ABYARA PLANEJAMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF 07.794.351/0001-60
NIRE 35.300.328.337
FATO RELEVANTE
Abyara Planejamento Imobiliário S.A. ("Companhia"), sociedade anônima aberta com ações ordinárias negociadas no Novo Mercado da BOVESPA sob o código ABYA3, em atendimento às disposições da Instrução CVM n.º 358, de 03 de janeiro de 2002, conforme alterada, e em resposta ao OFÍCIO/CVM/SEP/GEA-1/ Nº 042/2009 recebido da Comissão de Valores Mobiliários em 12 de fevereiro de 2009, comunica a seus acionistas e ao mercado em geral o quanto segue:
1. Os acionistas controladores da Companhia estão presentemente mantendo entendimentos com os representantes da Veremonte Participações S.A. e com o investidor Sr. Enrique Bañuelos de Castro, que poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da Companhia. No momento presente, todavia, inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso.
2. A Companhia manterá os acionistas e o mercado informados sobre eventos subseqüentes por meio da BOVESPA, da CVM e de sua página na Internet (www.abyara.com.br).
São Paulo, 13 de fevereiro de 2009.
ABYARA PLANEJAMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
Ana Graciela Granato
Diretora Financeira e de Relações com Investidores
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Abyara confirma que mantém negociações envolvendo ações de controle
Valor Online
13/02/2009 20:13
SÃO PAULO - Em resposta a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara confirmou hoje, por meio de Fato Relevante, que mantém "entendimentos" com representantes da empresa Veremonte Participações S.A. e com o investidor espanhol Enrique Bañuelos de Castro em negociações que poderão ou não gerar um acordo envolvendo "ações representativas do bloco de controle da companhia".
A Abyara ressalta que "no momento presente, todavia, inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso".
A companhia disse ainda que manterá o mercado informado sobre as negociações.
(Valor Online)
Valor Online
13/02/2009 20:13
SÃO PAULO - Em resposta a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara confirmou hoje, por meio de Fato Relevante, que mantém "entendimentos" com representantes da empresa Veremonte Participações S.A. e com o investidor espanhol Enrique Bañuelos de Castro em negociações que poderão ou não gerar um acordo envolvendo "ações representativas do bloco de controle da companhia".
A Abyara ressalta que "no momento presente, todavia, inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso".
A companhia disse ainda que manterá o mercado informado sobre as negociações.
(Valor Online)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Rossi lidera quedas pelo segundo dia
Após cair quase 17% no pregão de ontem, as ações da Rossi seguem liderando as desvalorizações do Ibovespa hoje: perto das 15h, a queda era de 3%. Os boatos de que a empresa divulgaria resultados ruins -- que fizeram a ação despencar ontem -- se confirmaram no fim do dia, quando a Rossi anunciou a prévia do desempenho do último trimestre de 2008.
As vendas de imóveis no período somaram 276 milhões de reais, quase 50% a menos do que o valor divulgado no trimestre anterior e bem abaixo das expectativas dos analistas. "As vendas contratadas vieram 25% abaixo da nossa projeção. Consideramos esse desempenho ruim, visto que nossa previsão anterior já incorporava uma expectativa de grande queda no volume vendido", diz um relatório do banco Safra.
EXAME - Publicado em 05/02/2009 - 14:55
Após cair quase 17% no pregão de ontem, as ações da Rossi seguem liderando as desvalorizações do Ibovespa hoje: perto das 15h, a queda era de 3%. Os boatos de que a empresa divulgaria resultados ruins -- que fizeram a ação despencar ontem -- se confirmaram no fim do dia, quando a Rossi anunciou a prévia do desempenho do último trimestre de 2008.
As vendas de imóveis no período somaram 276 milhões de reais, quase 50% a menos do que o valor divulgado no trimestre anterior e bem abaixo das expectativas dos analistas. "As vendas contratadas vieram 25% abaixo da nossa projeção. Consideramos esse desempenho ruim, visto que nossa previsão anterior já incorporava uma expectativa de grande queda no volume vendido", diz um relatório do banco Safra.
EXAME - Publicado em 05/02/2009 - 14:55
Espanhol está perto de comprar a Abyara
O empresário espanhol Enrique Bañuelos está na fase final de negociação para a compra do controle da incorporadora Abyara, com sede em São Paulo e operação em todas as regiões do país.
De acordo com fontes do mercado, Bañuelos estaria disposto a investir cerca de 60 milhões de reais por 62% da Abyara, hoje controlada por Arnaldo Curiati, Celso Minoru Tokuda, Emilio Westermann e fundos administrados pelo banco Morgan Stanley.
Na opinião de Bañuelos, dizem pessoas que estiveram com ele nos últimos meses, a queda das ações de empresas do setor de construção no Brasil é uma janela de oportunidade para investidores estrangeiros que pretendem ter peso no mercado local. Os papéis da Abyara foram os que mais caíram na bolsa brasileira em 2008 - 93%. Se de fato comprar o controle da companhia, Bañuelos pagará 60 milhões de reais por uma empresa que tem um valor patrimonial de 330 milhões de reais.
O fechamento do negócio depende da renegociação da dívida da Abyara com bancos - o que, segundo o mercado, está na fase final. De acordo com o balanço divulgado no terceiro trimestre, a Abyara tem uma dívida líquida de 388 milhões de reais. Com a venda de parte dos terrenos avaliados em 172 milhões de reais, a companhia quer amortizar uma parcela do que deve e alongar os prazos com taxas mais baixas.
Apesar dos indícios de que a compra da Abyara está prestes a se concretizar, ainda existem algumas dúvidas sobre as reais intenções de Bañuelos no Brasil. O empresário já esteve perto de fechar a compra da Costa do Sauípe, mas desistiu na última hora.
É por essas e por outras que a Abyara continua em contato com investidores asiáticos também interessados na empresa.
Filho de uma família operária, o valenciano Bañuelos ficou órfão aos 9 anos de idade e teve os estudos custeados pela siderúrgica onde o pai trabalhava e onde morreu, vítima de um acidente de trabalho. Formado em administração de empresas, trabalhou como vendedor até montar, em 1995, na Espanha, a imobiliária Astroc.
Ela era considerada uma empresa de segunda linha no ramo até se mostrar uma das mais competentes na estratégia de pegar carona no boom do mercado imobiliário espanhol. A Astroc entrou em vários negócios milionários e abriu o capital em maio de 2006 - o que rendeu a Bañuelos o apelido de Donald Trump da Espanha. Desde então, seus negócios sofreram com o estouro da bolha imobiliária espanhola e passaram por uma grande reformulação. Atualmente Bañuelos mora em Nova York.
Eduardo Salgado
EXAME - Publicado em 11/02/2009 - 12:08
O empresário espanhol Enrique Bañuelos está na fase final de negociação para a compra do controle da incorporadora Abyara, com sede em São Paulo e operação em todas as regiões do país.
De acordo com fontes do mercado, Bañuelos estaria disposto a investir cerca de 60 milhões de reais por 62% da Abyara, hoje controlada por Arnaldo Curiati, Celso Minoru Tokuda, Emilio Westermann e fundos administrados pelo banco Morgan Stanley.
Na opinião de Bañuelos, dizem pessoas que estiveram com ele nos últimos meses, a queda das ações de empresas do setor de construção no Brasil é uma janela de oportunidade para investidores estrangeiros que pretendem ter peso no mercado local. Os papéis da Abyara foram os que mais caíram na bolsa brasileira em 2008 - 93%. Se de fato comprar o controle da companhia, Bañuelos pagará 60 milhões de reais por uma empresa que tem um valor patrimonial de 330 milhões de reais.
O fechamento do negócio depende da renegociação da dívida da Abyara com bancos - o que, segundo o mercado, está na fase final. De acordo com o balanço divulgado no terceiro trimestre, a Abyara tem uma dívida líquida de 388 milhões de reais. Com a venda de parte dos terrenos avaliados em 172 milhões de reais, a companhia quer amortizar uma parcela do que deve e alongar os prazos com taxas mais baixas.
Apesar dos indícios de que a compra da Abyara está prestes a se concretizar, ainda existem algumas dúvidas sobre as reais intenções de Bañuelos no Brasil. O empresário já esteve perto de fechar a compra da Costa do Sauípe, mas desistiu na última hora.
É por essas e por outras que a Abyara continua em contato com investidores asiáticos também interessados na empresa.
Filho de uma família operária, o valenciano Bañuelos ficou órfão aos 9 anos de idade e teve os estudos custeados pela siderúrgica onde o pai trabalhava e onde morreu, vítima de um acidente de trabalho. Formado em administração de empresas, trabalhou como vendedor até montar, em 1995, na Espanha, a imobiliária Astroc.
Ela era considerada uma empresa de segunda linha no ramo até se mostrar uma das mais competentes na estratégia de pegar carona no boom do mercado imobiliário espanhol. A Astroc entrou em vários negócios milionários e abriu o capital em maio de 2006 - o que rendeu a Bañuelos o apelido de Donald Trump da Espanha. Desde então, seus negócios sofreram com o estouro da bolha imobiliária espanhola e passaram por uma grande reformulação. Atualmente Bañuelos mora em Nova York.
Eduardo Salgado
EXAME - Publicado em 11/02/2009 - 12:08
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Banco Central aprova incorporação do Besc pelo Banco do Brasil
09 de Fevereiro de 2009 | 21:42
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central aprovou a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Besc Credito Imobiliário pelo Banco do Brasil, segundo documentação da autoridade monetária repassada pelo BB à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com o documento, o Banco Central também aprovou o aumento de capital do Banco do Brasil para 13,6 bilhões de reais.
A incorporação do Besc e do Besc Crédito Imobiliário havia sido aprovada em assembléia geral extraordinária do Banco do Brasil em outubro.
Conforme o BB anunciou em setembro, o valor da operação é de 685 milhões de reais.
(Por Eduardo Simões)
09 de Fevereiro de 2009 | 21:42
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central aprovou a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Besc Credito Imobiliário pelo Banco do Brasil, segundo documentação da autoridade monetária repassada pelo BB à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com o documento, o Banco Central também aprovou o aumento de capital do Banco do Brasil para 13,6 bilhões de reais.
A incorporação do Besc e do Besc Crédito Imobiliário havia sido aprovada em assembléia geral extraordinária do Banco do Brasil em outubro.
Conforme o BB anunciou em setembro, o valor da operação é de 685 milhões de reais.
(Por Eduardo Simões)
Ações de construtoras podem ter chegado ao fundo do poço| 09.02.2009 | 13h21
As corretoras Fator e Santander afirmam que o pacote do governo e a queda dos juros darão novo ânimo ao setor
Portal EXAME
A corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco, acredita que as ações das incorporadoras já podem ter atingido o fundo do poço por três motivos: 1) Os papéis estão sendo negociados em média pelo valor patrimonial das empresas; 2) A taxa básica de juros iniciou trajetória de queda no mês passado; e 3) Não há uma bolha imobiliária no Brasil porque ainda existe muita demanda reprimida, o que reforça a percepção de que o ajuste dos lançamentos à demanda mais fraca será rápido.
No entanto, a corretora também não aposta em uma firme recuperação do preço das ações neste semestre. As vendas devem continuar fracas no curto prazo apesar das medidas de ajuda que serão anunciadas pelo governo. O analista Marcello Milman, da corretora do Santander, acredita que a venda de imóveis no Brasil caiu cerca de 40% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2008. As construtoras responderam cortando os lançamentos, mas Milman acredita que, mesmo assim, a velocidade de vendas de imóveis deve cair cerca de 20% em 2009, o que pode ter efeito na margem de lucro das empresas. No entanto, a corretora acredita que todos esses fatores podem já estar precificados nas ações, que estão em média 65% mais baratas do que no começo de 2008.
O banco aconselha os clientes a comprar ações de empresas que estejam sendo negociadas por cerca de 80% do valor patrimonial e a realizar lucros quando esse indicador se aproximar de 150%. A corretora reduziu a recomendação das ações da Cyrela e da MRV de "compra" para "manutenção". Já os papéis da PDG, Rossi e Gafisa continuam com indicação de compra.
Pacote
Já a Fator Corretora acredita que o pacote imobiliário que deve ser anunciado pelo governo até o final de fevereiro e a queda dos juros podem dar um "novo ânimo" às ações do setor. A corretora aposta, entretanto, que o pacote vai beneficiar principalmente as incorporadoras voltadas para o segmento econômico (Tenda, MRV, PDG e Rodobens). As grandes incorporadoras que possuem exposição significativa ao segmento de baixa renda (Rossi, Gafisa e Cyrela) também serão beneficiadas, mas em menor grau.
A expectativa é que o pacote aumento o valor máximo do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS de 350 mil reais para 500 mil reais, eleve o montante de subsídios para a compra da casa própria de 1,6 bilhão de reais para 2,6 bilhões de reais, reduza os juros de financiamentos imobiliários e crie de um fundo garantidor para honrar as prestações hipotecárias que deixarem de ser pagas. Além disso, pode haver redução de Imposto de Renda para as construtoras, isenção de IPI para materiais de construção e outras medidas tributárias.
As corretoras Fator e Santander afirmam que o pacote do governo e a queda dos juros darão novo ânimo ao setor
Portal EXAME
A corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco, acredita que as ações das incorporadoras já podem ter atingido o fundo do poço por três motivos: 1) Os papéis estão sendo negociados em média pelo valor patrimonial das empresas; 2) A taxa básica de juros iniciou trajetória de queda no mês passado; e 3) Não há uma bolha imobiliária no Brasil porque ainda existe muita demanda reprimida, o que reforça a percepção de que o ajuste dos lançamentos à demanda mais fraca será rápido.
No entanto, a corretora também não aposta em uma firme recuperação do preço das ações neste semestre. As vendas devem continuar fracas no curto prazo apesar das medidas de ajuda que serão anunciadas pelo governo. O analista Marcello Milman, da corretora do Santander, acredita que a venda de imóveis no Brasil caiu cerca de 40% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2008. As construtoras responderam cortando os lançamentos, mas Milman acredita que, mesmo assim, a velocidade de vendas de imóveis deve cair cerca de 20% em 2009, o que pode ter efeito na margem de lucro das empresas. No entanto, a corretora acredita que todos esses fatores podem já estar precificados nas ações, que estão em média 65% mais baratas do que no começo de 2008.
O banco aconselha os clientes a comprar ações de empresas que estejam sendo negociadas por cerca de 80% do valor patrimonial e a realizar lucros quando esse indicador se aproximar de 150%. A corretora reduziu a recomendação das ações da Cyrela e da MRV de "compra" para "manutenção". Já os papéis da PDG, Rossi e Gafisa continuam com indicação de compra.
Pacote
Já a Fator Corretora acredita que o pacote imobiliário que deve ser anunciado pelo governo até o final de fevereiro e a queda dos juros podem dar um "novo ânimo" às ações do setor. A corretora aposta, entretanto, que o pacote vai beneficiar principalmente as incorporadoras voltadas para o segmento econômico (Tenda, MRV, PDG e Rodobens). As grandes incorporadoras que possuem exposição significativa ao segmento de baixa renda (Rossi, Gafisa e Cyrela) também serão beneficiadas, mas em menor grau.
A expectativa é que o pacote aumento o valor máximo do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS de 350 mil reais para 500 mil reais, eleve o montante de subsídios para a compra da casa própria de 1,6 bilhão de reais para 2,6 bilhões de reais, reduza os juros de financiamentos imobiliários e crie de um fundo garantidor para honrar as prestações hipotecárias que deixarem de ser pagas. Além disso, pode haver redução de Imposto de Renda para as construtoras, isenção de IPI para materiais de construção e outras medidas tributárias.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O V da virada
Por Luiz Fernando Sá
Em economia, má notícia em geral tem forma. É representada por um gráfico com uma linha descendente, lembrando uma ladeira que despenca até lançar a informação no abismo. Tem-se visto muitos deles nos últimos tempos. Nenhum causou tanta preocupação por aqui quanto aquele que, na semana passada, espelhava o comportamento da produção industrial no Brasil em 2008, medida pelo IBGE. Com o peso do número negativo de dezembro passado, com uma retração de 12%, a reta virtuosa que apontava para cima após sucessivas altas nos primeiros nove meses do ano se vergou, apontando para baixo de forma vertiginosa. Trata-se de uma visão assustadora quando se fixa o olho no eventual desastre e não se enxerga conjuntura e fatos que transcendem o gráfico. A boa notícia, para quem quer ver mais longe, é que aquela linha não termina ali. É o retrato de um momento, mas no mês seguinte lá estará ela de novo indicando um novo cenário, que, já se sabe, tem tudo para ser diferente.
Dezembro de 2008 será, então, um marco na nossa história econômica: o mês em que o Brasil soluçou. O mês em que o medo, acima de qualquer dado real, fez silenciar linhas de produção enquanto empresários e executivos tentavam vislumbrar qual caminho seguir. Como a gestão nas empresas é feita com base em previsões de futuras vendas - e não havia vidente capaz de indicar sequer uma tendência -, muitos administradores renderam-se ao pessimismo e pararam as máquinas. Assim, a percepção (importada de outros centros em que a crise é bem mais grave) de que a recessão seria inevitável empurrou nossos índices econômicos para baixo. Tivessem se fixado em dados de mais longo prazo veriam que, a despeito de perder velocidade nos últimos meses do ano, 2008 foi um ano de resultados excepcionais. As indústrias fecharam com crescimentos de produção expressivos em todas as regiões do País, com destaque para o Paraná (8,6%), Goiás (8,5%), Espírito Santo e Pará (ambos com 5,6%) e São Paulo (5,3%).
Na China, estudo do Credit Suisse aponta que, depois de cair, a atividade industrial já está em recuperação. O mesmo gráfico em V poderá ser visto no Brasil em breve.
Quando os números de janeiro chegarem e um novo gráfico for desenhado ficarão lá representadas informações que, divulgadas isoladamente na semana passada, infelizmente foram ofuscadas pelo mau humor reinante. Reação na venda de veículos, aumento nas compras de aço e crescimento no uso de energia pelas indústrias... Vários indicadores utilizados como termômetros da atividade na economia já apontavam para a retomada do bom caminho econômico. A linha que desabava em queda livre ricocheteará para cima, após bater no que pode ter sido o fundo do poço. Vamos ladeira acima novamente - sim, para cima o ritmo é sempre mais lento.
Forma-se, assim, a figura de um V no gráfico do crescimento. É o desenho que economistas do mundo todo sonham em ver atualmente. Há uma torcida global por descobrir onde é o fundo do poço de cada um, dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, etc... Analistas do banco Credit Suisse, por exemplo, divulgaram relatório na semana passada afirmando que a China, uma das locomotivas da economia mundial, já interrompeu o movimento de descida e também já acelera seus motores morro acima. Acompanha o relatório um gráfico mostrando o desempenho de uma série de indicadores - produção industrial, nível de emprego, encomendas do varejo, preços de matérias-primas e até empréstimos bancários - no país. Lá, como cá, as linhas, a partir do quarto trimestre de 2008, apontavam para baixo. Janeiro, por sua vez, fez o V surgir na tela. Para os analistas é o V da virada.
Isto É
Dinheiro
Por Luiz Fernando Sá
Em economia, má notícia em geral tem forma. É representada por um gráfico com uma linha descendente, lembrando uma ladeira que despenca até lançar a informação no abismo. Tem-se visto muitos deles nos últimos tempos. Nenhum causou tanta preocupação por aqui quanto aquele que, na semana passada, espelhava o comportamento da produção industrial no Brasil em 2008, medida pelo IBGE. Com o peso do número negativo de dezembro passado, com uma retração de 12%, a reta virtuosa que apontava para cima após sucessivas altas nos primeiros nove meses do ano se vergou, apontando para baixo de forma vertiginosa. Trata-se de uma visão assustadora quando se fixa o olho no eventual desastre e não se enxerga conjuntura e fatos que transcendem o gráfico. A boa notícia, para quem quer ver mais longe, é que aquela linha não termina ali. É o retrato de um momento, mas no mês seguinte lá estará ela de novo indicando um novo cenário, que, já se sabe, tem tudo para ser diferente.
Dezembro de 2008 será, então, um marco na nossa história econômica: o mês em que o Brasil soluçou. O mês em que o medo, acima de qualquer dado real, fez silenciar linhas de produção enquanto empresários e executivos tentavam vislumbrar qual caminho seguir. Como a gestão nas empresas é feita com base em previsões de futuras vendas - e não havia vidente capaz de indicar sequer uma tendência -, muitos administradores renderam-se ao pessimismo e pararam as máquinas. Assim, a percepção (importada de outros centros em que a crise é bem mais grave) de que a recessão seria inevitável empurrou nossos índices econômicos para baixo. Tivessem se fixado em dados de mais longo prazo veriam que, a despeito de perder velocidade nos últimos meses do ano, 2008 foi um ano de resultados excepcionais. As indústrias fecharam com crescimentos de produção expressivos em todas as regiões do País, com destaque para o Paraná (8,6%), Goiás (8,5%), Espírito Santo e Pará (ambos com 5,6%) e São Paulo (5,3%).
Na China, estudo do Credit Suisse aponta que, depois de cair, a atividade industrial já está em recuperação. O mesmo gráfico em V poderá ser visto no Brasil em breve.
Quando os números de janeiro chegarem e um novo gráfico for desenhado ficarão lá representadas informações que, divulgadas isoladamente na semana passada, infelizmente foram ofuscadas pelo mau humor reinante. Reação na venda de veículos, aumento nas compras de aço e crescimento no uso de energia pelas indústrias... Vários indicadores utilizados como termômetros da atividade na economia já apontavam para a retomada do bom caminho econômico. A linha que desabava em queda livre ricocheteará para cima, após bater no que pode ter sido o fundo do poço. Vamos ladeira acima novamente - sim, para cima o ritmo é sempre mais lento.
Forma-se, assim, a figura de um V no gráfico do crescimento. É o desenho que economistas do mundo todo sonham em ver atualmente. Há uma torcida global por descobrir onde é o fundo do poço de cada um, dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, etc... Analistas do banco Credit Suisse, por exemplo, divulgaram relatório na semana passada afirmando que a China, uma das locomotivas da economia mundial, já interrompeu o movimento de descida e também já acelera seus motores morro acima. Acompanha o relatório um gráfico mostrando o desempenho de uma série de indicadores - produção industrial, nível de emprego, encomendas do varejo, preços de matérias-primas e até empréstimos bancários - no país. Lá, como cá, as linhas, a partir do quarto trimestre de 2008, apontavam para baixo. Janeiro, por sua vez, fez o V surgir na tela. Para os analistas é o V da virada.
Isto É
Dinheiro
Dinheiro em ação
Por Milton Gamez
Tijolo por, Tijolo
Bastou o governo federal mencionar a possibilidade de criar um pacote para estimular a venda de imóveis e as ações do setor imobiliário deixaram de ser implodidas na bolsa. O volume da concessão de empréstimos de R$ 30 bilhões no ano passado, crescimento de 64,4% em relação a 2007, veio colado na expectativa das instituições financeiras em repetir o desempenho em 2009. Foi o suficiente para os investidores se voltarem para os canteiros de obras. Enquanto o Ibovespa prepara o cimento da sua recuperação ao acumular ganhos de 9,5% até a quinta-feira 5, nove construtoras e incorporadoras assentaram seus tijolos e estão rendendo mais para os seus acionistas do que a média das ações mais negociadas na BM&FBovespa.
RECUPERAÇÃO NA PLANTA:
Papéis do setor de construção estão entre os destaques de 2009
A Gafisa, que se desvalorizou 68,2% no ano passado, rende 23,5% em 2009. De papel mais penalizado em 2008, com 93% de perdas, a Abyara aparece em segundo lugar com 18,5% de retorno.
A proposta do governo de elevar de R$ 350 mil para R$ 500 mil o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do Fundo de Garantia e o subsídio para quem tem renda de até R$ 2,5 mil na aquisição da casa própria são fundamentais para as construtoras venderem as unidades lançadas no ano passado e que entrarão no mercado neste ano.
Atenção à temporada de balanços. A Rossi Residencial divulgou seus números preliminares na quinta-feira 5 e viu sua ação desmoronar 5,6%, enquanto o Ibovespa subiu 2,4%. O investidor continua temeroso com os resultados.
Por Milton Gamez
Tijolo por, Tijolo
Bastou o governo federal mencionar a possibilidade de criar um pacote para estimular a venda de imóveis e as ações do setor imobiliário deixaram de ser implodidas na bolsa. O volume da concessão de empréstimos de R$ 30 bilhões no ano passado, crescimento de 64,4% em relação a 2007, veio colado na expectativa das instituições financeiras em repetir o desempenho em 2009. Foi o suficiente para os investidores se voltarem para os canteiros de obras. Enquanto o Ibovespa prepara o cimento da sua recuperação ao acumular ganhos de 9,5% até a quinta-feira 5, nove construtoras e incorporadoras assentaram seus tijolos e estão rendendo mais para os seus acionistas do que a média das ações mais negociadas na BM&FBovespa.
RECUPERAÇÃO NA PLANTA:
Papéis do setor de construção estão entre os destaques de 2009
A Gafisa, que se desvalorizou 68,2% no ano passado, rende 23,5% em 2009. De papel mais penalizado em 2008, com 93% de perdas, a Abyara aparece em segundo lugar com 18,5% de retorno.
A proposta do governo de elevar de R$ 350 mil para R$ 500 mil o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do Fundo de Garantia e o subsídio para quem tem renda de até R$ 2,5 mil na aquisição da casa própria são fundamentais para as construtoras venderem as unidades lançadas no ano passado e que entrarão no mercado neste ano.
Atenção à temporada de balanços. A Rossi Residencial divulgou seus números preliminares na quinta-feira 5 e viu sua ação desmoronar 5,6%, enquanto o Ibovespa subiu 2,4%. O investidor continua temeroso com os resultados.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Celebridades também caíram no golpe de Madoff
Sex, 06/02/2009 - 12:21
NOVA YORK (AFP)
A divulgação nesta quinta-feira da lista de vítimas da fraude piramidal do investidor Bernard Madoff mostrou, além de anônimos, muitos famosos do show business e do esporte americano.
Os atores de Hollywood Kevin Bacon e John Malkovich, o cantor John Denver e o apresentador de TV da rede CNN Larry King fazem parte de uma lista de clientes, com pelo menos 13.600 entradas, entre nomes de pessoas, empresas, ou instituições, mas na qual não aparecem valores.
O famoso bateador de beisebol Sandy Koufax e o proprietário da equipe dos "Mets" de Nova York Fred Wilpon também aparecem na lista de vítimas de Madoff.
Sex, 06/02/2009 - 12:21
NOVA YORK (AFP)
A divulgação nesta quinta-feira da lista de vítimas da fraude piramidal do investidor Bernard Madoff mostrou, além de anônimos, muitos famosos do show business e do esporte americano.
Os atores de Hollywood Kevin Bacon e John Malkovich, o cantor John Denver e o apresentador de TV da rede CNN Larry King fazem parte de uma lista de clientes, com pelo menos 13.600 entradas, entre nomes de pessoas, empresas, ou instituições, mas na qual não aparecem valores.
O famoso bateador de beisebol Sandy Koufax e o proprietário da equipe dos "Mets" de Nova York Fred Wilpon também aparecem na lista de vítimas de Madoff.
Prêmio da Mega-Sena sai para apostador de Itapoã, em Santa Catarina
Prêmio de R$ 23.031.543,81 sai para uma única aposta em sorteio neste sábado, enquanto a quina contempla outros 49 bilhetes por R$ 41.992,34
07/02/2009 - 22:38 (atualizada em 07/02/2009 22:52)
O sorteio da Mega-Sena, realizado neste sábado pela Caixa Econômica Federal, premiou em R$ 23.031.543,81 um apostador da cidade de Itapoã, em Santa Catarina, com os seguintes números sorteados: 28-40-42-54-55-57.
De acordo com dados divulgado pela Caixa, 49 apostas acertaram a quina, e cada uma delas vai ganhar R$ 41.992,34. Já a quadra foi contemplada por 4,875 apostas, que rendem R$ 422,08.
Após o acerto deste sábado, o próximo concurso tem um prêmio estimado de R$ 1,5 milhão, com sorteio a ser realizado na próxima quarta-feira, dia 11 de fevereiro.
Prêmio de R$ 23.031.543,81 sai para uma única aposta em sorteio neste sábado, enquanto a quina contempla outros 49 bilhetes por R$ 41.992,34
07/02/2009 - 22:38 (atualizada em 07/02/2009 22:52)
O sorteio da Mega-Sena, realizado neste sábado pela Caixa Econômica Federal, premiou em R$ 23.031.543,81 um apostador da cidade de Itapoã, em Santa Catarina, com os seguintes números sorteados: 28-40-42-54-55-57.
De acordo com dados divulgado pela Caixa, 49 apostas acertaram a quina, e cada uma delas vai ganhar R$ 41.992,34. Já a quadra foi contemplada por 4,875 apostas, que rendem R$ 422,08.
Após o acerto deste sábado, o próximo concurso tem um prêmio estimado de R$ 1,5 milhão, com sorteio a ser realizado na próxima quarta-feira, dia 11 de fevereiro.
David Beckham não quer voltar a Los Angeles
Sab, 07/02/2009 - 15:29
O jogador David Beckham não tem saudades de Hollywood
Da Redação Online
O jogador David Beckham, marido da ex-Spice Girl Victoria, está disposto a perder milhões para não voltar a Los Angeles.
Emprestado por três meses para o Milan, ele não pretende sair do time, onde considera que seu jogo tem alcançado um bom nível de qualidade. ''Tenho me redescoberto como um jogador de futebol'', disse.
O galã pode perder até 33 milhões de dólares, valor do contrato de cinco anos com o LA Galaxy caso as negociações não avancem.
Apesar de adaptados à vida em Hollywood, ele e a esposa pretendem, mesmo, é se estabelecer em Milão.
Sab, 07/02/2009 - 15:29
O jogador David Beckham não tem saudades de Hollywood
Da Redação Online
O jogador David Beckham, marido da ex-Spice Girl Victoria, está disposto a perder milhões para não voltar a Los Angeles.
Emprestado por três meses para o Milan, ele não pretende sair do time, onde considera que seu jogo tem alcançado um bom nível de qualidade. ''Tenho me redescoberto como um jogador de futebol'', disse.
O galã pode perder até 33 milhões de dólares, valor do contrato de cinco anos com o LA Galaxy caso as negociações não avancem.
Apesar de adaptados à vida em Hollywood, ele e a esposa pretendem, mesmo, é se estabelecer em Milão.
Foto inédita de Madonna nua irá a leilão em N.York
Sab, 07/02/2009 - 11:39
Nova York, 6 fev (EFE)
Uma foto inédita em que a cantora americana Madonna aparece nua será leiloada em 12 de fevereiro pela Christie's, que calcula que a imagem será arrematada por pelo menos US$ 10 mil.
A foto, em preto e branco e clicada por Lee Friedlander em 1979, irá a leilão junto com outros 154 lotes de uma coleção sobre ícones do glamour e do estilo.
''Trata-se de uma imagem pouco comum de uma artista, assinada e lacrada, que além disso não faz parte da série de imagens de Madonna publicadas pela 'Playboy'. Portanto, esperamos obter um resultado excelente'', disse o encarregado do leilão, Matthieu Humery.
Os interessados nas imagens também poderão oferecer lances por fotos de celebridades como Drew Barrimore e Marylin Monroe, que também aparecem sem roupa e em atitudes sugestivas.
''A crise econômica não afeta este mercado porque os colecionadores de imagens deste tipo são bem diferentes dos amantes da arte contemporânea'', acrescentou Humery.
O lote mais caro da coleção é integrado por duas fotos em preto e branco de Helmut Newton, intituladas ''Nuas e Vestidas''. A expectativa é o lance pelas imagens alcance entre US$ 150 mil e US$ 250 mil.
Sab, 07/02/2009 - 11:39
Nova York, 6 fev (EFE)
Uma foto inédita em que a cantora americana Madonna aparece nua será leiloada em 12 de fevereiro pela Christie's, que calcula que a imagem será arrematada por pelo menos US$ 10 mil.
A foto, em preto e branco e clicada por Lee Friedlander em 1979, irá a leilão junto com outros 154 lotes de uma coleção sobre ícones do glamour e do estilo.
''Trata-se de uma imagem pouco comum de uma artista, assinada e lacrada, que além disso não faz parte da série de imagens de Madonna publicadas pela 'Playboy'. Portanto, esperamos obter um resultado excelente'', disse o encarregado do leilão, Matthieu Humery.
Os interessados nas imagens também poderão oferecer lances por fotos de celebridades como Drew Barrimore e Marylin Monroe, que também aparecem sem roupa e em atitudes sugestivas.
''A crise econômica não afeta este mercado porque os colecionadores de imagens deste tipo são bem diferentes dos amantes da arte contemporânea'', acrescentou Humery.
O lote mais caro da coleção é integrado por duas fotos em preto e branco de Helmut Newton, intituladas ''Nuas e Vestidas''. A expectativa é o lance pelas imagens alcance entre US$ 150 mil e US$ 250 mil.
Barreado
Prato principal Prato único Carnes
Claudia Cozinha
Ingredientes:
4 kg de carne (patinho ou lombo agulha) limpa e sem sebo
1 kg de cebola batida no liqüidificador
1 kg de tomates batidos no liqüidificador
100 g de alho socado
500 g de bacon cortado em cubinhos
sal
cominho
louro
pimenta-do-reino a gosto
farinha de mandioca
farinha de trigo
água para "barrear"
Modo de preparo:
Corte a carne em pedaços e coloque numa panela, de preferência de barro. Junte todos os ingredientes, exceto os que vão ser utilizados para "barrear". A carne deve "nadar" no molho: acrescente um mínimo de água, cerca de 1/2 xícara. Tampe a panela. Reserve. Faça uma mistura de farinha de trigo e água até obter uma pasta. Com essa pasta deve-se "barrear" a panela, ou seja, aperte massa em toda a borda da panela para que esta fique bem vedada. Leve a panela "barreada" ao fogo e cozinhe. O cozimento é lento, cerca de 3 a 4 horas, e deve ser feito de véspera para que a carne cozida repouse na panela. Para retirar o "barreado" basta raspar com uma faca. Antes de servir aqueça novamente e dê uma ligeira amassada na carne para que se desmanche. Sirva com arroz branco, banana-da-terra cozida e farinha de mandioca. Dá 10 porções.
Prato principal Prato único Carnes
Claudia Cozinha
Ingredientes:
4 kg de carne (patinho ou lombo agulha) limpa e sem sebo
1 kg de cebola batida no liqüidificador
1 kg de tomates batidos no liqüidificador
100 g de alho socado
500 g de bacon cortado em cubinhos
sal
cominho
louro
pimenta-do-reino a gosto
farinha de mandioca
farinha de trigo
água para "barrear"
Modo de preparo:
Corte a carne em pedaços e coloque numa panela, de preferência de barro. Junte todos os ingredientes, exceto os que vão ser utilizados para "barrear". A carne deve "nadar" no molho: acrescente um mínimo de água, cerca de 1/2 xícara. Tampe a panela. Reserve. Faça uma mistura de farinha de trigo e água até obter uma pasta. Com essa pasta deve-se "barrear" a panela, ou seja, aperte massa em toda a borda da panela para que esta fique bem vedada. Leve a panela "barreada" ao fogo e cozinhe. O cozimento é lento, cerca de 3 a 4 horas, e deve ser feito de véspera para que a carne cozida repouse na panela. Para retirar o "barreado" basta raspar com uma faca. Antes de servir aqueça novamente e dê uma ligeira amassada na carne para que se desmanche. Sirva com arroz branco, banana-da-terra cozida e farinha de mandioca. Dá 10 porções.
Novas regras para consórcios entram em vigor
06.02.2009 | 08h23
Mudanças permitem a criação de consórcio também para pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até pós-graduação no exterior
Francine De Lorenzo
Portal EXAME A partir desta sexta-feira (6/2), os consumidores terão mais uma opção para pagamento de pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até cursos de pós-graduação no exterior. Entram em vigor as novas regras para consórcios no país, que passam a permitir a comercialização de planos também para serviços. Até agora, somente bens, como veículos e imóveis, podiam ser adquiridos por esse sistema.
Os consórcios de serviços terão uma particularidade: serão formados de acordo com o valor da carta de crédito, e não pelo serviço desejado. Um consorciado que queira reformar a casa, outro que deseje viajar para a Europa e um terceiro que sonhe em modelar o corpo por lipoescultura, por exemplo, poderão fazer parte do mesmo grupo. E, se no momento da contemplação, o consorciado desistir do serviço que pretendia contratar, terá a chance de utilizar a carta de crédito para outra finalidade. "Não importa qual serviço será contratado, mas é fundamental que o prestador de serviço seja uma empresa formalizada, já que o pagamento será feito diretamente da administradora para a empresa, sem passar pela conta corrente do consorciado", ressalta Rodolfo Montosa, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).
O consorciado poderá contratar quantos serviços quiser até o limite do valor de sua carta de crédito. A sobra, se houver, poderá ser utilizada no pagamento das parcelas do próprio consórcio.
Quem tiver dívidas também poderá se beneficiar da nova regulamentação. Ao ser contemplado, o consorciado poderá optar por utilizar a carta de crédito na quitação de financiamento, ao invés de comprar um novo bem. Mas haverá uma restrição: o financiamento terá de ser da mesma natureza do consórcio. Planos de veículos, por exemplo, só poderão pagar financiamentos de veículos.
O consorciado também não poderá utilizar a carta de crédito para abater prestações. O dinheiro será liberado para o pagamento de dívidas somente se for suficiente para quitar totalmente o financiamento. Montosa explica que, como o bem é a garantia do consórcio, precisa estar em nome do consorciado. E, sem a quitação completa, isso não é possível, pois o bem fica alienado em nome do banco.
Já aqueles que desistirem do consórcio antes de serem contemplados passarão a ter uma oportunidade de receber de volta os valores pagos sem ter de aguardar até o final do plano. Os consorciados continuarão participando dos sorteios mensais mesmo não pagando as parcelas. Ao serem contemplados, conquistarão o direito de ter de volta o dinheiro que foi aplicado. "É uma forma justa de resolver um impasse. Não parecia certo impedir um consorciado de resgatar seu dinheiro, mas também não era correto prejudicar o grupo pela saída de um participante. Com os sorteios, respeitam-se os direitos de todos", avalia Montosa.
Na opinião do executivo, as novas regras vão reforçar a atratividade dos consórcios nessa época de encurtamento do crédito devido à crise mundial. Somente nos três últimos meses de 2008, as vendas de cotas cresceram em média 17,3%, segundo dados da Abac. Para 2009, a expectativa é de expansão de 6% a 8%.
Consórcio X Financiamento
A grande vantagem dos consórcios sobre os financiamentos está no custo. Nos consórcios, não há a cobrança de juros. Os consorciados arcam apenas com uma taxa de administração, que varia de 1,5% a 2,4% ao ano. O percentual é bastante inferior ao cobrado pelos bancos nas linhas de crédito, principalmente após o acirramento da crise global.
Na composição da parcela, entretanto, inclui-se também um valor que se destina à formação de um fundo de reserva. Esse fundo tem por objetivo garantir as cartas de crédito em caso de qualquer eventualidade. Se não utilizado, ao final do plano, o dinheiro é devolvido aos participantes.
Para saber quanto terá de pagar por mês, o consorciado pode fazer uma conta simples: somar o percentual da taxa de administração ao do fundo de reserva, aplicar o percentual resultante sobre o valor da carta de crédito e, então, dividir o total pela quantidade de prestações. Numa carta de crédito de 23 mil reais, por exemplo, com prazo de 72 meses, taxa de administração de 12% no período e 3% de fundo de reserva, o consorciado pagará:
12% (taxa de administração) + 3% (fundo de reserva) = 15% (percentual total)
R$ 23.000 (valor da carta de crédito) x 15% = R$ 3.450 (custo do consórcio)
R$ 3.450 + R$ 23.000 = R$ 26.450 (valor total do consórcio)
R$ 26.450 / 72 (número de prestações) = R$ 367,36 (valor da prestação)
Durante o plano, as prestações são corrigidas pelo valor do bem. Até hoje, as administradoras podiam utilizar somente a tabela de preços do fabricante como referência, com exceção dos planos para imóveis, que são corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Com a nova regulamentação, os demais planos também poderão ser corrigidos por índices setoriais. No caso de automóveis, por exemplo, a referência poderá ser a tabela FIPE.
A desvantagem dos consórcios está em não dispor do bem imediatamente. Como a contemplação é feita por sorteio, os menos sortudos poderão levar meses ou até mesmo anos para receber o bem. Os planos de imóveis, os mais longos do mercado, chegam a ter prazo de 180 meses. Nos de automóveis, o prazo mais comum é de 72 meses, enquanto nos de motos é de 60 meses.
Quem possui uma boa reserva em dinheiro, entretanto, pode tentar antecipar o recebimento do bem dando um lance. Cada plano estabelece um valor mínimo para as propostas. No Bradesco, maior administrador de consórcios do país, o lance mínimo para veículos equivale a 10% da carta de crédito e, no de imóveis, 20%. O consorciado pode tentar a contemplação por lance quantas vezes quiser e, no caso de imóveis, é possível utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
06.02.2009 | 08h23
Mudanças permitem a criação de consórcio também para pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até pós-graduação no exterior
Francine De Lorenzo
Portal EXAME A partir desta sexta-feira (6/2), os consumidores terão mais uma opção para pagamento de pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até cursos de pós-graduação no exterior. Entram em vigor as novas regras para consórcios no país, que passam a permitir a comercialização de planos também para serviços. Até agora, somente bens, como veículos e imóveis, podiam ser adquiridos por esse sistema.
Os consórcios de serviços terão uma particularidade: serão formados de acordo com o valor da carta de crédito, e não pelo serviço desejado. Um consorciado que queira reformar a casa, outro que deseje viajar para a Europa e um terceiro que sonhe em modelar o corpo por lipoescultura, por exemplo, poderão fazer parte do mesmo grupo. E, se no momento da contemplação, o consorciado desistir do serviço que pretendia contratar, terá a chance de utilizar a carta de crédito para outra finalidade. "Não importa qual serviço será contratado, mas é fundamental que o prestador de serviço seja uma empresa formalizada, já que o pagamento será feito diretamente da administradora para a empresa, sem passar pela conta corrente do consorciado", ressalta Rodolfo Montosa, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).
O consorciado poderá contratar quantos serviços quiser até o limite do valor de sua carta de crédito. A sobra, se houver, poderá ser utilizada no pagamento das parcelas do próprio consórcio.
Quem tiver dívidas também poderá se beneficiar da nova regulamentação. Ao ser contemplado, o consorciado poderá optar por utilizar a carta de crédito na quitação de financiamento, ao invés de comprar um novo bem. Mas haverá uma restrição: o financiamento terá de ser da mesma natureza do consórcio. Planos de veículos, por exemplo, só poderão pagar financiamentos de veículos.
O consorciado também não poderá utilizar a carta de crédito para abater prestações. O dinheiro será liberado para o pagamento de dívidas somente se for suficiente para quitar totalmente o financiamento. Montosa explica que, como o bem é a garantia do consórcio, precisa estar em nome do consorciado. E, sem a quitação completa, isso não é possível, pois o bem fica alienado em nome do banco.
Já aqueles que desistirem do consórcio antes de serem contemplados passarão a ter uma oportunidade de receber de volta os valores pagos sem ter de aguardar até o final do plano. Os consorciados continuarão participando dos sorteios mensais mesmo não pagando as parcelas. Ao serem contemplados, conquistarão o direito de ter de volta o dinheiro que foi aplicado. "É uma forma justa de resolver um impasse. Não parecia certo impedir um consorciado de resgatar seu dinheiro, mas também não era correto prejudicar o grupo pela saída de um participante. Com os sorteios, respeitam-se os direitos de todos", avalia Montosa.
Na opinião do executivo, as novas regras vão reforçar a atratividade dos consórcios nessa época de encurtamento do crédito devido à crise mundial. Somente nos três últimos meses de 2008, as vendas de cotas cresceram em média 17,3%, segundo dados da Abac. Para 2009, a expectativa é de expansão de 6% a 8%.
Consórcio X Financiamento
A grande vantagem dos consórcios sobre os financiamentos está no custo. Nos consórcios, não há a cobrança de juros. Os consorciados arcam apenas com uma taxa de administração, que varia de 1,5% a 2,4% ao ano. O percentual é bastante inferior ao cobrado pelos bancos nas linhas de crédito, principalmente após o acirramento da crise global.
Na composição da parcela, entretanto, inclui-se também um valor que se destina à formação de um fundo de reserva. Esse fundo tem por objetivo garantir as cartas de crédito em caso de qualquer eventualidade. Se não utilizado, ao final do plano, o dinheiro é devolvido aos participantes.
Para saber quanto terá de pagar por mês, o consorciado pode fazer uma conta simples: somar o percentual da taxa de administração ao do fundo de reserva, aplicar o percentual resultante sobre o valor da carta de crédito e, então, dividir o total pela quantidade de prestações. Numa carta de crédito de 23 mil reais, por exemplo, com prazo de 72 meses, taxa de administração de 12% no período e 3% de fundo de reserva, o consorciado pagará:
12% (taxa de administração) + 3% (fundo de reserva) = 15% (percentual total)
R$ 23.000 (valor da carta de crédito) x 15% = R$ 3.450 (custo do consórcio)
R$ 3.450 + R$ 23.000 = R$ 26.450 (valor total do consórcio)
R$ 26.450 / 72 (número de prestações) = R$ 367,36 (valor da prestação)
Durante o plano, as prestações são corrigidas pelo valor do bem. Até hoje, as administradoras podiam utilizar somente a tabela de preços do fabricante como referência, com exceção dos planos para imóveis, que são corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Com a nova regulamentação, os demais planos também poderão ser corrigidos por índices setoriais. No caso de automóveis, por exemplo, a referência poderá ser a tabela FIPE.
A desvantagem dos consórcios está em não dispor do bem imediatamente. Como a contemplação é feita por sorteio, os menos sortudos poderão levar meses ou até mesmo anos para receber o bem. Os planos de imóveis, os mais longos do mercado, chegam a ter prazo de 180 meses. Nos de automóveis, o prazo mais comum é de 72 meses, enquanto nos de motos é de 60 meses.
Quem possui uma boa reserva em dinheiro, entretanto, pode tentar antecipar o recebimento do bem dando um lance. Cada plano estabelece um valor mínimo para as propostas. No Bradesco, maior administrador de consórcios do país, o lance mínimo para veículos equivale a 10% da carta de crédito e, no de imóveis, 20%. O consorciado pode tentar a contemplação por lance quantas vezes quiser e, no caso de imóveis, é possível utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
BB prepara negócio bilionário em seguros| 06.02.2009 | 16h51
Transação envolve troca de ativos com seguradoras e pode criar gigante do setor
Por Tiago Lethbridge
Portal EXAME
O Banco do Brasil vem preparando nas últimas semanas um movimento que pode alterar a correlação de forças no setor de seguros brasileiro. O comando do banco decidiu reestruturar toda sua área de seguros e previdência, que hoje tem diferentes parceiros. O objetivo do BB é racionalizar a estrutura e ter apenas um sócio. Segundo EXAME apurou, o banco de investimentos UBS Pactual, contratado pelo BB, procurou nas últimas semanas as maiores empresas de seguros do Brasil e do mundo em busca de interessados na associação. Desde então, essas companhias contrataram assessores financeiros e prepararam suas propostas. Grupos brasileiros como SulAmérica e gigantes estrangeiros como a MetLife estariam entre os potenciais interessados.
De acordo com executivos que participam das negociações, o negócio dificilmente envolverá dinheiro. "O BB não quer levantar caixa", diz um deles. "A idéia é fazer uma troca de ativos com um grande, criar uma estrutura eficiente e, assim, ganhar mais dinheiro com seguros". No limite, as discussões podem caminhar para uma fusão, que criaria um gigante do setor de seguros e previdência. Ainda de acordo com esse executivo, os valores envolvidos dependerão do modelo final da transação. Internamente, os executivos da estatal atribuem à área de seguros e previdência um valor superior a vinte bilhões de reais. Para assessores financeiros de seguradoras procuradas pelo BB, o valor é alto. Negociações em torno do preço acontecerão em fevereiro.
Uma associação atenderia a interesses de BB e de seguradoras que querem crescer no país. Hoje, a área de seguros do banco estatal é considerada confusa, e conta com parceiros como SulAmérica e a espanhola Mapfre (parceira da Nossa Caixa, recém-adquirida pelo BB). Para os executivos do banco, a parceria com um especialista em gestão de seguros aumentaria o potencial de ganhos da estatal no segmento. Já para as seguradoras, a jóia da coroa é o direito de vender seguros na enorme rede agências do Banco do Brasil -- são mais de 3150 espalhadas pelo país.
Como as negociações estão em sua fase inicial, porém, é possível que nem sequer avancem. Nos últimos anos, o Bradesco deu demonstrações inequívocas de que é possível, para um banco de varejo, criar uma estrutura vencedora em seguros sem precisar de uma associação com um especialista. Sob o comando de Luiz Carlos Trabuco, a Bradesco Seguros se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Hoje, representa 36% do lucro total do banco -- e Trabuco acabou sendo escolhido como sucessor de Márcio Cypriano na presidência da instituição. Nas próximas semanas, portanto, o Banco do Brasil decidirá se segue sozinho ou se aceita as ofertas das seguradoras interessadas numa associação. Procurado por EXAME, o Banco do Brasil afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não comentará o assunto.
Transação envolve troca de ativos com seguradoras e pode criar gigante do setor
Por Tiago Lethbridge
Portal EXAME
O Banco do Brasil vem preparando nas últimas semanas um movimento que pode alterar a correlação de forças no setor de seguros brasileiro. O comando do banco decidiu reestruturar toda sua área de seguros e previdência, que hoje tem diferentes parceiros. O objetivo do BB é racionalizar a estrutura e ter apenas um sócio. Segundo EXAME apurou, o banco de investimentos UBS Pactual, contratado pelo BB, procurou nas últimas semanas as maiores empresas de seguros do Brasil e do mundo em busca de interessados na associação. Desde então, essas companhias contrataram assessores financeiros e prepararam suas propostas. Grupos brasileiros como SulAmérica e gigantes estrangeiros como a MetLife estariam entre os potenciais interessados.
De acordo com executivos que participam das negociações, o negócio dificilmente envolverá dinheiro. "O BB não quer levantar caixa", diz um deles. "A idéia é fazer uma troca de ativos com um grande, criar uma estrutura eficiente e, assim, ganhar mais dinheiro com seguros". No limite, as discussões podem caminhar para uma fusão, que criaria um gigante do setor de seguros e previdência. Ainda de acordo com esse executivo, os valores envolvidos dependerão do modelo final da transação. Internamente, os executivos da estatal atribuem à área de seguros e previdência um valor superior a vinte bilhões de reais. Para assessores financeiros de seguradoras procuradas pelo BB, o valor é alto. Negociações em torno do preço acontecerão em fevereiro.
Uma associação atenderia a interesses de BB e de seguradoras que querem crescer no país. Hoje, a área de seguros do banco estatal é considerada confusa, e conta com parceiros como SulAmérica e a espanhola Mapfre (parceira da Nossa Caixa, recém-adquirida pelo BB). Para os executivos do banco, a parceria com um especialista em gestão de seguros aumentaria o potencial de ganhos da estatal no segmento. Já para as seguradoras, a jóia da coroa é o direito de vender seguros na enorme rede agências do Banco do Brasil -- são mais de 3150 espalhadas pelo país.
Como as negociações estão em sua fase inicial, porém, é possível que nem sequer avancem. Nos últimos anos, o Bradesco deu demonstrações inequívocas de que é possível, para um banco de varejo, criar uma estrutura vencedora em seguros sem precisar de uma associação com um especialista. Sob o comando de Luiz Carlos Trabuco, a Bradesco Seguros se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Hoje, representa 36% do lucro total do banco -- e Trabuco acabou sendo escolhido como sucessor de Márcio Cypriano na presidência da instituição. Nas próximas semanas, portanto, o Banco do Brasil decidirá se segue sozinho ou se aceita as ofertas das seguradoras interessadas numa associação. Procurado por EXAME, o Banco do Brasil afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não comentará o assunto.
No encalço da Positivo
A catarinense Intelbras levou apenas um ano e meio para entrar no grupo das cinco maiores fabricantes de computadores pessoais do país. O desafio agora é manter a posição.
Por Renata Agostini - 05/02/2009
É difícil definir o ano de 2008 para os fabricantes brasileiros de computadores. No ano passado, foram vendidos 12 milhões de aparelhos, um recorde, com crescimento de quase 13% em relação a 2007. Até setembro, o varejo nunca havia vendido tantos computadores no Brasil.
A partir de então, como todos sabem, as coisas pioraram. O dólar disparou, aumentando os custos e reduzindo as margens de lucro dos fabricantes. O crédito secou, afastando os consumidores. Algumas empresas do setor passaram por sérias dificuldades. É o caso da líder de mercado, a paranaense Positivo, que encarou uma perda brutal de valor de suas ações na bolsa. (Entre novembro de 2007 e outubro de 2008, o valor de mercado da empresa passou de 4 bilhões para 308 milhões de reais.)
Foi nesse cenário de profunda instabilidade que a catarinense Intelbras, até então reconhecida por fabricar centrais e aparelhos telefônicos, se transformou na mais nova - e uma das mais agressivas - marca brasileira de computadores. No período de agosto de 2007, quando colocou no mercado seus primeiros produtos, até dezembro do ano passado, a participação da Intelbras saiu do zero para 7,3%, o que a coloca entre as cinco maiores vendedoras de PCs e notebooks do varejo no país. Sediada em São José, na região metropolitana de Florianópolis, a empresa hoje está à frente da HP, a líder mundial.
Na era dos telefones, o faturamento da Intelbras atingia 240 milhões de reais ao ano. Na era dos computadores, chegou a 800 milhões - metade disso, fruto da venda de cerca de 380 000 PCs e notebooks, sobretudo para a emergente classe C. "Desde o começo nosso objetivo era ficar entre as líderes do setor", diz Altair Silvestri, presidente da empresa, há seis anos no cargo.
Em sua curta trajetória até aqui, a Intelbras cresceu principalmente ao conquistar parte do mercado da Positivo Informática. O ano passado foi um período de turbulência para a líder. As dificuldades começaram com a perda de competitividade de seus produtos em São Paulo, o maior mercado do país. Por decisão do governo estadual, os computadores produzidos fora de São Paulo passaram a sofrer uma taxação maior. Logo em seguida, uma encomenda de 150 000 laptops feita pelo governo federal, avaliada em 150 milhões de reais, foi cancelada.
Tudo isso teve reflexos entre os investidores, que derrubaram o valor da empresa. A Positivo ainda continua a ser a maior fabricante e vendedora de computadores brasileira, com uma confortável participação de 24%. Mas a rapidez com que perdeu mercado, ao longo de 2008, chama a atenção. E foi justamente no que a Positivo é mais forte, nas vendas ao varejo, que a Intelbras se posicionou. Seus preços são hoje 5% inferiores aos da líder - o que, seus executivos admitem, sacrifica as margens de lucro. A experiência com a venda de telefones - atualmente um em cada três telefones vendidos no Brasil é produzido na empresa - ajudou a Intelbras a se posicionar no varejo. Desde que entrou no setor, a empresa já treinou 6 000 vendedores, que são orientados, por exemplo, a explicar para os consumidores que a Intelbras compra suas peças do mesmo fornecedor da Dell e da HP, reforçando o argumento da melhor relação custo-benefício.
A catarinense Intelbras levou apenas um ano e meio para entrar no grupo das cinco maiores fabricantes de computadores pessoais do país. O desafio agora é manter a posição.
Por Renata Agostini - 05/02/2009
É difícil definir o ano de 2008 para os fabricantes brasileiros de computadores. No ano passado, foram vendidos 12 milhões de aparelhos, um recorde, com crescimento de quase 13% em relação a 2007. Até setembro, o varejo nunca havia vendido tantos computadores no Brasil.
A partir de então, como todos sabem, as coisas pioraram. O dólar disparou, aumentando os custos e reduzindo as margens de lucro dos fabricantes. O crédito secou, afastando os consumidores. Algumas empresas do setor passaram por sérias dificuldades. É o caso da líder de mercado, a paranaense Positivo, que encarou uma perda brutal de valor de suas ações na bolsa. (Entre novembro de 2007 e outubro de 2008, o valor de mercado da empresa passou de 4 bilhões para 308 milhões de reais.)
Foi nesse cenário de profunda instabilidade que a catarinense Intelbras, até então reconhecida por fabricar centrais e aparelhos telefônicos, se transformou na mais nova - e uma das mais agressivas - marca brasileira de computadores. No período de agosto de 2007, quando colocou no mercado seus primeiros produtos, até dezembro do ano passado, a participação da Intelbras saiu do zero para 7,3%, o que a coloca entre as cinco maiores vendedoras de PCs e notebooks do varejo no país. Sediada em São José, na região metropolitana de Florianópolis, a empresa hoje está à frente da HP, a líder mundial.
Na era dos telefones, o faturamento da Intelbras atingia 240 milhões de reais ao ano. Na era dos computadores, chegou a 800 milhões - metade disso, fruto da venda de cerca de 380 000 PCs e notebooks, sobretudo para a emergente classe C. "Desde o começo nosso objetivo era ficar entre as líderes do setor", diz Altair Silvestri, presidente da empresa, há seis anos no cargo.
Em sua curta trajetória até aqui, a Intelbras cresceu principalmente ao conquistar parte do mercado da Positivo Informática. O ano passado foi um período de turbulência para a líder. As dificuldades começaram com a perda de competitividade de seus produtos em São Paulo, o maior mercado do país. Por decisão do governo estadual, os computadores produzidos fora de São Paulo passaram a sofrer uma taxação maior. Logo em seguida, uma encomenda de 150 000 laptops feita pelo governo federal, avaliada em 150 milhões de reais, foi cancelada.
Tudo isso teve reflexos entre os investidores, que derrubaram o valor da empresa. A Positivo ainda continua a ser a maior fabricante e vendedora de computadores brasileira, com uma confortável participação de 24%. Mas a rapidez com que perdeu mercado, ao longo de 2008, chama a atenção. E foi justamente no que a Positivo é mais forte, nas vendas ao varejo, que a Intelbras se posicionou. Seus preços são hoje 5% inferiores aos da líder - o que, seus executivos admitem, sacrifica as margens de lucro. A experiência com a venda de telefones - atualmente um em cada três telefones vendidos no Brasil é produzido na empresa - ajudou a Intelbras a se posicionar no varejo. Desde que entrou no setor, a empresa já treinou 6 000 vendedores, que são orientados, por exemplo, a explicar para os consumidores que a Intelbras compra suas peças do mesmo fornecedor da Dell e da HP, reforçando o argumento da melhor relação custo-benefício.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Lula anuncia plano para construção de 500 mil moradias populares
Agência Brasil
03/02/2009 15:31
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que, em cerca de dez dias, ministros do seu governo apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país.
"Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff [ministra-chefe da Casa Civil], o Guido Mantega [ministro da Fazenda] e o Márcio Fortes [ministro das Cidades] vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói", afirmou.
Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. "Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos."
Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075). A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010.
As afirmações de Lula foram feitas durante discurso em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Lá, o presidente inaugurou a Escola Estadual Luiz Carlos da Vila, obra que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A escola tem capacidade para atender 1,5 mil alunos de ensino médio.
(Agência Brasil)
Agência Brasil
03/02/2009 15:31
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que, em cerca de dez dias, ministros do seu governo apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país.
"Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff [ministra-chefe da Casa Civil], o Guido Mantega [ministro da Fazenda] e o Márcio Fortes [ministro das Cidades] vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói", afirmou.
Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. "Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos."
Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075). A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010.
As afirmações de Lula foram feitas durante discurso em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Lá, o presidente inaugurou a Escola Estadual Luiz Carlos da Vila, obra que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A escola tem capacidade para atender 1,5 mil alunos de ensino médio.
(Agência Brasil)
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Como pagar menos IR com venda ou aluguel de imóveis
03.02.2009 | 09h04
Medidas simples, como somar o valor de reformas e benfeitorias ao preço de compra do imóvel, podem garantir uma mordida menor do Leão
Márcio JuliboniPublicidadePortal EXAME
Em tempos de crise financeira mundial, muitos investidores começam a ver, nos imóveis, uma alternativa de investimento mais segura do que os fundos ou as ações. Outros também precisam enfrentar um mercado em retração para comprar ou vender um imóvel e realizar seu sonho de se mudar para uma casa maior ou conquistar seu primeiro teto próprio.
Em qualquer situação, a carga de impostos incidente sobre transações imobiliárias pode até mesmo inviabilizar um negócio. No geral, quem vive da renda de aluguéis sofre a incidência da tabela progressiva do Imposto de Renda (IR). Já quem vende um imóvel precisa pagar 15% de IR sobre o lucro da operação (preço de venda menos preço de compra). Mas a própria legislação tributária prevê diversas situações em que é possível reduzir o valor pago nessas operações. O mais importante é se preparar com antecedência. "Quanto mais cedo você fizer seu planejamento tributário, menos imposto poderá pagar", afirma Mário Shingaki, professor de Planejamento Tributário dos cursos de MBA da Fundação Instituto de Administração, e autor do livro Gestão de Impostos, da editora Saint Paul.
Veja, a seguir, as situações em que você pode pagar menos IR em transações imobiliárias - ou, até mesmo, ser isento:
1. Isenção total de IR na venda de imóvel residencial: um imóvel residencial vendido por até 440.000 reais é isento de IR se for o único imóvel do proprietário e se ele não realizou nenhuma compra ou venda imobiliária nos últimos cinco anos.
2. Isenção total de IR na venda de imóveis comprados até 1969: se você comprou um imóvel residencial até 1969, ao vendê-lo, não terá de pagar IR sobre o lucro da operação. Para se beneficiar da isenção, não é necessário que este seja o único imóvel residencial do vendedor.
3. Isenção parcial de IR na venda de imóveis comprados entre 1970 e 1988: a lei permite descontar um percentual sobre o lucro da transação para calcular a base de incidência do Imposto de Renda (veja a tabela abaixo). Esse benefício também é aplicável por quem possui mais de um imóvel.
Exemplo: um imóvel é comprado em 1979 por um valor equivalente a 100.000 reais. Em 2008, o proprietário resolve vendê-lo por 300.000 reais. O lucro da operação é de 200.000 reais. Sem a isenção parcial, ele pagaria 15% de IR sobre esse lucro, ou 30.000 reais. Mas a lei diz que, para imóveis comprados em 1979, há um desconto de 50% sobre a base de cálculo. Ou seja, ele precisará pagar IR apenas sobre 100.000 reais, reduzindo o valor a recolher para 15.000 reais.
4. Isenção em caso de aplicação de recursos em compra de imóvel: se alguém vendeu um imóvel e aplicar todo o dinheiro na compra de outra residência em até 180 dias, não precisará pagar IR sobre o lucro da venda.
Exemplo: se, ao vender um apartamento por 500.000 reais, o proprietário obteve um lucro de 200.000 reais, não precisará pagar IR sobre o lucro se, dentro de 180 dias, aplicar todos os 500.000 reais da venda na compra de outro imóvel residencial. Cuidado: se apenas parte dos 500.000 for usada na aquisição do segundo imóvel, a Receita cobrará o IR proporcional à quantia que foi aplicada em outra finalidade. Isto é, se apenas metade dos 500.000 for usada no outro imóvel, então metade do lucro de 200.000 sofrerá a incidência dos 15% de IR.
5. Isenção para imóveis de pequeno valor: não é preciso pagar IR sobre o lucro de imóveis vendidos por até 35.000 reais. Em grandes cidades, como São Paulo ou Rio de Janeiro, é um benefício difícil de ser aplicado, mas em municípios menores, pode ajudar. Outra vantagem de se recorrer a ele é quando o proprietário tem mais de um imóvel até este valor para ser vendido. Se ele tiver, por exemplo, dois lotes com valor individual de venda de 35.000 reais, e vendê-los no mesmo mês, terá de pagar o IR sobre o lucro somado das duas operações. Mas, se ele vender um por mês, embora o lucro total das operações continue o mesmo, ele será beneficiado com a isenção de IR.
6. Reduza a base de cálculo do IR: a base de cálculo, isto é, o valor sobre o qual o IR é cobrado, é o lucro nas transações imobiliárias. Esse lucro é calculado pela diferença entre o valor pago na compra e o auferido na venda do bem. Um modo simples de pagar menos imposto quando você vender o imóvel é elevar o seu custo de aquisição. Não há nada de ilegal nisto. Para tanto, basta acrescentar as benfeitorias que você efetuar no bem, como reformas e ampliações. Guarde os comprovantes de despesas - notas fiscais, recibos do pedreiro com nome e CPF, canhotos de cheque também com nome e CPF de quem os recebeu. São suficientes para comprovar as despesas. Se você já fez alguma benfeitoria no imóvel e tem os comprovantes, ainda dá tempo de recorrer ao benefício. Faça uma declaração de IR retificatória, desde o ano em que promoveu a reforma. Nela, adicione ao valor do imóvel as despesas que efetuou. Faça isso sempre que promover melhorias no bem. Mas cuidado. A Receita não aceita qualquer coisa. "Benfeitoria é tudo o que aumenta a vida útil do imóvel, como pintura, troca de telhado ou ampliar um cômodo. Decoração nova não serve", afirma Shingaki.
Exemplo prático: alguém comprou uma casa por 100.000 reais. Um ano depois, gastou 50.000 reais em uma reforma e, na declaração de IR, informou os gastos, elevando o custo de aquisição do imóvel para 150.000 reais. Ao vender o bem, anos depois, por 200.000 reais, obteve um lucro de 50.000 reais - e não de 100.000 reais, se desconsiderasse a reforma. Assim, o IR pago sobre a transação será de 7.500 reais, e não de 15.000 reais.
7. Se você comprou o imóvel, some o custo de corretagem: se você comprou um imóvel por 95.000 reais, e pagou outros 5.000 reais ao corretor que o ajudou, some o custo de corretagem ao valor do imóvel. É outro modo de elevar o custo de aquisição e reduzir, posteriormente, o lucro sobre o qual vai incidir o IR na hora em que você vendê-lo. Se o imóvel for vendido, por exemplo, por 200.000 reais, você poderá pagar 15.750 reais de IR, se não incorporar a corretagem ao custo inicial do imóvel; ou 15.000, se tiver incorporado. Pode não parecer muito, mas já ajuda a pagar a transportadora na mudança.
8. Se você vendeu o imóvel, desconte o valor de corretagem: se você é o vendedor do imóvel, e ficou combinado que você arcaria com o custo de corretagem, desconte esse valor do preço de venda. Isso reduzirá o lucro da transação e o IR pago. Por exemplo, se você comprou o bem por 100.000 reais, vendeu por 200.000 reais e pagou 5.000 reais ao corretor, informe um lucro de 95.000 reais, e não de 100.000 reais. Os 15% de IR pagos cairão para 14.250 reais, em vez de 15.000 reais. Novamente, parece pouco, mas já paga a mudança.
9. Aplique o fator de redução: até dezembro de 1995, a Receita corrigia, de tempos em tempos, o valor de aquisição dos imóveis declarados pelo contribuinte. Isso ajudava a abater a base de cálculo. Mas, desde 1996, nenhuma correção é feita, porque a economia foi desindexada para combater a inflação. Para não prejudicar os contribuintes, a receita criou um fator de redução que considera o tempo decorrido entre a compra e a venda do bem. Esse fator gera um desconto sobre o lucro da transação e, em decorrência, sobre a base de recolhimento do IR. A fórmula é conhecida por contadores e especialistas em planejamento tributário. É necessário consultá-los. Mas, antes de dispensar a dica por preguiça, creia: para imóveis comprados há muito tempo, é possível obter bons descontos no IR com o fator de redução.
10. Se você tem imóveis alugados: consulte seu contador ou seu consultor tributário e veja se não está na hora de abrir uma administradora imobiliária para gerir sua carteira. Neste ponto, é preciso fazer algumas simulações, mas há situações em que é aconselhável transferir a carteira para uma pessoa jurídica, em vez de sofrer toda a tributação de IR como pessoa física. De uma forma genérica, alguém com uma renda de aluguéis superior a 5.000 reais já pode pensar com seriedade nessa opção. Mas há várias ponderações a serem feitas, já que a abertura de uma empresa é trabalhosa, requer dispêndios de impostos, e pode não ser rentável se a pessoa não explorar comercialmente os imóveis. De qualquer modo, em alguns casos, ela é proveitosa.
Exemplo: uma simulação de Shingaki mostra que, se uma pessoa física tiver uma receita mensal de aluguéis de 20.000 reais, irá pagar 59.400 reais por ano de IR (pela tabela antiga). Se abrir uma administradora imobiliária, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), e PIS/COFINS. Mas, para a mesma receita de 20.000 reais por mês, todos esses desembolsos somarão, no final do ano, 27.200 reais - um desembolso 54% menor. "Os benefícios para aluguéis requerem mais cálculos. Não é tão simples dizer que, a partir de um valor, é melhor recolher IR como pessoa jurídica", diz.
É compreensível que haja tantos mecanismos de incentivo à comercialização de imóveis. Considerado um setor de grande impacto social, seja pelos empregos que gera, seja pela melhoria da qualidade de vida que a aquisição de uma casa traz à família, o mercado imobiliário oferece oportunidades de realizar bons negócios sem sofrer tanto com o Leão. Mas, novamente, vale o lembrete de Shingaki: quanto antes planejar a transação imobiliária, mais vantajosa ela pode ser.
03.02.2009 | 09h04
Medidas simples, como somar o valor de reformas e benfeitorias ao preço de compra do imóvel, podem garantir uma mordida menor do Leão
Márcio JuliboniPublicidadePortal EXAME
Em tempos de crise financeira mundial, muitos investidores começam a ver, nos imóveis, uma alternativa de investimento mais segura do que os fundos ou as ações. Outros também precisam enfrentar um mercado em retração para comprar ou vender um imóvel e realizar seu sonho de se mudar para uma casa maior ou conquistar seu primeiro teto próprio.
Em qualquer situação, a carga de impostos incidente sobre transações imobiliárias pode até mesmo inviabilizar um negócio. No geral, quem vive da renda de aluguéis sofre a incidência da tabela progressiva do Imposto de Renda (IR). Já quem vende um imóvel precisa pagar 15% de IR sobre o lucro da operação (preço de venda menos preço de compra). Mas a própria legislação tributária prevê diversas situações em que é possível reduzir o valor pago nessas operações. O mais importante é se preparar com antecedência. "Quanto mais cedo você fizer seu planejamento tributário, menos imposto poderá pagar", afirma Mário Shingaki, professor de Planejamento Tributário dos cursos de MBA da Fundação Instituto de Administração, e autor do livro Gestão de Impostos, da editora Saint Paul.
Veja, a seguir, as situações em que você pode pagar menos IR em transações imobiliárias - ou, até mesmo, ser isento:
1. Isenção total de IR na venda de imóvel residencial: um imóvel residencial vendido por até 440.000 reais é isento de IR se for o único imóvel do proprietário e se ele não realizou nenhuma compra ou venda imobiliária nos últimos cinco anos.
2. Isenção total de IR na venda de imóveis comprados até 1969: se você comprou um imóvel residencial até 1969, ao vendê-lo, não terá de pagar IR sobre o lucro da operação. Para se beneficiar da isenção, não é necessário que este seja o único imóvel residencial do vendedor.
3. Isenção parcial de IR na venda de imóveis comprados entre 1970 e 1988: a lei permite descontar um percentual sobre o lucro da transação para calcular a base de incidência do Imposto de Renda (veja a tabela abaixo). Esse benefício também é aplicável por quem possui mais de um imóvel.
Exemplo: um imóvel é comprado em 1979 por um valor equivalente a 100.000 reais. Em 2008, o proprietário resolve vendê-lo por 300.000 reais. O lucro da operação é de 200.000 reais. Sem a isenção parcial, ele pagaria 15% de IR sobre esse lucro, ou 30.000 reais. Mas a lei diz que, para imóveis comprados em 1979, há um desconto de 50% sobre a base de cálculo. Ou seja, ele precisará pagar IR apenas sobre 100.000 reais, reduzindo o valor a recolher para 15.000 reais.
4. Isenção em caso de aplicação de recursos em compra de imóvel: se alguém vendeu um imóvel e aplicar todo o dinheiro na compra de outra residência em até 180 dias, não precisará pagar IR sobre o lucro da venda.
Exemplo: se, ao vender um apartamento por 500.000 reais, o proprietário obteve um lucro de 200.000 reais, não precisará pagar IR sobre o lucro se, dentro de 180 dias, aplicar todos os 500.000 reais da venda na compra de outro imóvel residencial. Cuidado: se apenas parte dos 500.000 for usada na aquisição do segundo imóvel, a Receita cobrará o IR proporcional à quantia que foi aplicada em outra finalidade. Isto é, se apenas metade dos 500.000 for usada no outro imóvel, então metade do lucro de 200.000 sofrerá a incidência dos 15% de IR.
5. Isenção para imóveis de pequeno valor: não é preciso pagar IR sobre o lucro de imóveis vendidos por até 35.000 reais. Em grandes cidades, como São Paulo ou Rio de Janeiro, é um benefício difícil de ser aplicado, mas em municípios menores, pode ajudar. Outra vantagem de se recorrer a ele é quando o proprietário tem mais de um imóvel até este valor para ser vendido. Se ele tiver, por exemplo, dois lotes com valor individual de venda de 35.000 reais, e vendê-los no mesmo mês, terá de pagar o IR sobre o lucro somado das duas operações. Mas, se ele vender um por mês, embora o lucro total das operações continue o mesmo, ele será beneficiado com a isenção de IR.
6. Reduza a base de cálculo do IR: a base de cálculo, isto é, o valor sobre o qual o IR é cobrado, é o lucro nas transações imobiliárias. Esse lucro é calculado pela diferença entre o valor pago na compra e o auferido na venda do bem. Um modo simples de pagar menos imposto quando você vender o imóvel é elevar o seu custo de aquisição. Não há nada de ilegal nisto. Para tanto, basta acrescentar as benfeitorias que você efetuar no bem, como reformas e ampliações. Guarde os comprovantes de despesas - notas fiscais, recibos do pedreiro com nome e CPF, canhotos de cheque também com nome e CPF de quem os recebeu. São suficientes para comprovar as despesas. Se você já fez alguma benfeitoria no imóvel e tem os comprovantes, ainda dá tempo de recorrer ao benefício. Faça uma declaração de IR retificatória, desde o ano em que promoveu a reforma. Nela, adicione ao valor do imóvel as despesas que efetuou. Faça isso sempre que promover melhorias no bem. Mas cuidado. A Receita não aceita qualquer coisa. "Benfeitoria é tudo o que aumenta a vida útil do imóvel, como pintura, troca de telhado ou ampliar um cômodo. Decoração nova não serve", afirma Shingaki.
Exemplo prático: alguém comprou uma casa por 100.000 reais. Um ano depois, gastou 50.000 reais em uma reforma e, na declaração de IR, informou os gastos, elevando o custo de aquisição do imóvel para 150.000 reais. Ao vender o bem, anos depois, por 200.000 reais, obteve um lucro de 50.000 reais - e não de 100.000 reais, se desconsiderasse a reforma. Assim, o IR pago sobre a transação será de 7.500 reais, e não de 15.000 reais.
7. Se você comprou o imóvel, some o custo de corretagem: se você comprou um imóvel por 95.000 reais, e pagou outros 5.000 reais ao corretor que o ajudou, some o custo de corretagem ao valor do imóvel. É outro modo de elevar o custo de aquisição e reduzir, posteriormente, o lucro sobre o qual vai incidir o IR na hora em que você vendê-lo. Se o imóvel for vendido, por exemplo, por 200.000 reais, você poderá pagar 15.750 reais de IR, se não incorporar a corretagem ao custo inicial do imóvel; ou 15.000, se tiver incorporado. Pode não parecer muito, mas já ajuda a pagar a transportadora na mudança.
8. Se você vendeu o imóvel, desconte o valor de corretagem: se você é o vendedor do imóvel, e ficou combinado que você arcaria com o custo de corretagem, desconte esse valor do preço de venda. Isso reduzirá o lucro da transação e o IR pago. Por exemplo, se você comprou o bem por 100.000 reais, vendeu por 200.000 reais e pagou 5.000 reais ao corretor, informe um lucro de 95.000 reais, e não de 100.000 reais. Os 15% de IR pagos cairão para 14.250 reais, em vez de 15.000 reais. Novamente, parece pouco, mas já paga a mudança.
9. Aplique o fator de redução: até dezembro de 1995, a Receita corrigia, de tempos em tempos, o valor de aquisição dos imóveis declarados pelo contribuinte. Isso ajudava a abater a base de cálculo. Mas, desde 1996, nenhuma correção é feita, porque a economia foi desindexada para combater a inflação. Para não prejudicar os contribuintes, a receita criou um fator de redução que considera o tempo decorrido entre a compra e a venda do bem. Esse fator gera um desconto sobre o lucro da transação e, em decorrência, sobre a base de recolhimento do IR. A fórmula é conhecida por contadores e especialistas em planejamento tributário. É necessário consultá-los. Mas, antes de dispensar a dica por preguiça, creia: para imóveis comprados há muito tempo, é possível obter bons descontos no IR com o fator de redução.
10. Se você tem imóveis alugados: consulte seu contador ou seu consultor tributário e veja se não está na hora de abrir uma administradora imobiliária para gerir sua carteira. Neste ponto, é preciso fazer algumas simulações, mas há situações em que é aconselhável transferir a carteira para uma pessoa jurídica, em vez de sofrer toda a tributação de IR como pessoa física. De uma forma genérica, alguém com uma renda de aluguéis superior a 5.000 reais já pode pensar com seriedade nessa opção. Mas há várias ponderações a serem feitas, já que a abertura de uma empresa é trabalhosa, requer dispêndios de impostos, e pode não ser rentável se a pessoa não explorar comercialmente os imóveis. De qualquer modo, em alguns casos, ela é proveitosa.
Exemplo: uma simulação de Shingaki mostra que, se uma pessoa física tiver uma receita mensal de aluguéis de 20.000 reais, irá pagar 59.400 reais por ano de IR (pela tabela antiga). Se abrir uma administradora imobiliária, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), e PIS/COFINS. Mas, para a mesma receita de 20.000 reais por mês, todos esses desembolsos somarão, no final do ano, 27.200 reais - um desembolso 54% menor. "Os benefícios para aluguéis requerem mais cálculos. Não é tão simples dizer que, a partir de um valor, é melhor recolher IR como pessoa jurídica", diz.
É compreensível que haja tantos mecanismos de incentivo à comercialização de imóveis. Considerado um setor de grande impacto social, seja pelos empregos que gera, seja pela melhoria da qualidade de vida que a aquisição de uma casa traz à família, o mercado imobiliário oferece oportunidades de realizar bons negócios sem sofrer tanto com o Leão. Mas, novamente, vale o lembrete de Shingaki: quanto antes planejar a transação imobiliária, mais vantajosa ela pode ser.
:: República dos Bananas ::
Se for pro Maranhão, a coluna *Direto da Fonte*, no Caderno 2 do Estadão de hoje, dá informações *importantíssimas*:
Pra nascer, a Maternidade Marly Sarney.
Pra morar, escolha a Vila Sarney. Ou então a Sarney Filho ou a Kiola Sarney.
Pra estudar, as escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney.
Pra pesquisar, vá à Biblioteca José Sarney.
Pra se informar, leia O Estado do Maranhão, veja a TV Mirante ou ouça a Mirante AM ou FM, todos da família... Sarney.
Pra saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Sarney.
Não gostou de nada disso e quer reclamar? Vá ao Fórum José Sarney.
Se for pro Maranhão, a coluna *Direto da Fonte*, no Caderno 2 do Estadão de hoje, dá informações *importantíssimas*:
Pra nascer, a Maternidade Marly Sarney.
Pra morar, escolha a Vila Sarney. Ou então a Sarney Filho ou a Kiola Sarney.
Pra estudar, as escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney.
Pra pesquisar, vá à Biblioteca José Sarney.
Pra se informar, leia O Estado do Maranhão, veja a TV Mirante ou ouça a Mirante AM ou FM, todos da família... Sarney.
Pra saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Sarney.
Não gostou de nada disso e quer reclamar? Vá ao Fórum José Sarney.
José Sarney
Incrível. Fantástico. Extraordinário. E ninguém melhor descreve o tudo e o todo quanto o Sarney Watcher oficial do Brasil, Marcelo Tas:
Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.
O Brasil anda, muda, se transforma, enriquece, se corrige, o mundo nem o reconhece. Brasília, no entanto, continua no mesmo lugar.
Atualização importante – Li nos comentários que quem colocou Sarney na presidência do Senado foi o presidente Lula. É talvez verdade, mas esta é uma leitura superficial. Se o presidente fosse FHC, o resultado não ia ser diferente. O Brasil é uma democracia e voto tem conseqüência. Sarney é presidente do Senado porque ele é importante dentro do equilíbrio de forças do PMDB. O PMDB tem a presidência do Senado porque demonstrou ter um estupendo apoio popular após as últimas eleições municipais. Os cariocas que votaram em Eduardo Paes puseram Sarney no comando do Senado. Quem votou em José Fogaça em Porto Alegre ou em João Henrique em Salvador, elegeu Sarney. Mesmo quem votou em Gilberto Kassab, cujo vice é do PMDB de São Paulo, teve lá seu quinhão de responsabilidade por fortalecer o PMDB em 2008. Sarney é, certamente, o ícone do atraso político no Brasil. Mas voto tem conseqüência. Quem vota no PMDB alimenta a máquina PMDB e é a máquina PMDB que mantem o poder de José Sarney no Brasil.
Incrível. Fantástico. Extraordinário. E ninguém melhor descreve o tudo e o todo quanto o Sarney Watcher oficial do Brasil, Marcelo Tas:
Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.
O Brasil anda, muda, se transforma, enriquece, se corrige, o mundo nem o reconhece. Brasília, no entanto, continua no mesmo lugar.
Atualização importante – Li nos comentários que quem colocou Sarney na presidência do Senado foi o presidente Lula. É talvez verdade, mas esta é uma leitura superficial. Se o presidente fosse FHC, o resultado não ia ser diferente. O Brasil é uma democracia e voto tem conseqüência. Sarney é presidente do Senado porque ele é importante dentro do equilíbrio de forças do PMDB. O PMDB tem a presidência do Senado porque demonstrou ter um estupendo apoio popular após as últimas eleições municipais. Os cariocas que votaram em Eduardo Paes puseram Sarney no comando do Senado. Quem votou em José Fogaça em Porto Alegre ou em João Henrique em Salvador, elegeu Sarney. Mesmo quem votou em Gilberto Kassab, cujo vice é do PMDB de São Paulo, teve lá seu quinhão de responsabilidade por fortalecer o PMDB em 2008. Sarney é, certamente, o ícone do atraso político no Brasil. Mas voto tem conseqüência. Quem vota no PMDB alimenta a máquina PMDB e é a máquina PMDB que mantem o poder de José Sarney no Brasil.
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