Acionistas aprovam fusão da Agra, Abyara e Klabin Segall
A nova empresa, Agre, não contará com a Veremonte, de Enrique Bañuelos, na gestão
16.10.2009 - 12h27
Uma assembléia de acionistas formalizou, nesta quinta-feira (15/10), a criação da Agre, companhia imobiliária criada pela fusão da Agra, Abyara e Klabin Segall. A empresa já nasce como uma das maiores do setor, com um valor de mercado de 2,6 bilhões de reais, patrimônio líquido de 1,8 bilhão e um banco de terrenos de 19 bilhões de reais. A assembléia também elegeu o conselho de administração da empresa, que será presidido por Luiz Roberto Horst, fundador da Agra, uma das companhias que estão sendo incorporadas.
Apesar de deter 30% da Agre, a Veremonte, empresa que representa os interesses do megainvestidor espanhol Enrique Bañuelos no Brasil, não participará da gestão. Em carta aos acionistas, Bañuelos manifestou seu apoio a Horst. Sem requisitar assentos no conselho de administração, nem indicar diretores executivos, Bañuelos transferiu o direito de voto referente às suas ações para Horst.
Os dois empresários são parceiros de negócios desde o final de 2008, quando foram apresentados pelo banco de investimentos Credit Suisse. O início da dobradinha ocorreu com a entrada de Bañuelos na antiga Agra, desembolsando 50 milhões de reais por 7% da companhia. Desde então, o investidor espanhol delegou a Horst o desenvolvimento de seus planos de investimento no Brasil. Horst conduziu a compra do controle da Abyara e da Klabin. Segall - as companhias que também serão unificadas para criar a Agre. No comunicado aos acionistas, Bañuelos afirma que espera que Horst exerça o direito de voto "de forma discricionária".
sábado, 17 de outubro de 2009
CBF quer mudar o horário de partidas do Brasileirão
Com o prestígio em alta, trânsito livre no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, cortejado por ministros, governadores e prefeitos, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, está disposto a enfrentar uma de suas maiores aliadas nos últimos anos, a TV Globo. Em entrevista na sede da CBF, na quinta-feira, o dirigente deixou clara a intenção de antecipar para as 20 horas o início de jogos de meio de semana do Campeonato Brasileiro de 2010.
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Atualmente, em geral, partidas de maior importância começam às 21h50, nas quartas-feiras, para agradar à emissora. Teixeira vai além e propõe que eventual mudança no calendário seja analisada de forma "séria e detalhada". Ele se diz favorável à adaptação ao calendário europeu e defende o sistema de pontos corridos, desde 2003 usado no torneio nacional.
"Como presidente da CBF não posso só ficar preocupado com índice (de audiência) de TV. Tenho de ficar preocupado com o torcedor no estádio também. Não adianta fazer jogo com estádio vazio", disse Teixeira, presidente da entidade desde 1989 e que, portanto, teve 20 anos para fazer mudanças.
A relação da CBF com a emissora vive momento de crise. Ambos os lados negociam a renovação do contrato para a transmissão dos jogos da seleção e uma das hipóteses que a Agência Estado apurou é a de que a CBF faça acordos pontuais - por exemplo, um jogo por vez. A Rede Globo, por meio de sua assessoria, informou que vai seguir a decisão da CBF. A emissora também se limitou a adiantar que estudará a sugestão de adaptação do futebol local ao calendário europeu.
Com o prestígio em alta, trânsito livre no Palácio do Planalto e no Congresso Nacional, cortejado por ministros, governadores e prefeitos, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2014, Ricardo Teixeira, está disposto a enfrentar uma de suas maiores aliadas nos últimos anos, a TV Globo. Em entrevista na sede da CBF, na quinta-feira, o dirigente deixou clara a intenção de antecipar para as 20 horas o início de jogos de meio de semana do Campeonato Brasileiro de 2010.
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Atualmente, em geral, partidas de maior importância começam às 21h50, nas quartas-feiras, para agradar à emissora. Teixeira vai além e propõe que eventual mudança no calendário seja analisada de forma "séria e detalhada". Ele se diz favorável à adaptação ao calendário europeu e defende o sistema de pontos corridos, desde 2003 usado no torneio nacional.
"Como presidente da CBF não posso só ficar preocupado com índice (de audiência) de TV. Tenho de ficar preocupado com o torcedor no estádio também. Não adianta fazer jogo com estádio vazio", disse Teixeira, presidente da entidade desde 1989 e que, portanto, teve 20 anos para fazer mudanças.
A relação da CBF com a emissora vive momento de crise. Ambos os lados negociam a renovação do contrato para a transmissão dos jogos da seleção e uma das hipóteses que a Agência Estado apurou é a de que a CBF faça acordos pontuais - por exemplo, um jogo por vez. A Rede Globo, por meio de sua assessoria, informou que vai seguir a decisão da CBF. A emissora também se limitou a adiantar que estudará a sugestão de adaptação do futebol local ao calendário europeu.
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Caixa ampliará oferta de empréstimos em até R$ 70 bi
Jornal do Commercio, 15/out
A Caixa Econômica Federal poderá ampliar em até R$ 70 bilhões sua oferta de financiamento depois do aporte híbrido de capital e dívida de R$ 6 bilhões que o banco estatal receberá do Tesouro Nacional. A informação foi dada ontem pelo vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Marcos Roberto Vasconcelos.
"Mantido o nosso ritmo de crescimento, ganhamos fôlego até 2011. Estamos reforçando o capital para poder continuar crescendo nos empréstimos", disse o executivo.
Esse novo fôlego será gerado porque haverá reforço do patrimônio do banco e elevação do chamado índice de Basileia. Pelas regras de proteção do capital do Acordo de Basileia, as instituições financeiras são obrigadas a alocar recursos como uma espécie de proteção. No Brasil, o Banco Central define que, para cada R$ 100 emprestados, os bancos devem ter capital mínimo de R$ 11.
Quanto maior o capital, portanto, maior a capacidade de realizar novos créditos. No caso da Caixa, o indicador estava em trajetória de queda e atualmente girava em torno de 16%, praticamente a metade do observado em março de 2008, quando era de 29,9%. "Mantida essa tendência de crescimento das operações de crédito, o índice se aproximaria do mínimo de 11% já em 2010", diz Vasconcelos. Com os novos R$ 6 bi de capital, o indicador avança para 20%.
Vasconcelos explicou que as discussões para um apoio do governo federal, que é o acionista controlador, por meio do Tesouro, foram iniciadas há nove meses e ganharam força recentemente devido ao ritmo forte de expansão do crédito pela Caixa. "Como pretendemos manter o crescimento dos financiamentos na faixa de 40% a 60% ao ano, poderíamos ter um índice de Basiléia perto do piso entre o final de 2010 e o início de 2011", disse Vasconcelos. "É uma medida preventiva." O principal alvo da Caixa é ampliar a oferta de financiamento imobiliário, explicou o executivo.
Na terça-feira, o Banco do Brasil anunciou a emissão de bônus perpétuos de US$ 1,5 bi, o que também reforçará o patrimônio da instituição e aumentará a capacidade de emprestar em pelo menos R$ 20 bilhões em um cenário conservador.
Questionado sobre a coincidência das operações, o vice-presidente da Caixa negou que as ações tenham sido combinadas. "Foi pura coincidência. Não teve nada combinado porque não sabíamos dessa operação do BB. Imagino que o BB também não sabia da operação da Caixa", afirma.
Jornal do Commercio, 15/out
A Caixa Econômica Federal poderá ampliar em até R$ 70 bilhões sua oferta de financiamento depois do aporte híbrido de capital e dívida de R$ 6 bilhões que o banco estatal receberá do Tesouro Nacional. A informação foi dada ontem pelo vice-presidente de Controle e Risco da Caixa, Marcos Roberto Vasconcelos.
"Mantido o nosso ritmo de crescimento, ganhamos fôlego até 2011. Estamos reforçando o capital para poder continuar crescendo nos empréstimos", disse o executivo.
Esse novo fôlego será gerado porque haverá reforço do patrimônio do banco e elevação do chamado índice de Basileia. Pelas regras de proteção do capital do Acordo de Basileia, as instituições financeiras são obrigadas a alocar recursos como uma espécie de proteção. No Brasil, o Banco Central define que, para cada R$ 100 emprestados, os bancos devem ter capital mínimo de R$ 11.
Quanto maior o capital, portanto, maior a capacidade de realizar novos créditos. No caso da Caixa, o indicador estava em trajetória de queda e atualmente girava em torno de 16%, praticamente a metade do observado em março de 2008, quando era de 29,9%. "Mantida essa tendência de crescimento das operações de crédito, o índice se aproximaria do mínimo de 11% já em 2010", diz Vasconcelos. Com os novos R$ 6 bi de capital, o indicador avança para 20%.
Vasconcelos explicou que as discussões para um apoio do governo federal, que é o acionista controlador, por meio do Tesouro, foram iniciadas há nove meses e ganharam força recentemente devido ao ritmo forte de expansão do crédito pela Caixa. "Como pretendemos manter o crescimento dos financiamentos na faixa de 40% a 60% ao ano, poderíamos ter um índice de Basiléia perto do piso entre o final de 2010 e o início de 2011", disse Vasconcelos. "É uma medida preventiva." O principal alvo da Caixa é ampliar a oferta de financiamento imobiliário, explicou o executivo.
Na terça-feira, o Banco do Brasil anunciou a emissão de bônus perpétuos de US$ 1,5 bi, o que também reforçará o patrimônio da instituição e aumentará a capacidade de emprestar em pelo menos R$ 20 bilhões em um cenário conservador.
Questionado sobre a coincidência das operações, o vice-presidente da Caixa negou que as ações tenham sido combinadas. "Foi pura coincidência. Não teve nada combinado porque não sabíamos dessa operação do BB. Imagino que o BB também não sabia da operação da Caixa", afirma.
FGTS na prestação de Consórcio
O Dia, 16/out
Saldo também poderá ser usado para quitar a modalidade de crédito habitacional após Lula ter sancionado lei aprovada pelo Congresso. Presidente anunciou ontem, ainda, que vai prorrogar o IPI reduzido de eletrodomésticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem a sanção da lei que permite utilizar o FGTS para pagar a prestação ou quitar o consórcio de imóveis. A nova legislação só permite o saque para quem já adquiriu o imóvel. A utilização precisa ser regulamentada pelo Conselho Curador do fundo.
Em clima de campanha eleitoral, Lula também divulgou medidas que beneficiarão o consumidor que comprar um eletrodoméstico novo e os que usam gás de cozinha. Bem à vontade no canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco, Lula disse que pretende prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos da linha branca, que está prevista para acabar em 31 de outubro.
FGTS já é utilizado para dar lance no consórcio
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já pode ser usado como lance e para complementar o valor da carta de crédito no consórcio imobiliário para antecipar a aquisição do bem. Isso porque no sistema a contemplação só acontece por sorteio ou lance.Mas, para utilizar o recurso será preciso cumprir as regras do Conselho Curador do FGTS para saque.
Entre elas, estão não ser proprietário de imóvel e nem ter financiamento pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Esse modelo de aquisição da casa própria não cobra juros, apenas correção anual das parcelas e do valor da carta de crédito. O prazo de pagamento já chega a 15 anos. O sistema cobra taxa de administração, seguro e fundo de reserva - os dois últimos são pagos nas parcelas iniciais. A taxa de administração é diluída durante todo o contrato. O percentual médio é de 17% do valor da carta.
O sistema de consórcio já conta com mais de 500 mil participantes no País e tem grandes bancos como Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander e Itaú oferecendo a modalidade.
O Dia, 16/out
Saldo também poderá ser usado para quitar a modalidade de crédito habitacional após Lula ter sancionado lei aprovada pelo Congresso. Presidente anunciou ontem, ainda, que vai prorrogar o IPI reduzido de eletrodomésticos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou ontem a sanção da lei que permite utilizar o FGTS para pagar a prestação ou quitar o consórcio de imóveis. A nova legislação só permite o saque para quem já adquiriu o imóvel. A utilização precisa ser regulamentada pelo Conselho Curador do fundo.
Em clima de campanha eleitoral, Lula também divulgou medidas que beneficiarão o consumidor que comprar um eletrodoméstico novo e os que usam gás de cozinha. Bem à vontade no canteiro de obras da transposição do Rio São Francisco, Lula disse que pretende prorrogar a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos produtos da linha branca, que está prevista para acabar em 31 de outubro.
FGTS já é utilizado para dar lance no consórcio
O FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) já pode ser usado como lance e para complementar o valor da carta de crédito no consórcio imobiliário para antecipar a aquisição do bem. Isso porque no sistema a contemplação só acontece por sorteio ou lance.Mas, para utilizar o recurso será preciso cumprir as regras do Conselho Curador do FGTS para saque.
Entre elas, estão não ser proprietário de imóvel e nem ter financiamento pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação). Esse modelo de aquisição da casa própria não cobra juros, apenas correção anual das parcelas e do valor da carta de crédito. O prazo de pagamento já chega a 15 anos. O sistema cobra taxa de administração, seguro e fundo de reserva - os dois últimos são pagos nas parcelas iniciais. A taxa de administração é diluída durante todo o contrato. O percentual médio é de 17% do valor da carta.
O sistema de consórcio já conta com mais de 500 mil participantes no País e tem grandes bancos como Caixa Econômica Federal, Bradesco, Santander e Itaú oferecendo a modalidade.
Vendas da MRV crescem 86% e empresa revê projeção anual
DCI, Cynara Escobar, 16/out
Com aumento de 85,8% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2008no volume de vendas, a MRV Engenharia, com sede em Belo Horizonte (MG e com atuação focada na baixa renda, espera fechar este ano com vendas acima de suas expectativas, devido ao programa de imóveis populares, o "Minha Casa, Minha Vida".
A construtora anunciou que prevê entregar cerca de 42 mil unidades neste ano - número que imaginava alcançar somente em 2011- e atingir 50 mil residências no próximo ano. Em nota, Rubens Menin, presidente da empresa, afirmou que este é "o melhor trimestre da nossa história", e o valor obtido de julho a setembro foi R$ 789,4 milhões.
Segundo Menin, as vendas acumuladas até o fim de setembro, conforme o comunicado, são de R$ 2,07 bilhões, mais de 66% superior a igual período de um ano atrás. "É o quarto ano seguido que vamos conseguir duplicar nossas vendas", disse o empresário, que levou sua empresa à Bolsa em meados de 2007.
Pelas projeções revisadas da construtora, a venda deste ano ficará de R$ 2,8 bilhões a R$ 3 bilhões - 20% mais do que o previsto anteriormente. O grande salto, no entanto, está previsto para 2010, quando a expectativa é de R$ 3,7 bilhões a R$ 4,3 bilhões, sendo cerca de 90% dos imóveis comercializados dentro no perfil do "Minha Casa, Minha Vida".
DCI, Cynara Escobar, 16/out
Com aumento de 85,8% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período de 2008no volume de vendas, a MRV Engenharia, com sede em Belo Horizonte (MG e com atuação focada na baixa renda, espera fechar este ano com vendas acima de suas expectativas, devido ao programa de imóveis populares, o "Minha Casa, Minha Vida".
A construtora anunciou que prevê entregar cerca de 42 mil unidades neste ano - número que imaginava alcançar somente em 2011- e atingir 50 mil residências no próximo ano. Em nota, Rubens Menin, presidente da empresa, afirmou que este é "o melhor trimestre da nossa história", e o valor obtido de julho a setembro foi R$ 789,4 milhões.
Segundo Menin, as vendas acumuladas até o fim de setembro, conforme o comunicado, são de R$ 2,07 bilhões, mais de 66% superior a igual período de um ano atrás. "É o quarto ano seguido que vamos conseguir duplicar nossas vendas", disse o empresário, que levou sua empresa à Bolsa em meados de 2007.
Pelas projeções revisadas da construtora, a venda deste ano ficará de R$ 2,8 bilhões a R$ 3 bilhões - 20% mais do que o previsto anteriormente. O grande salto, no entanto, está previsto para 2010, quando a expectativa é de R$ 3,7 bilhões a R$ 4,3 bilhões, sendo cerca de 90% dos imóveis comercializados dentro no perfil do "Minha Casa, Minha Vida".
Empresário espanhol fica fora da gestão da nova Agre
Valor, Silvia Fregoni, 16/out
A construtora Agre, resultante da fusão de Agra, Abyara e Klabin Segall, saiu ontem oficialmente do papel. Os acionistas das três companhias, todas de capital aberto, aprovaram em assembleias a incorporação das ações e a formação da nova empresa.
Também aconteceu ontem a primeira assembleia da recém-criada Agre, durante a qual se constituiu a diretoria executiva e o conselho de administração da empresa. O megainvestidor espanhol Enrique Bañuelos, dono da Veremonte, maior acionista da Agre, com 30% do capital, ficará fora da gestão da nova companhia.
O espanhol também não votará nas decisões da Agre. Isso porque transferiu o direito de voto a Luiz Roberto Horst, eleito presidente executivo e presidente do conselho de administração da nova empresa. Apesar do grande peso no capital da Agre, Bañuelos será um "investidor passivo", segundo definiu Horst, já que não pediu assento nem na diretoria nem no conselho de administração. Em documento, Bañuelos se compromete, em caráter irrevogável, a transferir para Horst o direito de voto das ações pertencentes direta ou indiretamente a ele. "Não se trata de um acordo de representação da Veremonte, mas de autonomia de gestão", explicou Horst ao Valor.
A relação entre a Veremonte e Luiz Roberto Horst, fundador da Agra, não é de hoje. A empresa de Bañuelos escolheu o executivo como o sócio local para a condução dos negócios no Brasil. A criação da Agre acontece depois de um longo processo de renegociação das dívidas tanto da Abyara, quanto da Klabin Segall. Bañuelos chegou ao Brasil no auge da crise global, quando começou a sondar as empresas em dificuldades e apresentar o seu projeto de consolidação. Partiu para as aquisições no início deste ano - sempre tendo a Agra como parceira. Desembolsou menos de R$ 150 milhões na compra da Klabin Segall e da Abyara.
Depois do investidor espanhol, o maior acionista da nova companhia é o grupo composto pelos fundadores da Agra. Com 15% do capital da Agre, o grupo tem como integrantes Horst, Ricardo Setton, Astério Vaz Safatle e Fernando Bruno Albuquerque, que formarão o conselho de administração da nova empresa, ao lado dos conselheiros independentes Bento de Camargo Barros Neto e Maílson da Nóbrega. A maior parte das ações está no mercado.
Não haverá um acordo de acionistas entre a Veremonte e o grupo originado da Agra. O único documento existente é o de Bañuelos abrindo mão da gestão e transferindo o direito de voto.
"Como a posição de Enrique Bañuelos é de investidor, ele não pretende ficar preso à empresa por meio de acordo de acionistas, pois quer ter liberdade para vender e comprar ações", destaca Setton. O espanhol tem investimentos em vários países do mundo e "deseja ficar menos de uma semana por mês no Brasil", segundo Setton.
A Agre nasce como uma das maiores empresas do setor de construção brasileiro. O valor de mercado é de R$ 2,5 bilhões, não muito distante das concorrentes Rossi Residencial (R$ 3,6 bilhões) e Gafisa (capitalização de R$ 3,9 bilhões). A Cyrela é a maior disparado, com R$ 10,1 bilhões.
O patrimônio líquido da nova empresa é de R$ 1,8 bilhão, acima de Rossi (R$ 1,3 bilhão) e Gafisa (R$ 1,7 bilhão). A Cyrela tem patrimônio de R$ 2,4 bilhões. Mas o resultado líquido ainda reflete uma empresa que enfrentou dificuldades financeiras. Os dados levam em consideração os números do segundo trimestre do ano.
O banco de terrenos é de R$ 19 bilhões, de acordo com Horst. A dívida bruta está em R$ 1,2 bilhão e a líquida, em R$ 550 milhões, o que significa que a empresa tem em caixa R$ 650 milhões. "Nossa situação financeira é suficiente para os planos de expansão no próximo ano", afirma o presidente.
E os projetos são otimistas. A Agre pretende lançar entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,7 bilhões em empreendimentos em 2010. Os lançamentos deste ano devem ficar entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,4 bilhão, originados basicamente de Agra, já que Abyara e Klabin Segall estavam envolvidas na solução dos problemas financeiros. "Apenas no ano que vem as operações de Abyara e Klabin devem começar a contribuir para os resultados da Agre", diz Setton. O potencial da empresa é maior, dado que, em 2008, antes do agravamento da crise mundial, as três empresas juntas lançaram R$ 3,1 bilhões.
Os próximos meses da Agre serão destinados à integração das operações das três empresas. "Até o fim do ano queremos ver tudo integrado", ressaltou Setton.
Na união das operações, provavelmente as marcas vão desaparecer. "O martelo ainda não está batido, mas é bem provável que fiquem apenas as marcas Agre e ASA, esta última voltada ao segmento econômico", afirmou. Dos lançamentos planejados para 2010, entre 20% e 25% deverão ser do segmento econômico. Há uma consultoria cuidando da questão das marcas, cujos trabalhos ainda não foram finalizados.
Valor, Silvia Fregoni, 16/out
A construtora Agre, resultante da fusão de Agra, Abyara e Klabin Segall, saiu ontem oficialmente do papel. Os acionistas das três companhias, todas de capital aberto, aprovaram em assembleias a incorporação das ações e a formação da nova empresa.
Também aconteceu ontem a primeira assembleia da recém-criada Agre, durante a qual se constituiu a diretoria executiva e o conselho de administração da empresa. O megainvestidor espanhol Enrique Bañuelos, dono da Veremonte, maior acionista da Agre, com 30% do capital, ficará fora da gestão da nova companhia.
O espanhol também não votará nas decisões da Agre. Isso porque transferiu o direito de voto a Luiz Roberto Horst, eleito presidente executivo e presidente do conselho de administração da nova empresa. Apesar do grande peso no capital da Agre, Bañuelos será um "investidor passivo", segundo definiu Horst, já que não pediu assento nem na diretoria nem no conselho de administração. Em documento, Bañuelos se compromete, em caráter irrevogável, a transferir para Horst o direito de voto das ações pertencentes direta ou indiretamente a ele. "Não se trata de um acordo de representação da Veremonte, mas de autonomia de gestão", explicou Horst ao Valor.
A relação entre a Veremonte e Luiz Roberto Horst, fundador da Agra, não é de hoje. A empresa de Bañuelos escolheu o executivo como o sócio local para a condução dos negócios no Brasil. A criação da Agre acontece depois de um longo processo de renegociação das dívidas tanto da Abyara, quanto da Klabin Segall. Bañuelos chegou ao Brasil no auge da crise global, quando começou a sondar as empresas em dificuldades e apresentar o seu projeto de consolidação. Partiu para as aquisições no início deste ano - sempre tendo a Agra como parceira. Desembolsou menos de R$ 150 milhões na compra da Klabin Segall e da Abyara.
Depois do investidor espanhol, o maior acionista da nova companhia é o grupo composto pelos fundadores da Agra. Com 15% do capital da Agre, o grupo tem como integrantes Horst, Ricardo Setton, Astério Vaz Safatle e Fernando Bruno Albuquerque, que formarão o conselho de administração da nova empresa, ao lado dos conselheiros independentes Bento de Camargo Barros Neto e Maílson da Nóbrega. A maior parte das ações está no mercado.
Não haverá um acordo de acionistas entre a Veremonte e o grupo originado da Agra. O único documento existente é o de Bañuelos abrindo mão da gestão e transferindo o direito de voto.
"Como a posição de Enrique Bañuelos é de investidor, ele não pretende ficar preso à empresa por meio de acordo de acionistas, pois quer ter liberdade para vender e comprar ações", destaca Setton. O espanhol tem investimentos em vários países do mundo e "deseja ficar menos de uma semana por mês no Brasil", segundo Setton.
A Agre nasce como uma das maiores empresas do setor de construção brasileiro. O valor de mercado é de R$ 2,5 bilhões, não muito distante das concorrentes Rossi Residencial (R$ 3,6 bilhões) e Gafisa (capitalização de R$ 3,9 bilhões). A Cyrela é a maior disparado, com R$ 10,1 bilhões.
O patrimônio líquido da nova empresa é de R$ 1,8 bilhão, acima de Rossi (R$ 1,3 bilhão) e Gafisa (R$ 1,7 bilhão). A Cyrela tem patrimônio de R$ 2,4 bilhões. Mas o resultado líquido ainda reflete uma empresa que enfrentou dificuldades financeiras. Os dados levam em consideração os números do segundo trimestre do ano.
O banco de terrenos é de R$ 19 bilhões, de acordo com Horst. A dívida bruta está em R$ 1,2 bilhão e a líquida, em R$ 550 milhões, o que significa que a empresa tem em caixa R$ 650 milhões. "Nossa situação financeira é suficiente para os planos de expansão no próximo ano", afirma o presidente.
E os projetos são otimistas. A Agre pretende lançar entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,7 bilhões em empreendimentos em 2010. Os lançamentos deste ano devem ficar entre R$ 1,1 bilhão e R$ 1,4 bilhão, originados basicamente de Agra, já que Abyara e Klabin Segall estavam envolvidas na solução dos problemas financeiros. "Apenas no ano que vem as operações de Abyara e Klabin devem começar a contribuir para os resultados da Agre", diz Setton. O potencial da empresa é maior, dado que, em 2008, antes do agravamento da crise mundial, as três empresas juntas lançaram R$ 3,1 bilhões.
Os próximos meses da Agre serão destinados à integração das operações das três empresas. "Até o fim do ano queremos ver tudo integrado", ressaltou Setton.
Na união das operações, provavelmente as marcas vão desaparecer. "O martelo ainda não está batido, mas é bem provável que fiquem apenas as marcas Agre e ASA, esta última voltada ao segmento econômico", afirmou. Dos lançamentos planejados para 2010, entre 20% e 25% deverão ser do segmento econômico. Há uma consultoria cuidando da questão das marcas, cujos trabalhos ainda não foram finalizados.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
OAB vai questionar PEC dos Vereadores no STF se ela retroagir, reafirma Britto
Brasília, 24/09/2009 -
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, reafirmou hoje (24) que o Conselho Federal da OAB pode ingressar com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal contra a chamada PEC dos Vereadores,caso ela venha a retroagir a 2008 para garantir a posse aos suplentes de vereadores. A emenda constitucional, promulgada na quarta-feira, criou 7.709 vagas de vereadores no País.
"A retroatividade nesse caso seria um atentado contra a democracia, repito, pois uma de nossas grandes conqusitas foi fixar o princípio da anterioridade no que se refere ao processo eleitoral", sustentou o presidente nacional da OAB.
Sobre o tema, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou entender que os efeitos da emenda só valem para a eleição de 2012. Em entrevista concedida hoje, ele lembrou que em 2007 a Corte editou resolução na qual estabeleceu o dia 30 de junho de 2008 como data-limite para promulgação de uma emenda constitucional alterando o número de vereadores da atual legislatura.
O presidente do TSE explicou que não comentaria se a emenda vai ser cumprida ou não porque nesse caso seria avaliar a sua constitucionalidade. Disse ainda que não se pronunciaria sobre a constitucionalidade ou não da emenda, uma vez que OAB já sinalizou que entrará no STF com uma Adin e, nessa hipótese, o ministro teria que atuar como julgador do tema.
Brasília, 24/09/2009 -
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, reafirmou hoje (24) que o Conselho Federal da OAB pode ingressar com ação direta de inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal contra a chamada PEC dos Vereadores,caso ela venha a retroagir a 2008 para garantir a posse aos suplentes de vereadores. A emenda constitucional, promulgada na quarta-feira, criou 7.709 vagas de vereadores no País.
"A retroatividade nesse caso seria um atentado contra a democracia, repito, pois uma de nossas grandes conqusitas foi fixar o princípio da anterioridade no que se refere ao processo eleitoral", sustentou o presidente nacional da OAB.
Sobre o tema, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, afirmou entender que os efeitos da emenda só valem para a eleição de 2012. Em entrevista concedida hoje, ele lembrou que em 2007 a Corte editou resolução na qual estabeleceu o dia 30 de junho de 2008 como data-limite para promulgação de uma emenda constitucional alterando o número de vereadores da atual legislatura.
O presidente do TSE explicou que não comentaria se a emenda vai ser cumprida ou não porque nesse caso seria avaliar a sua constitucionalidade. Disse ainda que não se pronunciaria sobre a constitucionalidade ou não da emenda, uma vez que OAB já sinalizou que entrará no STF com uma Adin e, nessa hipótese, o ministro teria que atuar como julgador do tema.
PEC dos vereadores é precedente gravíssimo para a democracia brasileira
Brasília, 23/09/2009 -
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, classificou hoje (23) como um "precedente gravíssimo" retroagir a 2008 as regras eleitorais para garantir a possibilidade de posse dos vereadores suplentes, conforme previsto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 336/09.
A PEC foi aprovada na Câmara noite desta terça-feira e prevê, além da retroatividade, um aumento em cerca de 7 mil do número de vagas nas câmaras de vereadores.
"Retroagir o que prevê a PEC para os atuais mandatos é jogar contra a democracia, pois uma de nossas grandes conquistas foi fixar o Princípio da Anterioridade no que se refere ao processo eleitoral. As regras eleitorais, por sua importância, devem ser conhecidas um anos antes dos pleitos. Jamais, em hipótese alguma, dois anos depois", afirmou Britto.
Ainda na avaliação feita hoje pelo presidente nacional da OAB, trata-se de um "paradoxo visível" a aprovação da PEC também no que se refere ao aumento do número de vagas nas câmaras de vereadores de todo o país. "Se fosse possível, estaríamos dando carta branca ao Congresso Nacional para aumentar o numero de deputados, senadores, aumentar o tempo dos mandatos ao sabor da conveniência de plantão", critica Cezar Britto, acrescentando que se a retroatividade for aplicada o Conselho Federal da OAB ajuizará uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer a Constituição Federal.
"A democracia brasileira tem regras claras que precisam se respeitadas, especialmente por aqueles que têm a competência de elaborar as leis do país. Caso a retroatividade seja aplicada, temos certeza de que o Supremo a declarará inconstitucional", afirmou o presidente nacional da OAB.
A PEC 336/09 foi aprovada pela Câmara dos Deputados por 380 votos a favor, 29 votos contra e duas abstenções. A partir dela, o total de vagas nas câmaras cresce de 52 mil para 59 mil.
Brasília, 23/09/2009 -
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, classificou hoje (23) como um "precedente gravíssimo" retroagir a 2008 as regras eleitorais para garantir a possibilidade de posse dos vereadores suplentes, conforme previsto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 336/09.
A PEC foi aprovada na Câmara noite desta terça-feira e prevê, além da retroatividade, um aumento em cerca de 7 mil do número de vagas nas câmaras de vereadores.
"Retroagir o que prevê a PEC para os atuais mandatos é jogar contra a democracia, pois uma de nossas grandes conquistas foi fixar o Princípio da Anterioridade no que se refere ao processo eleitoral. As regras eleitorais, por sua importância, devem ser conhecidas um anos antes dos pleitos. Jamais, em hipótese alguma, dois anos depois", afirmou Britto.
Ainda na avaliação feita hoje pelo presidente nacional da OAB, trata-se de um "paradoxo visível" a aprovação da PEC também no que se refere ao aumento do número de vagas nas câmaras de vereadores de todo o país. "Se fosse possível, estaríamos dando carta branca ao Congresso Nacional para aumentar o numero de deputados, senadores, aumentar o tempo dos mandatos ao sabor da conveniência de plantão", critica Cezar Britto, acrescentando que se a retroatividade for aplicada o Conselho Federal da OAB ajuizará uma ação junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para fazer valer a Constituição Federal.
"A democracia brasileira tem regras claras que precisam se respeitadas, especialmente por aqueles que têm a competência de elaborar as leis do país. Caso a retroatividade seja aplicada, temos certeza de que o Supremo a declarará inconstitucional", afirmou o presidente nacional da OAB.
A PEC 336/09 foi aprovada pela Câmara dos Deputados por 380 votos a favor, 29 votos contra e duas abstenções. A partir dela, o total de vagas nas câmaras cresce de 52 mil para 59 mil.
Óleo de cozinha descartado em tubulação especial de prédio
Extra, 20/set
O condomínio Barra Sunday, que será inaugurado em 2010, terá um sistema inovador para descarte de óleo de cozinha usado - material que os moradores dificilmente sabem como jogar fora. Os quatro prédios do condomínio, que estão sendo erguidos pela construtora Santa Isabel, terão uma tubulação especial nos corredores, ao lado das lixeiras.
Segundo a Protel, que administrará o condomínio, a tubulação especial irá até um tambor, que armazenará todo o óleo usado, que será coletado por uma empresa de reciclagem, em troca de material de limpeza para o condomínio.
- É uma instalação barata, como se fosse um tubo normal de esgoto, de cem milímetros. Além de reduzir o impacto ambiental, trará economia para os moradores - disse Alfredo Lopes, diretor da construtora Santa Isabel e da Protel, administradora de condomínios.
Extra, 20/set
O condomínio Barra Sunday, que será inaugurado em 2010, terá um sistema inovador para descarte de óleo de cozinha usado - material que os moradores dificilmente sabem como jogar fora. Os quatro prédios do condomínio, que estão sendo erguidos pela construtora Santa Isabel, terão uma tubulação especial nos corredores, ao lado das lixeiras.
Segundo a Protel, que administrará o condomínio, a tubulação especial irá até um tambor, que armazenará todo o óleo usado, que será coletado por uma empresa de reciclagem, em troca de material de limpeza para o condomínio.
- É uma instalação barata, como se fosse um tubo normal de esgoto, de cem milímetros. Além de reduzir o impacto ambiental, trará economia para os moradores - disse Alfredo Lopes, diretor da construtora Santa Isabel e da Protel, administradora de condomínios.
De carona no discurso alheio
O Globo, Tatiana Farah, 25/set
No melhor estilo "quem faz mais", a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se encontraram na inauguração de uma feira de imóveis e condomínios ontem em São Paulo, promovida pelo Secovi, o Sindicato da Habitação, e desdobraram-se para contar feitos dos governos estadual e federal na área de moradia popular. Os dois são pré-candidatos à Presidência da República.
Dilma disse que o governo Lula destinou R$ 38 bilhões este ano à habitação. E tomou emprestado o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama:
- O Brasil pode erguer a cabeça e dizer: Sim, é possível. Sim, nós fizemos - afirmou Dilma, numa referência ao mote de Obama: "Sim, nós podemos".
Em outro momento, ao falar com os empresários que, por ser brasileira, ela não se "conformaria" com os mesmos R$ 38 bilhões, Dilma lembrou da propaganda de Lula: - Aquela propaganda que diz "o brasileiro não desiste nunca" tem de ser completada. O brasileiro não se conforma nunca.
Serra parodiou Lula, usando expressões como "nunca se fez tanto em São Paulo pela habitação" para promover o seu governo diante dos empresários. Apesar dos discursos de disputa, o clima entre eles era de cordialidade. Dilma e Serra se cumprimentaram com dois beijinhos no rosto e caminharam pela feira. O governador tucano interrompeu uma coletiva não programada para que a ministra desse sua entrevista, e aguardou que ela terminasse para voltar a conversar com os repórteres.
O governador destacou as parcerias do estado com o governo federal na construção de moradias populares. Mas afirmou: - Mas isso sempre foi uma marca da política habitacional de São Paulo.
Para Serra, o "pior da crise já chegou":
- A tendência agora é melhorar. Quanto vai melhorar, é incerto. Como sou economista, não faço previsões. Mas, sem dúvida, o pior já passou - disse Serra.
O Globo, Tatiana Farah, 25/set
No melhor estilo "quem faz mais", a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), se encontraram na inauguração de uma feira de imóveis e condomínios ontem em São Paulo, promovida pelo Secovi, o Sindicato da Habitação, e desdobraram-se para contar feitos dos governos estadual e federal na área de moradia popular. Os dois são pré-candidatos à Presidência da República.
Dilma disse que o governo Lula destinou R$ 38 bilhões este ano à habitação. E tomou emprestado o discurso do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama:
- O Brasil pode erguer a cabeça e dizer: Sim, é possível. Sim, nós fizemos - afirmou Dilma, numa referência ao mote de Obama: "Sim, nós podemos".
Em outro momento, ao falar com os empresários que, por ser brasileira, ela não se "conformaria" com os mesmos R$ 38 bilhões, Dilma lembrou da propaganda de Lula: - Aquela propaganda que diz "o brasileiro não desiste nunca" tem de ser completada. O brasileiro não se conforma nunca.
Serra parodiou Lula, usando expressões como "nunca se fez tanto em São Paulo pela habitação" para promover o seu governo diante dos empresários. Apesar dos discursos de disputa, o clima entre eles era de cordialidade. Dilma e Serra se cumprimentaram com dois beijinhos no rosto e caminharam pela feira. O governador tucano interrompeu uma coletiva não programada para que a ministra desse sua entrevista, e aguardou que ela terminasse para voltar a conversar com os repórteres.
O governador destacou as parcerias do estado com o governo federal na construção de moradias populares. Mas afirmou: - Mas isso sempre foi uma marca da política habitacional de São Paulo.
Para Serra, o "pior da crise já chegou":
- A tendência agora é melhorar. Quanto vai melhorar, é incerto. Como sou economista, não faço previsões. Mas, sem dúvida, o pior já passou - disse Serra.
Cobrança de laudêmio está com os dias contados
Jornal do Brasil, 21/set
Tributo cobrado por transferências de imóveis em locais litorâneos, o laudêmio está prestes a deixar de existir. O primeiro passo dado foi sua suspensão por tempo indeterminado, após provarem controvérsias em sua cobrança na região oceânica de Niterói e em algumas localidades litorâneas do Rio. A decisão foi tomada pela desembargadora Salete Maccalóz, da 7ª turma especializada do TRF.
- Na região oceânica de Niterói, ocorreu um fato que causou mobilização.
As pessoas compravam imóveis e não eram informadas sobre a obrigatoriedade de pagar o laudêmio. Tiravam certidões, documentos e nenhuma irregularidade era apontada até tentarem vender o imóvel. Neste momento, este imposto passava a ser exigido para a venda ser oficializada - explica o presidente da Associação dos Moradores do Jardim Imbuí, em Niterói, Renan Lacerda.
A estranheza da situação levou o deputado estadual Paulo Ramos (PDT) a abrir CPI para apurar o porquê de a cobrança estar sendo feita desta maneira. O advogado da associação dos moradores, José Marinho dos Santos, conseguiu três decisões contra a Secretaria de Patrimônio da União, numa delas suspendendo a cobrança deste imposto por tempo indeterminado.
A suspensão abre brecha para outras medidas mais fortes contra o laudêmio, como a diminuição do valor bruto do imposto, bem como o fim definitivo dele.
- Gostaríamos de saber também onde foi parar esse dinheiro de imposto pago até aqui, pois dizem que ele vai para a Marinha, mas esta nunca nos proporcionou nada - reclama Renan.
Jornal do Brasil, 21/set
Tributo cobrado por transferências de imóveis em locais litorâneos, o laudêmio está prestes a deixar de existir. O primeiro passo dado foi sua suspensão por tempo indeterminado, após provarem controvérsias em sua cobrança na região oceânica de Niterói e em algumas localidades litorâneas do Rio. A decisão foi tomada pela desembargadora Salete Maccalóz, da 7ª turma especializada do TRF.
- Na região oceânica de Niterói, ocorreu um fato que causou mobilização.
As pessoas compravam imóveis e não eram informadas sobre a obrigatoriedade de pagar o laudêmio. Tiravam certidões, documentos e nenhuma irregularidade era apontada até tentarem vender o imóvel. Neste momento, este imposto passava a ser exigido para a venda ser oficializada - explica o presidente da Associação dos Moradores do Jardim Imbuí, em Niterói, Renan Lacerda.
A estranheza da situação levou o deputado estadual Paulo Ramos (PDT) a abrir CPI para apurar o porquê de a cobrança estar sendo feita desta maneira. O advogado da associação dos moradores, José Marinho dos Santos, conseguiu três decisões contra a Secretaria de Patrimônio da União, numa delas suspendendo a cobrança deste imposto por tempo indeterminado.
A suspensão abre brecha para outras medidas mais fortes contra o laudêmio, como a diminuição do valor bruto do imposto, bem como o fim definitivo dele.
- Gostaríamos de saber também onde foi parar esse dinheiro de imposto pago até aqui, pois dizem que ele vai para a Marinha, mas esta nunca nos proporcionou nada - reclama Renan.
Prioridade para idosos
Extra, 20/set
Os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovaram relatório do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) sobre um projeto da Câmara dos Deputados que estabelece prioridade aos idosos na escolha de unidades térreas, em programas habitacionais. A matéria passou pela Comissão de Direitos Humanos e vai a plenário.
Extra, 20/set
Os senadores da Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovaram relatório do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO) sobre um projeto da Câmara dos Deputados que estabelece prioridade aos idosos na escolha de unidades térreas, em programas habitacionais. A matéria passou pela Comissão de Direitos Humanos e vai a plenário.
Otimismo volta ao mercado imobiliário depois da crise
Extra, 27/set
A crise financeira mundial começa a dar trégua. Pelo menos, essa é a sensação do mercado imobiliário, que dá sinais de reaquecimento. De acordo com a 40ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, de maio para agosto, aumentou em 43,1% a percepção favorável dos empresários do setor sobre o crescimento econômico do país em 2009. Na pesquisa, as empresas demonstraram otimismo em relação ao seu desempenho atual e dos próximos meses.
- No primeiro semestre, sentimos uma retração no mercado. Os clientes estavam com medo da crise e seguraram os investimentos. Mas agora há uma retomada dos investimentos, trazendo de volta os patamares do primeiro semestre de 2008 - disse Rafael Motta Duarte, sócio-diretor da Percepttiva Comunicação, que presta consultoria de marketing imobiliário para construtoras como Wrobel e Agra, MDL, Cyrela e Zayd.
Extra, 27/set
A crise financeira mundial começa a dar trégua. Pelo menos, essa é a sensação do mercado imobiliário, que dá sinais de reaquecimento. De acordo com a 40ª Sondagem Nacional da Indústria da Construção, de maio para agosto, aumentou em 43,1% a percepção favorável dos empresários do setor sobre o crescimento econômico do país em 2009. Na pesquisa, as empresas demonstraram otimismo em relação ao seu desempenho atual e dos próximos meses.
- No primeiro semestre, sentimos uma retração no mercado. Os clientes estavam com medo da crise e seguraram os investimentos. Mas agora há uma retomada dos investimentos, trazendo de volta os patamares do primeiro semestre de 2008 - disse Rafael Motta Duarte, sócio-diretor da Percepttiva Comunicação, que presta consultoria de marketing imobiliário para construtoras como Wrobel e Agra, MDL, Cyrela e Zayd.
R$ 100 bilhões e emprego de volta
Jornal do Brasil, Natália Pacheco, 27/set
A oferta de crédito para a aquisição de moradias e os programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida - ambos do governo federal - vão garantir investimentos da ordem de R$ 100 bilhões e a criação de mais 800 mil postos de trabalho no setor de construção civil em 2010. Com isso, o número de empregados formais no segmento deve chegar a 3 milhões no próximo ano - marca registrada apenas no início da década de 80, período anterior à estagnação que o setor passou por quase 20 anos.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ), Roberto Kauffmann, detalha a soma dos investimentos: R$ 30 bilhões dos recursos provenientes das cadernetas de poupança, R$ 20 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 50 bilhões do PAC e do Minha Casa, Minha Vida.
O aumento do investimento do setor no próximo ano em relação aos recursos de 2009 é da ordem de 10%, considerando os R$ 90 bilhões que estão sendo investidos neste ano. E a razão da diferença é o programa de habitação do governo. Segundo o executivo, o "grosso do programa" será aprovado no próximo ano.
Enquanto setores chaves da economia estimam que 2009 foi um ano perdido, como a indústria de máquinas e equipamentos, têxtil, siderurgia e mineração, os efeitos da crise financeira internacional na construção civil já foram superados, garante o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão.
- Atravessamos a crise muito bem. Os 110 mil empregos perdidos no setor entre novembro e dezembro do ano passado já foram recuperados. A construção civil criou mais de 151 mil postos de trabalho no acumulado deste ano, cerca de 25% do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do país - ressaltou Simão.
A previsão do presidente da Cbic é que o setor encerre o ano com queda de 5% em relação aos 8% de 2008, mas com crescimento de 3% quando comparado a 2007.
20 anos de abandono
Apesar do bom resultado nos últimos três anos - o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento passou de 4,7% em 2006 para 8% em 2008 - a construção civil ficou cerca de 20 anos estagnada. Desde a extinção do Banco Nacional da Habitação (BNH) em 1986, o setor ficou "abandonado".
- Quando o PIB do setor crescia, caía logo no ano seguinte. Desde 2005, esse processo se reverteu. Prova disso é o número de trabalhadores, que passou de 1,5 milhão, em 2005, para 2,2 milhões até agosto deste ano - disse o diretor-executivo do Sinduscon-RJ, Antônio Carlos Mendes Gomes.
Para o executivo, a decisão do governo em utilizar o setor como um instrumento de combate a crise para gerar emprego, renda e investimento para o país foi acertada, já que é um setor que demanda um número elevado de mão de obra.
- Além do PAC, que é anterior ao colapso econômico mundial, e do Minha Casa, Minha Vida, a construção civil foi beneficiada com a expansão da oferta de crédito para o financiamento imobiliário e a redução da taxa básica de juros (Selic) - explicou Mendes Gomes.
Mas a atenção do governo para a construção civil deve continuar para que o déficit habitacional do país - atualmente de 8 milhões de moradias - seja eliminado nos próximos 15 anos. O diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, contou que há um Projeto de Lei no Congresso, que prevê a destinação de 2% de recursos da União e 1% dos estados e municípios para manter investimentos públicos em habitação.
- O Minha Casa, Minha Vida mostrou para o governo a importância de institucionalizar regras para a habitação. Há anos o país necessita de um fluxo financeiro destinado a acelerar os recursos para a baixa renda adquirir um imóvel destacou Zaidan.
Reação
O Índice de Vendas elaborado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) registrou crescimento pelo quarto mês consecutivo do faturamento do mercado interno 1,28% em agosto comparado a julho. A reação do setor se deve em parte às medidas de estímulo anunciadas pelo governo, como a ampliação da validade do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para materiais até o fim deste ano.
Entretanto, a associação prevê fechar este ano com um resultado 5% inferior ao de 2008. Ainda assim, esta nova previsão representa um crescimento real de 8% em relação a 2007, refletindo uma evolução mais realista do setor no ambiente pós-crise, de acordo com o presidente da Abramat, Melvyn Fox.
- O ano passado foi atípico. O segmento cresceu 14% em 2008. Vínhamos crescendo fortemente, mas a freada a partir do último trimestre, nos levou de volta aos patamares de 2007, mais próximos da realidade - explica Fox.
Jornal do Brasil, Natália Pacheco, 27/set
A oferta de crédito para a aquisição de moradias e os programas de Aceleração do Crescimento (PAC) e Minha Casa, Minha Vida - ambos do governo federal - vão garantir investimentos da ordem de R$ 100 bilhões e a criação de mais 800 mil postos de trabalho no setor de construção civil em 2010. Com isso, o número de empregados formais no segmento deve chegar a 3 milhões no próximo ano - marca registrada apenas no início da década de 80, período anterior à estagnação que o setor passou por quase 20 anos.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ), Roberto Kauffmann, detalha a soma dos investimentos: R$ 30 bilhões dos recursos provenientes das cadernetas de poupança, R$ 20 bilhões do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e R$ 50 bilhões do PAC e do Minha Casa, Minha Vida.
O aumento do investimento do setor no próximo ano em relação aos recursos de 2009 é da ordem de 10%, considerando os R$ 90 bilhões que estão sendo investidos neste ano. E a razão da diferença é o programa de habitação do governo. Segundo o executivo, o "grosso do programa" será aprovado no próximo ano.
Enquanto setores chaves da economia estimam que 2009 foi um ano perdido, como a indústria de máquinas e equipamentos, têxtil, siderurgia e mineração, os efeitos da crise financeira internacional na construção civil já foram superados, garante o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Paulo Safady Simão.
- Atravessamos a crise muito bem. Os 110 mil empregos perdidos no setor entre novembro e dezembro do ano passado já foram recuperados. A construção civil criou mais de 151 mil postos de trabalho no acumulado deste ano, cerca de 25% do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do país - ressaltou Simão.
A previsão do presidente da Cbic é que o setor encerre o ano com queda de 5% em relação aos 8% de 2008, mas com crescimento de 3% quando comparado a 2007.
20 anos de abandono
Apesar do bom resultado nos últimos três anos - o Produto Interno Bruto (PIB) do segmento passou de 4,7% em 2006 para 8% em 2008 - a construção civil ficou cerca de 20 anos estagnada. Desde a extinção do Banco Nacional da Habitação (BNH) em 1986, o setor ficou "abandonado".
- Quando o PIB do setor crescia, caía logo no ano seguinte. Desde 2005, esse processo se reverteu. Prova disso é o número de trabalhadores, que passou de 1,5 milhão, em 2005, para 2,2 milhões até agosto deste ano - disse o diretor-executivo do Sinduscon-RJ, Antônio Carlos Mendes Gomes.
Para o executivo, a decisão do governo em utilizar o setor como um instrumento de combate a crise para gerar emprego, renda e investimento para o país foi acertada, já que é um setor que demanda um número elevado de mão de obra.
- Além do PAC, que é anterior ao colapso econômico mundial, e do Minha Casa, Minha Vida, a construção civil foi beneficiada com a expansão da oferta de crédito para o financiamento imobiliário e a redução da taxa básica de juros (Selic) - explicou Mendes Gomes.
Mas a atenção do governo para a construção civil deve continuar para que o déficit habitacional do país - atualmente de 8 milhões de moradias - seja eliminado nos próximos 15 anos. O diretor de Economia do Sinduscon-SP, Eduardo Zaidan, contou que há um Projeto de Lei no Congresso, que prevê a destinação de 2% de recursos da União e 1% dos estados e municípios para manter investimentos públicos em habitação.
- O Minha Casa, Minha Vida mostrou para o governo a importância de institucionalizar regras para a habitação. Há anos o país necessita de um fluxo financeiro destinado a acelerar os recursos para a baixa renda adquirir um imóvel destacou Zaidan.
Reação
O Índice de Vendas elaborado pela Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) registrou crescimento pelo quarto mês consecutivo do faturamento do mercado interno 1,28% em agosto comparado a julho. A reação do setor se deve em parte às medidas de estímulo anunciadas pelo governo, como a ampliação da validade do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para materiais até o fim deste ano.
Entretanto, a associação prevê fechar este ano com um resultado 5% inferior ao de 2008. Ainda assim, esta nova previsão representa um crescimento real de 8% em relação a 2007, refletindo uma evolução mais realista do setor no ambiente pós-crise, de acordo com o presidente da Abramat, Melvyn Fox.
- O ano passado foi atípico. O segmento cresceu 14% em 2008. Vínhamos crescendo fortemente, mas a freada a partir do último trimestre, nos levou de volta aos patamares de 2007, mais próximos da realidade - explica Fox.
Otimismo
Jornal do Commercio, Marcia Peltier, 28/set
O ministro Marcio Fortes ficou animado com o último balanço do programa Minha Casa Minha Vida. Ele acredita que, pelo número de propostas de empreendimentos, até junho de 2010 serão erguidas mais 600 mil unidades habitacionais, atingindo a meta traçada pelo governo. Isso porque, de acordo com os termos de adesão das prefeituras ao programa, o índice chegou a 96% em municípios com mais de cem mil habitantes e a 86% em cidades com população entre 50 mil a cem mil pessoas. É em localidades com essa faixa demográfica que se encontra o maior déficit de moradias no país.
Jornal do Commercio, Marcia Peltier, 28/set
O ministro Marcio Fortes ficou animado com o último balanço do programa Minha Casa Minha Vida. Ele acredita que, pelo número de propostas de empreendimentos, até junho de 2010 serão erguidas mais 600 mil unidades habitacionais, atingindo a meta traçada pelo governo. Isso porque, de acordo com os termos de adesão das prefeituras ao programa, o índice chegou a 96% em municípios com mais de cem mil habitantes e a 86% em cidades com população entre 50 mil a cem mil pessoas. É em localidades com essa faixa demográfica que se encontra o maior déficit de moradias no país.
BB vai liberar R$ 100 milhões para Minha Casa, minha vida
Jornal do Commercio, Chiara Quintão, 28/set
O Banco do Brasil estima que os contratos de financiamento à produção nos moldes do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida a serem assinados pelo banco este ano com empresas do setor de construção vão somar R$ 100 milhões. Segundo o diretor de Empréstimos e Financiamentos da instituição, Nilson Martiniano Moreira, isso representa 10% do total de financiamento imobiliário que o banco pretende conceder em 2009.
A intenção é que de 3 mil a 4 mil unidades incluídas no Minha Casa, Minha Vida sejam financiadas este ano. Até 2011, o Banco do Brasil quer participar do financiamento de 10% do total de unidades do programa. A maior parte dos desembolsos deve ocorrer no ano que vem.
O primeiro contrato do Banco do Brasil de financiamento a produção enquadrado no programa, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é com a Cyrela Brazil Realty, no valor de R$ 9,8 milhões.
Os recursos serão destinados à primeira fase do Marcco Sorocaba, da Living Construtora, empresa pela qual a Cyrela atua no segmento econômico, e da Plano & Plano Construções e Participações. Outras empresas como Rossi Residencial e Tenda já apresentaram projetos ao Banco do Brasil, segundo Moreira.
Os contratos de financiamento direto ao comprador pelo Banco do Brasil nos moldes do programa devem começar a ser assinados no fim do ano, com projeto-piloto. A liberação efetiva dos recursos para essa finalidade será a partir de 2010. A PDG Realty é uma das empresas interessadas nessa modalidade, de acordo com o representante do Banco do Brasil.
No programa habitacional, o banco vai atuar no crédito para empreendimentos do programa situados na faixa de três a dez salários mínimos, com financiamento de até 90% do valor do imóvel e prazo de até 30 anos.
O Banco do Brasil começou a atuar na concessão de crédito imobiliário com recursos próprios em 2007. Em junho do ano passado, a instituição financeira passou a operar no financiamento imobiliário também com recursos da poupança.
Jornal do Commercio, Chiara Quintão, 28/set
O Banco do Brasil estima que os contratos de financiamento à produção nos moldes do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida a serem assinados pelo banco este ano com empresas do setor de construção vão somar R$ 100 milhões. Segundo o diretor de Empréstimos e Financiamentos da instituição, Nilson Martiniano Moreira, isso representa 10% do total de financiamento imobiliário que o banco pretende conceder em 2009.
A intenção é que de 3 mil a 4 mil unidades incluídas no Minha Casa, Minha Vida sejam financiadas este ano. Até 2011, o Banco do Brasil quer participar do financiamento de 10% do total de unidades do programa. A maior parte dos desembolsos deve ocorrer no ano que vem.
O primeiro contrato do Banco do Brasil de financiamento a produção enquadrado no programa, com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), é com a Cyrela Brazil Realty, no valor de R$ 9,8 milhões.
Os recursos serão destinados à primeira fase do Marcco Sorocaba, da Living Construtora, empresa pela qual a Cyrela atua no segmento econômico, e da Plano & Plano Construções e Participações. Outras empresas como Rossi Residencial e Tenda já apresentaram projetos ao Banco do Brasil, segundo Moreira.
Os contratos de financiamento direto ao comprador pelo Banco do Brasil nos moldes do programa devem começar a ser assinados no fim do ano, com projeto-piloto. A liberação efetiva dos recursos para essa finalidade será a partir de 2010. A PDG Realty é uma das empresas interessadas nessa modalidade, de acordo com o representante do Banco do Brasil.
No programa habitacional, o banco vai atuar no crédito para empreendimentos do programa situados na faixa de três a dez salários mínimos, com financiamento de até 90% do valor do imóvel e prazo de até 30 anos.
O Banco do Brasil começou a atuar na concessão de crédito imobiliário com recursos próprios em 2007. Em junho do ano passado, a instituição financeira passou a operar no financiamento imobiliário também com recursos da poupança.
Muito além da construção de casas
Jornal do Brasil, Gabriel Costa, 27/set
A expansão da habitação no Brasil cria necessidades além da construção de novas residências. De acordo com dados divulgados recentemente na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o número de moradias no Brasil aumentou de maneira significativa em relação ao avanço do número de famílias, com redução do número de habitantes por domicílio. A mudança no perfil habitacional, somada à necessidade de redução do déficit estimado em 8 milhões de moradias, demanda também toda a infraestrutura correspondente de saneamento básico, coleta de lixo, transporte e fornecimento de água e energia.
- Esse processo causa um impacto imenso junto à estrutura urbana, e o grande desafio para a construção da infraestrutura é reduzir os custos - avalia Fernando Arbache, especialista em infraestrutura, logística e inteligência de mercado.
No ano passado, de acordo com os dados da Pnad, 1,886 milhão de domicílios passaram a contar com rede de coleta de esgoto, para um total de 48,296 milhões de moradias com acesso ao serviço em todo o país, enquanto 83,9% das residências tinham abastecimento de água. Cerca de 50,590 milhões de lares tiveram acesso ao serviço de coleta de lixo, 1,882 milhão a mais que no ano anterior. A iluminação elétrica atingiu 98,6% dos lares em 2008. Especialistas ressaltam, no entanto, que os dados não necessariamente são tão animadores como podem parecer, uma vez que a pesquisa não mede a qualidade desses serviços.
Paralelamente, um estudo divulgado esta semana pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) destacou que o Brasil tem demorado para executar recursos vinculados aos investimentos em infraestrutura, principalmente relativos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O diretor do Instituto de Pesquisa Data Popular, Renato Meireles, ressalta a importância que empreendedores conheçam bem os dados de consumo da população, em especial os das classes C, D e E, que são atualmente 85% da população e movimentam R$ 760 bilhões ao ano.
- As classes mais baixas, ao contrário das classes A e B, são compostas majoritariamente por jovens, que representam 42% das novas famílias formadas de 2002 pra cá. Isso significa mais pessoas necessitando de locais para morar - destaca Meirelles.
Já para resolver o problema da redução de custos necessária tanto para a construção de moradias como para implementar a infraestrutura necessária, Arbache, professor de Logística e Sistemas de Informação da Fundação Getulio Vargas (FGV), sugere que o governo conte com o apoio do setor privado.
- Pode soar contraditório, mas se o governo incentivar a construção de casas para as classes mais altas, o crescimento da escala produtiva reduz os custos operacionais como um todo - afirma. - Em relação à questão da infraestrutura, um regime de Parcerias Público-Privadas (PPPs) reduziria a burocratização do processo, e mais agilidade corresponde a menores custos.
Jornal do Brasil, Gabriel Costa, 27/set
A expansão da habitação no Brasil cria necessidades além da construção de novas residências. De acordo com dados divulgados recentemente na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), o número de moradias no Brasil aumentou de maneira significativa em relação ao avanço do número de famílias, com redução do número de habitantes por domicílio. A mudança no perfil habitacional, somada à necessidade de redução do déficit estimado em 8 milhões de moradias, demanda também toda a infraestrutura correspondente de saneamento básico, coleta de lixo, transporte e fornecimento de água e energia.
- Esse processo causa um impacto imenso junto à estrutura urbana, e o grande desafio para a construção da infraestrutura é reduzir os custos - avalia Fernando Arbache, especialista em infraestrutura, logística e inteligência de mercado.
No ano passado, de acordo com os dados da Pnad, 1,886 milhão de domicílios passaram a contar com rede de coleta de esgoto, para um total de 48,296 milhões de moradias com acesso ao serviço em todo o país, enquanto 83,9% das residências tinham abastecimento de água. Cerca de 50,590 milhões de lares tiveram acesso ao serviço de coleta de lixo, 1,882 milhão a mais que no ano anterior. A iluminação elétrica atingiu 98,6% dos lares em 2008. Especialistas ressaltam, no entanto, que os dados não necessariamente são tão animadores como podem parecer, uma vez que a pesquisa não mede a qualidade desses serviços.
Paralelamente, um estudo divulgado esta semana pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) destacou que o Brasil tem demorado para executar recursos vinculados aos investimentos em infraestrutura, principalmente relativos ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O diretor do Instituto de Pesquisa Data Popular, Renato Meireles, ressalta a importância que empreendedores conheçam bem os dados de consumo da população, em especial os das classes C, D e E, que são atualmente 85% da população e movimentam R$ 760 bilhões ao ano.
- As classes mais baixas, ao contrário das classes A e B, são compostas majoritariamente por jovens, que representam 42% das novas famílias formadas de 2002 pra cá. Isso significa mais pessoas necessitando de locais para morar - destaca Meirelles.
Já para resolver o problema da redução de custos necessária tanto para a construção de moradias como para implementar a infraestrutura necessária, Arbache, professor de Logística e Sistemas de Informação da Fundação Getulio Vargas (FGV), sugere que o governo conte com o apoio do setor privado.
- Pode soar contraditório, mas se o governo incentivar a construção de casas para as classes mais altas, o crescimento da escala produtiva reduz os custos operacionais como um todo - afirma. - Em relação à questão da infraestrutura, um regime de Parcerias Público-Privadas (PPPs) reduziria a burocratização do processo, e mais agilidade corresponde a menores custos.
Grandes empresas investem na venda sem intermediários
Valor Econômico, Daniela D'Ambrósio, 25/set
Embora 40% do programa Minha Casa, Minha Vida seja direcionado ao público de até três salários mínimos de renda - que representa o grosso do déficit habitacional - as grandes empresas do setor avançaram muito pouco nesse segmento. Desde o início as construtoras anunciam interesse nesses projetos e até divulgam metas específicas para essa faixa de renda, mas, até o momento, muito pouca coisa saiu do papel.
O programa para o público de zero a três salários mínimos é diferenciado. As inscrições dos compradores são feitas diretamente nas prefeituras - que fazem parcerias e podem doar terrenos para as construtoras - a prestação é de até 10% da renda por um período de dez anos e o subsídio é de quase 90% do valor do imóvel. O aporte da União para atender essa faixa de renda, na qual o déficit habitacional é estimado em 91%, é de R$ 16 bilhões.
Desde o início do programa, as empresas consideraram baixos os valores máximos que o governo paga pelas unidades - ainda que não haja despesa de marketing e o imposto cobrado sobre o faturamento da obra caia de 7% para 1%. Os valores pagos pelas casas varia de R$ 37 mil a R$ 48 mil e dos apartamentos de R$ 41 mil a R$ 52 mil, dependendo da localidade. Em seis Estados do Nordeste, entre eles Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, uma casa não pode custar mais do que R$ 37 mil, por exemplo. Já na região metropolitana de São Paulo, esses valores sobem para R$ 48 mil e R$ 52 mil, respectivamente.
De qualquer forma, as empresas comprometeram-se com o governo a atuar também nessa faixa de renda. "Como empresa, temos que fazer um negócio lucrativo, o que é mais difícil nesse caso, mas o zero a três faz parte do programa e temos que participar", afirma Rubens Menin, presidente da mineira MRV. A empresa está com quatro projetos para esse público, dois em Belo Horizonte, um em Araraquara e um em Campinas. Terá dois outros lançamentos, que estão prestes a sair, em parceria com as prefeituras.
Uma das saídas encontradas pelas construtoras é atuar no topo dessa faixa, com as famílias de três salários, oferecendo os empreendimentos diretamente para os compradores - sem que passem pelo cadastro da prefeitura. Nesse caso, os compradores conseguem ter um subsídio de R$ 23 mil e os benefícios do programa, como fundo garantidor (que garante o pagamento das prestações em caso de perda de emprego) e redução do seguro, mas terão que arcar com uma prestação bem maior do que até 10% da renda (cerca de R$ 250 , contra cerca de R$ 90) e pagam em até 30 anos, contra apenas 10 anos quando o cadastro é feito pela prefeitura.
"Chegamos em várias prefeituras e eles disseram que os projetos de zero a três salários mínimos daquele município já estavam comprometidos, que o seu limite de projetos esgotou", explica Eduardo Gorayeb, presidente da Rodobens Negócios Imobiliários. "Como a oferta de clientes é muito maior do que as prefeituras conseguirão atender, vamos trabalhar com esse excedente", diz. Dessa forma, as empresas também conseguem sair do limite de valor estipulado pelo governo, embora os empreendimentos tenham de ser avaliados pela Caixa.
No Rio de Janeiro, a Tenda vendeu um empreendimento diretamente para o público entre dois e três salários mínimos. "É um comprador que tem um carro e pode dar uma entrada, por exemplo", diz Paulo Mazzali, diretor de relações com investidores da Tenda. A empresa anunciou 5 mil unidades para o público de zero a três até 2010. Segundo Mazzali, este ano devem ser lançados um ou dois projetos, em terrenos que já tinha, e serão tocados em parceria com as prefeituras a partir de 2010. (DD)
Valor Econômico, Daniela D'Ambrósio, 25/set
Embora 40% do programa Minha Casa, Minha Vida seja direcionado ao público de até três salários mínimos de renda - que representa o grosso do déficit habitacional - as grandes empresas do setor avançaram muito pouco nesse segmento. Desde o início as construtoras anunciam interesse nesses projetos e até divulgam metas específicas para essa faixa de renda, mas, até o momento, muito pouca coisa saiu do papel.
O programa para o público de zero a três salários mínimos é diferenciado. As inscrições dos compradores são feitas diretamente nas prefeituras - que fazem parcerias e podem doar terrenos para as construtoras - a prestação é de até 10% da renda por um período de dez anos e o subsídio é de quase 90% do valor do imóvel. O aporte da União para atender essa faixa de renda, na qual o déficit habitacional é estimado em 91%, é de R$ 16 bilhões.
Desde o início do programa, as empresas consideraram baixos os valores máximos que o governo paga pelas unidades - ainda que não haja despesa de marketing e o imposto cobrado sobre o faturamento da obra caia de 7% para 1%. Os valores pagos pelas casas varia de R$ 37 mil a R$ 48 mil e dos apartamentos de R$ 41 mil a R$ 52 mil, dependendo da localidade. Em seis Estados do Nordeste, entre eles Rio Grande do Norte, Alagoas e Sergipe, uma casa não pode custar mais do que R$ 37 mil, por exemplo. Já na região metropolitana de São Paulo, esses valores sobem para R$ 48 mil e R$ 52 mil, respectivamente.
De qualquer forma, as empresas comprometeram-se com o governo a atuar também nessa faixa de renda. "Como empresa, temos que fazer um negócio lucrativo, o que é mais difícil nesse caso, mas o zero a três faz parte do programa e temos que participar", afirma Rubens Menin, presidente da mineira MRV. A empresa está com quatro projetos para esse público, dois em Belo Horizonte, um em Araraquara e um em Campinas. Terá dois outros lançamentos, que estão prestes a sair, em parceria com as prefeituras.
Uma das saídas encontradas pelas construtoras é atuar no topo dessa faixa, com as famílias de três salários, oferecendo os empreendimentos diretamente para os compradores - sem que passem pelo cadastro da prefeitura. Nesse caso, os compradores conseguem ter um subsídio de R$ 23 mil e os benefícios do programa, como fundo garantidor (que garante o pagamento das prestações em caso de perda de emprego) e redução do seguro, mas terão que arcar com uma prestação bem maior do que até 10% da renda (cerca de R$ 250 , contra cerca de R$ 90) e pagam em até 30 anos, contra apenas 10 anos quando o cadastro é feito pela prefeitura.
"Chegamos em várias prefeituras e eles disseram que os projetos de zero a três salários mínimos daquele município já estavam comprometidos, que o seu limite de projetos esgotou", explica Eduardo Gorayeb, presidente da Rodobens Negócios Imobiliários. "Como a oferta de clientes é muito maior do que as prefeituras conseguirão atender, vamos trabalhar com esse excedente", diz. Dessa forma, as empresas também conseguem sair do limite de valor estipulado pelo governo, embora os empreendimentos tenham de ser avaliados pela Caixa.
No Rio de Janeiro, a Tenda vendeu um empreendimento diretamente para o público entre dois e três salários mínimos. "É um comprador que tem um carro e pode dar uma entrada, por exemplo", diz Paulo Mazzali, diretor de relações com investidores da Tenda. A empresa anunciou 5 mil unidades para o público de zero a três até 2010. Segundo Mazzali, este ano devem ser lançados um ou dois projetos, em terrenos que já tinha, e serão tocados em parceria com as prefeituras a partir de 2010. (DD)
Cyrela vende participação, de 23%, no capital da Agra
Jornal do Commercio, 28/set
A Cyrela Brazil Realty, maior incorporadora imobiliária do País, vendeu sua participação de 23% no capital social da Agra Empreendimentos Imobiliários por R$ 304,5 milhões. De acordo com um comunicado divulgado pela companhia, as ações foram vendidas, em partes iguais, para os investidores BRF Investimentos e Participações e Caripó Participações. A participação da Cyrela na Agra foi adquirida em outubro do ano passado.
Cinco meses antes, a empresa havia anunciado a intenção de adquirir a totalidade das ações da Agra, mas o negócio foi desfeito por causa da "impossibilidade de compatibilização dos compromissos assumidos pelas companhias perante seus respectivos parceiros, no que tange à exclusividade de atuação conjunta com tais parceiros em certas regiões do País".
Com a rescisão do contrato, a Cyrela se comprometeu a adquirir participações da Agra em algumas sociedades de propósito específico, criadas para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, por R$ 120 milhões. Alguns meses depois de a Cyrela adquirir essas participações - que resultaram na fatia de 23% da Cyrela no capital social da Agra -, esta se associou à Veremonte Participações, empresa do polêmico investidor espanhol Enrique Bañuelos.
No mercado, comenta-se que Elie Horn, fundador da Cyrela, não via com bons olhos a associação com Bañuelos, responsável por provocar um dos maiores estragos no mercado acionário espanhol, após a revelação de que sua empresa, até então uma estrela do mercado, teria inflado resultados.
Depois da Agra, a Veremonte adquiriu participações na Abyara e na Klabin Segall. No início do mês, o grupo anunciou a integração das operações das três empresas imobiliárias, criando a Agre. Os papéis das três companhias serão substituídos pelas ações da Agre, a serem negociadas no Novo Mercado.
A empresa nasce com patrimônio de R$ 1,5 bilhão e banco de terrenos de R$ 19 bilhões. Após a reestruturação, a intenção é que 54% do capital da Agre esteja em negociação na bolsa. A Veremonte será a maior acionista da nova empresa.
Jornal do Commercio, 28/set
A Cyrela Brazil Realty, maior incorporadora imobiliária do País, vendeu sua participação de 23% no capital social da Agra Empreendimentos Imobiliários por R$ 304,5 milhões. De acordo com um comunicado divulgado pela companhia, as ações foram vendidas, em partes iguais, para os investidores BRF Investimentos e Participações e Caripó Participações. A participação da Cyrela na Agra foi adquirida em outubro do ano passado.
Cinco meses antes, a empresa havia anunciado a intenção de adquirir a totalidade das ações da Agra, mas o negócio foi desfeito por causa da "impossibilidade de compatibilização dos compromissos assumidos pelas companhias perante seus respectivos parceiros, no que tange à exclusividade de atuação conjunta com tais parceiros em certas regiões do País".
Com a rescisão do contrato, a Cyrela se comprometeu a adquirir participações da Agra em algumas sociedades de propósito específico, criadas para o desenvolvimento de empreendimentos imobiliários, por R$ 120 milhões. Alguns meses depois de a Cyrela adquirir essas participações - que resultaram na fatia de 23% da Cyrela no capital social da Agra -, esta se associou à Veremonte Participações, empresa do polêmico investidor espanhol Enrique Bañuelos.
No mercado, comenta-se que Elie Horn, fundador da Cyrela, não via com bons olhos a associação com Bañuelos, responsável por provocar um dos maiores estragos no mercado acionário espanhol, após a revelação de que sua empresa, até então uma estrela do mercado, teria inflado resultados.
Depois da Agra, a Veremonte adquiriu participações na Abyara e na Klabin Segall. No início do mês, o grupo anunciou a integração das operações das três empresas imobiliárias, criando a Agre. Os papéis das três companhias serão substituídos pelas ações da Agre, a serem negociadas no Novo Mercado.
A empresa nasce com patrimônio de R$ 1,5 bilhão e banco de terrenos de R$ 19 bilhões. Após a reestruturação, a intenção é que 54% do capital da Agre esteja em negociação na bolsa. A Veremonte será a maior acionista da nova empresa.
IMÓVEIS - DESAVENÇAS
IstoÉ Dinheiro nº 624 - 23.09.09 - João Dória Jr.
O frenesi voltou ao mercado imobiliário. Só que entre as grandes empresas do setor o clima não está tão bom assim. O relacionamento entre o Amazon Group Real Estate (AGRE), do espanhol Enrique Bañuelos, e a Cyrela, do empresário Eli Horn, está estremecido.
O Agre quer comprar os 11% de participação que a Cyrela possui no grupo. Essa, por sua vez, até se mostrou disposta a vender, mas por um valor muito superior àquele estimado pelo investidor espanhol.
O clima azedou e agora nenhuma das duas parte pode ouvir falar da outra. E pior: o conflito pode crescer.
IstoÉ Dinheiro nº 624 - 23.09.09 - João Dória Jr.
O frenesi voltou ao mercado imobiliário. Só que entre as grandes empresas do setor o clima não está tão bom assim. O relacionamento entre o Amazon Group Real Estate (AGRE), do espanhol Enrique Bañuelos, e a Cyrela, do empresário Eli Horn, está estremecido.
O Agre quer comprar os 11% de participação que a Cyrela possui no grupo. Essa, por sua vez, até se mostrou disposta a vender, mas por um valor muito superior àquele estimado pelo investidor espanhol.
O clima azedou e agora nenhuma das duas parte pode ouvir falar da outra. E pior: o conflito pode crescer.
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