja cresce no calor, mas só nas últimas semanas os termômetros subiram para valer).
A última vez em que a AmBev não distribuiu bônus aos executivos foi em 2003.
O pessoal de bancos de investimento já perdeu os bônus este ano. Agora a AmBev. Na empresa em que você trabalha os bônus também foram cortados?
Por Cristiane Correa
Publicado em 14/01/2009 - 16:22
Essa notícia é para quem ainda acha que a crise no Brasil não vai passar de marola.
Famosa pelos bônus generosos que paga aos seus executivos todos os anos (há quem chegue a ganhar 18 salários extras), a AmBev deve anunciar ao seu pessoal nos próximos dias que ninguém vai receber bônus pelo resultado de 2008.
A razão? Aumento do preço das commodities (que teve impacto direto na rentabilidade), crescimento da concorrente Petrópolis (que ganhou quase um ponto percentual de participação de mercado em cima da AmBev no ano passado) e um certo atraso na chegada do verão (o consumo de cerveja cresce no calor, mas só nas últimas semanas os termômetros subiram para valer).
A última vez em que a AmBev não distribuiu bônus aos executivos foi em 2003.
O pessoal de bancos de investimento já perdeu os bônus este ano. Agora a AmBev. Na empresa em que você trabalha os bônus também foram cortados?
Por Cristiane Correa
Publicado em 14/01/2009 - 16:22
Demissões na Gafisa
Nas empresas do setor imobiliário, um dos mais afetados pela crise, os cortes de custos continuam acelerados. Nos últimos dias, a incorporadora Gafisa demitiu 41 funcionários da Gafisa Vendas, subsidiária responsável pela comercialização de seus imóveis.
Oficialmente, a companhia diz que as demissões aconteceram não por causa da crise, mas porque está em busca de "profissionais com um perfil mais adequado". Segundo a Gafisa, essas vagas serão preenchidas ainda no primeiro trimestre.
A conferir... Por Cristiane Correa
Publicado em 16/01/2009 - 20:00
Nas empresas do setor imobiliário, um dos mais afetados pela crise, os cortes de custos continuam acelerados. Nos últimos dias, a incorporadora Gafisa demitiu 41 funcionários da Gafisa Vendas, subsidiária responsável pela comercialização de seus imóveis.
Oficialmente, a companhia diz que as demissões aconteceram não por causa da crise, mas porque está em busca de "profissionais com um perfil mais adequado". Segundo a Gafisa, essas vagas serão preenchidas ainda no primeiro trimestre.
A conferir... Por Cristiane Correa
Publicado em 16/01/2009 - 20:00
Projetos de compensação de carbono. Itaú seleciona ONGs.
04/10/2008 - São Paulo –
O Itaú acaba de lançar o Programa Ecomudança, que tem como objetivo fomentar projetos de redução de emissão de gases de efeito estufa, desenvolvidos por organizações sem fins lucrativos. Para isso, o Programa Ecomudança 2008 repassará, por meio de apoio financeiro, R$ 182.586,63 para até cinco projetos com foco em eficiência energética, energia renovável ou manejo de resíduos, valor correspondente a 30% da taxa de administração dos fundos Itaú DI Ecomudança e Itaú RF Ecomudança, apurada entre 31 de agosto de 2007 e 1º de setembro de 2008.
As inscrições para o Programa, gratuitas, estão abertas no período de 15 de setembro a 31 de outubro de 2008, por meio do site www.itau.com.br/ecomudanca.“As organizações não-governamentais são importantes parceiros da sociedade e do governo na busca por alternativas eficientes de consumo energético no País.
Ao criarmos o Programa Ecomudança, queremos contribuir com este debate, incentivando as boas práticas e colaborando para a multiplicação dos melhores modelos”, afirma Moacyr Castanho, diretor de Gestão de Produtos de Investimento do Itaú.
Para selecionar os projetos das ONGs participantes com o tema Eficiência Energética, o Programa Ecomudança avaliará qualquer intervenção realizada em uma condição pré-existente de uso de energia elétrica ou térmica, que tenha como objetivo promover a redução de seu consumo específico, garantindo a mesma ou maior capacidade de trabalho.
Já no tema Energia Renovável, serão avaliados projetos que promovam o uso de fontes de energia renovável, ou seja, que se renovam em períodos curtos de tempo, como a solar, eólica, hidroelétrica e da biomassa (etanol, biodiesel, etc). E no tema Manejo de Resíduos, será considerada a promoção do retorno de materiais utilizados dentro de seus ciclos produtivos, possibilitando seu reaproveitamento.
As inscrições estão abertas a organizações sem fins lucrativos constituídas no Brasil, com sede no território nacional, que sejam responsáveis diretas por um projeto ambiental no País relacionado aos temas citados. A análise dos projetos será realizada em parceria com o Instituto Ekos Brasil, e a divulgação dos vencedores será realizada em março de 2009.
Ecomudança - Lançado em agosto de 2007, o fundo Itaú RF Ecomudança trouxe um diferencial inédito ao mercado: permitir ao investidor aplicar recursos e, ao mesmo tempo, compensar as emissões de gases causadores do efeito estufa.
Neste ano foi lançada uma variação do fundo, com o mesmo objetivo, o Itaú DI Ecomudança. Os fundos foram criados com o objetivo de destinar 30% da sua taxa de administração para o apoio de ações ambientais de organizações não-governamentais que visam a redução da quantidade de CO2 (dióxido de carbono) no ar, principal fator responsável pelo aquecimento global.
Para auxiliar o investidor interessado em compensar suas emissões de carbono foi desenvolvido um simulador de emissões de CO2. Basta acessar o site do Itaú, www.itau.com.br, selecionar Investimentos e em seguida Fundos e responder a um breve questionário na página dos fundos Itaú DI Ecomudança ou Itaú RF Ecomudança, clicando sobre “Simule suas emissões de CO2”.
Sustentabilidade no Itaú - Ao longo de sua história, o Itaú procura combinar consistente desempenho financeiro com atitudes que privilegiam a ética, a transparência no relacionamento com clientes, colaboradores, acionistas e comunidade e a competência gerencial, colocando-se a serviço da sociedade na busca conjunta de soluções para os problemas sociais e ambientais.
Em linha com esses valores, o Itaú é a primeira empresa brasileira a se associar à AccountAbility, organização internacional criada em 1995 com o objetivo de promover inovações e a disseminação de práticas socialmente responsáveis.
Considerada hoje uma referência, entre as iniciativas da AccountAbility merece destaque a AA1000, um conjunto de diretrizes ligadas à ética e à responsabilidade social, cuja adoção é passível de auditoria externa.O Banco Itaú e o Itaú BBA reafirmaram seu compromisso aderindo à versão revisada dos Princípios do Equador em julho de 2006, por meio dos quais se comprometem a observar a política social e de meio ambiente da IFC (Internacional Finance Corporation), organismo do Banco Mundial, nas operações de financiamento de projetos.
Atual líder do comitê diretivo dos Princípios do Equador, o Itaú aplica critérios socioambientais a projetos com valor a partir de R$ 5 milhões - além do estabelecido pelo conjunto de diretrizes. A instituição também tem também investido em programas de ecoeficiência desde 2004, com o objetivo de reutilização de água e reciclagem de materiais diversos.
O Itaú é a única instituição financeira da América Latina a integrar o Dow Jones Sustainability World Indexes (DJSI) desde seu início, em 1999, e o Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Foi avaliado, em 2007, pela terceira vez consecutiva, como o banco mais ético e mais sustentável entre os maiores bancos da América Latina, pela Latin Finance/Management & Excellence. Foi também o primeiro banco estrangeiro, com negociações na Bolsa de Valores de Nova York, a atender às exigências da Sarbanes-Oxley
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