NEGÓCIOS - ENERGIA: Brasil deverá ter internet por meio de rede elétrica
Data: 19/02/2009 @ 09:42
Fonte: InvestNews - Redação
SÃO PAULO, 19 de fevereiro de 2009 - Os brasileiros poderão acessar a internet banda larga por meio da rede de energia elétrica ainda este ano. A conselheira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) Emília Ribeiro garante que o seu relatório sobre a regulamentação da questão estará pronto no fim de março. Depois disso, as normas devem ser analisadas pelo Conselho Diretor da agência e, se forem aprovadas, as empresas já podem oferecer o serviço.
"É muito importante decidir essa questão, porque é mais uma forma de expandir a banda larga para todo o país de forma mais barata, para aumentar a competição também"´, afirmou a conselheira. Ela diz que está ouvindo todos os setores interessados, e que algumas experiências já estão sendo realizadas no país.
Com a transmissão de dados em alta velocidade pela rede elétrica, sistema conhecido como BPL, as tomadas residenciais passam a ser pontos de rede, se conectadas a um modem. A conselheira explica que os dados serão transmitidos por meio de fio elétrico ou por outro cabeamento no poste de energia. O sinal da internet banda larga chega até as residências pela caixa de energia elétrica e é transmitidos por dentro da rede.
Outra bandeira defendida por Emília Ribeiro dentro da Anatel é a utilização da banda larga no serviço público. Segundo ela, o país pode economizar muito com a informatização de serviços como saúde, educação e segurança.
"Não se discute a importância disso, é uma necessidade. Mas a forma de fazer ainda está sendo amadurecida. É uma política de governo, depende da vontade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro [das Comunicações] Hélio Costa. Tenho certeza de que eles têm essa vontade, quem não quer ver um governo informatizado? Mas temos muitos desafios, como a extensão territorial", afirma.
Segundo a conselheira, uma das alternativas para expandir o serviço seria por meio da universalização da banda larga nas escolas, com os sistemas de backhaul, que é a infra-estrutura de rede para conexão em banda larga. "Não custa muito para o governo um estudo que faça o serviço chegar à segurança, à saúde, à cultura. Uma política de governo que tem uma iniciativa já feita e basta mais um fôlego para avançar", defende.
"É uma questão inadiável, inaceitável, me sinto em uma agonia terrível por não conseguir que esse serviço seja disponibilizado para a nossa população", lamenta.
As informações são da Agência Brasil.
(Redação - InvestNews)
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
NEGÓCIOS - CAPITAL ABERTO: Bañuelos compra parte da Abyara por R$ 37,9 mi
Data: 19/02/2009 @ 09:30
Fonte: InvestNews - Redação
SÃO PAULO, 19 de fevereiro de 2009 - Depois de meses de negociação, a Abyara Planejamento Imobiliário anunciou, nesta madrugada, a venda de 62,13% do capital social à IPU Participações. A operação foi avaliada em R$ 37,9 milhões, já que a companhia negociou 31.596.348 ações ordinárias por R$ 1,20 cada uma. "O montante será pago em moeda corrente nacional, em data a ser definida pela IPU Participações, até o dia 18 de fevereiro de 2014", afirma comunicado enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A IPU é gerida pela Kove Participações e também pela Agra Empreendimentos Imobiliários, que detém 30% da empresa. A Kove por sua vez é uma sociedade controlada pela Veremonte Participações, empresa do espanhol Enrique Bañuelos de Castro. O bilionário espanhol, que já foi chamado de 'senhor dos tijolos', como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção, chegou a figurar na lista dos 100 homens mais ricos do mundo em 2007, entretanto, atualmente enfrenta problemas financeiros e com a justiça, conforme revela a imprensa local.
Segundo o jornal espanhol El Mundo, em matéria publicada no início deste mês, Bañuelos saiu do nada para se tornar a terceira maior fortuna da Espanha em menos de uma década, e levou sua empresa (Astroc) à concordata no ano passado, com o estouro da bolha imobiliária naquele país. Atualmente, ele vive no ostracismo, não dá entrevistas e é processado pela Justiça espanhola por administração desleal e por manipulação das ações da Astroc.
A fama de especulador dele já é conhecida por aqui também. O empresário desistiu da compra do complexo hoteleiro da Costa do Sauipe, na Bahia, no dia da assinatura do contrato, quando teria de desembolsar cerca de R$ 200 milhões. Apesar disso, ele não deixou de lado suas intenções quanto ao mercado imobiliário brasileiro. Não é de hoje que o empresário circula entre Rio de Janeiro e São Paulo, em conversação com outras companhias, tentando se reerguer em terras tupiniquins. No entanto, de acordo com a imprensa espanhola, como o empresário saiu arruinado da crise, a dúvida agora é de onde virão os recursos para isso.
Bañuelos parece ter intenção de internacionalizar as operações da Abyara.
"A Veremonte, por sua vez, agregará à companhia seu conhecimento do mercado internacional no setor de incorporação imobiliária e suas relações com parceiros internacionais para investimentos no setor imobiliário brasileiro", destaca comunicado, que demonstra interesse em manter o capital da Abyara aberto, com ações admitidas à negociação no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa.
A Abyara estava procurando um grande sócio desde o último trimestre de 2008, devido a dificuldades financeiras. A companhia tem um endividamento junto a instituições financeiras de, aproximadamente, R$ 430 milhões, dos quais cerca de R$ 300 milhões com vencimento em 2009.
Com a transferência de controle, a dívida será reduzida para menos de R$ 180 milhões e o prazo médio para a quitação será negociado. "A IPU Participações, tão logo concluída a reestruturação do endividamento acima mencionado, aprovará um aumento do capital social da Companhia no valor de R$ 100 milhões", informa a nota aos investidores.
Diante das notícias de reestruturação, os papéis da Abyara (ABYA3) tiveram valorização de 2,53%, para R$ 2,02, descolando do comportamento da Bolsa de Valores, que sofreu forte volatilidade na sessão passada. Na quarta-feira, o Ibovespa caiu 0,43%, aos 39.674 pontos.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)
Data: 19/02/2009 @ 09:30
Fonte: InvestNews - Redação
SÃO PAULO, 19 de fevereiro de 2009 - Depois de meses de negociação, a Abyara Planejamento Imobiliário anunciou, nesta madrugada, a venda de 62,13% do capital social à IPU Participações. A operação foi avaliada em R$ 37,9 milhões, já que a companhia negociou 31.596.348 ações ordinárias por R$ 1,20 cada uma. "O montante será pago em moeda corrente nacional, em data a ser definida pela IPU Participações, até o dia 18 de fevereiro de 2014", afirma comunicado enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A IPU é gerida pela Kove Participações e também pela Agra Empreendimentos Imobiliários, que detém 30% da empresa. A Kove por sua vez é uma sociedade controlada pela Veremonte Participações, empresa do espanhol Enrique Bañuelos de Castro. O bilionário espanhol, que já foi chamado de 'senhor dos tijolos', como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção, chegou a figurar na lista dos 100 homens mais ricos do mundo em 2007, entretanto, atualmente enfrenta problemas financeiros e com a justiça, conforme revela a imprensa local.
Segundo o jornal espanhol El Mundo, em matéria publicada no início deste mês, Bañuelos saiu do nada para se tornar a terceira maior fortuna da Espanha em menos de uma década, e levou sua empresa (Astroc) à concordata no ano passado, com o estouro da bolha imobiliária naquele país. Atualmente, ele vive no ostracismo, não dá entrevistas e é processado pela Justiça espanhola por administração desleal e por manipulação das ações da Astroc.
A fama de especulador dele já é conhecida por aqui também. O empresário desistiu da compra do complexo hoteleiro da Costa do Sauipe, na Bahia, no dia da assinatura do contrato, quando teria de desembolsar cerca de R$ 200 milhões. Apesar disso, ele não deixou de lado suas intenções quanto ao mercado imobiliário brasileiro. Não é de hoje que o empresário circula entre Rio de Janeiro e São Paulo, em conversação com outras companhias, tentando se reerguer em terras tupiniquins. No entanto, de acordo com a imprensa espanhola, como o empresário saiu arruinado da crise, a dúvida agora é de onde virão os recursos para isso.
Bañuelos parece ter intenção de internacionalizar as operações da Abyara.
"A Veremonte, por sua vez, agregará à companhia seu conhecimento do mercado internacional no setor de incorporação imobiliária e suas relações com parceiros internacionais para investimentos no setor imobiliário brasileiro", destaca comunicado, que demonstra interesse em manter o capital da Abyara aberto, com ações admitidas à negociação no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa.
A Abyara estava procurando um grande sócio desde o último trimestre de 2008, devido a dificuldades financeiras. A companhia tem um endividamento junto a instituições financeiras de, aproximadamente, R$ 430 milhões, dos quais cerca de R$ 300 milhões com vencimento em 2009.
Com a transferência de controle, a dívida será reduzida para menos de R$ 180 milhões e o prazo médio para a quitação será negociado. "A IPU Participações, tão logo concluída a reestruturação do endividamento acima mencionado, aprovará um aumento do capital social da Companhia no valor de R$ 100 milhões", informa a nota aos investidores.
Diante das notícias de reestruturação, os papéis da Abyara (ABYA3) tiveram valorização de 2,53%, para R$ 2,02, descolando do comportamento da Bolsa de Valores, que sofreu forte volatilidade na sessão passada. Na quarta-feira, o Ibovespa caiu 0,43%, aos 39.674 pontos.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)
São Paulo 29 de janeiro de 2009
À
Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
Departamento de Relacionamento com Investidores
Rua Gomes de Carvalho, 1510, 6º andar, Vila Olímpia, 04547-005
São Paulo - SP
At. Sr. Ricardo Setton, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Ref.: informação acerca da aquisição de participação acionária nos termos da Instrução CVM Nº 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada (“Instrução 358”).
Prezados Senhores,
Veremonte Participações S.A., sociedade com sede na Rua Boa Vista 186, 8º andar, conjunto “c”, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 09.379.129/0001-27 vem, nos termos da Instrução 358, informar que: tornou-se titular de 15.895.184 ações ordinárias de emissão da Agra Empreendimentos Imobiliários S.A. ("Agra” ou “Companhia"), representativas de 6,6% do capital social da Companhia.
A Veremonte esclarece que a participação acima detida decorre exclusivamente de sua estratégia de investimento, não tendo por objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia.
Para quaisquer informações adicionais que se façam necessárias, seguem os dados de contato:
Atenciosamente,
_______________________________________
Veremonte Participações S.A.
À
Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
Departamento de Relacionamento com Investidores
Rua Gomes de Carvalho, 1510, 6º andar, Vila Olímpia, 04547-005
São Paulo - SP
At. Sr. Ricardo Setton, Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Ref.: informação acerca da aquisição de participação acionária nos termos da Instrução CVM Nº 358, de 3 de janeiro de 2002, conforme alterada (“Instrução 358”).
Prezados Senhores,
Veremonte Participações S.A., sociedade com sede na Rua Boa Vista 186, 8º andar, conjunto “c”, Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, inscrita no CNPJ/MF sob o n° 09.379.129/0001-27 vem, nos termos da Instrução 358, informar que: tornou-se titular de 15.895.184 ações ordinárias de emissão da Agra Empreendimentos Imobiliários S.A. ("Agra” ou “Companhia"), representativas de 6,6% do capital social da Companhia.
A Veremonte esclarece que a participação acima detida decorre exclusivamente de sua estratégia de investimento, não tendo por objetivo alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa da Companhia.
Para quaisquer informações adicionais que se façam necessárias, seguem os dados de contato:
Atenciosamente,
_______________________________________
Veremonte Participações S.A.
Espanhol arquiteta holding imobiliária.
Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauípe no dia da assinatura do contrato.
Ele já foi chamado de Donald Trump espanhol e “senhor dos tijolos”, como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção. Dono de uma trajetória nada invejável de ascensão e queda - uma fortuna de mais de US$ 7 bilhões quase evaporou depois de denúncias de operações que inflaram os papéis da sua empresa imobiliária na Espanha - o valenciano Enrique Bañuelos é o homem que está arquitetando, nos bastidores, a tacada mais ousada do mercado imobiliário brasileiro.
O polêmico empresário está em contato com pelo menos seis companhias do setor - e estaria em conversas mais avançadas com Agra e Abyara - para montar uma holding, que já ganhou até um nome: Veremonte. A grande dúvida do mercado é se a proposta é factível e se Bañuelos, que já desistiu de outros negócios aqui, conseguiria levá-la adiante.
Além de Agra e Abyara, o Valor apurou que Bañuelos já sondou a Inpar, Even, Klabin Segall, Tecnisa e Rossi. A bordo de seu jato particular, avaliado em mais de US$ 8 milhões - que usa para levar os empresários brasileiros para visitar terrenos e empreendimentos no Nordeste em uma única tarde - Enrique tem mostrado uma habilidade invejável para discorrer sobre seu plano de negócios. E, em função da complicada situação não só do mercado, como de várias empresas, tem encontrado ressonância nas empresas. “Ele tem pouca credibilidade, mas é sedutor e muitas companhias, que estão praticamente sem saída, viram nessa holding uma promessa de salvação”, diz uma fonte do setor.
O Valor teve acesso ao plano de negócios da holding, que se vende como a plataforma líder de “real estate” no país. A apresentação impressiona pela complexidade e pela ambição. Para reduzir os custos operacionais e conseguir economia de escala, a idéia é criar uma empresa única centralizada, com uma sede e uma única estrutura financeira, administrativa, de marketing, construção e vendas. Uma companhia saudável, não contaminada pelas dívidas das companhias abertas, que fica com parte dos ativos das empresas, e que a médio prazo abriria capital lá fora: 40% nas bolsas de Londres e Nova York (sendo 20% de oferta secundária e 80% de oferta primária). “Os recursos da oferta primária serão destinados preferencialmente para o pagamento dos ativos adquiridos das S.A listadas e para eliminar as dívidas corporativas das companhias”, discorre o plano.
As companhias se especializarão, na baixa renda, média, alto padrão, comercial, ficando com pelo menos 65% da atividade no segmento específico. A holding, segundo o plano de negócios, entrará em novas atividades, como corretagem - será proposto aos principais bancos do país a criação de um instrumento de corretagem que usaria as agências para captação de vendas. Também pretendem criar um companhia hipotecária, uma seguradora e montar um patrimônio para ser alugado. Promete, ainda, alianças internacionais e para isso teria escritórios em Nova York, Londres, Madri, Moscou e Dubai. Mas a ousadia não termina aí. O plano de negócios diz que “é objetivo prioritário da empresa que suas controladas criem novas cidades, desenhem a expansão de grandes cidades do Brasil em colaboração com grandes grupos internacionais.”
O empresário espanhol está apresentando aos empresários brasileiros uma estrutura de empresas em cascata, com um modelo complexo de participações cruzadas (ver tabela acima). Os donos de companhias abertas brasileiros, que no plano de negócios são chamados de fundadores, teriam 40% da nova empresa, mas continuariam com as suas respectivas empresas, que se mantém independentes e listadas em bolsa. O plano de negócios foi montado de tal forma a evitar o disparo de “poison pill” (mecanismo que protege a empresa de uma compra hostil) e tag along (direito do minoritário de receber o que foi pago ao controlador ) já pensando no efeito que a possível montagem de uma estrutura desse porte poderia causar sobre os minoritários.
A questão é que, além de um escândalo envolvendo a empresa que fundou, a Astroc, na Espanha, o empresário teve problemas recentes no Brasil. No dia da assinatura do contrato e pagamento de 70 milhões de euros pela aquisição do Complexo da Costa do Sauípe, na Bahia, Enrique Bañuelos desistiu do negócio. A crise e o acerto do valor em euros, antes da desvalorização do real, teriam sido os motivos para a desistência do negócio.
Relatório do terceiro trimestre da Afirma, nome atual da Astroc, diz que a empresa participa em 55% da Brasil Real Estate New Project Participações, S.A, cujo objetivo é desenvolver um projeto turístico no Brasil de longo prazo.
Todas as empresas citadas foram procuradas. Segundo assessoria de imprensa da Tecnisa, a empresa recebeu a visita dos investidores espanhóis, porém a conversa não evoluiu. A Abyara informou que “está aberta a negociações, mas por questões estratégicas prefere não comentar sobre rumores de mercado”. A Rossi informou que não esteve em contato com o investidor espanhol Enrique Bãnuelos, assim como Klabin Segall e Even.
Fonte: Valor
Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauípe no dia da assinatura do contrato.
Ele já foi chamado de Donald Trump espanhol e “senhor dos tijolos”, como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção. Dono de uma trajetória nada invejável de ascensão e queda - uma fortuna de mais de US$ 7 bilhões quase evaporou depois de denúncias de operações que inflaram os papéis da sua empresa imobiliária na Espanha - o valenciano Enrique Bañuelos é o homem que está arquitetando, nos bastidores, a tacada mais ousada do mercado imobiliário brasileiro.
O polêmico empresário está em contato com pelo menos seis companhias do setor - e estaria em conversas mais avançadas com Agra e Abyara - para montar uma holding, que já ganhou até um nome: Veremonte. A grande dúvida do mercado é se a proposta é factível e se Bañuelos, que já desistiu de outros negócios aqui, conseguiria levá-la adiante.
Além de Agra e Abyara, o Valor apurou que Bañuelos já sondou a Inpar, Even, Klabin Segall, Tecnisa e Rossi. A bordo de seu jato particular, avaliado em mais de US$ 8 milhões - que usa para levar os empresários brasileiros para visitar terrenos e empreendimentos no Nordeste em uma única tarde - Enrique tem mostrado uma habilidade invejável para discorrer sobre seu plano de negócios. E, em função da complicada situação não só do mercado, como de várias empresas, tem encontrado ressonância nas empresas. “Ele tem pouca credibilidade, mas é sedutor e muitas companhias, que estão praticamente sem saída, viram nessa holding uma promessa de salvação”, diz uma fonte do setor.
O Valor teve acesso ao plano de negócios da holding, que se vende como a plataforma líder de “real estate” no país. A apresentação impressiona pela complexidade e pela ambição. Para reduzir os custos operacionais e conseguir economia de escala, a idéia é criar uma empresa única centralizada, com uma sede e uma única estrutura financeira, administrativa, de marketing, construção e vendas. Uma companhia saudável, não contaminada pelas dívidas das companhias abertas, que fica com parte dos ativos das empresas, e que a médio prazo abriria capital lá fora: 40% nas bolsas de Londres e Nova York (sendo 20% de oferta secundária e 80% de oferta primária). “Os recursos da oferta primária serão destinados preferencialmente para o pagamento dos ativos adquiridos das S.A listadas e para eliminar as dívidas corporativas das companhias”, discorre o plano.
As companhias se especializarão, na baixa renda, média, alto padrão, comercial, ficando com pelo menos 65% da atividade no segmento específico. A holding, segundo o plano de negócios, entrará em novas atividades, como corretagem - será proposto aos principais bancos do país a criação de um instrumento de corretagem que usaria as agências para captação de vendas. Também pretendem criar um companhia hipotecária, uma seguradora e montar um patrimônio para ser alugado. Promete, ainda, alianças internacionais e para isso teria escritórios em Nova York, Londres, Madri, Moscou e Dubai. Mas a ousadia não termina aí. O plano de negócios diz que “é objetivo prioritário da empresa que suas controladas criem novas cidades, desenhem a expansão de grandes cidades do Brasil em colaboração com grandes grupos internacionais.”
O empresário espanhol está apresentando aos empresários brasileiros uma estrutura de empresas em cascata, com um modelo complexo de participações cruzadas (ver tabela acima). Os donos de companhias abertas brasileiros, que no plano de negócios são chamados de fundadores, teriam 40% da nova empresa, mas continuariam com as suas respectivas empresas, que se mantém independentes e listadas em bolsa. O plano de negócios foi montado de tal forma a evitar o disparo de “poison pill” (mecanismo que protege a empresa de uma compra hostil) e tag along (direito do minoritário de receber o que foi pago ao controlador ) já pensando no efeito que a possível montagem de uma estrutura desse porte poderia causar sobre os minoritários.
A questão é que, além de um escândalo envolvendo a empresa que fundou, a Astroc, na Espanha, o empresário teve problemas recentes no Brasil. No dia da assinatura do contrato e pagamento de 70 milhões de euros pela aquisição do Complexo da Costa do Sauípe, na Bahia, Enrique Bañuelos desistiu do negócio. A crise e o acerto do valor em euros, antes da desvalorização do real, teriam sido os motivos para a desistência do negócio.
Relatório do terceiro trimestre da Afirma, nome atual da Astroc, diz que a empresa participa em 55% da Brasil Real Estate New Project Participações, S.A, cujo objetivo é desenvolver um projeto turístico no Brasil de longo prazo.
Todas as empresas citadas foram procuradas. Segundo assessoria de imprensa da Tecnisa, a empresa recebeu a visita dos investidores espanhóis, porém a conversa não evoluiu. A Abyara informou que “está aberta a negociações, mas por questões estratégicas prefere não comentar sobre rumores de mercado”. A Rossi informou que não esteve em contato com o investidor espanhol Enrique Bãnuelos, assim como Klabin Segall e Even.
Fonte: Valor
AGRA - A Companhia
Histórico e Perfil Corporativo
Histórico
Perfil Corporativo
A AGRA Empreendimentos Imobiliários S.A. (“AGRA” ou “Companhia”) é uma das maiores empresas do setor imobiliário no Brasil, com foco exclusivo nas atividades de incorporação. A Companhia atua de forma destacada no segmento residencial de empreendimentos voltados às classes média-alta e média. A AGRA acredita possuir um modelo de administração diferenciado, focado em resultados e apoiado em uma estrutura organizacional horizontal, baseado em um sistema de delegação planejada. Em linha com a sua estratégia de crescimento, também atua no segmento de incorporação de empreendimentos voltados às classes alta e média-baixa, e em empreendimentos do segmento comercial, hoteleiro e de loteamentos.
As atividades da Companhia estão concentradas nas cidades de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Recife, bem como nas regiões mais densamente povoadas do Estado de São Paulo, incluindo o ABC Paulista, Interior Paulista e Baixada Santista, as quais apresentam déficit habitacional, população com poder de compra acima da média nacional e potencial crescimento econômico e demográfico. Em conjunto, a economia dessas regiões representam cerca de 23% do PIB brasileiro.
Atuando há mais de 10 anos, a AGRA incorporou 40 empreendimentos imobiliários, representando aproximadamente uma área total construída de 1,7 milhão de metros quadrados e um VGV de R$2,4 bilhões (R$1,2 bilhão referente à sua parcela). Nos últimos três anos, lançou 19 empreendimentos com desempenho médio de vendas de 72% das unidades vendidas nos primeiros seis meses. Adicionalmente, considerando o VGV dos empreendimentos que a Companhia lançou no mesmo período, de aproximadamente R$1,5 bilhão (R$0,8 bilhão referente à sua parcela), a AGRA acredita ter alcançado um dos maiores índices compostos de crescimento anual (CAGR) do setor imobiliário, equivalente a 94%.
A Companhia possui um expressivo landbank, com VGV de aproximadamente R$17,8 bilhões (R$11,1 bilhões referente à sua parcela, dos quais pretende lançar aproximadamente R$3 bilhões até o final de 2008).
Ao concentrar seus esforços nas atividades de incorporação, que julga ser de maior valor agregado no setor onde atua, a AGRA acredita maximizar o uso do capital dos seus acionistas. Adicionalmente, a Companhia entende que esse foco possibilita ampliar mais rapidamente as suas atividades, tanto geograficamente como por segmentos, sem um significativo impacto em seus custos fixos, o que facilita seu crescimento orgânico, bem como promove maior flexibilidade na escolha de parceiros.
A AGRA busca antecipar tendências e interpretar a dinâmica do setor imobiliário das regiões onde atua. Nesse sentido, acredita ser pioneira na renovação e desenvolvimento de bairros e áreas inexploradas comercialmente, o que tem lhe destacado como empreendedor urbanístico entre seus clientes e parceiros. No desenvolvimento de seus empreendimentos, a Companhia busca promover ações sociais e comerciais que contribuam para melhoria das regiões onde ela atua. Isso requer que, criteriosamente, a AGRA avalie as necessidades das regiões ou áreas alvo, inclusive interagindo com moradores ou freqüentadores de seus arredores. A Companhia acredita que tal conduta contribui não só para seus altos índices de vendas, mas também para a valorização e desenvolvimento dessas regiões.
Continuamente atenta às tendências de moradia exigidas pelo mercado residencial, a maioria de seus empreendimentos conta com o conceito Condomínio-Clube, aproveitando ao máximo o espaço de áreas comuns e incluindo, dentre outros equipamentos, solarium, fitness, SPA, quadras esportivas, garage band, espaço gourmet e espaço mulher. A AGRA acredita que esse conceito tem contribuído não somente para os altos índices de vendas de suas Unidades, mas também para sua rápida expansão geográfica para outras regiões metropolitanas.
topo
Histórico
A Companhia foi fundada por seus acionistas Luiz Roberto Pinto e Mário de Castro em dezembro de 1996, na forma e denominação de sua atual acionista, a AGRA Incorporadora. Posteriormente, em junho de 1999 e junho de 2000, ingressaram nessa sociedade os atuais acionistas Ricardo Setton e o Didier Klotz.
Até janeiro de 2006, sua acionista AGRA Incorporadora concentrava todas as participações em empreendimentos imobiliários existentes até então, incluindo empreendimentos mantidos por intermédio de sociedades constituídas com o propósito específico de incorporar empreendimentos em parceria com co-incorporadores e construtores.
Em janeiro de 2006, a Companhia iniciou suas atividades sob a denominação de AGRA Empreendimentos Imobiliários S.A., como resultado de uma joint-venture entre a Agra Incorporadora e a Cyrela. À época, a capitalização da Companhia foi realizada com parcela dos ativos imobiliários de propriedade de sua atual acionista, a AGRA Incorporadora, e recursos financeiros da Cyrela, resultando em uma participação societária de 51% e 49%, respectivamente.
Em outubro de 2006, foi incorporada pela Companhia a Cauaxi Empreendimentos, sociedade que havia sido constituída em setembro de 2006 com o objetivo de agrupar os seguintes acervos:
- parcela cindida da AGRA Incorporadora;
- parcela cindida da FAL 2 Incorporadora; e
- aumento de capital com ativos da Grantia.
Esses acervos compreenderam participações em empreendimentos, em sua maioria, na forma de incorporações conjuntas, principalmente por meio de SPEs. Incluiram-se, nessas operações a transferência de substancial parcela do corpo profissional e a integridade da gestão das referidas empresas. Essas operações foram realizadas com base nos balanços patrimoniais de 30 de junho de 2006, sendo as variações patrimoniais a partir daquela data pertencentes, e assim reconhecidas, diretamente pela Companhia.
No mesmo ato em que foi deliberada a incorporação da Cauaxi Empreendimentos foi aprovado um aumento de capital por subscrição de ações, a serem totalmente subscritas pela Cyrela mediante a entrega de bens, direitos e recursos devidamente avaliados por empresa especializada, o que foi efetivado em dezembro de 2006.
Histórico e Perfil Corporativo
Histórico
Perfil Corporativo
A AGRA Empreendimentos Imobiliários S.A. (“AGRA” ou “Companhia”) é uma das maiores empresas do setor imobiliário no Brasil, com foco exclusivo nas atividades de incorporação. A Companhia atua de forma destacada no segmento residencial de empreendimentos voltados às classes média-alta e média. A AGRA acredita possuir um modelo de administração diferenciado, focado em resultados e apoiado em uma estrutura organizacional horizontal, baseado em um sistema de delegação planejada. Em linha com a sua estratégia de crescimento, também atua no segmento de incorporação de empreendimentos voltados às classes alta e média-baixa, e em empreendimentos do segmento comercial, hoteleiro e de loteamentos.
As atividades da Companhia estão concentradas nas cidades de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Recife, bem como nas regiões mais densamente povoadas do Estado de São Paulo, incluindo o ABC Paulista, Interior Paulista e Baixada Santista, as quais apresentam déficit habitacional, população com poder de compra acima da média nacional e potencial crescimento econômico e demográfico. Em conjunto, a economia dessas regiões representam cerca de 23% do PIB brasileiro.
Atuando há mais de 10 anos, a AGRA incorporou 40 empreendimentos imobiliários, representando aproximadamente uma área total construída de 1,7 milhão de metros quadrados e um VGV de R$2,4 bilhões (R$1,2 bilhão referente à sua parcela). Nos últimos três anos, lançou 19 empreendimentos com desempenho médio de vendas de 72% das unidades vendidas nos primeiros seis meses. Adicionalmente, considerando o VGV dos empreendimentos que a Companhia lançou no mesmo período, de aproximadamente R$1,5 bilhão (R$0,8 bilhão referente à sua parcela), a AGRA acredita ter alcançado um dos maiores índices compostos de crescimento anual (CAGR) do setor imobiliário, equivalente a 94%.
A Companhia possui um expressivo landbank, com VGV de aproximadamente R$17,8 bilhões (R$11,1 bilhões referente à sua parcela, dos quais pretende lançar aproximadamente R$3 bilhões até o final de 2008).
Ao concentrar seus esforços nas atividades de incorporação, que julga ser de maior valor agregado no setor onde atua, a AGRA acredita maximizar o uso do capital dos seus acionistas. Adicionalmente, a Companhia entende que esse foco possibilita ampliar mais rapidamente as suas atividades, tanto geograficamente como por segmentos, sem um significativo impacto em seus custos fixos, o que facilita seu crescimento orgânico, bem como promove maior flexibilidade na escolha de parceiros.
A AGRA busca antecipar tendências e interpretar a dinâmica do setor imobiliário das regiões onde atua. Nesse sentido, acredita ser pioneira na renovação e desenvolvimento de bairros e áreas inexploradas comercialmente, o que tem lhe destacado como empreendedor urbanístico entre seus clientes e parceiros. No desenvolvimento de seus empreendimentos, a Companhia busca promover ações sociais e comerciais que contribuam para melhoria das regiões onde ela atua. Isso requer que, criteriosamente, a AGRA avalie as necessidades das regiões ou áreas alvo, inclusive interagindo com moradores ou freqüentadores de seus arredores. A Companhia acredita que tal conduta contribui não só para seus altos índices de vendas, mas também para a valorização e desenvolvimento dessas regiões.
Continuamente atenta às tendências de moradia exigidas pelo mercado residencial, a maioria de seus empreendimentos conta com o conceito Condomínio-Clube, aproveitando ao máximo o espaço de áreas comuns e incluindo, dentre outros equipamentos, solarium, fitness, SPA, quadras esportivas, garage band, espaço gourmet e espaço mulher. A AGRA acredita que esse conceito tem contribuído não somente para os altos índices de vendas de suas Unidades, mas também para sua rápida expansão geográfica para outras regiões metropolitanas.
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Histórico
A Companhia foi fundada por seus acionistas Luiz Roberto Pinto e Mário de Castro em dezembro de 1996, na forma e denominação de sua atual acionista, a AGRA Incorporadora. Posteriormente, em junho de 1999 e junho de 2000, ingressaram nessa sociedade os atuais acionistas Ricardo Setton e o Didier Klotz.
Até janeiro de 2006, sua acionista AGRA Incorporadora concentrava todas as participações em empreendimentos imobiliários existentes até então, incluindo empreendimentos mantidos por intermédio de sociedades constituídas com o propósito específico de incorporar empreendimentos em parceria com co-incorporadores e construtores.
Em janeiro de 2006, a Companhia iniciou suas atividades sob a denominação de AGRA Empreendimentos Imobiliários S.A., como resultado de uma joint-venture entre a Agra Incorporadora e a Cyrela. À época, a capitalização da Companhia foi realizada com parcela dos ativos imobiliários de propriedade de sua atual acionista, a AGRA Incorporadora, e recursos financeiros da Cyrela, resultando em uma participação societária de 51% e 49%, respectivamente.
Em outubro de 2006, foi incorporada pela Companhia a Cauaxi Empreendimentos, sociedade que havia sido constituída em setembro de 2006 com o objetivo de agrupar os seguintes acervos:
- parcela cindida da AGRA Incorporadora;
- parcela cindida da FAL 2 Incorporadora; e
- aumento de capital com ativos da Grantia.
Esses acervos compreenderam participações em empreendimentos, em sua maioria, na forma de incorporações conjuntas, principalmente por meio de SPEs. Incluiram-se, nessas operações a transferência de substancial parcela do corpo profissional e a integridade da gestão das referidas empresas. Essas operações foram realizadas com base nos balanços patrimoniais de 30 de junho de 2006, sendo as variações patrimoniais a partir daquela data pertencentes, e assim reconhecidas, diretamente pela Companhia.
No mesmo ato em que foi deliberada a incorporação da Cauaxi Empreendimentos foi aprovado um aumento de capital por subscrição de ações, a serem totalmente subscritas pela Cyrela mediante a entrega de bens, direitos e recursos devidamente avaliados por empresa especializada, o que foi efetivado em dezembro de 2006.
Veremonte Participações S.A.
CNPJ/MF Nº 09.379.129/0001-27
NIRE 35.300.352.467
Abyara Planejamento Imobiliário S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF n° 07.794.351/0001-60
NIRE 35.300.328.337
Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF Nº 07.698.047/0001-10
NIRE 35.300.328.680
FATO RELEVANTE
ALIENAÇÃO DO CONTROLE DA ABYARA PLANEJAMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
A Abyara Planejamento Imobiliário S.A. (“Companhia”) vem a público informar que, em cumprimento ao disposto no parágrafo 4º do artigo 157 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução CVM nº 358/02, os Srs. Arnaldo Curiati e Celso Minoru Tokuda, a D.M.O.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., o SSF III Azul One Holdings, LP, o SSF III Azul Subsidiary, LP e o SSF III Azul Subsidiary 2, LP (“Antigos Acionistas Controladores da Abyara”) celebraram, nesta data, contrato de compra e venda de ações (“Contrato de Compra e Venda”), por meio do qual foram alienadas para a IPU Participações S.A. (“IPU Participações”), 31.596.348 ações ordinárias, representativas de 62,13% do capital social da Companhia (“Ações”). A operação representa a alienação da totalidade das ações de emissão da Companhia detidas pelos Antigos Acionistas Controladores da Abyara.
IPU PARTICIPAÇÕES
A IPU Participações tem como seus únicos acionistas a KOVE Participações S.A. (“KOVE Participações”), que detém ações ordinárias representativas de 70% do seu capital, e a Agra Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Agra”), que detém ações ordinárias representativas de 30% do seu capital.
A KOVE Participações é uma sociedade controlada pela Veremonte Participações S.A. (“Veremonte”), que, por sua vez, tem como seu beneficiário final o Sr. Enrique Bañuelos de Castro. A Agra é uma companhia aberta, com ações admitidas à negociação no segmento Novo Mercado da BM&F BOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BOVESPA”) (AGIN3).
A TRANSAÇÃO:
(i) De acordo com o Contrato de Compra e Venda, a IPU Participações adquiriu 31.596.348 ações ordinárias, representativas de 62,13% do capital social da Companhia, comprometendo-se a pagar o preço de R$ 1,20 por ação.. O preço total de compra das Ações, de R$ 37.915.617,60, será pago em moeda corrente nacional, em data a ser definida pela IPU Participações, até o dia 18 de fevereiro de 2014, que é a data do quinto aniversário do Contrato de Compra e Venda (“Prazo de Pagamento”).
(ii) Durante o Prazo de Pagamento é facultado à IPU Participações notificar, por escrito, os Antigos Acionistas Controladores da Abyara, informando a desistência da aquisição das Ações e, por conseguinte, o não pagamento do preço de R$ 1,20 por ação (“Notificação de Desistência”).
(iii) Na hipótese de qualquer dos Antigos Acionistas Controladores da Abyara concordar com a desistência da aquisição das Ações, a IPU Participações e os Antigos Acionistas Controladores da Abyara deverão diligenciar para que todas as Ações sejam imediatamente retornadas aos Antigos Acionistas Controladores da Abyara que tiverem concordado com a desistência da aquisição das Ações, em quantidade proporcional ao número de ações por estes detidas nesta data. Neste caso, os Antigos Acionistas Controladores da Abyara que tiverem concordado com a desistência da aquisição das Ações deverão pagar, observadas as participações acionárias detidas nesta data pelos Antigos Acionistas Controladores da Abyara que não tenham desistido da aquisição das Ações, o preço ajustado e reduzido de R$10,00 pela totalidade das Ações.
(iv) Na hipótese de todos os Antigos Acionistas Controladores da Abyara não concordarem com a desistência da aquisição das Ações, a IPU Participações terá a obrigação de adquirir a totalidade das Ações pelo preço total de aquisição, ajustado e reduzido, de R$10,00, não sendo mais aplicável, neste caso, o preço de R$ 1,20 por ação.
(v) O preço de aquisição das Ações, seja este o estipulado no item (i) ou no item (iv) acima, não está sujeito a qualquer atualização ou correção, inclusive a atualização a título de correção monetária.
(vi) A IPU Participações decairá do direito de desistir da aquisição das Ações, ficando obrigada ao pagamento do preço de aquisição das Ações nas condições e no prazo estipulados no item (i) acima, caso (a) a Companhia (ou qualquer uma de suas sucessoras legais) efetue distribuição de dividendos ou juros sobre o capital próprio e/ou os seus acionistas deliberarem pela redução de seu capital social, resgate, amortização ou recompra de ações; (b) por qualquer motivo a IPU Participações deixe de ser titular, direta ou indiretamente, das Ações, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames; ou (c) a Companhia deixe de ter suas Ações admitidas à negociação no Novo Mercado da BOVESPA.
MOTIVAÇÃO
A transferência do controle acionário da Companhia se dá no âmbito de um processo de reestruturação do perfil das obrigações financeiras da Companhia.
A Companhia possui, nesta data, um endividamento junto a instituições financeiras de aproximadamente R$430 milhões, dos quais aproximadamente R$300 milhões com vencimento em 2009.
Com a transferência do controle da Companhia, a IPU Participações concluirá o processo de reestruturação de tal endividamento, através do qual o endividamento da Companhia junto a instituições financeiras será reduzido para menos de R$180 milhões (mediante dação de ativos da Companhia em pagamento e renegociação de saldos existentes), e o seu prazo médio alongado.
A IPU Participações, tão logo concluída a reestruturação do endividamento acima mencionado, aprovará um aumento do capital social da Companhia no valor de R$100 milhões. Nos termos da lei, os acionistas da Companhia terão direito de preferência para a subscrição das novas ações de emissão da Companhia. O aumento de Capital será garantido em sua integralidade pela IPU Participações, de forma a assegurar que este seja totalmente subscrito.
Atualmente, 50% dos projetos lançados pela Companhia são em conjunto com a Agra, o que confere a esta um profundo conhecimento de seu perfil e potencial de êxito. Com a aquisição de participação no controle da Companhia, a Agra pretende aportar na Companhia elementos do seu modelo de gestão e se beneficiar do potencial da Companhia.
A Veremonte, por sua vez, agregará à Companhia seu conhecimento do mercado internacional no setor de incorporação imobiliária e suas relações com parceiros internacionais para investimentos no setor imobiliário brasileiro.
ADMINISTRAÇÃO DA ABYARA
Em reunião do Conselho de Administração da Companhia realizada em 18 de fevereiro de 2009, o Sr. Astério Vaz Safatle foi nomeado novo Diretor Presidente da Companhia.
O Sr. Astério Vaz Safatle é graduado em engenharia civil pela Escola Politécnica (USP) e mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP). O Sr. Safatle foi diretor fundador da Agra, onde ocupava o cargo de Diretor de Engenharia, e atua no setor de incorporação imobiliária há mais de 20 anos.
Ainda, durante tal reunião do Conselho de Administração, os senhores membros do Conselho de Administração da Companhia renunciaram às suas posições, razão pela qual, em cumprimento ao disposto no artigo 150 da Lei nº 6.404/76, foi convocada uma Assembléia Geral de Acionistas da Companhia, a ser realizada no dia 6 de março de 2009 e que terá como ordem do dia a eleição de novos membros para o Conselho de Administração da Companhia.
A IPU Participações, conforme lhe é facultado pela legislação em vigor, pretende eleger a maioria dos novos membros do Conselho de Administração da Companhia.
OFERTA PÚBLICA PARA AQUISIÇÃO DE AÇÕES
A IPU Participações entende que a realização de oferta pública de aquisição de ações (“OPA”) por alienação de controle acionário, prevista no artigo 254-A da Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada, e no Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BOVESPA, antes que se defina, cabalmente, se, quando e a que preço se dará o pagamento em favor dos Antigos Acionistas Controladores da Abyara, está em desacordo com o princípio básico que norteia o direito de venda conjunta previsto em tais dispositivos, que prega o tratamento igualitário a todos os acionistas.
Diante da incerteza quanto à data efetiva em que se realizará o pagamento das Ações aos Antigos Acionistas Controladores da Abyara, não há, neste momento, mecanismo que possibilite a apuração do valor a ser atribuído a acionistas minoritários na OPA.
A IPU Participações apresentará à Comissão de Valores Mobiliários – CVM uma consulta, na qual solicitará a confirmação daquela autarquia quanto ao entendimento esposado acima, mais precisamente no que tange ao momento adequado para a realização de OPA por alienação de controle acionário. A resposta a tal consulta será objeto de Fato Relevante próprio, a ser oportunamente divulgado ao mercado.
MANUTENÇÃO DO REGISTRO DE COMPANHIA ABERTA DA ABYARA.
É intenção da IPU Participações que a Companhia permaneça como uma companhia aberta, com ações admitidas à negociação no segmento Novo Mercado da BOVESPA.
DISPOSIÇÕES GERAIS
O Banco Morgan Stanley S.A. atuou como assessor financeiro exclusivo da Abyara e de seus Antigos Acionistas Controladores para a operação.
O Banco Bradesco BBI S.A. atuou como assessor financeiro exclusivo da Agra para a operação.
A Valuation Consultoria Empresarial Ltda. está atuando como assessora financeira da Companhia na reestruturação do perfil das obrigações financeiras.
A transação aqui descrita será apresentada às aprovações dos órgãos reguladores aplicáveis, incluindo o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, no prazo e forma assinalados pelas respectivas legislações e será comunicada à BOVESPA e à Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
A Companhia manterá seus acionistas e o mercado oportuna e adequadamente, informados sobre a conclusão da operação. Maiores informações podem ser obtidas junto ao departamento de relação com investidores da Companhia, no seguinte endereço: Av. Ibirapuera, 2332 Torre Ibirapuera I – 12º andar. – São Paulo (SP) – CEP: 04028-900
São Paulo, 18 de fevereiro de 2009
Marcelo Paracchini
Veremonte Participações S.A.
Diretor Presidente
Ana Graciela Granato
Abyara Planejamento Imobiliário S.A.
Diretora Financeira e de Relações com Investidores
Ricardo Setton
Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Assessor Financeiro da Abyara Planejamento Imobiliário S.A. e seus Antigos Acionistas Controladores
Assessor Financeiro da Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
CNPJ/MF Nº 09.379.129/0001-27
NIRE 35.300.352.467
Abyara Planejamento Imobiliário S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF n° 07.794.351/0001-60
NIRE 35.300.328.337
Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF Nº 07.698.047/0001-10
NIRE 35.300.328.680
FATO RELEVANTE
ALIENAÇÃO DO CONTROLE DA ABYARA PLANEJAMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
A Abyara Planejamento Imobiliário S.A. (“Companhia”) vem a público informar que, em cumprimento ao disposto no parágrafo 4º do artigo 157 da Lei nº 6.404/76 e na Instrução CVM nº 358/02, os Srs. Arnaldo Curiati e Celso Minoru Tokuda, a D.M.O.S.P.E. Empreendimentos e Participações S.A., o SSF III Azul One Holdings, LP, o SSF III Azul Subsidiary, LP e o SSF III Azul Subsidiary 2, LP (“Antigos Acionistas Controladores da Abyara”) celebraram, nesta data, contrato de compra e venda de ações (“Contrato de Compra e Venda”), por meio do qual foram alienadas para a IPU Participações S.A. (“IPU Participações”), 31.596.348 ações ordinárias, representativas de 62,13% do capital social da Companhia (“Ações”). A operação representa a alienação da totalidade das ações de emissão da Companhia detidas pelos Antigos Acionistas Controladores da Abyara.
IPU PARTICIPAÇÕES
A IPU Participações tem como seus únicos acionistas a KOVE Participações S.A. (“KOVE Participações”), que detém ações ordinárias representativas de 70% do seu capital, e a Agra Empreendimentos Imobiliários S.A. (“Agra”), que detém ações ordinárias representativas de 30% do seu capital.
A KOVE Participações é uma sociedade controlada pela Veremonte Participações S.A. (“Veremonte”), que, por sua vez, tem como seu beneficiário final o Sr. Enrique Bañuelos de Castro. A Agra é uma companhia aberta, com ações admitidas à negociação no segmento Novo Mercado da BM&F BOVESPA S.A. – Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros (“BOVESPA”) (AGIN3).
A TRANSAÇÃO:
(i) De acordo com o Contrato de Compra e Venda, a IPU Participações adquiriu 31.596.348 ações ordinárias, representativas de 62,13% do capital social da Companhia, comprometendo-se a pagar o preço de R$ 1,20 por ação.. O preço total de compra das Ações, de R$ 37.915.617,60, será pago em moeda corrente nacional, em data a ser definida pela IPU Participações, até o dia 18 de fevereiro de 2014, que é a data do quinto aniversário do Contrato de Compra e Venda (“Prazo de Pagamento”).
(ii) Durante o Prazo de Pagamento é facultado à IPU Participações notificar, por escrito, os Antigos Acionistas Controladores da Abyara, informando a desistência da aquisição das Ações e, por conseguinte, o não pagamento do preço de R$ 1,20 por ação (“Notificação de Desistência”).
(iii) Na hipótese de qualquer dos Antigos Acionistas Controladores da Abyara concordar com a desistência da aquisição das Ações, a IPU Participações e os Antigos Acionistas Controladores da Abyara deverão diligenciar para que todas as Ações sejam imediatamente retornadas aos Antigos Acionistas Controladores da Abyara que tiverem concordado com a desistência da aquisição das Ações, em quantidade proporcional ao número de ações por estes detidas nesta data. Neste caso, os Antigos Acionistas Controladores da Abyara que tiverem concordado com a desistência da aquisição das Ações deverão pagar, observadas as participações acionárias detidas nesta data pelos Antigos Acionistas Controladores da Abyara que não tenham desistido da aquisição das Ações, o preço ajustado e reduzido de R$10,00 pela totalidade das Ações.
(iv) Na hipótese de todos os Antigos Acionistas Controladores da Abyara não concordarem com a desistência da aquisição das Ações, a IPU Participações terá a obrigação de adquirir a totalidade das Ações pelo preço total de aquisição, ajustado e reduzido, de R$10,00, não sendo mais aplicável, neste caso, o preço de R$ 1,20 por ação.
(v) O preço de aquisição das Ações, seja este o estipulado no item (i) ou no item (iv) acima, não está sujeito a qualquer atualização ou correção, inclusive a atualização a título de correção monetária.
(vi) A IPU Participações decairá do direito de desistir da aquisição das Ações, ficando obrigada ao pagamento do preço de aquisição das Ações nas condições e no prazo estipulados no item (i) acima, caso (a) a Companhia (ou qualquer uma de suas sucessoras legais) efetue distribuição de dividendos ou juros sobre o capital próprio e/ou os seus acionistas deliberarem pela redução de seu capital social, resgate, amortização ou recompra de ações; (b) por qualquer motivo a IPU Participações deixe de ser titular, direta ou indiretamente, das Ações, livres e desembaraçadas de quaisquer ônus ou gravames; ou (c) a Companhia deixe de ter suas Ações admitidas à negociação no Novo Mercado da BOVESPA.
MOTIVAÇÃO
A transferência do controle acionário da Companhia se dá no âmbito de um processo de reestruturação do perfil das obrigações financeiras da Companhia.
A Companhia possui, nesta data, um endividamento junto a instituições financeiras de aproximadamente R$430 milhões, dos quais aproximadamente R$300 milhões com vencimento em 2009.
Com a transferência do controle da Companhia, a IPU Participações concluirá o processo de reestruturação de tal endividamento, através do qual o endividamento da Companhia junto a instituições financeiras será reduzido para menos de R$180 milhões (mediante dação de ativos da Companhia em pagamento e renegociação de saldos existentes), e o seu prazo médio alongado.
A IPU Participações, tão logo concluída a reestruturação do endividamento acima mencionado, aprovará um aumento do capital social da Companhia no valor de R$100 milhões. Nos termos da lei, os acionistas da Companhia terão direito de preferência para a subscrição das novas ações de emissão da Companhia. O aumento de Capital será garantido em sua integralidade pela IPU Participações, de forma a assegurar que este seja totalmente subscrito.
Atualmente, 50% dos projetos lançados pela Companhia são em conjunto com a Agra, o que confere a esta um profundo conhecimento de seu perfil e potencial de êxito. Com a aquisição de participação no controle da Companhia, a Agra pretende aportar na Companhia elementos do seu modelo de gestão e se beneficiar do potencial da Companhia.
A Veremonte, por sua vez, agregará à Companhia seu conhecimento do mercado internacional no setor de incorporação imobiliária e suas relações com parceiros internacionais para investimentos no setor imobiliário brasileiro.
ADMINISTRAÇÃO DA ABYARA
Em reunião do Conselho de Administração da Companhia realizada em 18 de fevereiro de 2009, o Sr. Astério Vaz Safatle foi nomeado novo Diretor Presidente da Companhia.
O Sr. Astério Vaz Safatle é graduado em engenharia civil pela Escola Politécnica (USP) e mestre em Administração de Empresas pela Fundação Getúlio Vargas (EAESP). O Sr. Safatle foi diretor fundador da Agra, onde ocupava o cargo de Diretor de Engenharia, e atua no setor de incorporação imobiliária há mais de 20 anos.
Ainda, durante tal reunião do Conselho de Administração, os senhores membros do Conselho de Administração da Companhia renunciaram às suas posições, razão pela qual, em cumprimento ao disposto no artigo 150 da Lei nº 6.404/76, foi convocada uma Assembléia Geral de Acionistas da Companhia, a ser realizada no dia 6 de março de 2009 e que terá como ordem do dia a eleição de novos membros para o Conselho de Administração da Companhia.
A IPU Participações, conforme lhe é facultado pela legislação em vigor, pretende eleger a maioria dos novos membros do Conselho de Administração da Companhia.
OFERTA PÚBLICA PARA AQUISIÇÃO DE AÇÕES
A IPU Participações entende que a realização de oferta pública de aquisição de ações (“OPA”) por alienação de controle acionário, prevista no artigo 254-A da Lei nº 6.404 de 15 de dezembro de 1976, conforme alterada, e no Regulamento de Listagem do Novo Mercado da BOVESPA, antes que se defina, cabalmente, se, quando e a que preço se dará o pagamento em favor dos Antigos Acionistas Controladores da Abyara, está em desacordo com o princípio básico que norteia o direito de venda conjunta previsto em tais dispositivos, que prega o tratamento igualitário a todos os acionistas.
Diante da incerteza quanto à data efetiva em que se realizará o pagamento das Ações aos Antigos Acionistas Controladores da Abyara, não há, neste momento, mecanismo que possibilite a apuração do valor a ser atribuído a acionistas minoritários na OPA.
A IPU Participações apresentará à Comissão de Valores Mobiliários – CVM uma consulta, na qual solicitará a confirmação daquela autarquia quanto ao entendimento esposado acima, mais precisamente no que tange ao momento adequado para a realização de OPA por alienação de controle acionário. A resposta a tal consulta será objeto de Fato Relevante próprio, a ser oportunamente divulgado ao mercado.
MANUTENÇÃO DO REGISTRO DE COMPANHIA ABERTA DA ABYARA.
É intenção da IPU Participações que a Companhia permaneça como uma companhia aberta, com ações admitidas à negociação no segmento Novo Mercado da BOVESPA.
DISPOSIÇÕES GERAIS
O Banco Morgan Stanley S.A. atuou como assessor financeiro exclusivo da Abyara e de seus Antigos Acionistas Controladores para a operação.
O Banco Bradesco BBI S.A. atuou como assessor financeiro exclusivo da Agra para a operação.
A Valuation Consultoria Empresarial Ltda. está atuando como assessora financeira da Companhia na reestruturação do perfil das obrigações financeiras.
A transação aqui descrita será apresentada às aprovações dos órgãos reguladores aplicáveis, incluindo o CADE – Conselho Administrativo de Defesa Econômica, no prazo e forma assinalados pelas respectivas legislações e será comunicada à BOVESPA e à Comissão de Valores Mobiliários – CVM.
A Companhia manterá seus acionistas e o mercado oportuna e adequadamente, informados sobre a conclusão da operação. Maiores informações podem ser obtidas junto ao departamento de relação com investidores da Companhia, no seguinte endereço: Av. Ibirapuera, 2332 Torre Ibirapuera I – 12º andar. – São Paulo (SP) – CEP: 04028-900
São Paulo, 18 de fevereiro de 2009
Marcelo Paracchini
Veremonte Participações S.A.
Diretor Presidente
Ana Graciela Granato
Abyara Planejamento Imobiliário S.A.
Diretora Financeira e de Relações com Investidores
Ricardo Setton
Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
Diretor Financeiro e de Relações com Investidores
Assessor Financeiro da Abyara Planejamento Imobiliário S.A. e seus Antigos Acionistas Controladores
Assessor Financeiro da Agra Empreendimentos Imobiliários S.A.
Com a parceria da Agra, espanhol paga 37,9 milhões pela Abyara
Por Eduardo Salgado | 18/02/2009 - 20:30
A IPU Participações, empresa na qual o espanhol Enrique Bañuelos tem 70% de participação e a incorporadora Agra tem 30%, informou que vai pagar 37,92 milhões de reais por 62,13% da Abyara, o que corresponde a 1,2 real por ação - valor bem inferior ao preço do papel da empresa no fechamento do pregão de hoje, de 2 reais. No auge do boom da construção civil na Bovespa, em meados de 2007, a ação da Abyara chegou a valer mais de 30 reais. Pelo acordo firmado na tarde de hoje, a IPU terá cinco anos para pagar os antigos controladores da Abyara.
De agora em diante, será a IPU que vai concluir o processo de renegociação da dívida da Abyara junto aos bancos - uma dívida de cerca de 430 milhões de reais, dos quais 300 milhões com vencimento este ano. O objetivo dos novos donos é reduzi-la para menos de 180 milhões de reais.
Uma vez concluída a questão da dívida - o que poderá acontecer em março, a Abyara fará um aumento de capital da ordem de 100 milhões de reais. Se os minoritários não acompanharem, os novos controladores vão garantir a operação.
Por Eduardo Salgado | 18/02/2009 - 20:30
A IPU Participações, empresa na qual o espanhol Enrique Bañuelos tem 70% de participação e a incorporadora Agra tem 30%, informou que vai pagar 37,92 milhões de reais por 62,13% da Abyara, o que corresponde a 1,2 real por ação - valor bem inferior ao preço do papel da empresa no fechamento do pregão de hoje, de 2 reais. No auge do boom da construção civil na Bovespa, em meados de 2007, a ação da Abyara chegou a valer mais de 30 reais. Pelo acordo firmado na tarde de hoje, a IPU terá cinco anos para pagar os antigos controladores da Abyara.
De agora em diante, será a IPU que vai concluir o processo de renegociação da dívida da Abyara junto aos bancos - uma dívida de cerca de 430 milhões de reais, dos quais 300 milhões com vencimento este ano. O objetivo dos novos donos é reduzi-la para menos de 180 milhões de reais.
Uma vez concluída a questão da dívida - o que poderá acontecer em março, a Abyara fará um aumento de capital da ordem de 100 milhões de reais. Se os minoritários não acompanharem, os novos controladores vão garantir a operação.
Vaz Safatle, da Agra, vai comandar Abyara
Por Eduardo Salgado | 18/02/2009 - 20:15
Além de fechar a compra do controle da Abyara na tarde de hoje, o espanhol Enrique Bañuelos definiu o novo comando da incorporadora. Como presidente da Abyara foi anunciado o nome de Astério Vaz Safatle, um dos fundadores da incorporadora Agra, também de São Paulo.
A IPU Participações, empresa que comprou 62,13% da Abyara, tem como seu principal acionista a Kove Participações, controlada pela Veremonte Participações, companhia de Bañuelos. Trinta por cento da IPU pertencem à Agra. A Veremonte, por sua vez, tem 6,6% da Agra.
Por Eduardo Salgado | 18/02/2009 - 20:15
Além de fechar a compra do controle da Abyara na tarde de hoje, o espanhol Enrique Bañuelos definiu o novo comando da incorporadora. Como presidente da Abyara foi anunciado o nome de Astério Vaz Safatle, um dos fundadores da incorporadora Agra, também de São Paulo.
A IPU Participações, empresa que comprou 62,13% da Abyara, tem como seu principal acionista a Kove Participações, controlada pela Veremonte Participações, companhia de Bañuelos. Trinta por cento da IPU pertencem à Agra. A Veremonte, por sua vez, tem 6,6% da Agra.
Espanhol compra controle da Abyara
Por Eduardo Salgado | 18/02/2009 - 19:58
Na tarde desta quarta-feira, o empresário espanhol Enrique Bañuelos finalizou a compra do controle da incorporadora Abyara, com sede em São Paulo e operação em todas as regiões do país. Na opinião de Bañuelos, dizem pessoas que estiveram com ele nos últimos meses, a queda das ações de empresas do setor de construção no Brasil é uma janela de oportunidade para investidores estrangeiros que pretendem ter peso no mercado local - o empresário espanhol tem 6,6% da incorporadora Agra.
Os papéis da Abyara foram os que mais caíram na bolsa brasileira em 2008 - 93%. Ao fechar o negócio, Bañuelos pagou um preço bem abaixo do valor patrimonial da Abyara - 330 milhões de reais.
Filho de uma família operária, o valenciano Bañuelos ficou órfão aos 9 anos de idade e teve os estudos custeados pela siderúrgica onde o pai trabalhava e onde morreu, vítima de um acidente de trabalho. Formado em administração de empresas, trabalhou como vendedor até montar, em 1995, na Espanha, a imobiliária Astroc. Ela era considerada uma empresa de segunda linha no ramo até se mostrar uma das mais competentes na estratégia de pegar carona no boom do mercado imobiliário espanhol. A Astroc entrou em vários negócios milionários e abriu o capital em maio de 2006 - o que rendeu a Bañuelos o apelido de Donald Trump da Espanha. Desde então, seus negócios sofreram com o estouro da bolha imobiliária espanhola e passaram por uma grande reformulação. Atualmente Bañuelos mora em Nova York.
Por Eduardo Salgado | 18/02/2009 - 19:58
Na tarde desta quarta-feira, o empresário espanhol Enrique Bañuelos finalizou a compra do controle da incorporadora Abyara, com sede em São Paulo e operação em todas as regiões do país. Na opinião de Bañuelos, dizem pessoas que estiveram com ele nos últimos meses, a queda das ações de empresas do setor de construção no Brasil é uma janela de oportunidade para investidores estrangeiros que pretendem ter peso no mercado local - o empresário espanhol tem 6,6% da incorporadora Agra.
Os papéis da Abyara foram os que mais caíram na bolsa brasileira em 2008 - 93%. Ao fechar o negócio, Bañuelos pagou um preço bem abaixo do valor patrimonial da Abyara - 330 milhões de reais.
Filho de uma família operária, o valenciano Bañuelos ficou órfão aos 9 anos de idade e teve os estudos custeados pela siderúrgica onde o pai trabalhava e onde morreu, vítima de um acidente de trabalho. Formado em administração de empresas, trabalhou como vendedor até montar, em 1995, na Espanha, a imobiliária Astroc. Ela era considerada uma empresa de segunda linha no ramo até se mostrar uma das mais competentes na estratégia de pegar carona no boom do mercado imobiliário espanhol. A Astroc entrou em vários negócios milionários e abriu o capital em maio de 2006 - o que rendeu a Bañuelos o apelido de Donald Trump da Espanha. Desde então, seus negócios sofreram com o estouro da bolha imobiliária espanhola e passaram por uma grande reformulação. Atualmente Bañuelos mora em Nova York.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
O que se sabe efetivamente da situação da Abyara é o que está disposto no Relatório do trimestre 3T08, terminado em 30SET2008:
Receita Operacional Bruta 9M08 = R$ 239 milhões
Receita Operacional Líquida 9M08 = R$ 227 milhões
Resultado Bruto 9M08 = R$ 84,5 milhões
Resultado Operacional 9M08 = R$ 4 milhões
Resultado não Operacional 9M08 = R$ 151 milhões
Resultado Líquido 9M08 = R$ 144 milhões
EBITDA Ajustado 9M08 = R$ 33 milhões
Dívida Bruta em 30SET08 = R$ 445 milhões
Disponibilidades de Caixa em 30SET08 = R$ 57 milhões
Dívida Líquida em 30SET08 = R$ 388 milhões
Patrimônio Líquido em 30SET08 = R$ 333 milhões
Quase todo o Lucro no ano (Resultado Líquido) vem do Resultado Operacional, não recorrente, da venda de 51% da corretora.
As coisas estão muito ruins, pois a dívida é alta e a disponibilidade de caixa (recursos para trabalhar) quase inexistente. Para piorar as coisas, mais da metade da dívida (R$ 245 milhões) vencem no curto prazo (2009) e possivelmente parte do caixa terá que ser usado para pagar proventos.
Para efeito de análise, vamos supor que a empresa não registre lucro no 4T08, ou seja, que o lucro do exercício 2008 seja R$ 144 milhões.
Em “teoria” a legislação “obriga” a empresa a distribuir um mínimo de 23,75% do lucro aos acionistas. 23,75% de R$ 144 milhões dá R$ 34 milhões, ou seja, R$ 0,67/ação. De onde a empresa vai tirar esta grana? Do caixa miserável que tem? Como é que ela vai administrar a dívida, especialmente aquela de curto prazo? Terá necessariamente que vender propriedades (terrenos). Muito provavelmente, estes terrenos terão que ser vendidos por preços menores do que os de compra, de modo que a redução da dívida deve vir com também uma redução do patrimônio líquido.
Este papo, portanto, de que a ação estaria “de graça” não é bem assim. O valor patrimonial da ação é, de certa forma, fictício. Se não houver um aporte de grana para fazer o patrimônio render, vai ser prejuízo em cima de prejuízo.
Receita Operacional Bruta 9M08 = R$ 239 milhões
Receita Operacional Líquida 9M08 = R$ 227 milhões
Resultado Bruto 9M08 = R$ 84,5 milhões
Resultado Operacional 9M08 = R$ 4 milhões
Resultado não Operacional 9M08 = R$ 151 milhões
Resultado Líquido 9M08 = R$ 144 milhões
EBITDA Ajustado 9M08 = R$ 33 milhões
Dívida Bruta em 30SET08 = R$ 445 milhões
Disponibilidades de Caixa em 30SET08 = R$ 57 milhões
Dívida Líquida em 30SET08 = R$ 388 milhões
Patrimônio Líquido em 30SET08 = R$ 333 milhões
Quase todo o Lucro no ano (Resultado Líquido) vem do Resultado Operacional, não recorrente, da venda de 51% da corretora.
As coisas estão muito ruins, pois a dívida é alta e a disponibilidade de caixa (recursos para trabalhar) quase inexistente. Para piorar as coisas, mais da metade da dívida (R$ 245 milhões) vencem no curto prazo (2009) e possivelmente parte do caixa terá que ser usado para pagar proventos.
Para efeito de análise, vamos supor que a empresa não registre lucro no 4T08, ou seja, que o lucro do exercício 2008 seja R$ 144 milhões.
Em “teoria” a legislação “obriga” a empresa a distribuir um mínimo de 23,75% do lucro aos acionistas. 23,75% de R$ 144 milhões dá R$ 34 milhões, ou seja, R$ 0,67/ação. De onde a empresa vai tirar esta grana? Do caixa miserável que tem? Como é que ela vai administrar a dívida, especialmente aquela de curto prazo? Terá necessariamente que vender propriedades (terrenos). Muito provavelmente, estes terrenos terão que ser vendidos por preços menores do que os de compra, de modo que a redução da dívida deve vir com também uma redução do patrimônio líquido.
Este papo, portanto, de que a ação estaria “de graça” não é bem assim. O valor patrimonial da ação é, de certa forma, fictício. Se não houver um aporte de grana para fazer o patrimônio render, vai ser prejuízo em cima de prejuízo.
Quero construir 1 milhão de casas populares até 2010, diz Lula
Fonte: O Estado de São Paulo
Presidente diz também que o pacote para setor de construção civil pode ser reapresentado ao governo até 6ª feira.
Tânia Monteiro - de O Estado de S.Paulo - 11/2/2009
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que quer ampliar o número de novas moradias populares. Segundo ele, num primeiro momento, o governo queria construir 200 mil casas. Mas, em seguida, esse número subiu para 500 mil. "Mas, eu quero um milhão de casas até 2010", disse Lula, acrescentando que isso seria para reativar a construção civil, dar emprego para mão de obra menos qualificada. "Isso que vai dinamizar a economia", disse.
Na semana passada, em inauguração de obra em favela do Rio, o presidente já havia adiantado que o governo anunciaria em breve um programa para a construção de 500 mil casas populares.
A meta faz parte do núcleo do pacote de estímulo à construção civil, que pode ser reapresentado até o fim da semana. "Não gostei do que foi apresentado. Pedi para refazer alguns estudos e ele pode ser reapresentado a mim até sexta-feira", disse Lula.
O presidente disse que quer uma proposta que gere mais emprego, venda casa mais barata, atendendo, principalmente, a população mais carente. Segundo ele, o que o desagradou na versão apresentada anteriormente é que tinha "muito penduricalho", e algumas questões relacionadas a juros, "que temos que tirar".
O governo já havia anunciado a meta e garantiu que haveria também medidas para a classe média, como a correção do teto do valor do imóvel a ser adquirido pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil.
O Planalto aposta suas fichas na construção civil por ser um setor que emprega muito e acolhe trabalhadores com pouca qualificação.
O público preferencial do pacote são as famílias com renda mensal até cinco salários mínimos (R$ 2.075,00). Segundo dados do Ministério das Cidades, o déficit habitacional do País é de 7,2 milhões de moradias, e 54% desse montante está concentrado nas famílias com renda entre R$ 600 e R$ 1,6 mil . É também esse grupo que responderá por 47% da demanda por imóveis nos próximos 15 anos.
Lula afirmou ainda que o caminho para conter o desemprego é negociação das empresas com o sindicato, mas descartou intervenção: governo só entrará na conversa se empresas e sindicatos pedirem.
Fonte: O Estado de São Paulo
Presidente diz também que o pacote para setor de construção civil pode ser reapresentado ao governo até 6ª feira.
Tânia Monteiro - de O Estado de S.Paulo - 11/2/2009
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que quer ampliar o número de novas moradias populares. Segundo ele, num primeiro momento, o governo queria construir 200 mil casas. Mas, em seguida, esse número subiu para 500 mil. "Mas, eu quero um milhão de casas até 2010", disse Lula, acrescentando que isso seria para reativar a construção civil, dar emprego para mão de obra menos qualificada. "Isso que vai dinamizar a economia", disse.
Na semana passada, em inauguração de obra em favela do Rio, o presidente já havia adiantado que o governo anunciaria em breve um programa para a construção de 500 mil casas populares.
A meta faz parte do núcleo do pacote de estímulo à construção civil, que pode ser reapresentado até o fim da semana. "Não gostei do que foi apresentado. Pedi para refazer alguns estudos e ele pode ser reapresentado a mim até sexta-feira", disse Lula.
O presidente disse que quer uma proposta que gere mais emprego, venda casa mais barata, atendendo, principalmente, a população mais carente. Segundo ele, o que o desagradou na versão apresentada anteriormente é que tinha "muito penduricalho", e algumas questões relacionadas a juros, "que temos que tirar".
O governo já havia anunciado a meta e garantiu que haveria também medidas para a classe média, como a correção do teto do valor do imóvel a ser adquirido pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH) dos atuais R$ 350 mil para R$ 500 mil.
O Planalto aposta suas fichas na construção civil por ser um setor que emprega muito e acolhe trabalhadores com pouca qualificação.
O público preferencial do pacote são as famílias com renda mensal até cinco salários mínimos (R$ 2.075,00). Segundo dados do Ministério das Cidades, o déficit habitacional do País é de 7,2 milhões de moradias, e 54% desse montante está concentrado nas famílias com renda entre R$ 600 e R$ 1,6 mil . É também esse grupo que responderá por 47% da demanda por imóveis nos próximos 15 anos.
Lula afirmou ainda que o caminho para conter o desemprego é negociação das empresas com o sindicato, mas descartou intervenção: governo só entrará na conversa se empresas e sindicatos pedirem.
"Worst Is Yet to Come:" Americans' Standard of Living Permanently Changed
Posted Feb 17, 2009 12:53pm EST by Aaron Task in Investing, Recession
There's no question the American consumer is hurting in the face of a burst housing bubble, financial market meltdown and rising unemployment. But "the worst is yet to come," according to Howard Davidowitz, chairman of Davidowitz & Associates, who believes American's standard of living is undergoing a "permanent change" - and not for the better as a result of:
An $8 trillion negative wealth effect from declining home values.
A $10 trillion negative wealth effect from weakened capital markets.
A $14 trillion consumer debt load amid "exploding unemployment", leading to "exploding bankruptcies."
"The average American used to be able to borrow to buy a home, send their kids to a good school [and] buy a car," Davidowitz says. "A lot of that is gone."
Going forward, the veteran retail industry consultant foresees higher savings rate and people trading down in both the goods and services they buy - as well as their aspirations.
The end of rampant consumerism is ultimately a good thing, he says, but the unraveling of an economy built on debt-fueled spending will be painful for years to come.
Posted Feb 17, 2009 12:53pm EST by Aaron Task in Investing, Recession
There's no question the American consumer is hurting in the face of a burst housing bubble, financial market meltdown and rising unemployment. But "the worst is yet to come," according to Howard Davidowitz, chairman of Davidowitz & Associates, who believes American's standard of living is undergoing a "permanent change" - and not for the better as a result of:
An $8 trillion negative wealth effect from declining home values.
A $10 trillion negative wealth effect from weakened capital markets.
A $14 trillion consumer debt load amid "exploding unemployment", leading to "exploding bankruptcies."
"The average American used to be able to borrow to buy a home, send their kids to a good school [and] buy a car," Davidowitz says. "A lot of that is gone."
Going forward, the veteran retail industry consultant foresees higher savings rate and people trading down in both the goods and services they buy - as well as their aspirations.
The end of rampant consumerism is ultimately a good thing, he says, but the unraveling of an economy built on debt-fueled spending will be painful for years to come.
Recessão econômica atual será a pior desde 1930, diz Greenspan
Por Kristina Cooke
NOVA YORK (Reuters) - O ex-chairman do Federal Reserve dos Estados Unidos Alan Greenspan disse na terça-feira que a atual recessão global será "certamente a mais longa e profunda" desde a década de 1930 e mais fundos de resgate do governo são necessários para estabilizar o sistema financeiro do país.
"Para estabilizar o sistema bancário norte-americano e restabelecer os empréstimos, fundos TARP adicionais serão necessários", afirmou Greenspan em um discurso ao Economic Club de Nova York. O programa TARP do Tesouro dos Estados Unidos, projetado para ajudar bancos em risco, tem sido parcialmente bem sucedido, segundo ele.
Apesar do prognóstico de Greenspan sobre o atual declínio, ele disse que o ritmo de deterioração econômica "não pode persistir indefinidamente".
Ele reiterou, entretanto, que a recuperação imobiliária é uma condição necessária para o fim da crise financeira, e acrescentou que "a expectativa de preços imobiliários estáveis continua a muitos meses no futuro".
O mercado acionário, todavia, está sendo surpreendido por "um grau de medo não visto desde o começo do século 20", declarou Greenspan. "Certamente por meio de qualquer medida histórica, os preços das ações mundiais estão baratos. Mas como a história também aponta, eles podem ficar muito mais baratos antes de voltarem".
Uma recuperação do mercado acionário conduzida pela diminuição dos temores pode ser "um produtivo ponto de mudança da atual crise", afirmou.
Citando a experiência japonesa em 1990, Greenspan disse que as autoridades dos Estados Unidos precisam garantir a reparação do sistema financeiro antes que importantes estímulos fiscais sejam estabelecidos.
Por Kristina Cooke
NOVA YORK (Reuters) - O ex-chairman do Federal Reserve dos Estados Unidos Alan Greenspan disse na terça-feira que a atual recessão global será "certamente a mais longa e profunda" desde a década de 1930 e mais fundos de resgate do governo são necessários para estabilizar o sistema financeiro do país.
"Para estabilizar o sistema bancário norte-americano e restabelecer os empréstimos, fundos TARP adicionais serão necessários", afirmou Greenspan em um discurso ao Economic Club de Nova York. O programa TARP do Tesouro dos Estados Unidos, projetado para ajudar bancos em risco, tem sido parcialmente bem sucedido, segundo ele.
Apesar do prognóstico de Greenspan sobre o atual declínio, ele disse que o ritmo de deterioração econômica "não pode persistir indefinidamente".
Ele reiterou, entretanto, que a recuperação imobiliária é uma condição necessária para o fim da crise financeira, e acrescentou que "a expectativa de preços imobiliários estáveis continua a muitos meses no futuro".
O mercado acionário, todavia, está sendo surpreendido por "um grau de medo não visto desde o começo do século 20", declarou Greenspan. "Certamente por meio de qualquer medida histórica, os preços das ações mundiais estão baratos. Mas como a história também aponta, eles podem ficar muito mais baratos antes de voltarem".
Uma recuperação do mercado acionário conduzida pela diminuição dos temores pode ser "um produtivo ponto de mudança da atual crise", afirmou.
Citando a experiência japonesa em 1990, Greenspan disse que as autoridades dos Estados Unidos precisam garantir a reparação do sistema financeiro antes que importantes estímulos fiscais sejam estabelecidos.
Câmara vai omitir CNPJ em lista de gastos de deputados
Qua, 18 Fev, 07h35
Apesar de anunciar a revelação da prestação de contas do uso da verba indenizatória pelos parlamentares, a Câmara dos Deputados decidiu ontem não divulgar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) dos fornecedores, o que facilita o rastreamento e a identificação dos proprietários. Além disso, o portal da Casa na internet não vai reproduzir a imagem da nota fiscal nem exibir prestações de contas anteriores à medida, "anistiando" eventuais fraudes cometidas pelos deputados.
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Pressionada pela suspeita de irregularidades nos comprovantes apresentados pelo deputado Edmar Moreira (sem partido), dono de um castelo em Minas Gerais, a Mesa Diretora da Câmara decidiu ontem tornar públicos os dados das notas fiscais das despesas feitas com esse benefício, de R$ 15 mil mensais. As informações estarão disponíveis no portal da Câmara a partir de abril. Será possível ter acesso ao nome da empresa que recebeu o pagamento, o número da nota fiscal e o valor. "Haverá total transparência e serão divulgados todos os dados", disse o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).
A abertura dos dados ocorre oito anos após a criação da verba indenizatória - destinada a custear gastos dos parlamentares nos Estados com o exercício do mandato, como aluguel e manutenção de escritório político, viagens, transporte, combustível, consultorias e divulgação da atividade parlamentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Qua, 18 Fev, 07h35
Apesar de anunciar a revelação da prestação de contas do uso da verba indenizatória pelos parlamentares, a Câmara dos Deputados decidiu ontem não divulgar o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) dos fornecedores, o que facilita o rastreamento e a identificação dos proprietários. Além disso, o portal da Casa na internet não vai reproduzir a imagem da nota fiscal nem exibir prestações de contas anteriores à medida, "anistiando" eventuais fraudes cometidas pelos deputados.
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Pressionada pela suspeita de irregularidades nos comprovantes apresentados pelo deputado Edmar Moreira (sem partido), dono de um castelo em Minas Gerais, a Mesa Diretora da Câmara decidiu ontem tornar públicos os dados das notas fiscais das despesas feitas com esse benefício, de R$ 15 mil mensais. As informações estarão disponíveis no portal da Câmara a partir de abril. Será possível ter acesso ao nome da empresa que recebeu o pagamento, o número da nota fiscal e o valor. "Haverá total transparência e serão divulgados todos os dados", disse o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP).
A abertura dos dados ocorre oito anos após a criação da verba indenizatória - destinada a custear gastos dos parlamentares nos Estados com o exercício do mandato, como aluguel e manutenção de escritório político, viagens, transporte, combustível, consultorias e divulgação da atividade parlamentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Abyara negocia venda para polêmico bilionário espanhol
Renegociação da dívida, agora em fase final, abriria caminho para o desfecho da operação
Patrícia Cançado | Fonte: O Estado de S. Paulo
À procura de sócios desde novembro do ano passado, a incorporadora Abyara negocia a venda do controle para o bilionário empresário espanhol Enrique Bañuelos, que chegou a ser um dos 100 homens mais ricos do mundo em 2007 e hoje é visto como uma "estrela fugaz" do mercado imobiliário daquele país. As conversas encontram-se em estágio avançado, segundo fontes próximas ao negócio.
A venda dependia da renegociação das dívidas da Abyara, que no fim do ano passado já estavam acumuladas em R$ 444 milhões, sendo R$ 245 milhões com vencimento em 2009, o que tornava o futuro da incorporadora inviável. Parte do problema, no entanto, está perto de ser solucionado. Os sete bancos - Bradesco, Unibanco, HSBC, UBS Pactual, Votorantim, Fibra e ABC - envolvidos na renegociação já teriam aceitado terrenos (que ainda não foram incluídos em novos projetos) e dado um prazo de três anos para o grupo retomar o pagamento.
O novo dono entraria na empresa com parte da dívida já quitada. Mas, a julgar pela personalidade do comprador, o desfecho dessa operação é imprevisível. Com fama de aventureiro e especulador, Bañuelos desistiu da compra do complexo hoteleiro da Costa do Sauipe, na Bahia, no dia da assinatura do contrato, quando teria de desembolsar 70 milhões (cerca de R$ 200 milhões).
No domingo passado, o diário espanhol El Mundo publicou uma extensa reportagem sobre o empresário e suas ambições no Brasil. Segundo a matéria, ele teria escolhido o País para dar a volta por cima - Bañuelos saiu do nada para se tornar a terceira maior fortuna da Espanha em menos de uma década, e levou sua empresa (Astroc) à concordata no ano passado, com o estouro da bolha imobiliária naquele país. Atualmente vive no ostracismo, não dá entrevistas e é processado pela Justiça espanhola por administração desleal e por manipulação das ações da Astroc.
A empresa que reconstruirá seu império é a CV Capital e tem cerca de 10 funcionários. Ciceroneado pelo empresário brasileiro Israel Klabin, o espanhol tem feito viagens constantes a São Paulo e Rio de Janeiro desde outubro, a bordo do seu jato particular, um Falcon 900. Seu objetivo, segundo a reportagem, é formar uma holding com seis a dez empresas imobiliárias. Além da Abyara, o jornal cita Tecnisa, Rossi, Klabin Segall e Even como alvos.
Como o empresário saiu arruinado da crise, a grande dúvida é a origem do dinheiro para bancar o novo projeto. A reportagem do El Mundo relembra que a Astroc foi construída do nada: "Sua estratégia de negócio foi especular com terreno - comprar barato para vender caro. Utilizando informação privilegiada, adquiriu milhões de metros quadrados de solo rústico que se requalificaram."
SANGRIA - A Abyara converteu-se numa das maiores pechinchas do setor. Suas ações caíram mais de 90% no ano passado. Quando foram compradas pelo fundo imobiliário do Morgan Stanley, em abril de 2007, estavam cotadas a R$ 20,60. Ontem, valiam mais de dez vezes menos. Há vários meses os controladores - Arnaldo Curiati, Celso Minoru, Emilio Westermann e o fundo do Morgan Stanley - procuram soluções para estancar a sangria do caixa. Em agosto, venderam 51% da corretora para a BR Brokers por R$ 250 milhões, metade do valor previsto. Mas parte do pagamento foi feito em ações, ou seja, nem todo o dinheiro entrou no caixa da Abyara.
Essa medida não foi suficiente. Logo depois dela, vieram outras. Em novembro, a Abyara decidiu vender ativos para fazer caixa. Se desfez de alguns terrenos e saiu de empreendimentos em que atuava em parceria com outros incorporadoras, como Agra e Bueno Netto. Menos de uma semana depois, demitiu funcionários e suspendeu lançamentos até que a demanda por novos imóveis e as linhas de crédito fossem restabelecidas.
NÚMEROS - R$ 444 milhões é o valor da dívida da Abyara, boa parte com vencimento em 2009.
7 bancos renegociam a dívida da incorporadora. São eles: HSBC, Bradesco, UBS, Unibanco, Votorantim, Fibra e ABC.
US$ 8 bilhões era a fortuna do espanhol Enrique Bañuelos em 2007, segundo a revista Forbes, antes de sua empresa virar pó na bolsa e entrar em concordata.
Renegociação da dívida, agora em fase final, abriria caminho para o desfecho da operação
Patrícia Cançado | Fonte: O Estado de S. Paulo
À procura de sócios desde novembro do ano passado, a incorporadora Abyara negocia a venda do controle para o bilionário empresário espanhol Enrique Bañuelos, que chegou a ser um dos 100 homens mais ricos do mundo em 2007 e hoje é visto como uma "estrela fugaz" do mercado imobiliário daquele país. As conversas encontram-se em estágio avançado, segundo fontes próximas ao negócio.
A venda dependia da renegociação das dívidas da Abyara, que no fim do ano passado já estavam acumuladas em R$ 444 milhões, sendo R$ 245 milhões com vencimento em 2009, o que tornava o futuro da incorporadora inviável. Parte do problema, no entanto, está perto de ser solucionado. Os sete bancos - Bradesco, Unibanco, HSBC, UBS Pactual, Votorantim, Fibra e ABC - envolvidos na renegociação já teriam aceitado terrenos (que ainda não foram incluídos em novos projetos) e dado um prazo de três anos para o grupo retomar o pagamento.
O novo dono entraria na empresa com parte da dívida já quitada. Mas, a julgar pela personalidade do comprador, o desfecho dessa operação é imprevisível. Com fama de aventureiro e especulador, Bañuelos desistiu da compra do complexo hoteleiro da Costa do Sauipe, na Bahia, no dia da assinatura do contrato, quando teria de desembolsar 70 milhões (cerca de R$ 200 milhões).
No domingo passado, o diário espanhol El Mundo publicou uma extensa reportagem sobre o empresário e suas ambições no Brasil. Segundo a matéria, ele teria escolhido o País para dar a volta por cima - Bañuelos saiu do nada para se tornar a terceira maior fortuna da Espanha em menos de uma década, e levou sua empresa (Astroc) à concordata no ano passado, com o estouro da bolha imobiliária naquele país. Atualmente vive no ostracismo, não dá entrevistas e é processado pela Justiça espanhola por administração desleal e por manipulação das ações da Astroc.
A empresa que reconstruirá seu império é a CV Capital e tem cerca de 10 funcionários. Ciceroneado pelo empresário brasileiro Israel Klabin, o espanhol tem feito viagens constantes a São Paulo e Rio de Janeiro desde outubro, a bordo do seu jato particular, um Falcon 900. Seu objetivo, segundo a reportagem, é formar uma holding com seis a dez empresas imobiliárias. Além da Abyara, o jornal cita Tecnisa, Rossi, Klabin Segall e Even como alvos.
Como o empresário saiu arruinado da crise, a grande dúvida é a origem do dinheiro para bancar o novo projeto. A reportagem do El Mundo relembra que a Astroc foi construída do nada: "Sua estratégia de negócio foi especular com terreno - comprar barato para vender caro. Utilizando informação privilegiada, adquiriu milhões de metros quadrados de solo rústico que se requalificaram."
SANGRIA - A Abyara converteu-se numa das maiores pechinchas do setor. Suas ações caíram mais de 90% no ano passado. Quando foram compradas pelo fundo imobiliário do Morgan Stanley, em abril de 2007, estavam cotadas a R$ 20,60. Ontem, valiam mais de dez vezes menos. Há vários meses os controladores - Arnaldo Curiati, Celso Minoru, Emilio Westermann e o fundo do Morgan Stanley - procuram soluções para estancar a sangria do caixa. Em agosto, venderam 51% da corretora para a BR Brokers por R$ 250 milhões, metade do valor previsto. Mas parte do pagamento foi feito em ações, ou seja, nem todo o dinheiro entrou no caixa da Abyara.
Essa medida não foi suficiente. Logo depois dela, vieram outras. Em novembro, a Abyara decidiu vender ativos para fazer caixa. Se desfez de alguns terrenos e saiu de empreendimentos em que atuava em parceria com outros incorporadoras, como Agra e Bueno Netto. Menos de uma semana depois, demitiu funcionários e suspendeu lançamentos até que a demanda por novos imóveis e as linhas de crédito fossem restabelecidas.
NÚMEROS - R$ 444 milhões é o valor da dívida da Abyara, boa parte com vencimento em 2009.
7 bancos renegociam a dívida da incorporadora. São eles: HSBC, Bradesco, UBS, Unibanco, Votorantim, Fibra e ABC.
US$ 8 bilhões era a fortuna do espanhol Enrique Bañuelos em 2007, segundo a revista Forbes, antes de sua empresa virar pó na bolsa e entrar em concordata.
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
16/02/09 - 00:00
SÃO PAULO - Após rumores no setor da construção civil, que motivaram a emissão de um fato relevante à Companhia de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara Planejamento Imobiliário confirmou a existência de conversações com o empresário Enrique Bañuelos de Castro, que podem mudar o futuro da empresa. Todas as apostas são de que a venda da companhia será oficialmente confirmada a qualquer momento.
No documento divulgado ao mercado, a Abyara coloca que "os acionistas controladores da Companhia estão presentemente mantendo entendimentos com os representantes da Veremonte Participações e com o investidor Sr. Enrique Bañuelos de Castro", além de ressaltar que "poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da Companhia", conforme o documento.
As informações reveladas por fontes do mercado dão conta de que o investidor espanhol estaria disposto a desembolsar R$ 60 milhões, e que lhe dariam o controle da Abyara.
No final do ano passado, a Abyara chegou a anunciar ajustes, por conta da turbulência econômica, que incluíram a demissão de funcionários e a venda de ativos, como terrenos, o que acelerou os comentários sobre a negociação da corporação.
SÃO PAULO - Após rumores no setor da construção civil, que motivaram a emissão de um fato relevante à Companhia de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara Planejamento Imobiliário confirmou a existência de conversações com o empresário Enrique Bañuelos de Castro, que podem mudar o futuro da empresa. Todas as apostas são de que a venda da companhia será oficialmente confirmada a qualquer momento.
No documento divulgado ao mercado, a Abyara coloca que "os acionistas controladores da Companhia estão presentemente mantendo entendimentos com os representantes da Veremonte Participações e com o investidor Sr. Enrique Bañuelos de Castro", além de ressaltar que "poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da Companhia", conforme o documento.
As informações reveladas por fontes do mercado dão conta de que o investidor espanhol estaria disposto a desembolsar R$ 60 milhões, e que lhe dariam o controle da Abyara.
No final do ano passado, a Abyara chegou a anunciar ajustes, por conta da turbulência econômica, que incluíram a demissão de funcionários e a venda de ativos, como terrenos, o que acelerou os comentários sobre a negociação da corporação.
Vuelve Bañuelos (ex astroc), bautizado en brasil como el Donald Trump español
Martes, 10 febrero 14:30 / publicado por dmontero@idealista
Enrique Bañuelos de Castro, ex presidente de la antigua astroc y hoy afirma, planea su regreso al primer plano empresarial. Lo está haciendo fuera de España, en Brasil, y lo está haciendo en silencio, sin conceder entrevistas e intentando pasar lo más desapercibido posible. Después del desencanto que vivió con Astroc, una empresa creada de la nada y que llegó a valer cerca de 8.000 millones de euros, para después volver a valer casi nada, ahora no quiere el ruido de los medios (como en sus comienzos en camp de morvedre).
Todo estará medido, como antaño, y seguro que está esperando el momento justo para saltar de nuevo a la escena pública y volver a deslumbrar. Una de las cosas que más le interesan es el reconocimiento público y aquí, en España, lo perdió y desde ese preciso instante lucha por recuperarlo.
La clave para su resurrección es Brasil. Desde octubre, viaja allí constantemente. Su intención es formar un holding de entre seis y 10 empresas brasileñas para construir allí y los medios brasileiros ya lo han bautizado: el Donald Trump español, o el Señor de los Ladrillos. «Es la jugada más osada del mercado inmobiliario brasileño», describe el prestigioso diario económico.
Israel Klabin
Desmintiendo a los que aseguraban que estaba en la ruina y con Israel Klabin (octogenario patriarca de una de las más aristocráticas y adineradas familias brasileñas, viejo político y fundador de un reino industrial del papel) como cicerone, se va adentrando en la sociedad empresarial brasileña. Está comprando acciones de empresas inmobiliarias para formar el mayor grupo del país y, de consolidarse, uno de los primeros de América Latina.
En diciembre ya revolucionó la bolsa brasileña. Tras conocerse que a tomaba una participación en la inmobiliaria Agra, sus acciones subieron un 30%. En sus reuniones vende la idea que un sólo holding - casi monopólico - de inmobiliarias brasileñas sería la solución para no caer arrastrados por la crisis global. El nombre de su nuevo sueño: Veremonte Participaciones, S.A.
Martes, 10 febrero 14:30 / publicado por dmontero@idealista
Enrique Bañuelos de Castro, ex presidente de la antigua astroc y hoy afirma, planea su regreso al primer plano empresarial. Lo está haciendo fuera de España, en Brasil, y lo está haciendo en silencio, sin conceder entrevistas e intentando pasar lo más desapercibido posible. Después del desencanto que vivió con Astroc, una empresa creada de la nada y que llegó a valer cerca de 8.000 millones de euros, para después volver a valer casi nada, ahora no quiere el ruido de los medios (como en sus comienzos en camp de morvedre).
Todo estará medido, como antaño, y seguro que está esperando el momento justo para saltar de nuevo a la escena pública y volver a deslumbrar. Una de las cosas que más le interesan es el reconocimiento público y aquí, en España, lo perdió y desde ese preciso instante lucha por recuperarlo.
La clave para su resurrección es Brasil. Desde octubre, viaja allí constantemente. Su intención es formar un holding de entre seis y 10 empresas brasileñas para construir allí y los medios brasileiros ya lo han bautizado: el Donald Trump español, o el Señor de los Ladrillos. «Es la jugada más osada del mercado inmobiliario brasileño», describe el prestigioso diario económico.
Israel Klabin
Desmintiendo a los que aseguraban que estaba en la ruina y con Israel Klabin (octogenario patriarca de una de las más aristocráticas y adineradas familias brasileñas, viejo político y fundador de un reino industrial del papel) como cicerone, se va adentrando en la sociedad empresarial brasileña. Está comprando acciones de empresas inmobiliarias para formar el mayor grupo del país y, de consolidarse, uno de los primeros de América Latina.
En diciembre ya revolucionó la bolsa brasileña. Tras conocerse que a tomaba una participación en la inmobiliaria Agra, sus acciones subieron un 30%. En sus reuniones vende la idea que un sólo holding - casi monopólico - de inmobiliarias brasileñas sería la solución para no caer arrastrados por la crisis global. El nombre de su nuevo sueño: Veremonte Participaciones, S.A.
NEGÓCIOS - IMÓVEIS: Abyara confirma negociação com espanhol
Data: 13/02/2009 @ 15:21
Fonte: InvestNews - Redação
SÃO PAULO, 13 de fevereiro de 2009 - A Abyara Planejamento Imobiliário confirmou hoje, por meio de comunicado enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que está em negociação com representantes da Veremonte Participações e com o investidor espanhol Enrique Bañuelos de Castro. "Os entendimentos poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da companhia", afirma a diretora financeira da Abyara, Ana Graciela Granato.
No entanto, segundo ela, no momento,não existe qualquer definição quanto ao desfecho das discussões em curso.
De acordo com fontes do mercado, a Abyara procura novos sócios desde novembro de 2008.Porém, qualquer negócio depende da renegociação das dívidas da incorporadora, que no fim do ano passado já somavam R$ 444 milhões, sendo R$ 245 milhões com vencimento este ano, o que inviabiliza a continuação das atividades da companhia.
Ao que tudo indica, o empresário espanhol está na frente na disputa pela compra da Abyara. Depois de fazer fortuna na Espanha - Bañuelos chegou a ser um dos 100 homens mais ricos do mundo em 2007 -, ele está de olho no mercado imobiliário brasileiro, tendo sondado várias outras companhias do setor.
Instantes atrás, a ações ordinárias da Abyara (ABYA3) caíam 1,45%, a R$ 2,04 no pregão da BM&FBovespa.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)
Data: 13/02/2009 @ 15:21
Fonte: InvestNews - Redação
SÃO PAULO, 13 de fevereiro de 2009 - A Abyara Planejamento Imobiliário confirmou hoje, por meio de comunicado enviado a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que está em negociação com representantes da Veremonte Participações e com o investidor espanhol Enrique Bañuelos de Castro. "Os entendimentos poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da companhia", afirma a diretora financeira da Abyara, Ana Graciela Granato.
No entanto, segundo ela, no momento,não existe qualquer definição quanto ao desfecho das discussões em curso.
De acordo com fontes do mercado, a Abyara procura novos sócios desde novembro de 2008.Porém, qualquer negócio depende da renegociação das dívidas da incorporadora, que no fim do ano passado já somavam R$ 444 milhões, sendo R$ 245 milhões com vencimento este ano, o que inviabiliza a continuação das atividades da companhia.
Ao que tudo indica, o empresário espanhol está na frente na disputa pela compra da Abyara. Depois de fazer fortuna na Espanha - Bañuelos chegou a ser um dos 100 homens mais ricos do mundo em 2007 -, ele está de olho no mercado imobiliário brasileiro, tendo sondado várias outras companhias do setor.
Instantes atrás, a ações ordinárias da Abyara (ABYA3) caíam 1,45%, a R$ 2,04 no pregão da BM&FBovespa.
(Vanessa Stecanella - InvestNews)
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Abyara confirma conversas com Enrique Bañuelos
13 de Fevereiro de 2009 | 15:39
A Abyara Planejamento Imobiliário confirmou que mantém conversas com o empresário Enrique Bañuelos de Castro que poderão ou não propiciar a concretização da venda do controle da empresa. A companhia disse, no entanto, que no momento inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso.
Segundo antecipou a Agência Estado na última quarta-feira, a Abyara Planejamento Imobiliário está negociando a venda de 62% de participação para o empresário espanhol do ramo imobiliário Enrique Bañuelos.
Conforme fonte ouvida pela repórter Chiara Quintão, a negociação com Bañuelos estaria condicionada à reestruturação das dívidas da companhia com sete bancos, entre eles, UBS, Bradesco e HSBC. A reestruturação estaria sendo conduzida pelo Morgan Stanley. Os bancos teriam concordado com o alongamento da dívida, com carência de três anos para pagamento. O acordo com os bancos estaria próximo de ser fechado. A Abyara enviou hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um fato relevante confirmando as conversas.
13 de Fevereiro de 2009 | 15:39
A Abyara Planejamento Imobiliário confirmou que mantém conversas com o empresário Enrique Bañuelos de Castro que poderão ou não propiciar a concretização da venda do controle da empresa. A companhia disse, no entanto, que no momento inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso.
Segundo antecipou a Agência Estado na última quarta-feira, a Abyara Planejamento Imobiliário está negociando a venda de 62% de participação para o empresário espanhol do ramo imobiliário Enrique Bañuelos.
Conforme fonte ouvida pela repórter Chiara Quintão, a negociação com Bañuelos estaria condicionada à reestruturação das dívidas da companhia com sete bancos, entre eles, UBS, Bradesco e HSBC. A reestruturação estaria sendo conduzida pelo Morgan Stanley. Os bancos teriam concordado com o alongamento da dívida, com carência de três anos para pagamento. O acordo com os bancos estaria próximo de ser fechado. A Abyara enviou hoje à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) um fato relevante confirmando as conversas.
ABYARA PLANEJAMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
Companhia Aberta
CNPJ/MF 07.794.351/0001-60
NIRE 35.300.328.337
FATO RELEVANTE
Abyara Planejamento Imobiliário S.A. ("Companhia"), sociedade anônima aberta com ações ordinárias negociadas no Novo Mercado da BOVESPA sob o código ABYA3, em atendimento às disposições da Instrução CVM n.º 358, de 03 de janeiro de 2002, conforme alterada, e em resposta ao OFÍCIO/CVM/SEP/GEA-1/ Nº 042/2009 recebido da Comissão de Valores Mobiliários em 12 de fevereiro de 2009, comunica a seus acionistas e ao mercado em geral o quanto segue:
1. Os acionistas controladores da Companhia estão presentemente mantendo entendimentos com os representantes da Veremonte Participações S.A. e com o investidor Sr. Enrique Bañuelos de Castro, que poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da Companhia. No momento presente, todavia, inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso.
2. A Companhia manterá os acionistas e o mercado informados sobre eventos subseqüentes por meio da BOVESPA, da CVM e de sua página na Internet (www.abyara.com.br).
São Paulo, 13 de fevereiro de 2009.
ABYARA PLANEJAMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
Ana Graciela Granato
Diretora Financeira e de Relações com Investidores
Companhia Aberta
CNPJ/MF 07.794.351/0001-60
NIRE 35.300.328.337
FATO RELEVANTE
Abyara Planejamento Imobiliário S.A. ("Companhia"), sociedade anônima aberta com ações ordinárias negociadas no Novo Mercado da BOVESPA sob o código ABYA3, em atendimento às disposições da Instrução CVM n.º 358, de 03 de janeiro de 2002, conforme alterada, e em resposta ao OFÍCIO/CVM/SEP/GEA-1/ Nº 042/2009 recebido da Comissão de Valores Mobiliários em 12 de fevereiro de 2009, comunica a seus acionistas e ao mercado em geral o quanto segue:
1. Os acionistas controladores da Companhia estão presentemente mantendo entendimentos com os representantes da Veremonte Participações S.A. e com o investidor Sr. Enrique Bañuelos de Castro, que poderão ou não propiciar a concretização de negócio futuro que tenha por objeto as ações representativas do bloco de controle da Companhia. No momento presente, todavia, inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso.
2. A Companhia manterá os acionistas e o mercado informados sobre eventos subseqüentes por meio da BOVESPA, da CVM e de sua página na Internet (www.abyara.com.br).
São Paulo, 13 de fevereiro de 2009.
ABYARA PLANEJAMENTO IMOBILIÁRIO S.A.
Ana Graciela Granato
Diretora Financeira e de Relações com Investidores
Abyara confirma que mantém negociações envolvendo ações de controle
Valor Online
13/02/2009 20:13
SÃO PAULO - Em resposta a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara confirmou hoje, por meio de Fato Relevante, que mantém "entendimentos" com representantes da empresa Veremonte Participações S.A. e com o investidor espanhol Enrique Bañuelos de Castro em negociações que poderão ou não gerar um acordo envolvendo "ações representativas do bloco de controle da companhia".
A Abyara ressalta que "no momento presente, todavia, inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso".
A companhia disse ainda que manterá o mercado informado sobre as negociações.
(Valor Online)
Valor Online
13/02/2009 20:13
SÃO PAULO - Em resposta a um pedido da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Abyara confirmou hoje, por meio de Fato Relevante, que mantém "entendimentos" com representantes da empresa Veremonte Participações S.A. e com o investidor espanhol Enrique Bañuelos de Castro em negociações que poderão ou não gerar um acordo envolvendo "ações representativas do bloco de controle da companhia".
A Abyara ressalta que "no momento presente, todavia, inexiste qualquer definição quanto ao desfecho dos entendimentos em curso".
A companhia disse ainda que manterá o mercado informado sobre as negociações.
(Valor Online)
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Rossi lidera quedas pelo segundo dia
Após cair quase 17% no pregão de ontem, as ações da Rossi seguem liderando as desvalorizações do Ibovespa hoje: perto das 15h, a queda era de 3%. Os boatos de que a empresa divulgaria resultados ruins -- que fizeram a ação despencar ontem -- se confirmaram no fim do dia, quando a Rossi anunciou a prévia do desempenho do último trimestre de 2008.
As vendas de imóveis no período somaram 276 milhões de reais, quase 50% a menos do que o valor divulgado no trimestre anterior e bem abaixo das expectativas dos analistas. "As vendas contratadas vieram 25% abaixo da nossa projeção. Consideramos esse desempenho ruim, visto que nossa previsão anterior já incorporava uma expectativa de grande queda no volume vendido", diz um relatório do banco Safra.
EXAME - Publicado em 05/02/2009 - 14:55
Após cair quase 17% no pregão de ontem, as ações da Rossi seguem liderando as desvalorizações do Ibovespa hoje: perto das 15h, a queda era de 3%. Os boatos de que a empresa divulgaria resultados ruins -- que fizeram a ação despencar ontem -- se confirmaram no fim do dia, quando a Rossi anunciou a prévia do desempenho do último trimestre de 2008.
As vendas de imóveis no período somaram 276 milhões de reais, quase 50% a menos do que o valor divulgado no trimestre anterior e bem abaixo das expectativas dos analistas. "As vendas contratadas vieram 25% abaixo da nossa projeção. Consideramos esse desempenho ruim, visto que nossa previsão anterior já incorporava uma expectativa de grande queda no volume vendido", diz um relatório do banco Safra.
EXAME - Publicado em 05/02/2009 - 14:55
Espanhol está perto de comprar a Abyara
O empresário espanhol Enrique Bañuelos está na fase final de negociação para a compra do controle da incorporadora Abyara, com sede em São Paulo e operação em todas as regiões do país.
De acordo com fontes do mercado, Bañuelos estaria disposto a investir cerca de 60 milhões de reais por 62% da Abyara, hoje controlada por Arnaldo Curiati, Celso Minoru Tokuda, Emilio Westermann e fundos administrados pelo banco Morgan Stanley.
Na opinião de Bañuelos, dizem pessoas que estiveram com ele nos últimos meses, a queda das ações de empresas do setor de construção no Brasil é uma janela de oportunidade para investidores estrangeiros que pretendem ter peso no mercado local. Os papéis da Abyara foram os que mais caíram na bolsa brasileira em 2008 - 93%. Se de fato comprar o controle da companhia, Bañuelos pagará 60 milhões de reais por uma empresa que tem um valor patrimonial de 330 milhões de reais.
O fechamento do negócio depende da renegociação da dívida da Abyara com bancos - o que, segundo o mercado, está na fase final. De acordo com o balanço divulgado no terceiro trimestre, a Abyara tem uma dívida líquida de 388 milhões de reais. Com a venda de parte dos terrenos avaliados em 172 milhões de reais, a companhia quer amortizar uma parcela do que deve e alongar os prazos com taxas mais baixas.
Apesar dos indícios de que a compra da Abyara está prestes a se concretizar, ainda existem algumas dúvidas sobre as reais intenções de Bañuelos no Brasil. O empresário já esteve perto de fechar a compra da Costa do Sauípe, mas desistiu na última hora.
É por essas e por outras que a Abyara continua em contato com investidores asiáticos também interessados na empresa.
Filho de uma família operária, o valenciano Bañuelos ficou órfão aos 9 anos de idade e teve os estudos custeados pela siderúrgica onde o pai trabalhava e onde morreu, vítima de um acidente de trabalho. Formado em administração de empresas, trabalhou como vendedor até montar, em 1995, na Espanha, a imobiliária Astroc.
Ela era considerada uma empresa de segunda linha no ramo até se mostrar uma das mais competentes na estratégia de pegar carona no boom do mercado imobiliário espanhol. A Astroc entrou em vários negócios milionários e abriu o capital em maio de 2006 - o que rendeu a Bañuelos o apelido de Donald Trump da Espanha. Desde então, seus negócios sofreram com o estouro da bolha imobiliária espanhola e passaram por uma grande reformulação. Atualmente Bañuelos mora em Nova York.
Eduardo Salgado
EXAME - Publicado em 11/02/2009 - 12:08
O empresário espanhol Enrique Bañuelos está na fase final de negociação para a compra do controle da incorporadora Abyara, com sede em São Paulo e operação em todas as regiões do país.
De acordo com fontes do mercado, Bañuelos estaria disposto a investir cerca de 60 milhões de reais por 62% da Abyara, hoje controlada por Arnaldo Curiati, Celso Minoru Tokuda, Emilio Westermann e fundos administrados pelo banco Morgan Stanley.
Na opinião de Bañuelos, dizem pessoas que estiveram com ele nos últimos meses, a queda das ações de empresas do setor de construção no Brasil é uma janela de oportunidade para investidores estrangeiros que pretendem ter peso no mercado local. Os papéis da Abyara foram os que mais caíram na bolsa brasileira em 2008 - 93%. Se de fato comprar o controle da companhia, Bañuelos pagará 60 milhões de reais por uma empresa que tem um valor patrimonial de 330 milhões de reais.
O fechamento do negócio depende da renegociação da dívida da Abyara com bancos - o que, segundo o mercado, está na fase final. De acordo com o balanço divulgado no terceiro trimestre, a Abyara tem uma dívida líquida de 388 milhões de reais. Com a venda de parte dos terrenos avaliados em 172 milhões de reais, a companhia quer amortizar uma parcela do que deve e alongar os prazos com taxas mais baixas.
Apesar dos indícios de que a compra da Abyara está prestes a se concretizar, ainda existem algumas dúvidas sobre as reais intenções de Bañuelos no Brasil. O empresário já esteve perto de fechar a compra da Costa do Sauípe, mas desistiu na última hora.
É por essas e por outras que a Abyara continua em contato com investidores asiáticos também interessados na empresa.
Filho de uma família operária, o valenciano Bañuelos ficou órfão aos 9 anos de idade e teve os estudos custeados pela siderúrgica onde o pai trabalhava e onde morreu, vítima de um acidente de trabalho. Formado em administração de empresas, trabalhou como vendedor até montar, em 1995, na Espanha, a imobiliária Astroc.
Ela era considerada uma empresa de segunda linha no ramo até se mostrar uma das mais competentes na estratégia de pegar carona no boom do mercado imobiliário espanhol. A Astroc entrou em vários negócios milionários e abriu o capital em maio de 2006 - o que rendeu a Bañuelos o apelido de Donald Trump da Espanha. Desde então, seus negócios sofreram com o estouro da bolha imobiliária espanhola e passaram por uma grande reformulação. Atualmente Bañuelos mora em Nova York.
Eduardo Salgado
EXAME - Publicado em 11/02/2009 - 12:08
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Banco Central aprova incorporação do Besc pelo Banco do Brasil
09 de Fevereiro de 2009 | 21:42
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central aprovou a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Besc Credito Imobiliário pelo Banco do Brasil, segundo documentação da autoridade monetária repassada pelo BB à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com o documento, o Banco Central também aprovou o aumento de capital do Banco do Brasil para 13,6 bilhões de reais.
A incorporação do Besc e do Besc Crédito Imobiliário havia sido aprovada em assembléia geral extraordinária do Banco do Brasil em outubro.
Conforme o BB anunciou em setembro, o valor da operação é de 685 milhões de reais.
(Por Eduardo Simões)
09 de Fevereiro de 2009 | 21:42
SÃO PAULO (Reuters) - O Banco Central aprovou a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) e do Besc Credito Imobiliário pelo Banco do Brasil, segundo documentação da autoridade monetária repassada pelo BB à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
De acordo com o documento, o Banco Central também aprovou o aumento de capital do Banco do Brasil para 13,6 bilhões de reais.
A incorporação do Besc e do Besc Crédito Imobiliário havia sido aprovada em assembléia geral extraordinária do Banco do Brasil em outubro.
Conforme o BB anunciou em setembro, o valor da operação é de 685 milhões de reais.
(Por Eduardo Simões)
Ações de construtoras podem ter chegado ao fundo do poço| 09.02.2009 | 13h21
As corretoras Fator e Santander afirmam que o pacote do governo e a queda dos juros darão novo ânimo ao setor
Portal EXAME
A corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco, acredita que as ações das incorporadoras já podem ter atingido o fundo do poço por três motivos: 1) Os papéis estão sendo negociados em média pelo valor patrimonial das empresas; 2) A taxa básica de juros iniciou trajetória de queda no mês passado; e 3) Não há uma bolha imobiliária no Brasil porque ainda existe muita demanda reprimida, o que reforça a percepção de que o ajuste dos lançamentos à demanda mais fraca será rápido.
No entanto, a corretora também não aposta em uma firme recuperação do preço das ações neste semestre. As vendas devem continuar fracas no curto prazo apesar das medidas de ajuda que serão anunciadas pelo governo. O analista Marcello Milman, da corretora do Santander, acredita que a venda de imóveis no Brasil caiu cerca de 40% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2008. As construtoras responderam cortando os lançamentos, mas Milman acredita que, mesmo assim, a velocidade de vendas de imóveis deve cair cerca de 20% em 2009, o que pode ter efeito na margem de lucro das empresas. No entanto, a corretora acredita que todos esses fatores podem já estar precificados nas ações, que estão em média 65% mais baratas do que no começo de 2008.
O banco aconselha os clientes a comprar ações de empresas que estejam sendo negociadas por cerca de 80% do valor patrimonial e a realizar lucros quando esse indicador se aproximar de 150%. A corretora reduziu a recomendação das ações da Cyrela e da MRV de "compra" para "manutenção". Já os papéis da PDG, Rossi e Gafisa continuam com indicação de compra.
Pacote
Já a Fator Corretora acredita que o pacote imobiliário que deve ser anunciado pelo governo até o final de fevereiro e a queda dos juros podem dar um "novo ânimo" às ações do setor. A corretora aposta, entretanto, que o pacote vai beneficiar principalmente as incorporadoras voltadas para o segmento econômico (Tenda, MRV, PDG e Rodobens). As grandes incorporadoras que possuem exposição significativa ao segmento de baixa renda (Rossi, Gafisa e Cyrela) também serão beneficiadas, mas em menor grau.
A expectativa é que o pacote aumento o valor máximo do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS de 350 mil reais para 500 mil reais, eleve o montante de subsídios para a compra da casa própria de 1,6 bilhão de reais para 2,6 bilhões de reais, reduza os juros de financiamentos imobiliários e crie de um fundo garantidor para honrar as prestações hipotecárias que deixarem de ser pagas. Além disso, pode haver redução de Imposto de Renda para as construtoras, isenção de IPI para materiais de construção e outras medidas tributárias.
As corretoras Fator e Santander afirmam que o pacote do governo e a queda dos juros darão novo ânimo ao setor
Portal EXAME
A corretora do Santander, que trabalha de forma independente do banco, acredita que as ações das incorporadoras já podem ter atingido o fundo do poço por três motivos: 1) Os papéis estão sendo negociados em média pelo valor patrimonial das empresas; 2) A taxa básica de juros iniciou trajetória de queda no mês passado; e 3) Não há uma bolha imobiliária no Brasil porque ainda existe muita demanda reprimida, o que reforça a percepção de que o ajuste dos lançamentos à demanda mais fraca será rápido.
No entanto, a corretora também não aposta em uma firme recuperação do preço das ações neste semestre. As vendas devem continuar fracas no curto prazo apesar das medidas de ajuda que serão anunciadas pelo governo. O analista Marcello Milman, da corretora do Santander, acredita que a venda de imóveis no Brasil caiu cerca de 40% entre o terceiro e o quarto trimestres de 2008. As construtoras responderam cortando os lançamentos, mas Milman acredita que, mesmo assim, a velocidade de vendas de imóveis deve cair cerca de 20% em 2009, o que pode ter efeito na margem de lucro das empresas. No entanto, a corretora acredita que todos esses fatores podem já estar precificados nas ações, que estão em média 65% mais baratas do que no começo de 2008.
O banco aconselha os clientes a comprar ações de empresas que estejam sendo negociadas por cerca de 80% do valor patrimonial e a realizar lucros quando esse indicador se aproximar de 150%. A corretora reduziu a recomendação das ações da Cyrela e da MRV de "compra" para "manutenção". Já os papéis da PDG, Rossi e Gafisa continuam com indicação de compra.
Pacote
Já a Fator Corretora acredita que o pacote imobiliário que deve ser anunciado pelo governo até o final de fevereiro e a queda dos juros podem dar um "novo ânimo" às ações do setor. A corretora aposta, entretanto, que o pacote vai beneficiar principalmente as incorporadoras voltadas para o segmento econômico (Tenda, MRV, PDG e Rodobens). As grandes incorporadoras que possuem exposição significativa ao segmento de baixa renda (Rossi, Gafisa e Cyrela) também serão beneficiadas, mas em menor grau.
A expectativa é que o pacote aumento o valor máximo do imóvel que pode ser financiado com recursos do FGTS de 350 mil reais para 500 mil reais, eleve o montante de subsídios para a compra da casa própria de 1,6 bilhão de reais para 2,6 bilhões de reais, reduza os juros de financiamentos imobiliários e crie de um fundo garantidor para honrar as prestações hipotecárias que deixarem de ser pagas. Além disso, pode haver redução de Imposto de Renda para as construtoras, isenção de IPI para materiais de construção e outras medidas tributárias.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
O V da virada
Por Luiz Fernando Sá
Em economia, má notícia em geral tem forma. É representada por um gráfico com uma linha descendente, lembrando uma ladeira que despenca até lançar a informação no abismo. Tem-se visto muitos deles nos últimos tempos. Nenhum causou tanta preocupação por aqui quanto aquele que, na semana passada, espelhava o comportamento da produção industrial no Brasil em 2008, medida pelo IBGE. Com o peso do número negativo de dezembro passado, com uma retração de 12%, a reta virtuosa que apontava para cima após sucessivas altas nos primeiros nove meses do ano se vergou, apontando para baixo de forma vertiginosa. Trata-se de uma visão assustadora quando se fixa o olho no eventual desastre e não se enxerga conjuntura e fatos que transcendem o gráfico. A boa notícia, para quem quer ver mais longe, é que aquela linha não termina ali. É o retrato de um momento, mas no mês seguinte lá estará ela de novo indicando um novo cenário, que, já se sabe, tem tudo para ser diferente.
Dezembro de 2008 será, então, um marco na nossa história econômica: o mês em que o Brasil soluçou. O mês em que o medo, acima de qualquer dado real, fez silenciar linhas de produção enquanto empresários e executivos tentavam vislumbrar qual caminho seguir. Como a gestão nas empresas é feita com base em previsões de futuras vendas - e não havia vidente capaz de indicar sequer uma tendência -, muitos administradores renderam-se ao pessimismo e pararam as máquinas. Assim, a percepção (importada de outros centros em que a crise é bem mais grave) de que a recessão seria inevitável empurrou nossos índices econômicos para baixo. Tivessem se fixado em dados de mais longo prazo veriam que, a despeito de perder velocidade nos últimos meses do ano, 2008 foi um ano de resultados excepcionais. As indústrias fecharam com crescimentos de produção expressivos em todas as regiões do País, com destaque para o Paraná (8,6%), Goiás (8,5%), Espírito Santo e Pará (ambos com 5,6%) e São Paulo (5,3%).
Na China, estudo do Credit Suisse aponta que, depois de cair, a atividade industrial já está em recuperação. O mesmo gráfico em V poderá ser visto no Brasil em breve.
Quando os números de janeiro chegarem e um novo gráfico for desenhado ficarão lá representadas informações que, divulgadas isoladamente na semana passada, infelizmente foram ofuscadas pelo mau humor reinante. Reação na venda de veículos, aumento nas compras de aço e crescimento no uso de energia pelas indústrias... Vários indicadores utilizados como termômetros da atividade na economia já apontavam para a retomada do bom caminho econômico. A linha que desabava em queda livre ricocheteará para cima, após bater no que pode ter sido o fundo do poço. Vamos ladeira acima novamente - sim, para cima o ritmo é sempre mais lento.
Forma-se, assim, a figura de um V no gráfico do crescimento. É o desenho que economistas do mundo todo sonham em ver atualmente. Há uma torcida global por descobrir onde é o fundo do poço de cada um, dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, etc... Analistas do banco Credit Suisse, por exemplo, divulgaram relatório na semana passada afirmando que a China, uma das locomotivas da economia mundial, já interrompeu o movimento de descida e também já acelera seus motores morro acima. Acompanha o relatório um gráfico mostrando o desempenho de uma série de indicadores - produção industrial, nível de emprego, encomendas do varejo, preços de matérias-primas e até empréstimos bancários - no país. Lá, como cá, as linhas, a partir do quarto trimestre de 2008, apontavam para baixo. Janeiro, por sua vez, fez o V surgir na tela. Para os analistas é o V da virada.
Isto É
Dinheiro
Por Luiz Fernando Sá
Em economia, má notícia em geral tem forma. É representada por um gráfico com uma linha descendente, lembrando uma ladeira que despenca até lançar a informação no abismo. Tem-se visto muitos deles nos últimos tempos. Nenhum causou tanta preocupação por aqui quanto aquele que, na semana passada, espelhava o comportamento da produção industrial no Brasil em 2008, medida pelo IBGE. Com o peso do número negativo de dezembro passado, com uma retração de 12%, a reta virtuosa que apontava para cima após sucessivas altas nos primeiros nove meses do ano se vergou, apontando para baixo de forma vertiginosa. Trata-se de uma visão assustadora quando se fixa o olho no eventual desastre e não se enxerga conjuntura e fatos que transcendem o gráfico. A boa notícia, para quem quer ver mais longe, é que aquela linha não termina ali. É o retrato de um momento, mas no mês seguinte lá estará ela de novo indicando um novo cenário, que, já se sabe, tem tudo para ser diferente.
Dezembro de 2008 será, então, um marco na nossa história econômica: o mês em que o Brasil soluçou. O mês em que o medo, acima de qualquer dado real, fez silenciar linhas de produção enquanto empresários e executivos tentavam vislumbrar qual caminho seguir. Como a gestão nas empresas é feita com base em previsões de futuras vendas - e não havia vidente capaz de indicar sequer uma tendência -, muitos administradores renderam-se ao pessimismo e pararam as máquinas. Assim, a percepção (importada de outros centros em que a crise é bem mais grave) de que a recessão seria inevitável empurrou nossos índices econômicos para baixo. Tivessem se fixado em dados de mais longo prazo veriam que, a despeito de perder velocidade nos últimos meses do ano, 2008 foi um ano de resultados excepcionais. As indústrias fecharam com crescimentos de produção expressivos em todas as regiões do País, com destaque para o Paraná (8,6%), Goiás (8,5%), Espírito Santo e Pará (ambos com 5,6%) e São Paulo (5,3%).
Na China, estudo do Credit Suisse aponta que, depois de cair, a atividade industrial já está em recuperação. O mesmo gráfico em V poderá ser visto no Brasil em breve.
Quando os números de janeiro chegarem e um novo gráfico for desenhado ficarão lá representadas informações que, divulgadas isoladamente na semana passada, infelizmente foram ofuscadas pelo mau humor reinante. Reação na venda de veículos, aumento nas compras de aço e crescimento no uso de energia pelas indústrias... Vários indicadores utilizados como termômetros da atividade na economia já apontavam para a retomada do bom caminho econômico. A linha que desabava em queda livre ricocheteará para cima, após bater no que pode ter sido o fundo do poço. Vamos ladeira acima novamente - sim, para cima o ritmo é sempre mais lento.
Forma-se, assim, a figura de um V no gráfico do crescimento. É o desenho que economistas do mundo todo sonham em ver atualmente. Há uma torcida global por descobrir onde é o fundo do poço de cada um, dos Estados Unidos, da Europa, do Japão, etc... Analistas do banco Credit Suisse, por exemplo, divulgaram relatório na semana passada afirmando que a China, uma das locomotivas da economia mundial, já interrompeu o movimento de descida e também já acelera seus motores morro acima. Acompanha o relatório um gráfico mostrando o desempenho de uma série de indicadores - produção industrial, nível de emprego, encomendas do varejo, preços de matérias-primas e até empréstimos bancários - no país. Lá, como cá, as linhas, a partir do quarto trimestre de 2008, apontavam para baixo. Janeiro, por sua vez, fez o V surgir na tela. Para os analistas é o V da virada.
Isto É
Dinheiro
Dinheiro em ação
Por Milton Gamez
Tijolo por, Tijolo
Bastou o governo federal mencionar a possibilidade de criar um pacote para estimular a venda de imóveis e as ações do setor imobiliário deixaram de ser implodidas na bolsa. O volume da concessão de empréstimos de R$ 30 bilhões no ano passado, crescimento de 64,4% em relação a 2007, veio colado na expectativa das instituições financeiras em repetir o desempenho em 2009. Foi o suficiente para os investidores se voltarem para os canteiros de obras. Enquanto o Ibovespa prepara o cimento da sua recuperação ao acumular ganhos de 9,5% até a quinta-feira 5, nove construtoras e incorporadoras assentaram seus tijolos e estão rendendo mais para os seus acionistas do que a média das ações mais negociadas na BM&FBovespa.
RECUPERAÇÃO NA PLANTA:
Papéis do setor de construção estão entre os destaques de 2009
A Gafisa, que se desvalorizou 68,2% no ano passado, rende 23,5% em 2009. De papel mais penalizado em 2008, com 93% de perdas, a Abyara aparece em segundo lugar com 18,5% de retorno.
A proposta do governo de elevar de R$ 350 mil para R$ 500 mil o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do Fundo de Garantia e o subsídio para quem tem renda de até R$ 2,5 mil na aquisição da casa própria são fundamentais para as construtoras venderem as unidades lançadas no ano passado e que entrarão no mercado neste ano.
Atenção à temporada de balanços. A Rossi Residencial divulgou seus números preliminares na quinta-feira 5 e viu sua ação desmoronar 5,6%, enquanto o Ibovespa subiu 2,4%. O investidor continua temeroso com os resultados.
Por Milton Gamez
Tijolo por, Tijolo
Bastou o governo federal mencionar a possibilidade de criar um pacote para estimular a venda de imóveis e as ações do setor imobiliário deixaram de ser implodidas na bolsa. O volume da concessão de empréstimos de R$ 30 bilhões no ano passado, crescimento de 64,4% em relação a 2007, veio colado na expectativa das instituições financeiras em repetir o desempenho em 2009. Foi o suficiente para os investidores se voltarem para os canteiros de obras. Enquanto o Ibovespa prepara o cimento da sua recuperação ao acumular ganhos de 9,5% até a quinta-feira 5, nove construtoras e incorporadoras assentaram seus tijolos e estão rendendo mais para os seus acionistas do que a média das ações mais negociadas na BM&FBovespa.
RECUPERAÇÃO NA PLANTA:
Papéis do setor de construção estão entre os destaques de 2009
A Gafisa, que se desvalorizou 68,2% no ano passado, rende 23,5% em 2009. De papel mais penalizado em 2008, com 93% de perdas, a Abyara aparece em segundo lugar com 18,5% de retorno.
A proposta do governo de elevar de R$ 350 mil para R$ 500 mil o valor do imóvel que pode ser financiado com recursos do Fundo de Garantia e o subsídio para quem tem renda de até R$ 2,5 mil na aquisição da casa própria são fundamentais para as construtoras venderem as unidades lançadas no ano passado e que entrarão no mercado neste ano.
Atenção à temporada de balanços. A Rossi Residencial divulgou seus números preliminares na quinta-feira 5 e viu sua ação desmoronar 5,6%, enquanto o Ibovespa subiu 2,4%. O investidor continua temeroso com os resultados.
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Celebridades também caíram no golpe de Madoff
Sex, 06/02/2009 - 12:21
NOVA YORK (AFP)
A divulgação nesta quinta-feira da lista de vítimas da fraude piramidal do investidor Bernard Madoff mostrou, além de anônimos, muitos famosos do show business e do esporte americano.
Os atores de Hollywood Kevin Bacon e John Malkovich, o cantor John Denver e o apresentador de TV da rede CNN Larry King fazem parte de uma lista de clientes, com pelo menos 13.600 entradas, entre nomes de pessoas, empresas, ou instituições, mas na qual não aparecem valores.
O famoso bateador de beisebol Sandy Koufax e o proprietário da equipe dos "Mets" de Nova York Fred Wilpon também aparecem na lista de vítimas de Madoff.
Sex, 06/02/2009 - 12:21
NOVA YORK (AFP)
A divulgação nesta quinta-feira da lista de vítimas da fraude piramidal do investidor Bernard Madoff mostrou, além de anônimos, muitos famosos do show business e do esporte americano.
Os atores de Hollywood Kevin Bacon e John Malkovich, o cantor John Denver e o apresentador de TV da rede CNN Larry King fazem parte de uma lista de clientes, com pelo menos 13.600 entradas, entre nomes de pessoas, empresas, ou instituições, mas na qual não aparecem valores.
O famoso bateador de beisebol Sandy Koufax e o proprietário da equipe dos "Mets" de Nova York Fred Wilpon também aparecem na lista de vítimas de Madoff.
Prêmio da Mega-Sena sai para apostador de Itapoã, em Santa Catarina
Prêmio de R$ 23.031.543,81 sai para uma única aposta em sorteio neste sábado, enquanto a quina contempla outros 49 bilhetes por R$ 41.992,34
07/02/2009 - 22:38 (atualizada em 07/02/2009 22:52)
O sorteio da Mega-Sena, realizado neste sábado pela Caixa Econômica Federal, premiou em R$ 23.031.543,81 um apostador da cidade de Itapoã, em Santa Catarina, com os seguintes números sorteados: 28-40-42-54-55-57.
De acordo com dados divulgado pela Caixa, 49 apostas acertaram a quina, e cada uma delas vai ganhar R$ 41.992,34. Já a quadra foi contemplada por 4,875 apostas, que rendem R$ 422,08.
Após o acerto deste sábado, o próximo concurso tem um prêmio estimado de R$ 1,5 milhão, com sorteio a ser realizado na próxima quarta-feira, dia 11 de fevereiro.
Prêmio de R$ 23.031.543,81 sai para uma única aposta em sorteio neste sábado, enquanto a quina contempla outros 49 bilhetes por R$ 41.992,34
07/02/2009 - 22:38 (atualizada em 07/02/2009 22:52)
O sorteio da Mega-Sena, realizado neste sábado pela Caixa Econômica Federal, premiou em R$ 23.031.543,81 um apostador da cidade de Itapoã, em Santa Catarina, com os seguintes números sorteados: 28-40-42-54-55-57.
De acordo com dados divulgado pela Caixa, 49 apostas acertaram a quina, e cada uma delas vai ganhar R$ 41.992,34. Já a quadra foi contemplada por 4,875 apostas, que rendem R$ 422,08.
Após o acerto deste sábado, o próximo concurso tem um prêmio estimado de R$ 1,5 milhão, com sorteio a ser realizado na próxima quarta-feira, dia 11 de fevereiro.
David Beckham não quer voltar a Los Angeles
Sab, 07/02/2009 - 15:29
O jogador David Beckham não tem saudades de Hollywood
Da Redação Online
O jogador David Beckham, marido da ex-Spice Girl Victoria, está disposto a perder milhões para não voltar a Los Angeles.
Emprestado por três meses para o Milan, ele não pretende sair do time, onde considera que seu jogo tem alcançado um bom nível de qualidade. ''Tenho me redescoberto como um jogador de futebol'', disse.
O galã pode perder até 33 milhões de dólares, valor do contrato de cinco anos com o LA Galaxy caso as negociações não avancem.
Apesar de adaptados à vida em Hollywood, ele e a esposa pretendem, mesmo, é se estabelecer em Milão.
Sab, 07/02/2009 - 15:29
O jogador David Beckham não tem saudades de Hollywood
Da Redação Online
O jogador David Beckham, marido da ex-Spice Girl Victoria, está disposto a perder milhões para não voltar a Los Angeles.
Emprestado por três meses para o Milan, ele não pretende sair do time, onde considera que seu jogo tem alcançado um bom nível de qualidade. ''Tenho me redescoberto como um jogador de futebol'', disse.
O galã pode perder até 33 milhões de dólares, valor do contrato de cinco anos com o LA Galaxy caso as negociações não avancem.
Apesar de adaptados à vida em Hollywood, ele e a esposa pretendem, mesmo, é se estabelecer em Milão.
Foto inédita de Madonna nua irá a leilão em N.York
Sab, 07/02/2009 - 11:39
Nova York, 6 fev (EFE)
Uma foto inédita em que a cantora americana Madonna aparece nua será leiloada em 12 de fevereiro pela Christie's, que calcula que a imagem será arrematada por pelo menos US$ 10 mil.
A foto, em preto e branco e clicada por Lee Friedlander em 1979, irá a leilão junto com outros 154 lotes de uma coleção sobre ícones do glamour e do estilo.
''Trata-se de uma imagem pouco comum de uma artista, assinada e lacrada, que além disso não faz parte da série de imagens de Madonna publicadas pela 'Playboy'. Portanto, esperamos obter um resultado excelente'', disse o encarregado do leilão, Matthieu Humery.
Os interessados nas imagens também poderão oferecer lances por fotos de celebridades como Drew Barrimore e Marylin Monroe, que também aparecem sem roupa e em atitudes sugestivas.
''A crise econômica não afeta este mercado porque os colecionadores de imagens deste tipo são bem diferentes dos amantes da arte contemporânea'', acrescentou Humery.
O lote mais caro da coleção é integrado por duas fotos em preto e branco de Helmut Newton, intituladas ''Nuas e Vestidas''. A expectativa é o lance pelas imagens alcance entre US$ 150 mil e US$ 250 mil.
Sab, 07/02/2009 - 11:39
Nova York, 6 fev (EFE)
Uma foto inédita em que a cantora americana Madonna aparece nua será leiloada em 12 de fevereiro pela Christie's, que calcula que a imagem será arrematada por pelo menos US$ 10 mil.
A foto, em preto e branco e clicada por Lee Friedlander em 1979, irá a leilão junto com outros 154 lotes de uma coleção sobre ícones do glamour e do estilo.
''Trata-se de uma imagem pouco comum de uma artista, assinada e lacrada, que além disso não faz parte da série de imagens de Madonna publicadas pela 'Playboy'. Portanto, esperamos obter um resultado excelente'', disse o encarregado do leilão, Matthieu Humery.
Os interessados nas imagens também poderão oferecer lances por fotos de celebridades como Drew Barrimore e Marylin Monroe, que também aparecem sem roupa e em atitudes sugestivas.
''A crise econômica não afeta este mercado porque os colecionadores de imagens deste tipo são bem diferentes dos amantes da arte contemporânea'', acrescentou Humery.
O lote mais caro da coleção é integrado por duas fotos em preto e branco de Helmut Newton, intituladas ''Nuas e Vestidas''. A expectativa é o lance pelas imagens alcance entre US$ 150 mil e US$ 250 mil.
Barreado
Prato principal Prato único Carnes
Claudia Cozinha
Ingredientes:
4 kg de carne (patinho ou lombo agulha) limpa e sem sebo
1 kg de cebola batida no liqüidificador
1 kg de tomates batidos no liqüidificador
100 g de alho socado
500 g de bacon cortado em cubinhos
sal
cominho
louro
pimenta-do-reino a gosto
farinha de mandioca
farinha de trigo
água para "barrear"
Modo de preparo:
Corte a carne em pedaços e coloque numa panela, de preferência de barro. Junte todos os ingredientes, exceto os que vão ser utilizados para "barrear". A carne deve "nadar" no molho: acrescente um mínimo de água, cerca de 1/2 xícara. Tampe a panela. Reserve. Faça uma mistura de farinha de trigo e água até obter uma pasta. Com essa pasta deve-se "barrear" a panela, ou seja, aperte massa em toda a borda da panela para que esta fique bem vedada. Leve a panela "barreada" ao fogo e cozinhe. O cozimento é lento, cerca de 3 a 4 horas, e deve ser feito de véspera para que a carne cozida repouse na panela. Para retirar o "barreado" basta raspar com uma faca. Antes de servir aqueça novamente e dê uma ligeira amassada na carne para que se desmanche. Sirva com arroz branco, banana-da-terra cozida e farinha de mandioca. Dá 10 porções.
Prato principal Prato único Carnes
Claudia Cozinha
Ingredientes:
4 kg de carne (patinho ou lombo agulha) limpa e sem sebo
1 kg de cebola batida no liqüidificador
1 kg de tomates batidos no liqüidificador
100 g de alho socado
500 g de bacon cortado em cubinhos
sal
cominho
louro
pimenta-do-reino a gosto
farinha de mandioca
farinha de trigo
água para "barrear"
Modo de preparo:
Corte a carne em pedaços e coloque numa panela, de preferência de barro. Junte todos os ingredientes, exceto os que vão ser utilizados para "barrear". A carne deve "nadar" no molho: acrescente um mínimo de água, cerca de 1/2 xícara. Tampe a panela. Reserve. Faça uma mistura de farinha de trigo e água até obter uma pasta. Com essa pasta deve-se "barrear" a panela, ou seja, aperte massa em toda a borda da panela para que esta fique bem vedada. Leve a panela "barreada" ao fogo e cozinhe. O cozimento é lento, cerca de 3 a 4 horas, e deve ser feito de véspera para que a carne cozida repouse na panela. Para retirar o "barreado" basta raspar com uma faca. Antes de servir aqueça novamente e dê uma ligeira amassada na carne para que se desmanche. Sirva com arroz branco, banana-da-terra cozida e farinha de mandioca. Dá 10 porções.
Novas regras para consórcios entram em vigor
06.02.2009 | 08h23
Mudanças permitem a criação de consórcio também para pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até pós-graduação no exterior
Francine De Lorenzo
Portal EXAME A partir desta sexta-feira (6/2), os consumidores terão mais uma opção para pagamento de pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até cursos de pós-graduação no exterior. Entram em vigor as novas regras para consórcios no país, que passam a permitir a comercialização de planos também para serviços. Até agora, somente bens, como veículos e imóveis, podiam ser adquiridos por esse sistema.
Os consórcios de serviços terão uma particularidade: serão formados de acordo com o valor da carta de crédito, e não pelo serviço desejado. Um consorciado que queira reformar a casa, outro que deseje viajar para a Europa e um terceiro que sonhe em modelar o corpo por lipoescultura, por exemplo, poderão fazer parte do mesmo grupo. E, se no momento da contemplação, o consorciado desistir do serviço que pretendia contratar, terá a chance de utilizar a carta de crédito para outra finalidade. "Não importa qual serviço será contratado, mas é fundamental que o prestador de serviço seja uma empresa formalizada, já que o pagamento será feito diretamente da administradora para a empresa, sem passar pela conta corrente do consorciado", ressalta Rodolfo Montosa, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).
O consorciado poderá contratar quantos serviços quiser até o limite do valor de sua carta de crédito. A sobra, se houver, poderá ser utilizada no pagamento das parcelas do próprio consórcio.
Quem tiver dívidas também poderá se beneficiar da nova regulamentação. Ao ser contemplado, o consorciado poderá optar por utilizar a carta de crédito na quitação de financiamento, ao invés de comprar um novo bem. Mas haverá uma restrição: o financiamento terá de ser da mesma natureza do consórcio. Planos de veículos, por exemplo, só poderão pagar financiamentos de veículos.
O consorciado também não poderá utilizar a carta de crédito para abater prestações. O dinheiro será liberado para o pagamento de dívidas somente se for suficiente para quitar totalmente o financiamento. Montosa explica que, como o bem é a garantia do consórcio, precisa estar em nome do consorciado. E, sem a quitação completa, isso não é possível, pois o bem fica alienado em nome do banco.
Já aqueles que desistirem do consórcio antes de serem contemplados passarão a ter uma oportunidade de receber de volta os valores pagos sem ter de aguardar até o final do plano. Os consorciados continuarão participando dos sorteios mensais mesmo não pagando as parcelas. Ao serem contemplados, conquistarão o direito de ter de volta o dinheiro que foi aplicado. "É uma forma justa de resolver um impasse. Não parecia certo impedir um consorciado de resgatar seu dinheiro, mas também não era correto prejudicar o grupo pela saída de um participante. Com os sorteios, respeitam-se os direitos de todos", avalia Montosa.
Na opinião do executivo, as novas regras vão reforçar a atratividade dos consórcios nessa época de encurtamento do crédito devido à crise mundial. Somente nos três últimos meses de 2008, as vendas de cotas cresceram em média 17,3%, segundo dados da Abac. Para 2009, a expectativa é de expansão de 6% a 8%.
Consórcio X Financiamento
A grande vantagem dos consórcios sobre os financiamentos está no custo. Nos consórcios, não há a cobrança de juros. Os consorciados arcam apenas com uma taxa de administração, que varia de 1,5% a 2,4% ao ano. O percentual é bastante inferior ao cobrado pelos bancos nas linhas de crédito, principalmente após o acirramento da crise global.
Na composição da parcela, entretanto, inclui-se também um valor que se destina à formação de um fundo de reserva. Esse fundo tem por objetivo garantir as cartas de crédito em caso de qualquer eventualidade. Se não utilizado, ao final do plano, o dinheiro é devolvido aos participantes.
Para saber quanto terá de pagar por mês, o consorciado pode fazer uma conta simples: somar o percentual da taxa de administração ao do fundo de reserva, aplicar o percentual resultante sobre o valor da carta de crédito e, então, dividir o total pela quantidade de prestações. Numa carta de crédito de 23 mil reais, por exemplo, com prazo de 72 meses, taxa de administração de 12% no período e 3% de fundo de reserva, o consorciado pagará:
12% (taxa de administração) + 3% (fundo de reserva) = 15% (percentual total)
R$ 23.000 (valor da carta de crédito) x 15% = R$ 3.450 (custo do consórcio)
R$ 3.450 + R$ 23.000 = R$ 26.450 (valor total do consórcio)
R$ 26.450 / 72 (número de prestações) = R$ 367,36 (valor da prestação)
Durante o plano, as prestações são corrigidas pelo valor do bem. Até hoje, as administradoras podiam utilizar somente a tabela de preços do fabricante como referência, com exceção dos planos para imóveis, que são corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Com a nova regulamentação, os demais planos também poderão ser corrigidos por índices setoriais. No caso de automóveis, por exemplo, a referência poderá ser a tabela FIPE.
A desvantagem dos consórcios está em não dispor do bem imediatamente. Como a contemplação é feita por sorteio, os menos sortudos poderão levar meses ou até mesmo anos para receber o bem. Os planos de imóveis, os mais longos do mercado, chegam a ter prazo de 180 meses. Nos de automóveis, o prazo mais comum é de 72 meses, enquanto nos de motos é de 60 meses.
Quem possui uma boa reserva em dinheiro, entretanto, pode tentar antecipar o recebimento do bem dando um lance. Cada plano estabelece um valor mínimo para as propostas. No Bradesco, maior administrador de consórcios do país, o lance mínimo para veículos equivale a 10% da carta de crédito e, no de imóveis, 20%. O consorciado pode tentar a contemplação por lance quantas vezes quiser e, no caso de imóveis, é possível utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
06.02.2009 | 08h23
Mudanças permitem a criação de consórcio também para pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até pós-graduação no exterior
Francine De Lorenzo
Portal EXAME A partir desta sexta-feira (6/2), os consumidores terão mais uma opção para pagamento de pacotes de viagem, serviços médicos, próteses dentárias, cirurgias plásticas e até cursos de pós-graduação no exterior. Entram em vigor as novas regras para consórcios no país, que passam a permitir a comercialização de planos também para serviços. Até agora, somente bens, como veículos e imóveis, podiam ser adquiridos por esse sistema.
Os consórcios de serviços terão uma particularidade: serão formados de acordo com o valor da carta de crédito, e não pelo serviço desejado. Um consorciado que queira reformar a casa, outro que deseje viajar para a Europa e um terceiro que sonhe em modelar o corpo por lipoescultura, por exemplo, poderão fazer parte do mesmo grupo. E, se no momento da contemplação, o consorciado desistir do serviço que pretendia contratar, terá a chance de utilizar a carta de crédito para outra finalidade. "Não importa qual serviço será contratado, mas é fundamental que o prestador de serviço seja uma empresa formalizada, já que o pagamento será feito diretamente da administradora para a empresa, sem passar pela conta corrente do consorciado", ressalta Rodolfo Montosa, presidente da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac).
O consorciado poderá contratar quantos serviços quiser até o limite do valor de sua carta de crédito. A sobra, se houver, poderá ser utilizada no pagamento das parcelas do próprio consórcio.
Quem tiver dívidas também poderá se beneficiar da nova regulamentação. Ao ser contemplado, o consorciado poderá optar por utilizar a carta de crédito na quitação de financiamento, ao invés de comprar um novo bem. Mas haverá uma restrição: o financiamento terá de ser da mesma natureza do consórcio. Planos de veículos, por exemplo, só poderão pagar financiamentos de veículos.
O consorciado também não poderá utilizar a carta de crédito para abater prestações. O dinheiro será liberado para o pagamento de dívidas somente se for suficiente para quitar totalmente o financiamento. Montosa explica que, como o bem é a garantia do consórcio, precisa estar em nome do consorciado. E, sem a quitação completa, isso não é possível, pois o bem fica alienado em nome do banco.
Já aqueles que desistirem do consórcio antes de serem contemplados passarão a ter uma oportunidade de receber de volta os valores pagos sem ter de aguardar até o final do plano. Os consorciados continuarão participando dos sorteios mensais mesmo não pagando as parcelas. Ao serem contemplados, conquistarão o direito de ter de volta o dinheiro que foi aplicado. "É uma forma justa de resolver um impasse. Não parecia certo impedir um consorciado de resgatar seu dinheiro, mas também não era correto prejudicar o grupo pela saída de um participante. Com os sorteios, respeitam-se os direitos de todos", avalia Montosa.
Na opinião do executivo, as novas regras vão reforçar a atratividade dos consórcios nessa época de encurtamento do crédito devido à crise mundial. Somente nos três últimos meses de 2008, as vendas de cotas cresceram em média 17,3%, segundo dados da Abac. Para 2009, a expectativa é de expansão de 6% a 8%.
Consórcio X Financiamento
A grande vantagem dos consórcios sobre os financiamentos está no custo. Nos consórcios, não há a cobrança de juros. Os consorciados arcam apenas com uma taxa de administração, que varia de 1,5% a 2,4% ao ano. O percentual é bastante inferior ao cobrado pelos bancos nas linhas de crédito, principalmente após o acirramento da crise global.
Na composição da parcela, entretanto, inclui-se também um valor que se destina à formação de um fundo de reserva. Esse fundo tem por objetivo garantir as cartas de crédito em caso de qualquer eventualidade. Se não utilizado, ao final do plano, o dinheiro é devolvido aos participantes.
Para saber quanto terá de pagar por mês, o consorciado pode fazer uma conta simples: somar o percentual da taxa de administração ao do fundo de reserva, aplicar o percentual resultante sobre o valor da carta de crédito e, então, dividir o total pela quantidade de prestações. Numa carta de crédito de 23 mil reais, por exemplo, com prazo de 72 meses, taxa de administração de 12% no período e 3% de fundo de reserva, o consorciado pagará:
12% (taxa de administração) + 3% (fundo de reserva) = 15% (percentual total)
R$ 23.000 (valor da carta de crédito) x 15% = R$ 3.450 (custo do consórcio)
R$ 3.450 + R$ 23.000 = R$ 26.450 (valor total do consórcio)
R$ 26.450 / 72 (número de prestações) = R$ 367,36 (valor da prestação)
Durante o plano, as prestações são corrigidas pelo valor do bem. Até hoje, as administradoras podiam utilizar somente a tabela de preços do fabricante como referência, com exceção dos planos para imóveis, que são corrigidos pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Com a nova regulamentação, os demais planos também poderão ser corrigidos por índices setoriais. No caso de automóveis, por exemplo, a referência poderá ser a tabela FIPE.
A desvantagem dos consórcios está em não dispor do bem imediatamente. Como a contemplação é feita por sorteio, os menos sortudos poderão levar meses ou até mesmo anos para receber o bem. Os planos de imóveis, os mais longos do mercado, chegam a ter prazo de 180 meses. Nos de automóveis, o prazo mais comum é de 72 meses, enquanto nos de motos é de 60 meses.
Quem possui uma boa reserva em dinheiro, entretanto, pode tentar antecipar o recebimento do bem dando um lance. Cada plano estabelece um valor mínimo para as propostas. No Bradesco, maior administrador de consórcios do país, o lance mínimo para veículos equivale a 10% da carta de crédito e, no de imóveis, 20%. O consorciado pode tentar a contemplação por lance quantas vezes quiser e, no caso de imóveis, é possível utilizar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
BB prepara negócio bilionário em seguros| 06.02.2009 | 16h51
Transação envolve troca de ativos com seguradoras e pode criar gigante do setor
Por Tiago Lethbridge
Portal EXAME
O Banco do Brasil vem preparando nas últimas semanas um movimento que pode alterar a correlação de forças no setor de seguros brasileiro. O comando do banco decidiu reestruturar toda sua área de seguros e previdência, que hoje tem diferentes parceiros. O objetivo do BB é racionalizar a estrutura e ter apenas um sócio. Segundo EXAME apurou, o banco de investimentos UBS Pactual, contratado pelo BB, procurou nas últimas semanas as maiores empresas de seguros do Brasil e do mundo em busca de interessados na associação. Desde então, essas companhias contrataram assessores financeiros e prepararam suas propostas. Grupos brasileiros como SulAmérica e gigantes estrangeiros como a MetLife estariam entre os potenciais interessados.
De acordo com executivos que participam das negociações, o negócio dificilmente envolverá dinheiro. "O BB não quer levantar caixa", diz um deles. "A idéia é fazer uma troca de ativos com um grande, criar uma estrutura eficiente e, assim, ganhar mais dinheiro com seguros". No limite, as discussões podem caminhar para uma fusão, que criaria um gigante do setor de seguros e previdência. Ainda de acordo com esse executivo, os valores envolvidos dependerão do modelo final da transação. Internamente, os executivos da estatal atribuem à área de seguros e previdência um valor superior a vinte bilhões de reais. Para assessores financeiros de seguradoras procuradas pelo BB, o valor é alto. Negociações em torno do preço acontecerão em fevereiro.
Uma associação atenderia a interesses de BB e de seguradoras que querem crescer no país. Hoje, a área de seguros do banco estatal é considerada confusa, e conta com parceiros como SulAmérica e a espanhola Mapfre (parceira da Nossa Caixa, recém-adquirida pelo BB). Para os executivos do banco, a parceria com um especialista em gestão de seguros aumentaria o potencial de ganhos da estatal no segmento. Já para as seguradoras, a jóia da coroa é o direito de vender seguros na enorme rede agências do Banco do Brasil -- são mais de 3150 espalhadas pelo país.
Como as negociações estão em sua fase inicial, porém, é possível que nem sequer avancem. Nos últimos anos, o Bradesco deu demonstrações inequívocas de que é possível, para um banco de varejo, criar uma estrutura vencedora em seguros sem precisar de uma associação com um especialista. Sob o comando de Luiz Carlos Trabuco, a Bradesco Seguros se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Hoje, representa 36% do lucro total do banco -- e Trabuco acabou sendo escolhido como sucessor de Márcio Cypriano na presidência da instituição. Nas próximas semanas, portanto, o Banco do Brasil decidirá se segue sozinho ou se aceita as ofertas das seguradoras interessadas numa associação. Procurado por EXAME, o Banco do Brasil afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não comentará o assunto.
Transação envolve troca de ativos com seguradoras e pode criar gigante do setor
Por Tiago Lethbridge
Portal EXAME
O Banco do Brasil vem preparando nas últimas semanas um movimento que pode alterar a correlação de forças no setor de seguros brasileiro. O comando do banco decidiu reestruturar toda sua área de seguros e previdência, que hoje tem diferentes parceiros. O objetivo do BB é racionalizar a estrutura e ter apenas um sócio. Segundo EXAME apurou, o banco de investimentos UBS Pactual, contratado pelo BB, procurou nas últimas semanas as maiores empresas de seguros do Brasil e do mundo em busca de interessados na associação. Desde então, essas companhias contrataram assessores financeiros e prepararam suas propostas. Grupos brasileiros como SulAmérica e gigantes estrangeiros como a MetLife estariam entre os potenciais interessados.
De acordo com executivos que participam das negociações, o negócio dificilmente envolverá dinheiro. "O BB não quer levantar caixa", diz um deles. "A idéia é fazer uma troca de ativos com um grande, criar uma estrutura eficiente e, assim, ganhar mais dinheiro com seguros". No limite, as discussões podem caminhar para uma fusão, que criaria um gigante do setor de seguros e previdência. Ainda de acordo com esse executivo, os valores envolvidos dependerão do modelo final da transação. Internamente, os executivos da estatal atribuem à área de seguros e previdência um valor superior a vinte bilhões de reais. Para assessores financeiros de seguradoras procuradas pelo BB, o valor é alto. Negociações em torno do preço acontecerão em fevereiro.
Uma associação atenderia a interesses de BB e de seguradoras que querem crescer no país. Hoje, a área de seguros do banco estatal é considerada confusa, e conta com parceiros como SulAmérica e a espanhola Mapfre (parceira da Nossa Caixa, recém-adquirida pelo BB). Para os executivos do banco, a parceria com um especialista em gestão de seguros aumentaria o potencial de ganhos da estatal no segmento. Já para as seguradoras, a jóia da coroa é o direito de vender seguros na enorme rede agências do Banco do Brasil -- são mais de 3150 espalhadas pelo país.
Como as negociações estão em sua fase inicial, porém, é possível que nem sequer avancem. Nos últimos anos, o Bradesco deu demonstrações inequívocas de que é possível, para um banco de varejo, criar uma estrutura vencedora em seguros sem precisar de uma associação com um especialista. Sob o comando de Luiz Carlos Trabuco, a Bradesco Seguros se tornou uma máquina de fazer dinheiro. Hoje, representa 36% do lucro total do banco -- e Trabuco acabou sendo escolhido como sucessor de Márcio Cypriano na presidência da instituição. Nas próximas semanas, portanto, o Banco do Brasil decidirá se segue sozinho ou se aceita as ofertas das seguradoras interessadas numa associação. Procurado por EXAME, o Banco do Brasil afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que não comentará o assunto.
No encalço da Positivo
A catarinense Intelbras levou apenas um ano e meio para entrar no grupo das cinco maiores fabricantes de computadores pessoais do país. O desafio agora é manter a posição.
Por Renata Agostini - 05/02/2009
É difícil definir o ano de 2008 para os fabricantes brasileiros de computadores. No ano passado, foram vendidos 12 milhões de aparelhos, um recorde, com crescimento de quase 13% em relação a 2007. Até setembro, o varejo nunca havia vendido tantos computadores no Brasil.
A partir de então, como todos sabem, as coisas pioraram. O dólar disparou, aumentando os custos e reduzindo as margens de lucro dos fabricantes. O crédito secou, afastando os consumidores. Algumas empresas do setor passaram por sérias dificuldades. É o caso da líder de mercado, a paranaense Positivo, que encarou uma perda brutal de valor de suas ações na bolsa. (Entre novembro de 2007 e outubro de 2008, o valor de mercado da empresa passou de 4 bilhões para 308 milhões de reais.)
Foi nesse cenário de profunda instabilidade que a catarinense Intelbras, até então reconhecida por fabricar centrais e aparelhos telefônicos, se transformou na mais nova - e uma das mais agressivas - marca brasileira de computadores. No período de agosto de 2007, quando colocou no mercado seus primeiros produtos, até dezembro do ano passado, a participação da Intelbras saiu do zero para 7,3%, o que a coloca entre as cinco maiores vendedoras de PCs e notebooks do varejo no país. Sediada em São José, na região metropolitana de Florianópolis, a empresa hoje está à frente da HP, a líder mundial.
Na era dos telefones, o faturamento da Intelbras atingia 240 milhões de reais ao ano. Na era dos computadores, chegou a 800 milhões - metade disso, fruto da venda de cerca de 380 000 PCs e notebooks, sobretudo para a emergente classe C. "Desde o começo nosso objetivo era ficar entre as líderes do setor", diz Altair Silvestri, presidente da empresa, há seis anos no cargo.
Em sua curta trajetória até aqui, a Intelbras cresceu principalmente ao conquistar parte do mercado da Positivo Informática. O ano passado foi um período de turbulência para a líder. As dificuldades começaram com a perda de competitividade de seus produtos em São Paulo, o maior mercado do país. Por decisão do governo estadual, os computadores produzidos fora de São Paulo passaram a sofrer uma taxação maior. Logo em seguida, uma encomenda de 150 000 laptops feita pelo governo federal, avaliada em 150 milhões de reais, foi cancelada.
Tudo isso teve reflexos entre os investidores, que derrubaram o valor da empresa. A Positivo ainda continua a ser a maior fabricante e vendedora de computadores brasileira, com uma confortável participação de 24%. Mas a rapidez com que perdeu mercado, ao longo de 2008, chama a atenção. E foi justamente no que a Positivo é mais forte, nas vendas ao varejo, que a Intelbras se posicionou. Seus preços são hoje 5% inferiores aos da líder - o que, seus executivos admitem, sacrifica as margens de lucro. A experiência com a venda de telefones - atualmente um em cada três telefones vendidos no Brasil é produzido na empresa - ajudou a Intelbras a se posicionar no varejo. Desde que entrou no setor, a empresa já treinou 6 000 vendedores, que são orientados, por exemplo, a explicar para os consumidores que a Intelbras compra suas peças do mesmo fornecedor da Dell e da HP, reforçando o argumento da melhor relação custo-benefício.
A catarinense Intelbras levou apenas um ano e meio para entrar no grupo das cinco maiores fabricantes de computadores pessoais do país. O desafio agora é manter a posição.
Por Renata Agostini - 05/02/2009
É difícil definir o ano de 2008 para os fabricantes brasileiros de computadores. No ano passado, foram vendidos 12 milhões de aparelhos, um recorde, com crescimento de quase 13% em relação a 2007. Até setembro, o varejo nunca havia vendido tantos computadores no Brasil.
A partir de então, como todos sabem, as coisas pioraram. O dólar disparou, aumentando os custos e reduzindo as margens de lucro dos fabricantes. O crédito secou, afastando os consumidores. Algumas empresas do setor passaram por sérias dificuldades. É o caso da líder de mercado, a paranaense Positivo, que encarou uma perda brutal de valor de suas ações na bolsa. (Entre novembro de 2007 e outubro de 2008, o valor de mercado da empresa passou de 4 bilhões para 308 milhões de reais.)
Foi nesse cenário de profunda instabilidade que a catarinense Intelbras, até então reconhecida por fabricar centrais e aparelhos telefônicos, se transformou na mais nova - e uma das mais agressivas - marca brasileira de computadores. No período de agosto de 2007, quando colocou no mercado seus primeiros produtos, até dezembro do ano passado, a participação da Intelbras saiu do zero para 7,3%, o que a coloca entre as cinco maiores vendedoras de PCs e notebooks do varejo no país. Sediada em São José, na região metropolitana de Florianópolis, a empresa hoje está à frente da HP, a líder mundial.
Na era dos telefones, o faturamento da Intelbras atingia 240 milhões de reais ao ano. Na era dos computadores, chegou a 800 milhões - metade disso, fruto da venda de cerca de 380 000 PCs e notebooks, sobretudo para a emergente classe C. "Desde o começo nosso objetivo era ficar entre as líderes do setor", diz Altair Silvestri, presidente da empresa, há seis anos no cargo.
Em sua curta trajetória até aqui, a Intelbras cresceu principalmente ao conquistar parte do mercado da Positivo Informática. O ano passado foi um período de turbulência para a líder. As dificuldades começaram com a perda de competitividade de seus produtos em São Paulo, o maior mercado do país. Por decisão do governo estadual, os computadores produzidos fora de São Paulo passaram a sofrer uma taxação maior. Logo em seguida, uma encomenda de 150 000 laptops feita pelo governo federal, avaliada em 150 milhões de reais, foi cancelada.
Tudo isso teve reflexos entre os investidores, que derrubaram o valor da empresa. A Positivo ainda continua a ser a maior fabricante e vendedora de computadores brasileira, com uma confortável participação de 24%. Mas a rapidez com que perdeu mercado, ao longo de 2008, chama a atenção. E foi justamente no que a Positivo é mais forte, nas vendas ao varejo, que a Intelbras se posicionou. Seus preços são hoje 5% inferiores aos da líder - o que, seus executivos admitem, sacrifica as margens de lucro. A experiência com a venda de telefones - atualmente um em cada três telefones vendidos no Brasil é produzido na empresa - ajudou a Intelbras a se posicionar no varejo. Desde que entrou no setor, a empresa já treinou 6 000 vendedores, que são orientados, por exemplo, a explicar para os consumidores que a Intelbras compra suas peças do mesmo fornecedor da Dell e da HP, reforçando o argumento da melhor relação custo-benefício.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Lula anuncia plano para construção de 500 mil moradias populares
Agência Brasil
03/02/2009 15:31
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que, em cerca de dez dias, ministros do seu governo apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país.
"Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff [ministra-chefe da Casa Civil], o Guido Mantega [ministro da Fazenda] e o Márcio Fortes [ministro das Cidades] vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói", afirmou.
Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. "Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos."
Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075). A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010.
As afirmações de Lula foram feitas durante discurso em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Lá, o presidente inaugurou a Escola Estadual Luiz Carlos da Vila, obra que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A escola tem capacidade para atender 1,5 mil alunos de ensino médio.
(Agência Brasil)
Agência Brasil
03/02/2009 15:31
BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que, em cerca de dez dias, ministros do seu governo apresentarão a ele um plano para a construção de 500 mil casas em todo o país.
"Daqui a uns 10 dias, a Dilma Rousseff [ministra-chefe da Casa Civil], o Guido Mantega [ministro da Fazenda] e o Márcio Fortes [ministro das Cidades] vão apresentar um plano para construirmos mais 500 mil casas neste país, além daquelas que a Caixa Econômica já constrói", afirmou.
Lula destacou que a geração de empregos é a principal motivação da medida. "Vamos fazer isso por que precisamos gerar empregos."
Nos próximos dias, o governo vai lançar um conjunto de medidas para incentivar a construção civil. O plano seria apresentado na semana passada, mas foi adiado porque o presidente Lula quer reduzir ainda mais o custo do financiamento habitacional e conceder mais facilidades às famílias com renda inferior a cinco salários mínimos (até R$ 2.075). A meta do governo é financiar 1 milhão de novos imóveis até 2010.
As afirmações de Lula foram feitas durante discurso em Manguinhos, no Rio de Janeiro. Lá, o presidente inaugurou a Escola Estadual Luiz Carlos da Vila, obra que faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A escola tem capacidade para atender 1,5 mil alunos de ensino médio.
(Agência Brasil)
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Como pagar menos IR com venda ou aluguel de imóveis
03.02.2009 | 09h04
Medidas simples, como somar o valor de reformas e benfeitorias ao preço de compra do imóvel, podem garantir uma mordida menor do Leão
Márcio JuliboniPublicidadePortal EXAME
Em tempos de crise financeira mundial, muitos investidores começam a ver, nos imóveis, uma alternativa de investimento mais segura do que os fundos ou as ações. Outros também precisam enfrentar um mercado em retração para comprar ou vender um imóvel e realizar seu sonho de se mudar para uma casa maior ou conquistar seu primeiro teto próprio.
Em qualquer situação, a carga de impostos incidente sobre transações imobiliárias pode até mesmo inviabilizar um negócio. No geral, quem vive da renda de aluguéis sofre a incidência da tabela progressiva do Imposto de Renda (IR). Já quem vende um imóvel precisa pagar 15% de IR sobre o lucro da operação (preço de venda menos preço de compra). Mas a própria legislação tributária prevê diversas situações em que é possível reduzir o valor pago nessas operações. O mais importante é se preparar com antecedência. "Quanto mais cedo você fizer seu planejamento tributário, menos imposto poderá pagar", afirma Mário Shingaki, professor de Planejamento Tributário dos cursos de MBA da Fundação Instituto de Administração, e autor do livro Gestão de Impostos, da editora Saint Paul.
Veja, a seguir, as situações em que você pode pagar menos IR em transações imobiliárias - ou, até mesmo, ser isento:
1. Isenção total de IR na venda de imóvel residencial: um imóvel residencial vendido por até 440.000 reais é isento de IR se for o único imóvel do proprietário e se ele não realizou nenhuma compra ou venda imobiliária nos últimos cinco anos.
2. Isenção total de IR na venda de imóveis comprados até 1969: se você comprou um imóvel residencial até 1969, ao vendê-lo, não terá de pagar IR sobre o lucro da operação. Para se beneficiar da isenção, não é necessário que este seja o único imóvel residencial do vendedor.
3. Isenção parcial de IR na venda de imóveis comprados entre 1970 e 1988: a lei permite descontar um percentual sobre o lucro da transação para calcular a base de incidência do Imposto de Renda (veja a tabela abaixo). Esse benefício também é aplicável por quem possui mais de um imóvel.
Exemplo: um imóvel é comprado em 1979 por um valor equivalente a 100.000 reais. Em 2008, o proprietário resolve vendê-lo por 300.000 reais. O lucro da operação é de 200.000 reais. Sem a isenção parcial, ele pagaria 15% de IR sobre esse lucro, ou 30.000 reais. Mas a lei diz que, para imóveis comprados em 1979, há um desconto de 50% sobre a base de cálculo. Ou seja, ele precisará pagar IR apenas sobre 100.000 reais, reduzindo o valor a recolher para 15.000 reais.
4. Isenção em caso de aplicação de recursos em compra de imóvel: se alguém vendeu um imóvel e aplicar todo o dinheiro na compra de outra residência em até 180 dias, não precisará pagar IR sobre o lucro da venda.
Exemplo: se, ao vender um apartamento por 500.000 reais, o proprietário obteve um lucro de 200.000 reais, não precisará pagar IR sobre o lucro se, dentro de 180 dias, aplicar todos os 500.000 reais da venda na compra de outro imóvel residencial. Cuidado: se apenas parte dos 500.000 for usada na aquisição do segundo imóvel, a Receita cobrará o IR proporcional à quantia que foi aplicada em outra finalidade. Isto é, se apenas metade dos 500.000 for usada no outro imóvel, então metade do lucro de 200.000 sofrerá a incidência dos 15% de IR.
5. Isenção para imóveis de pequeno valor: não é preciso pagar IR sobre o lucro de imóveis vendidos por até 35.000 reais. Em grandes cidades, como São Paulo ou Rio de Janeiro, é um benefício difícil de ser aplicado, mas em municípios menores, pode ajudar. Outra vantagem de se recorrer a ele é quando o proprietário tem mais de um imóvel até este valor para ser vendido. Se ele tiver, por exemplo, dois lotes com valor individual de venda de 35.000 reais, e vendê-los no mesmo mês, terá de pagar o IR sobre o lucro somado das duas operações. Mas, se ele vender um por mês, embora o lucro total das operações continue o mesmo, ele será beneficiado com a isenção de IR.
6. Reduza a base de cálculo do IR: a base de cálculo, isto é, o valor sobre o qual o IR é cobrado, é o lucro nas transações imobiliárias. Esse lucro é calculado pela diferença entre o valor pago na compra e o auferido na venda do bem. Um modo simples de pagar menos imposto quando você vender o imóvel é elevar o seu custo de aquisição. Não há nada de ilegal nisto. Para tanto, basta acrescentar as benfeitorias que você efetuar no bem, como reformas e ampliações. Guarde os comprovantes de despesas - notas fiscais, recibos do pedreiro com nome e CPF, canhotos de cheque também com nome e CPF de quem os recebeu. São suficientes para comprovar as despesas. Se você já fez alguma benfeitoria no imóvel e tem os comprovantes, ainda dá tempo de recorrer ao benefício. Faça uma declaração de IR retificatória, desde o ano em que promoveu a reforma. Nela, adicione ao valor do imóvel as despesas que efetuou. Faça isso sempre que promover melhorias no bem. Mas cuidado. A Receita não aceita qualquer coisa. "Benfeitoria é tudo o que aumenta a vida útil do imóvel, como pintura, troca de telhado ou ampliar um cômodo. Decoração nova não serve", afirma Shingaki.
Exemplo prático: alguém comprou uma casa por 100.000 reais. Um ano depois, gastou 50.000 reais em uma reforma e, na declaração de IR, informou os gastos, elevando o custo de aquisição do imóvel para 150.000 reais. Ao vender o bem, anos depois, por 200.000 reais, obteve um lucro de 50.000 reais - e não de 100.000 reais, se desconsiderasse a reforma. Assim, o IR pago sobre a transação será de 7.500 reais, e não de 15.000 reais.
7. Se você comprou o imóvel, some o custo de corretagem: se você comprou um imóvel por 95.000 reais, e pagou outros 5.000 reais ao corretor que o ajudou, some o custo de corretagem ao valor do imóvel. É outro modo de elevar o custo de aquisição e reduzir, posteriormente, o lucro sobre o qual vai incidir o IR na hora em que você vendê-lo. Se o imóvel for vendido, por exemplo, por 200.000 reais, você poderá pagar 15.750 reais de IR, se não incorporar a corretagem ao custo inicial do imóvel; ou 15.000, se tiver incorporado. Pode não parecer muito, mas já ajuda a pagar a transportadora na mudança.
8. Se você vendeu o imóvel, desconte o valor de corretagem: se você é o vendedor do imóvel, e ficou combinado que você arcaria com o custo de corretagem, desconte esse valor do preço de venda. Isso reduzirá o lucro da transação e o IR pago. Por exemplo, se você comprou o bem por 100.000 reais, vendeu por 200.000 reais e pagou 5.000 reais ao corretor, informe um lucro de 95.000 reais, e não de 100.000 reais. Os 15% de IR pagos cairão para 14.250 reais, em vez de 15.000 reais. Novamente, parece pouco, mas já paga a mudança.
9. Aplique o fator de redução: até dezembro de 1995, a Receita corrigia, de tempos em tempos, o valor de aquisição dos imóveis declarados pelo contribuinte. Isso ajudava a abater a base de cálculo. Mas, desde 1996, nenhuma correção é feita, porque a economia foi desindexada para combater a inflação. Para não prejudicar os contribuintes, a receita criou um fator de redução que considera o tempo decorrido entre a compra e a venda do bem. Esse fator gera um desconto sobre o lucro da transação e, em decorrência, sobre a base de recolhimento do IR. A fórmula é conhecida por contadores e especialistas em planejamento tributário. É necessário consultá-los. Mas, antes de dispensar a dica por preguiça, creia: para imóveis comprados há muito tempo, é possível obter bons descontos no IR com o fator de redução.
10. Se você tem imóveis alugados: consulte seu contador ou seu consultor tributário e veja se não está na hora de abrir uma administradora imobiliária para gerir sua carteira. Neste ponto, é preciso fazer algumas simulações, mas há situações em que é aconselhável transferir a carteira para uma pessoa jurídica, em vez de sofrer toda a tributação de IR como pessoa física. De uma forma genérica, alguém com uma renda de aluguéis superior a 5.000 reais já pode pensar com seriedade nessa opção. Mas há várias ponderações a serem feitas, já que a abertura de uma empresa é trabalhosa, requer dispêndios de impostos, e pode não ser rentável se a pessoa não explorar comercialmente os imóveis. De qualquer modo, em alguns casos, ela é proveitosa.
Exemplo: uma simulação de Shingaki mostra que, se uma pessoa física tiver uma receita mensal de aluguéis de 20.000 reais, irá pagar 59.400 reais por ano de IR (pela tabela antiga). Se abrir uma administradora imobiliária, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), e PIS/COFINS. Mas, para a mesma receita de 20.000 reais por mês, todos esses desembolsos somarão, no final do ano, 27.200 reais - um desembolso 54% menor. "Os benefícios para aluguéis requerem mais cálculos. Não é tão simples dizer que, a partir de um valor, é melhor recolher IR como pessoa jurídica", diz.
É compreensível que haja tantos mecanismos de incentivo à comercialização de imóveis. Considerado um setor de grande impacto social, seja pelos empregos que gera, seja pela melhoria da qualidade de vida que a aquisição de uma casa traz à família, o mercado imobiliário oferece oportunidades de realizar bons negócios sem sofrer tanto com o Leão. Mas, novamente, vale o lembrete de Shingaki: quanto antes planejar a transação imobiliária, mais vantajosa ela pode ser.
03.02.2009 | 09h04
Medidas simples, como somar o valor de reformas e benfeitorias ao preço de compra do imóvel, podem garantir uma mordida menor do Leão
Márcio JuliboniPublicidadePortal EXAME
Em tempos de crise financeira mundial, muitos investidores começam a ver, nos imóveis, uma alternativa de investimento mais segura do que os fundos ou as ações. Outros também precisam enfrentar um mercado em retração para comprar ou vender um imóvel e realizar seu sonho de se mudar para uma casa maior ou conquistar seu primeiro teto próprio.
Em qualquer situação, a carga de impostos incidente sobre transações imobiliárias pode até mesmo inviabilizar um negócio. No geral, quem vive da renda de aluguéis sofre a incidência da tabela progressiva do Imposto de Renda (IR). Já quem vende um imóvel precisa pagar 15% de IR sobre o lucro da operação (preço de venda menos preço de compra). Mas a própria legislação tributária prevê diversas situações em que é possível reduzir o valor pago nessas operações. O mais importante é se preparar com antecedência. "Quanto mais cedo você fizer seu planejamento tributário, menos imposto poderá pagar", afirma Mário Shingaki, professor de Planejamento Tributário dos cursos de MBA da Fundação Instituto de Administração, e autor do livro Gestão de Impostos, da editora Saint Paul.
Veja, a seguir, as situações em que você pode pagar menos IR em transações imobiliárias - ou, até mesmo, ser isento:
1. Isenção total de IR na venda de imóvel residencial: um imóvel residencial vendido por até 440.000 reais é isento de IR se for o único imóvel do proprietário e se ele não realizou nenhuma compra ou venda imobiliária nos últimos cinco anos.
2. Isenção total de IR na venda de imóveis comprados até 1969: se você comprou um imóvel residencial até 1969, ao vendê-lo, não terá de pagar IR sobre o lucro da operação. Para se beneficiar da isenção, não é necessário que este seja o único imóvel residencial do vendedor.
3. Isenção parcial de IR na venda de imóveis comprados entre 1970 e 1988: a lei permite descontar um percentual sobre o lucro da transação para calcular a base de incidência do Imposto de Renda (veja a tabela abaixo). Esse benefício também é aplicável por quem possui mais de um imóvel.
Exemplo: um imóvel é comprado em 1979 por um valor equivalente a 100.000 reais. Em 2008, o proprietário resolve vendê-lo por 300.000 reais. O lucro da operação é de 200.000 reais. Sem a isenção parcial, ele pagaria 15% de IR sobre esse lucro, ou 30.000 reais. Mas a lei diz que, para imóveis comprados em 1979, há um desconto de 50% sobre a base de cálculo. Ou seja, ele precisará pagar IR apenas sobre 100.000 reais, reduzindo o valor a recolher para 15.000 reais.
4. Isenção em caso de aplicação de recursos em compra de imóvel: se alguém vendeu um imóvel e aplicar todo o dinheiro na compra de outra residência em até 180 dias, não precisará pagar IR sobre o lucro da venda.
Exemplo: se, ao vender um apartamento por 500.000 reais, o proprietário obteve um lucro de 200.000 reais, não precisará pagar IR sobre o lucro se, dentro de 180 dias, aplicar todos os 500.000 reais da venda na compra de outro imóvel residencial. Cuidado: se apenas parte dos 500.000 for usada na aquisição do segundo imóvel, a Receita cobrará o IR proporcional à quantia que foi aplicada em outra finalidade. Isto é, se apenas metade dos 500.000 for usada no outro imóvel, então metade do lucro de 200.000 sofrerá a incidência dos 15% de IR.
5. Isenção para imóveis de pequeno valor: não é preciso pagar IR sobre o lucro de imóveis vendidos por até 35.000 reais. Em grandes cidades, como São Paulo ou Rio de Janeiro, é um benefício difícil de ser aplicado, mas em municípios menores, pode ajudar. Outra vantagem de se recorrer a ele é quando o proprietário tem mais de um imóvel até este valor para ser vendido. Se ele tiver, por exemplo, dois lotes com valor individual de venda de 35.000 reais, e vendê-los no mesmo mês, terá de pagar o IR sobre o lucro somado das duas operações. Mas, se ele vender um por mês, embora o lucro total das operações continue o mesmo, ele será beneficiado com a isenção de IR.
6. Reduza a base de cálculo do IR: a base de cálculo, isto é, o valor sobre o qual o IR é cobrado, é o lucro nas transações imobiliárias. Esse lucro é calculado pela diferença entre o valor pago na compra e o auferido na venda do bem. Um modo simples de pagar menos imposto quando você vender o imóvel é elevar o seu custo de aquisição. Não há nada de ilegal nisto. Para tanto, basta acrescentar as benfeitorias que você efetuar no bem, como reformas e ampliações. Guarde os comprovantes de despesas - notas fiscais, recibos do pedreiro com nome e CPF, canhotos de cheque também com nome e CPF de quem os recebeu. São suficientes para comprovar as despesas. Se você já fez alguma benfeitoria no imóvel e tem os comprovantes, ainda dá tempo de recorrer ao benefício. Faça uma declaração de IR retificatória, desde o ano em que promoveu a reforma. Nela, adicione ao valor do imóvel as despesas que efetuou. Faça isso sempre que promover melhorias no bem. Mas cuidado. A Receita não aceita qualquer coisa. "Benfeitoria é tudo o que aumenta a vida útil do imóvel, como pintura, troca de telhado ou ampliar um cômodo. Decoração nova não serve", afirma Shingaki.
Exemplo prático: alguém comprou uma casa por 100.000 reais. Um ano depois, gastou 50.000 reais em uma reforma e, na declaração de IR, informou os gastos, elevando o custo de aquisição do imóvel para 150.000 reais. Ao vender o bem, anos depois, por 200.000 reais, obteve um lucro de 50.000 reais - e não de 100.000 reais, se desconsiderasse a reforma. Assim, o IR pago sobre a transação será de 7.500 reais, e não de 15.000 reais.
7. Se você comprou o imóvel, some o custo de corretagem: se você comprou um imóvel por 95.000 reais, e pagou outros 5.000 reais ao corretor que o ajudou, some o custo de corretagem ao valor do imóvel. É outro modo de elevar o custo de aquisição e reduzir, posteriormente, o lucro sobre o qual vai incidir o IR na hora em que você vendê-lo. Se o imóvel for vendido, por exemplo, por 200.000 reais, você poderá pagar 15.750 reais de IR, se não incorporar a corretagem ao custo inicial do imóvel; ou 15.000, se tiver incorporado. Pode não parecer muito, mas já ajuda a pagar a transportadora na mudança.
8. Se você vendeu o imóvel, desconte o valor de corretagem: se você é o vendedor do imóvel, e ficou combinado que você arcaria com o custo de corretagem, desconte esse valor do preço de venda. Isso reduzirá o lucro da transação e o IR pago. Por exemplo, se você comprou o bem por 100.000 reais, vendeu por 200.000 reais e pagou 5.000 reais ao corretor, informe um lucro de 95.000 reais, e não de 100.000 reais. Os 15% de IR pagos cairão para 14.250 reais, em vez de 15.000 reais. Novamente, parece pouco, mas já paga a mudança.
9. Aplique o fator de redução: até dezembro de 1995, a Receita corrigia, de tempos em tempos, o valor de aquisição dos imóveis declarados pelo contribuinte. Isso ajudava a abater a base de cálculo. Mas, desde 1996, nenhuma correção é feita, porque a economia foi desindexada para combater a inflação. Para não prejudicar os contribuintes, a receita criou um fator de redução que considera o tempo decorrido entre a compra e a venda do bem. Esse fator gera um desconto sobre o lucro da transação e, em decorrência, sobre a base de recolhimento do IR. A fórmula é conhecida por contadores e especialistas em planejamento tributário. É necessário consultá-los. Mas, antes de dispensar a dica por preguiça, creia: para imóveis comprados há muito tempo, é possível obter bons descontos no IR com o fator de redução.
10. Se você tem imóveis alugados: consulte seu contador ou seu consultor tributário e veja se não está na hora de abrir uma administradora imobiliária para gerir sua carteira. Neste ponto, é preciso fazer algumas simulações, mas há situações em que é aconselhável transferir a carteira para uma pessoa jurídica, em vez de sofrer toda a tributação de IR como pessoa física. De uma forma genérica, alguém com uma renda de aluguéis superior a 5.000 reais já pode pensar com seriedade nessa opção. Mas há várias ponderações a serem feitas, já que a abertura de uma empresa é trabalhosa, requer dispêndios de impostos, e pode não ser rentável se a pessoa não explorar comercialmente os imóveis. De qualquer modo, em alguns casos, ela é proveitosa.
Exemplo: uma simulação de Shingaki mostra que, se uma pessoa física tiver uma receita mensal de aluguéis de 20.000 reais, irá pagar 59.400 reais por ano de IR (pela tabela antiga). Se abrir uma administradora imobiliária, ele terá de pagar Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ), Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), e PIS/COFINS. Mas, para a mesma receita de 20.000 reais por mês, todos esses desembolsos somarão, no final do ano, 27.200 reais - um desembolso 54% menor. "Os benefícios para aluguéis requerem mais cálculos. Não é tão simples dizer que, a partir de um valor, é melhor recolher IR como pessoa jurídica", diz.
É compreensível que haja tantos mecanismos de incentivo à comercialização de imóveis. Considerado um setor de grande impacto social, seja pelos empregos que gera, seja pela melhoria da qualidade de vida que a aquisição de uma casa traz à família, o mercado imobiliário oferece oportunidades de realizar bons negócios sem sofrer tanto com o Leão. Mas, novamente, vale o lembrete de Shingaki: quanto antes planejar a transação imobiliária, mais vantajosa ela pode ser.
:: República dos Bananas ::
Se for pro Maranhão, a coluna *Direto da Fonte*, no Caderno 2 do Estadão de hoje, dá informações *importantíssimas*:
Pra nascer, a Maternidade Marly Sarney.
Pra morar, escolha a Vila Sarney. Ou então a Sarney Filho ou a Kiola Sarney.
Pra estudar, as escolas Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney ou José Sarney.
Pra pesquisar, vá à Biblioteca José Sarney.
Pra se informar, leia O Estado do Maranhão, veja a TV Mirante ou ouça a Mirante AM ou FM, todos da família... Sarney.
Pra saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Sarney.
Não gostou de nada disso e quer reclamar? Vá ao Fórum José Sarney.
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José Sarney
Incrível. Fantástico. Extraordinário. E ninguém melhor descreve o tudo e o todo quanto o Sarney Watcher oficial do Brasil, Marcelo Tas:
Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.
O Brasil anda, muda, se transforma, enriquece, se corrige, o mundo nem o reconhece. Brasília, no entanto, continua no mesmo lugar.
Atualização importante – Li nos comentários que quem colocou Sarney na presidência do Senado foi o presidente Lula. É talvez verdade, mas esta é uma leitura superficial. Se o presidente fosse FHC, o resultado não ia ser diferente. O Brasil é uma democracia e voto tem conseqüência. Sarney é presidente do Senado porque ele é importante dentro do equilíbrio de forças do PMDB. O PMDB tem a presidência do Senado porque demonstrou ter um estupendo apoio popular após as últimas eleições municipais. Os cariocas que votaram em Eduardo Paes puseram Sarney no comando do Senado. Quem votou em José Fogaça em Porto Alegre ou em João Henrique em Salvador, elegeu Sarney. Mesmo quem votou em Gilberto Kassab, cujo vice é do PMDB de São Paulo, teve lá seu quinhão de responsabilidade por fortalecer o PMDB em 2008. Sarney é, certamente, o ícone do atraso político no Brasil. Mas voto tem conseqüência. Quem vota no PMDB alimenta a máquina PMDB e é a máquina PMDB que mantem o poder de José Sarney no Brasil.
Incrível. Fantástico. Extraordinário. E ninguém melhor descreve o tudo e o todo quanto o Sarney Watcher oficial do Brasil, Marcelo Tas:
Ele está no poder há exatos 54 anos. Deu ao Brasil a maior taxa de inflação do mundo. Voraz como uma cobra caninana, repartiu com a escória política verde-amarela o maior lote de canais de rádio e TV da história. Matreiramente, montou um império de comunicação no Maranhão, onde atingiu status de semi-deus imortal (lá, até sua tumba já foi construída com dinheiro público!). Com a morte de Tancredo, chegou à Presidência da República. Depois, diante de queda moral vertiginosa, teve a cara-de-pau de criar domicílio falso no Amapá para poder continuar aboletado no carguinho de senador em Brasília.
O Brasil anda, muda, se transforma, enriquece, se corrige, o mundo nem o reconhece. Brasília, no entanto, continua no mesmo lugar.
Atualização importante – Li nos comentários que quem colocou Sarney na presidência do Senado foi o presidente Lula. É talvez verdade, mas esta é uma leitura superficial. Se o presidente fosse FHC, o resultado não ia ser diferente. O Brasil é uma democracia e voto tem conseqüência. Sarney é presidente do Senado porque ele é importante dentro do equilíbrio de forças do PMDB. O PMDB tem a presidência do Senado porque demonstrou ter um estupendo apoio popular após as últimas eleições municipais. Os cariocas que votaram em Eduardo Paes puseram Sarney no comando do Senado. Quem votou em José Fogaça em Porto Alegre ou em João Henrique em Salvador, elegeu Sarney. Mesmo quem votou em Gilberto Kassab, cujo vice é do PMDB de São Paulo, teve lá seu quinhão de responsabilidade por fortalecer o PMDB em 2008. Sarney é, certamente, o ícone do atraso político no Brasil. Mas voto tem conseqüência. Quem vota no PMDB alimenta a máquina PMDB e é a máquina PMDB que mantem o poder de José Sarney no Brasil.
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